História Confesso que... - Capítulo 24


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Luna Valente, Simón
Tags Âmbar, Ámbar Smith, Luna, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna
Visualizações 219
Palavras 2.026
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Capitulo 24


Ambar claramente não sabia lidar com as mudanças da gravidez. Sentia seu corpo pesar de maneira que talvez nunca sentisse. Era como se carregasse um barril 24 horas por dia e simplesmente, não podia se livrar dele. Andava de um lado para o outro numa tentativa ridícula de aliviar a dor na coluna, mas tudo o que conseguia era intensifica-la.

Mas nada era pior do que ter a noção de que agora ela era a dona de si mesma. E não dependia de mais ninguém.

Porém ao mesmo tempo em que a maioridade bateu as suas portas, ela tinha acabado de legitimar a vinda de outro ser ao mundo, que seria inteiramente dependente dela.

Ambar sentia vontade de gritar aos quatro ventos que não aguentava mais. Mas tudo o que ela precisava era de um sorriso de Simón e de suas palavras de conforto, eram elas que as mantinham sóbria, viva e dentro de seu mundinho.

Mas ela ainda tinha uma coisa a fazer, que durante 3 meses não havia feito e praticamente suplicou ao noivo que não fizesse: contar a Luna sobre sua identidade, o que ela não sabia se era a pior coisa que havia lhe acontecido ou a melhor.

Luna havia roubado tudo em sua vida.

Mas ela com certeza queria que tudo o que a fez sofrer fosse absorvido por outra pessoa.

 

-Ambar, eu não posso esconder isso por mais tempo, me sinto culpado, entende? Luna é minha melhor amiga, esteve comigo em muitos momentos, e eu não acho justo esconder dela algo tão grande. –Simón disse enquanto posicionava as caixas.

Os dois tinham passado o dia inteiro numa loja de departamento para bebes.  

Um dos novos vícios da Ambar era comprar roupinhas para o bebe. Que eles ainda não tinham aberto o resultado do exame de sexagem, por que Ambar queria fazer uma festa para celebrar isso.

-Eu sei Simón. –Ambar suspirou. –Eu sei, eu tenho total noção disso. Mas é que é difícil para mim entende? É difícil contar algo que consumiu minha vida e que provavelmente vai consumir a dela também e eu não sei as consequências, se ela quiser, pode me mandar embora dessa casa, com um simples estalar de dedos. –Ambar sentou-se  a beira da cama.

-Luna jamais faria isso. –Simón sentou-se ao lado dela. –Eu tenho certeza que não.  E aliás se você é filha do Bernie, teria direito a metade de tudo isso, ou não?

Ambar balançou a cabeça em afirmação.

-Ainda sim isso não seria meu. –Ambar apontou para o quarto. –Só meu, entende. Eu sou filha da mera empregada com o cara rico, a justiça me veria com tão bons olhos quanto a veria? Quanto veria a filha da mulher que foi morta num incêndio proposital? –Ambar disparou. –Simón, eu vou contar, eu prometo que irei, mas eu vou esperar o momento certo.

-Eu sei que vai. –Simón abriu um sorriso. –Mas não espere de mais, o ruim das mentiras e das coisas escondidas, é que elas sempre aparecem. Só que aparecem muito piores.

 

 

Simón estava nervoso, já faziam meses que não falava com o pai e por mais que tentasse evitar especulações sobre sua vida privada no México, as coisas definitivamente estavam ficando fora de controle. A mídia o caçou como se fosse um animal e descobriu coisas que nem ele mesmo sabia, como por exemplo, o sexo do bebe. Ele odiava saber primeiro que Ambar e não poder dizer a ela. Odiava mais ainda que um país inteiro soubesse antes dela.

Simón guardou todas as revistas dentro de uma caixa, que Ambar com certeza não alcançaria. Nelas, haviam dados sobre a localização dele, sobre o noivado, sobre ele está trabalhando de garçom em uma pista de patinação e sobre a gravidez.

Simón se sentia culpado. Por não tê-la protegido e por não ter se protegido.

No fim, ele sabia que parte do enigma da vida, era não se deixar levar.

Simón fez de tudo para não abrir a revista sobre o sexo do bebe, tentou com todas suas forças se conter, mas a colocou no topo da pilha e ela acabou escorregando de cima da caixa.

