História Confia em mim - Capítulo 17


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Bissexual, Ciumes, Drama, Eren, Homossexual, Levi, Possessividade, Riren, Romance, Shingeki No Kyojin, Yaoi
Visualizações 643
Palavras 6.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Saudações terráqueos desse planeta que não conheço o nome :3
Eu demorei para voltar, me perdoem o atraso. Eu já tinha todo capítulo planejado na cabeça, foi difícil o digitar e quando terminei, achei muito pouco e resolvi fazer maior, admito que não estava com inspiração na parte em que devia me dedicar ao máximo desse capítulo, pois é o início de um momento bem tenso e também delicado da história, mas vou deixar vcs lerem logo, espero que me desculpem e entendam que desapareci pela minha saúde.

Boa leitura!

Capítulo 17 - Segredos guardados


Fanfic / Fanfiction Confia em mim - Capítulo 17 - Segredos guardados

Impaciente com tanta confusão tanto na sua cabeça quanto na situação atual, Levi tentava se concentrar em tudo ao seu redor, tendo cuidado e atenção sem ser devagar demais, fazendo seu melhor para a rapidez em que se dirigia ao colégio não atrapalhasse sua concentração. Os tiros de antes apenas o deixou mais preocupado com Eren, e por mais que não fosse religioso, a forma que rezava intensamente para o moreno está bem, quem soubesse duvidava.

Depois do episódio que passara depois do aniversário do seu garoto, a morte daqueles homens, sabia que não cheirava nada bem. Pensando melhor em tudo que aconteceu de lá para atualmente, era suspeito a morte deles sendo que nada de pior tivesse acontecido a seguir, como se não houvesse real significado para aqueles cadáveres, porém, como para si a velha frase 'nada é em vão' sempre fez sentido, sabia que, mesmo não acontecendo algo durante a festa ou mesmo depois dessa, era porque algo ainda pior estava por vir, não foi a toa que aumentou a vigilância, e não sabia se tava dando certo ou os rivais ainda estavam em vantagem.

Agora sabia bem que essa hipótese estava correta, levando em conta os pequenos detalhes que guardara para si, estava começando a se encaixar. Estavam apenas esperando ele sair do morro para começar a fazerem o que iam fazer. Eren era o ponto principal, se o pegassem, teriam Levi a persegui-los e isso era ótimo, teriam a vantagem pois o ponto tanto forte quanto fraco daquele traficante estava em suas mãos e podiam fazer o que bem quisessem, afinal, todos tem suas fraquezas.

Pararam por poucos segundo quando ouviram vários disparos seguidos vindo do colégio, deixando o líder mais tenso que antes, e isso foi confirmado quando este deixou escapar xingamentos ásperos, dando ordem para o seguir, não esperando mais em correr, entrando no local rapidamente, não mais tão atento quanto antes, correu para onde já suspeitava está vindo os tiros.


Eren


Foi tudo tão rápido, em uma fração de segundos eu estava servindo de escudo, apenas uma garantia de vida, com uma arma apontada pra minha cabeça e preso com um braço a circular meu pescoço, que por sinal me deixava sufocado. Somando a lista do que sentia, podia deduzir rápido que não sairia fácil disso tudo. Tal como antes, não mudaria a estrategia, no entanto, acrescentaria um ponto chave que me garantia ao menos a vida do Armin ou dos demais, por mais que soubesse a prioridade de Hanji.

Não sou melhor que ninguém, muito pelo contrário, e nessa situação não é diferente, porém, levando em conta que se algo me acontecesse, decidiria o que aconteceria logo a seguir. Era fato que eu era ou derrota ou vitória, que tudo era minha culpa... A decisão foi minha não ter segurança, levando tudo para o lado pessoal e sentimental, e não num pensamenento mais aberto da realidade em si. Se um pivete da periferia corre risco todo dia apenas de sair de casa, o risco dobra ou se multiplica para secundários sem nenhuma ligação direta ao crime, mas indiretamente como eu. Qualquer pessoa além de mim perceberia os riscos e não reclamaria daquela proteção necessária. Sim, necessária!

- Qualé seus cuzão, vão querer esse docinho com furos na cabeça? - sorriu, se sentindo vitorioso por ver a relutância dos demais.

Fechei os olhos, engolindo em seco em procura de ar com um pouco de desespero, o maldito apertou consideravelmente meu pescoço, me dando um sufocamento insuportável, aumentando assim minha tontura e afetando meu ombro baleado. Minha cabeça parecia dar voltar, como se eu estivesse fora da realidade e isso dificultava começar o impulsivo plano de conseguir sair dali com Armin, no entanto eu não poderia perder o foco, mesmo que a dor, tontura e falta de ar atrapalhassem. Olhei para Hanji, torcendo para essa me olhar a seguir, o que não demorou pois ela mantinha a atenção em mim, na arma apontada para mim e em Armin. Hanji não era idiota, sabia muito bem que ele não ia me matar caso precisasse, porém o mesmo não funcionava com Armin, e mesmo sem uma arma apontada para a cabeça, ele era o que mais corria perigo de morte. Franzi a testa em seriedade, tendo uma conversa apenas numa troca de olhares com a morena, olhando discretamente para a arma, voltando minha atenção para ela. Como esperado, a repreensão estava estampado em seu rosto, negando meu plano imprudente, e eu ignorei... Ignorei por saber que era a única saída, ignorei pois sabia que a culpa era minha e por não querer ter o peso na consciência de não resolver minhas próprias falhas, ia ser desobediente mais uma vez.

- Aê neguim, solta ele agora, falô! - a voz de Hanji era falha, mas não temia aquela situação. Em terceiro lugar no comando, ela tinha meu respeito, mesmo a mais louca, também era a mais indicada para negociação. Ela tinha foco! - Tenho certeza que cê não esperava chegar aqui e ser recebido com uma xícara de café, seu bundão.

- Não seria nada ruim um pouco de hospitalidade, sua puta. - deixou um riso maldoso escapar - Porra, está mesmo fodida a situação aqui pra colocar uma mulher no comando, cadê teu patrão? - perdi por segundos a respiração quando aquele aperto se tornou mais forte, o que não durou muito - Pensei que ele vinha salvar esse viadinho que ele chama de namorado.

- Além de filho da puta cê é machista?! Não aceitaria ir na minha casa para eu te ensinar como se faz ovos fritos, meu bem? - por mais esquecido que eu fosse, lembrei o que ela quis dizer e admito que sorri de leve com a lembrança, vendo ela abaixar a arma e por a mão na cintura - Mesmo cê saindo vivo daqui, não dura mais de uma semana, mané. Tou perdendo a porra do jogo pra tá aqui por tua causa, caralho. Pára de cena!

- Vamo fazer o seguinte: Cê me deixa sair com essa belezinha aqui e vai dá tudo certo, tá ligado. - mordeu o lábio, e com nojo senti quando ele juntou nossos rostos, roçando sua bochecha na minha e depositando um beijo ali. De imediato senti minha pele arrepiar de uma forma repugnante, me fazendo ter vontade de vomitar pelo nojo. - Não se preocupe, eu sei cuidar muito bem de tesouros como esse, fale pro Rivaille qu... - no momento menos recomendado e movido pelo impulso e repúdio, agarrei seu pulso ainda próximo do meu rosto, impulsionando para cima, o suficiente para lhe acertar uma cotovelada no abdômen, fazendo ele recuar o suficiente para afolgar o aperto que fazia em meu pescoço e assim eu conseguir escapar, sem antes puxar a arma para mim.

Foi tudo muito rápido, e Hanji tão rápida quanto, voltou a mirou novamente nele, enquanto eu ainda com as mãos trêmulas, dando três passos para trás, tinha em mira o mais alto que segurava um Armin aflito que me olhava surpreso e paralisado.

- Larga ele, seu merda! - elevei a voz, sentindo a tontura e dor retornar, dessa vez com mais força pelos movimentos que fiz. Não tinha um físico muito plausível ou horrível, apenas não tinha o costume de fazer esse tipo de atitude, muito menos com uma bala no ombro para piorar tudo. - Já mandei largar ele, cê tá surdo?!

- E-Eren... - sua voz trêmula me deixou um pouco tenso, e quando vi ele ser solto e correr para perto de mim, senti um alívio me invadir, contudo, o alívio não veio sozinho, e sim com uma onda de dor forte o suficiente para perder o equilíbrio, deixando a arma cair, e eu teria ido junto se não fosse por Armin a me segurar, tão preocupado quanto Hanji pareceu está quando ordenou os outros dois se afastarem de nós dois.

- Se afasta, porra! - ouvi disparos e em pânico a única coisa que me veio a cabeça foi me encolher junto a Armin, com medo de que tenha feito tudo errado. Não queria nada de ruim acontecesse a ele, tudo o que quis foi salvar a ele e a mim, resolver o problema que eu mesmo causei, mas ao sentir um líquido quente atingir meu braço esquerdo, não consegui conter o pavor ao imaginar algo como ver meu amigo baleado, e movido ao medo e pânico comecei a chorar de forma patética, fazendo a dor no ombro e cabeça junta da tontura acabar com qualquer resto de equilíbrio que ainda tinha, caindo deitado no chão com respiração um pouco rápida e errada.