-Merda! –Simón gritou ao pegar a revista do chão.

Página 10. Título. O galã mexicano será pai de uma menina.

-Como? –Simón tremeu.

Os seus olhos foram de imediato lendo as próximas linhas com anseio e ternura. Ele odiava que veículos de informação tivessem aquele tipo de conteúdo e obtivem-se coisas tão pessoais, mas ele não pode se alto conter.

-Eu vou ser pai de uma menina? –Ele se olhou no espelho e pulou. –Espera. –Respirou. –A Ambar não sabe disso, então se concentra Simón, se concentra em parecer o mais surpreso possível na festa de hoje a noite e por favor, não abra a baco. –Disse a si mesmo.

Ele não sabia o por que de a vida ser tão boa com ele, mas tudo o que tinha a fazer para o universo, era agradecer.

Ser feliz, para Simón, não era ter uma vida perfeita, mas sim reconhecer que vale a pena viver, apesar dos desafios e perdas.

E aquela menina, seria o maior presente de toda sua vida.

 

Simón levou a caixa com as lembranças que Ambar mandou preparar para o salão principal, desceu as escadas com cuidado, por mais que ele não quisesse admitir, aquelas coisas pesavam, mas se fez de forte e continuou.

-Simón! –Luna o abraçou por trás.

-Luna! –Ele abriu um sorriso.

Mas ele ainda não podia esconder que estava omitindo algo quando a via. Doía.

-Então, animado para saber se você vai ser pai de uma menina ou de um menino? –Ela perguntou dando um tapinha no ombro do amigo.

-É, muitíssimo ansioso. –Simón respondeu contente.

-E em que você aposta? –Ela arqueou as sobrancelhas em curiosidade.

-Hmm, deixa eu pensar. –Simón disfarçou. –Ambar não engordou muito, continua extremamente bonita, a barriga dela mexe bastante durante a madrugada e com certeza ela está muito mais resmungona, julgando minhas probabilidades, acho que é uma menina.

Luna riu.

 

 

Ambar estava tentando vestir qualquer coisa. Era isso. Ela tinha perdido toda a possibilidade de escolha desde o sexto mês de gravidez, e agora no sétimo, ela já não tinha mais do que resmungar, por que se ousasse fazer isso, teria que passar todo o dia resmungando.

Vestido azul marinho um pouco folgado. Por que não? Ela não tinha mais que tentar parecer bonita, já que a única coisa que interessava as pessoas era seu volume na barriga e em perguntar quantos kilos ela havia engordado.

E Simón, bem, ela sabia que ele não a veria com os mesmos olhos depois do parto.

 

Ambar desceu as escadas, ela não podia negar o quão aflita estava com a ideia de ter um menino ou uma menina. Ela não sabia qual das duas opções seria a melhor, mas ela tinha uma certeza absoluta: Simón seria babão em qualquer uma delas. E ela gostava dessa ideia.

Ela nunca imaginou que ficaria grávida tão. Ela nem se quer, desejava ser mãe. Mas o destino era um pregador de peças e ela tinha ali o maior desafio da sua vida, enfrentar aquilo que ela nunca teve parâmetros e nunca soube de fato o que era.

Ambar olhou o espaço, abriu um sorriso.

-Ficou perfeito. –Disse a si mesma. O lustre dourado acima de sua cabeça, a mesa com doces, os balões rosas e azuis, os sofás coloridos e alguns garçons indo e voltando pela sala. Ela era boa em organizar festas.

-Olha só, a gravidinha mais linda...

-Shiu Simón. –Ambar se irritava facilmente aquela altura. Ela já estava quase delirando quando alguém a mencionava pela gravidez e não pelo nome.

-Tudo bem, tudo bem. –A ultima coisa que ele queria era irritá-la. –Você gostou?

-Eu amei. –Ela abriu um largo sorriso.

-E sobre o sexo, ansiosa?

-Sobre o sexo. –Ela olhou para ele. –Realmente ansiosa.

-Eu não estava falando deste sexo. –Simón riu.

-Eu sei. –Ela bufou. –Eu odeio isso Simón, eu pareço um pedaço de carne ambulante ao mesmo tempo em que eu sou uma baleia orca e você, como faz, você ainda me acha bonita ou eu sou literalmente a garota grávida com quem você vai casar? –Ambar falava rapidamente e Simón não parava de gargalhar. –Isso não é nem um pouco engraçado, nem um pouco mesmo. –Ela o olhou com fúria.