Não tinha mais noção do que estava a acontecer, tudo parecia sem sentido, girando e girando, minha visão era incerta e por segundos pensei que ia morrer, ouvindo várias vozes confusas, distantes, altas, pareciam nervosas, em pânico...

Pensar que tudo isso foi minha culpa, que a decisão mais infantil e errada que escolhi fosse me fazer perder pessoas importantes, e o mínimo que poderia merecer era ficar sozinho. As palavras de Levi, suas ações não pareciam mais tão erradas, as atitudes que pareciam impulso e ciúmes agora faziam tanto sentido... Ele merecia um namorado mais adulto do que o tão famoso pirralho que ele faz questão de chamar.

Senti alguém erguer minha cabeça sem muito cuidado, a voz feminina também parecia irreconhecível se não fosse pela visão turva do rosto de Hanji, está que preocupada me pedia várias e várias vezes para não apagar, para aguentar firme, e eu devo admitir que não queria aguentar, como se me faltasse vontade e força para isso, no entanto, só pensava o quanto fui idiota todo esse momento.

Eu fui mimado demais.

- Eren! - ouvi uma voz alta da morena, de seguida outra voz, essa mais desesperada e mais conhecida. Era Mikasa.

- Porra, o que aconteceu? Não acredito que te atingi... - falou em desespero ao ver o sangue em mim, segurando meu rosto preocupada, já com lágrimas. As vezes ela nem parecia a garota durona de sempre, as vezes ela parecia tão... sensível.

- Não foi tu. - tentou tranquilizá-la, mas não deu muito certo - Quando cheguei ele já estava assim e... Mikasa!

Não pude perceber o que se passava, apenas senti Mikasa se afastar e sumir do meu campo de visão já bem ruim, contudo algo mais chamativo para mim apareceu, e por momentos senti a dor do meu ombro e tonturas sumirem com o tanto de atenção que dei para Levi logo adiante, me olhando imóvel e descrente do que via, e meu sorriso forçado para ele na tentativa de fazê-lo ficar mais calmo não deu muito certo, em compensação, recebi o contrário do que queria, sua expressão era de pura... Intimidação? Não... Era bem mais. Era ódio!

Por mais que tivesse uma visão limitada do que se passava ao meu redor, percebi os seus passos determinados de forma tão negativa, me fazendo temer pelos seus atos, e foi quando percebi que ele ia até onde Mikasa foi. Fiz um esforço um pouco maior para olhar a situação, sendo repreendido por Armin que mandou eu ficar quieto, porém como sempre fui teimoso, mesmo com a dor mais forte não me impediu, e com surpresa vi Levi empurrar Mikasa sem cuidado para longe do corpo cheio de sangue no chão ainda a respirar, o que me pegou de surpresa pois pensei que estavam todos mortos, mas havia ainda um vivo.

Já a muitas vezes antes vi Levi agressivo e não era surpresa para mim, por esse motivo estranhei mais uma vez está surpreso e num tanto intimidado com a forma como ele ergueu o corpo daquele homem, agarrando-o pelos cabelos com brutalidade e o levantando até sua altura, foi quando percebi os locais baleados, não eram nenhum fatais, mas a falta de sangue o mataria aos poucos.

- L-Levi... - tentei chamá-lo, e com surpresa percebi que tinha a voz fraca demais para que ele me ouvisse.

- Tu é de onde, caralho? - com o cano da arma, pressionou sem cuidado um dos locais em que o outro foi baleado, recebendo queixas e xingamentos dele que apertava as pálpebras de dor.

- Tá bravim... só porque eu peguei aquele viado...? - gemeu de dor quase num rosnado, possivelmente por Levi ter pressionado mais a arma no local baleado. - Ahhh!

A expressão dele apenas se intensificou em seriedade, jogando com uma força surpreendente aquele homem bem mais alto que si contra a coluna ali perto, mas que em força, se tornava totalmente inferior a Levi. Ele podia ser pequeno, mas de força, não conheci ninguém mais forte que ele em toda a Rocinha, muito menos de outra favela, e isso tanto era surpreendente quanto assustador.

Conhecido pelos rivais, temidos pela maioria, e respeitado por muitos outros com sua precisão, foco e principalmente intimidação e poder, Levi tinha sua cabeça cara, e situações assim eram comuns para ele... E sempre com seu ar calculista, era admirado, conseguindo seus objetivos, sempre em vitória e dando melhores condições para os moradores, era um tipo de herói para os pivetes, um bom homem para outros moradores, por mais que alguns ainda o vissem como um cara errado e desejassem sua derrota, Levi era uma figura com diversos lados, tanto negativos quanto positivos e isso dividia opiniões ao seu respeito. Como não era diferente, eu o admirava por mesmo no meio de coisas erradas, conseguia fazer o bem quando bem queria de acordo com seu caráter, eu o amava dessa forma. Entretanto, mesmo aí, tinha seus lados negativos que fazia com que eu tivesse certas dúvidas relacionado ao fato de o conhecer bem... E eu sempre chegava a conclusão de que não, eu não o conhecia como pensava...

Nesse momento, penso que aquele homem que estrangulava os testículos do quase cadáver encostado na coluna não era meu namorado, era um desconhecido.

Em meio aos gritos, aquele cara agoniava em dores enquanto Levi pressionava mais e mais seu pé entre as pernas deste. Era uma cena até difícil de se presenciar, tanto pela minha visão turva e dores fortes na cabeça e no ombro, imagino a dor do outro que tinha levado vários disparos e ainda estava sendo torturado. Possivelmente, anos para aprender a perceber como funcionava a forma de pensamento de Levi, ele iria torturar aquele rival até a morte.

- Não me importo em passar horas nisso... - afastou seu pé apenas para ter impulso suficiente para um forte chute naquela mesma região, foi então que não tive mais coragem de olhar aquilo.

- Ahhhhhh! - gritou de dor várias vezes, quase não parando com xingamentos e pedidos para parar.

- Cê acha que tá falando com Deus, seu merda. - ouvi mais outro grito de dor, fechando os olhos quando a tontura na minha cabeça se intensificou, ouvindo Armin a falar qualquer coisa com Hanji que se afastou para onde Levi estava, me deixando com Armin que tentava me levantar.

- A-Armin... Pede para ele parar, por favor... - falei com dificuldade, agarrando meu ombro com dor, sentindo mais sangue a sair.

- Esquece isso, temos que resolver isso no teu ombro, mano. - senti ele tentando me erguer, colocando meu braço sobre seus ombros enquanto agarrava minha cintura. - Mikasa, me ajuda aqui.

- Te mantém acordado, Eren. - senti a mão dela nos meus cabelos, me olhando preocupada - Vamo te levar pro hospital, vai ficar bem logo.

- Não é preciso isso, a mãe do Jean é enfermeira, ela sabe cuidar disso, ele não pode sair do morro. - com suas mãos tremendo, pegou seu celular, provavelmente ligando para o idiota do Jean.

- Cê tá ligando pra ele porquê em? Ele num tá no morro não. - me ajeitou nos seus braços, me fazendo cambalear vez ou outra.

- Eu não tenho o número da mãe dele e acho que ela está no traba...

- Olha, acho melhor cê me ajudar a levar logo ele, é melhor do que perder tempo ligando pro Jean sendo que ele não vai poder atender. - interrompeu o loirinho, era visível a impaciência e preocupação da Mikasa que não tirava os olhos de mim, e mesmo com minha voz fraca, tentei acalmá-la.

- Eu tou bem... Já não dói tanto e...

- Cala a boca, Eren. Tu tá baleado e quer que eu acredite que não tá sentindo nada? Faça um favor, cala a boca e tenta não perder a consciência. - sorri fraco, logo me arrependendo por piorar a tontura que sentia.

Eu ia rebater, mas ao ouvir um grito mais sofrido e muito alto que os outros, me virando para trás com receio do que ia ver, e eu estava certo. Aquela foi a pior cena que podia presenciar.

"Não, Levi..." Fechei os olhos com força ao som de mais disparos seguidos, e como se fossem para mim, senti minha consciência se esvair aos poucos...


°°°°°°°


Era o terceiro beck que fumava em apenas uma hora, o que para si era muito comparado o imenso tempo que ficou sem chegar perto de um, tudo a pedido do seu pirralho, e não é que se arrependia de ter deixado de fumar, apenas sentia falta da calma que sentia quando o fazia, essa calma que precisava mais do que nunca diante da situação que se encontrava.

Fazia um bom tempo que não entrava num conflito desse, comparado a antes, esse foi o mais ousado plano inútil que já fizeram contra si. De todas as suspeitas, nenhuma era boa o suficiente, pois sabia que esses não teriam coragem de sequer levantar a cabeça para lhe enfrentar, o que o fazia crer que devia ser algum desavisado desconhecido.