-Sabe o que é? –Ele riu. –É que você ainda duvida do meu amor. –Ele riu mais ainda. –E essa é uma das coisas mais certas que pode existir, Ambar você é a mulher mais linda do mundo e eu tenho certeza que você está em seu momento mais bonito e eu sou grato por ter a oportunidade de está ao seu lado agora, por te ver assim, por registrar nos meus olhos você e sua barriguinha, lembrar disso com todo carinho do mundo...

-Ai, já chega. –Ambar o olhou com cara de nojo. –Por que você é tão perfeito me diz? Era só dizer que eu sou linda de qualquer jeito e bla bla bla, neologismo Simón, neologismo. –Ambar andou na frente dele.

Simón não conseguia evitar o riso. Ambar gravida era muito pior que Ambar normal.

 

 

Ambar recebia os convidados, a começar por Delfi e Pedro, que tinham grandes sorrisos e um presente enorme.

-Eu acho que é um menino. –Delfi falou sorrateira.

-Eu não, eu acho que é uma menina. –Pedro riu.

-E eu acho que um de vocês está completamente certo. –Ambar riu. –Mas eu não sei qual é, ainda. –Ela deu de ombros.

-Então? Ansiosa? –Jim se aproximou. Ela e Ambar nunca foram amigas, mas elas tinham tido certa proximidade depois do escândalo feito por Jasmin, as duas tinham até comprado juntas alguns móveis brancos.

-Um pouco, achei que estaria bem mais, mas para ser sincera, eu estou desejando com todas as forças que chegue logo a reta final, isso pesa muito. –Ambar apontou para a barriga. Jim riu.

Simón se aproximou da noiva, colocando os braços em sua cintura.

-Então? Eu acho que já podemos começar. –Ele disse sorridente.

-Se você diz... –Ambar o acompanhou.

 

-Boa noite. –Simón começou. –Bem, vocês sabem que hoje é um dia muito especial, na verdade, é um dos dias mais felizes da minha vida, eu não sei exatamente como agradecer tudo de incrível que me aconteceu no ultimo ano. Eu era o garoto solitário do violão em Cancun e agora eu tenho uma familia, não é genial? E tudo graças a você, Ambar. Você mudou a minha vida, transformou cada pedacinho dela, explodiu toda a minha mente e depois reconstruiu. Eu confesso que foi difícil no começo, mas agora eu já não posso evitar. Eu amo você. –Ele disse sorridente.

Ambar tinha lágrimas nos olhos. Ele era lindo de todas as maneiras e só conseguia ficar mais.

-De qualquer modo, eu não posso te prometer uma coisa. –Ele olhou para ela, no fundo dos olhos. –Eu confesso que eu menti. –todos olharam Simón perplexos.

Ambar estranhou.

-Confesso que a alguém que eu amo um pouco mais, e com certeza vou amar mais e mais. –Ele pegou o envelope e entregou a Ambar. –Você pode me dizer agora, o nome da pessoa, se você quiser.

As mãos de Ambar tremeram. Ela não fazia ideia que o momento podia ficar ainda mais lindo.

Mas ela tinha uma responsabilidade enorme. Ela sabia que era real quando acordava pela manhã e se olhava no espelho, ela sabia que era real quando vomitava ou quando sentia um desejo imenso de comer ovos mexidos às 3 da manhã, ela sabia que era real.

Mas ela nunca teve certeza.

E era aquele momento que iria mudar tudo, ele deixaria todas suas incertezas de lado e se materializaria em uma grande e imensa verdade.

Ambar rasgou com cuidado, suas mãos bambeavam. Abriu.

Ambar abriu um sorriso para Simón.

-Sabe o pior de tudo Simón? –Ela olhou para ele.

As  pessoas não entendiam direito o dialogo entre eles, mas apreciavam como um show.

-É que eu vou ter que dividir o seu amor com outra mulher. –Ela abriu um sorriso. –Acho que é hora de dar boas vindas á Isis. 


Notas Finais


Preparados para o grande final?
Eu dei uma sumidinha, mas é que né, eu to estudando muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito e agora vou ler todas as suas mensagens.
Obrigada pelo apoio, eu amo vcs.


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