"Se parar para pensar, os alemão tão muito cuzão... Faz tempo desde que esses vacilão não se mexe." Com o cenho mais franzido do que o normal, tentava achar justificativas para tudo isso, não que nesse mundo tudo tivesse um motivo, para si era assim, no entanto, se arriscar indo para território inimigo sem uma causa boa o suficiente era burrice, e sabia que eles sabiam disso.

Suspirou, voltando sua atenção a Hanji que tagarelava desde que chegaram em sua casa. Sabia que tava errado, devia prestar atenção no que a morena falava, nos sermões que dava em si, porém estava com pensamentos bagunçados demais para ouvir ela.

Imaginar que quase perdeu Eren por um erro próprio seu, e que este estava em uma merda de cama desmaiado sem poder está com ele, só aumentava sua culpa e ódio, pensando em diversas formas de se vingar de um jeito além de justo. Queria matar de uma forma lenta, violenta e prazerosa num sentido psicótico. Dava razão ao que Hanji dizia a respeito de seu lado psicopata, não por ser um, pois não era, no entanto, certas situações como a que minutos atrás acabara de acontecer, atitudes no mínimos insanas e horrendas prevaleciam em si, seja em torturar, ser agressivo e perder o controle, concordava que devia fazer algo a respeito. Mesmo já negando e abominando o fato do seu garoto ser mortal, perdê-lo por um erro seu já era pior que inferno...

- Chega, Hanji... - expulsou a fumaça do beck, jogando-o já pequeno no sexto de lixo e voltando-se pra amiga.

- Como "chega"? - fez aspas com os dedos - Caralho, que merda foi aquela?

- Caralho mano, de quê tu tá reclamando, pô? Eu tinha que saber de onde ele era, ou cê queria que eu tivesse pedido por favor? - disse num tom cortante, vendo a amiga mais irritada - O que há com tu?

- Comigo? Tu parecia um bicho louco daquele jeito. - se aproximou do amigo - Eu não reclamaria se cê não parecesse um animal. Pára de perder o controle, Levi! Pensa mermão, tu num é assim.

- O controle é meu e dele eu faço o que eu quiser... - não queria ser ignorante, porém parecia quase impossível no momento, se virando de costas para a outra, escorando-se na janela, olhando tudo com desinteresse. - Cê sabe que eu nunca falho.

- Ah, boa Sr. Super homem imortal, vai nessa que tu se fode. - agarrou o ombro do amigo, recebendo toda atenção do mesmo - Me escuta, Levi. Nós relaxamos demais, passamos tantos anos sem receber ataques que não ficamos atentos pô, e admito que eu tava errada, devia sim ter deixado alguém na cola do Eren, só que o Eren em perigo não justifica você ser imaturo e agir sem pensar. - sem muito controle do que dizia, Hanji despejava sem pausa para respirar, ainda aflita com tudo o que se passava.

- E o que tu queria que eu fizesse? Fosse delicado esmagando as bolas dele? - empurrou de leve a morena, sem má intensão - Não dá pra ter total controle de mim mesmo quando se trata dele, Hanji! Entenda isso, eu fico louco e eu sei que sou impulsivo, me diga algo menos óbvio do que isso. - elevou a voz, colocando os cabelos a atrapalhar sua visão para trás, suspirando cansado. - Eu tenho quase certeza que os alemão filhos da puta tem algo a ver com isso, e eu vou acabar com eles, cê vai ver. - apontou para morena.

- Se for eles, vamos saber cedo ou tarde, mas quero que anote isso que vou te dizer, cara - cruzou os braços, olhando pros seus próprios pés por alguns segundos antes de voltar a olhar o amigo. - Tenta pensar melhor sobre o que vai fazer daqui pra frente, qualquer passo errado que cê dê, vai ter uma consequência muito mais pior. - vendo que o amigo se manteria calado, tentou se explicar - Foi mal te por pressão, eu só não quero que nada pior do que isso aconteça, sacô?

- Saquei... - voltou a ter seus braços cruzados - Só me diz quem tá com ele? - seu tom de voz era tão exausto que a morena sentiu certa culpa, mesmo sabendo que não era real culpada.

- Armin e Mikasa levaram ele. - ao ver o semblante levemente assustado, tentou acalmar o amigo de imediato - Não precisa se alarmar, eu mandei vigiarem lá.

- Quantos? - arqueou uma sobrancelha, apreensivo pela resposta.

- Uns vinte e pouco.

- Não é suficiente! - interrompeu a amiga, andando impaciente até sua arma sobre a cama, a tendo em mãos.

- Além de ser suficiente, estamos perto da casa do Jean, qualquer coisa em menos de um minutos tamo lá... - percebeu o silêncio do amigo, rindo para descontrair o outro. - Tu pára com essa paranóia tua, pequenino. - provocou o amigo que deu um murro não muito forte no seu braço.

- Vai se fuder. - suspirou em desistência, com um pequeno sorriso de lado enquanto andava para lá e para cá no pequeno cômodo, olhando para fora da janela e para Hanji. - Ele me disse que queria conhecer o mundo todo... - falou simplista, bagunçando os cabelos meio impaciente - E agora ele tá numa cama com uma bala no ombro.

- Ah, nessa hora já devem ter tirado a bala. - balançou a mão sem importância.

- Tu é uma merda mermo, em criatura. - balançou a cabeça em negação - Nem quando eu tento falar algo decente tu num respeita, carai.

- Mas tu num disse que era pra respeitar. - deu de ombros, indo se sentar em cima da mesa e pegando um cigarro em cima da mesma. - Eu só quis te deixar tranquilo, pô.

- Pois cê falhou bonito. - riu baixo, se aproximando da amiga.

Nunca admitiria em voz alta que gosta da morena, que era grato a ela por muita coisa, no entanto, sabia que esta tinha noção da gratidão que ele sentia. Era situações como essa que ele sabia que podia contar com ela para tudo, pois aquela idiota jamais o deixaria na merda. "Se não fosse por rapidez dela, eles tinham o levado... "

Se sentou ao lado dela sobre a mesa, pegando um cigarro e o acendendo com ajuda de Hanji, começando a fumar junto da outra em silêncio. Olhou o cigarro entre seus dedos, se lembrando novamente do seu pirralho, desejando poder ir ver como ele estava e conseguir se acalmar com seu garoto, o que naquele momento parecia muito difícil, mesmo na companhia de Hanji que sabia bem o distrair de problemas, mas aquele em específico não estava a conseguir.

- Levi, acho que é melhor você pensar bem a partir de agora, só que cê tem que agir de cabeça fria, sacô? Eren está ferido, não é nada grave, mas...

- Eu sei Hanji, eu sei. Preciso resolver esse problema e tomar mais cuidado daqui em diante, não quero que mais merdas aconteçam. - expulsou a fumaça tóxica do organismo, olhando para o nada, ainda com o foco de seus pensamentos em Eren.

A culpa pelo que aconteceu ainda o agonizava a cabeça, imaginando o quão idiota foi em não ter sido mais firme em sua decisão de deixar Eren sempre com vigilância. Mesmo sobre a resistência do namorado o perturbando sempre no mesmo assunto, só ele sabia do medo e risco que corria em deixar o moreno sem proteção, e mesmo assim...

"Chega, Levi, pára de ser um merda."

- Acho bom você ir ver como ele tá, talvez já tenha acordado.

- Eu vou esperar mais um pouco, num quero ir de idiota e atrapalhar. - inspirou novamente e fumo.

- Ele acordou. - falou uma terceira voz conhecida, recebendo dois olhares aliviados, um em específico tinha uma ansiedade indiscreta. - Perguntou logo de tu.

Não esperou ouvir mais nada do loiro, saiu em disparada para a casa mais abaixo onde sabia que seu garoto estava, nem mesmo se incomodou em ter deixado sua arma na casa da amiga, até porque não ia precisar, apenas queria chegar aonde Eren estava.

Pulou com pressa alguns degraus da estreita ruela antes de virar para a esquerda e avistar a casa de Dona Kirsten que se encontrava na porta de casa com Mikasa a conversarem.

Em uma situação normal, as cumprimentaria, no entanto sendo tal circunstâncias não perderia tempo com algo como isso, iria ignorar totalmente sua pouca simpática que restava.

- Ele está no quarto do Jean te esperando, enquanto vocês conversam, eu irei na bodega e volto daqui a uns minutos. - avisou a senhora que sorria calma para o traficante impaciente a sua frente. - E não se preocupe, ele é forte e vai ficar bem. - disse na tentativa de acalmar Levi, falhando miseravelmente.

- Obrigado por ter cuidado dele, Senhora. - agradeceu, recebendo um sorriso meigo da mesma que logo se distanciou - Fica na redondezas até eu sair, quero falar contigo e com Hanji depois, tá ligado? - recebeu uma confirmação de Mikasa, o deixando menos tenso, entrando na casa simples de dois andares, subindo a escada curta e estreita, sentindo o alívio tão esperado ao ver seu garoto deitado na cama, olhando o céu através da janela aberta tão concentrado que nem percebeu que já não estava mais sozinho.

- Ei, será que pode dar menos atenção ao céu e mais para mim? - Perguntou com um sorriso leve no rosto, vendo aqueles belos olhos verdes na sua direção com um sorriso também leve, no entanto, quase sem nenhuma expressão no rosto.

- Você chega tão discreto que quase não te escutei. - comentou sem muito ânimo.

- Bom, na verdade cê nem me ouviu. - deu de ombros, se sentando no banquinho ao lado da cama com os cotovelos apoiados um pouco acima dos joelhos. Olhou Eren com curiosidade, percebendo que este estava estranho, muito calado e sem expressão, olhando para o céu como se evitasse olhar para si.

- Onde tu tava? - Perguntou o moreno, sem uma real vontade em saber.

- Na Hanji resolvendo algo. - ficaram um tempo em silêncio, esse silêncio que incomodava mais a Levi do que o outro. - Eren, como se sente? - foi a única coisa que conseguiu pensar.

- Um idiota na medida do possível. - sincero até demais, surpreendeu Levi que observava o outro sem estender - Eu estive errado esse tempo todo. Achava que era tudo ciúmes e baboseira sua, e olha onde fui me meter. - Se sentou na cama com um pouco de dificuldade.

"Ah se ele soubesse que o maior motivo de por ele em vigilância era por ciúmes..."

- Pirralho, eu...

- Não, Levi... - interrompeu o namorado, olhando em seus olhos - A culpa disso tudo é minha. Eu fui imaturo e quase acabei colocando o Armin em risco. Essa bala no meu ombro foi merecido. - viu o outro negar com a cabeça baixa - Admito, cê tava certo, agora eu percebo e te peço desculpas por...

- Já chega, pirralho. Cala a boca e me escuta, a culpa não foi tua, sacô?! - falou um pouco alto num rosnado.

- Ah, não? Então foi de quem? Do Armin? Hanji? Tua? Foi tu que sempre tentou me avisar do perigo, Levi. - sua expressão era de insatisfação e impaciência, cabisbaixo esperando o namorado falar algo, o que não demorou muito para seu alívio.

- E fui eu que falhei em te proteger... - cobriu o rosto com as duas mãos, se sentindo mal por ter deixado aquilo acontecer. Sempre ódio a ideia de não conseguir proteger a pessoa que mais amava, e saber que seu pior medo aconteceu de fato, o deixava em uma angústia sufocante - Eu não estava aqui pra te proteger quando cê mais precisou...

Eren observou a expressão do namorado, vendo este também cabisbaixo mexendo no tecido da colcha da cama como se estivesse descontente, suas mãos tremiam levemente, estavam meio pálidas, porém seria uma cena muito fofa se não fosse um pouco sério, juntando a palidez e frustração.

Eren mantinha na cabeça sua opinião, sobre ser sua culpa de tudo isso, ainda teria que conversar com o outro para o deixar se defender sozinho caso necessário, o que já era evidente que estava mais próximo do que se esperava, não podia contar com o namorado, não por este não ir ajudar, entretanto, eram muitas preocupações para ele, e mais uma desnecessária como a si só pioraria tudo.

- Tu tá aqui, nego... - deu um leve sorriso, tentando acalmá-lo - E eu estou bem agora, mesmo depois da louca decisão que diz.

- Qual decisão? - curioso, voltou a olhar seu garoto, que levemente surpreso levou a mão a nuca, coçando de leve em sinal de nervosismo.

"Que merda, ele não sabia. Eu me esqueci disso!"

- Eu consegui roubar a arma do cara que tava ameaçando me dá um tiro na cabeça. - falou com a sombra de um sorriso satisfeito - Foi louco mas eu consegui, mano. Eu fui foda! Consegui tirar eu e Armin daquela, só que isso não teria dado certo sem a ajuda da Han... - percebeu a quietude num tanto duvidosa do outro que o olhava espantado com olhos um pouco abertos demais.

- Cê fez o quê!? - elevou a voz, se levantando do banco rapidamente. "Esse pirralho ficou maluco?"

- L-Levi, calma aí...

- Tu tá maluco, mermão!? Como tu teve coragem de fazer isso? - agarrou o outro pelo ombro que não estava machucado, tendo melhor a atenção de Eren. - E se isso tivesse dado merda?

- Tá me chamando de covarde? - foi apenas o que Eren entendeu.

- Tá achando que tenho cara de ficar viúvo nessa idade? - rebateu.

- Tá se chamando de jovem?

- Tá me chamando de velho? - indignado com a pergunta do mais novo. Tudo não seria tão confuso se ambos não estivessem se respondendo com mais perguntas.

- Hã? Quê? - confuso, levantou as mãos em sinal de confusão. A situação seria cômica se não fosse tão confusa para os dois.

- Tu ficou maluco do nada tentando dá uma de super herói quando tinha um filho da puta com uma arma apontada na tua cabeça. - despejou meio atropelando as palavras - Acha que eu vou aplaudir tua burrice? - não foi intenção de Levi menosprezar o esforço do namorado, nunca foi, só que seu pânico falava mais alto.

- Acha que sou um inútil indefeso? - sua voz era afiada, com um toque de mágoa. - É isso, caralho? - afastou a mão do outro do seu ombro, revidando o mesmo olha que o mais baixo lhe lançava.

- Não te chamei de inútil, idiota, apenas disse que agiu como retardado. - se explicou ainda com palavras erradas.

- Ah, então eu devia ficar chorando e pedindo socorro? Vai tomar no cu então, se acha que eu sou esse tipo de pessoa. - Se irritou, saindo da cama, logo sentindo tontura pelo ato impulsivo.

- Mandou eu tomar aonde? - Levi era paciente, porém, tinha limite. - Eu tou preocupado com tu, caralho, e é assim que tu me trata?

- Quer que eu trate como? Foi você que me chamou de retardado por ter me defendido e salvado meu amigo. - empurrou o namorado no peito.

- Não se atreva a me empurrar! - rosnou.

- Ou então o quê, vai me matar? - se aproximou de Levi, mantendo uma mão de distância.

Eren não queria ser ignorante com Levi, nunca gostou de ser ignorante ou deixar a raiva falar mais alto, apenas estava magoado com o mesmo pelas coisas que este disse e mesmo sabendo que ele apenas estava preocupado, a chateação foi inevitável.

Levi nada disse, apenas deu um suspiro em desistência, agarrando a cintura do moreno e deixando sua raiva se amenizar aos poucos enquanto escondia o rosto na curva do pescoço do namorado. Quem olhasse a cena, acharia o mais baixo bastante bipolar, mas para Eren que já se habituou com as rápidas mudanças de humor do outro, apenas acariciou os cabelos negros com calma, sentindo um beijo discreto ser deixado em seu pescoço, se arrepiando de leve.

- Fui idiota, foi mal... - admitiu, suspirando e aproximando mais o corpo do jovem de olhos verdes ao seu. - Não imagino você fazendo uma loucura dessas sem dá em merda, sacô?

- Eu tou bem, eles não podiam me matar mesmo. - deu de ombros.

- Eles iam te levar pra longe de mim... - murmurou, envolvendo a cintura do moreno com os dois braços. - Se eu ficasse sem minha dama, iria enlouquecer, tá ligado? - ouviu um leve riso do outro.

- Sei, tô bem ligado. - brincou, depositando um beijo sobre os cabelos macios. - Eu vou me cuidar melhor, não vai acontecer de novo.

- É claro que não, eu num vou deixar. - levantou a cabeça, encarando os lábios do moreno antes de voltar aos olhos - Eu vou proteger você, Eren.

- Não quis dizer isso, e tu sabe. Eu vou andar armado e...

- Vai dá uma de Capitão Nascimento rapá? - Se afastou do namorado num empurrão leve - Tu não sabe mexer com isso.

- Vai me chamar de inútil de novo é? - rebateu revirando os olhos.

- Num é inútil, pirralho, só que eu não gosto de imaginar você com uma arma pra lá e pra cá, parece mais perigoso do q...

- Pra tua informação, Rivaille - frisou a última palavra, sabendo que o outro iria ficar com raiva - Teu próprio tio me ensinou quando era criança sobre armas, e como meu namorado, devia saber que amo armas, mesmo nunca tendo tido uma.

- Amar armas não é suficiente! Qualquer guri nesse morro pode amar armas, só que amar e saber usar é uma merda totalmente diferente, morô?

- Não, não "morei" - fez aspas em impaciência - Sei bem usar uma, eu posso me defender sozinho também.

- Eu não quero que você use uma, caralho! Acho que tu ficou muito confiante depois dessa, sendo que nem eu sou tão confiante assim. - esclareceu - Eu não quero que tu fique bravo comigo, num entenda errado, só que num vejo vantagem nisso, e eu tou aqui pra te proteger.

- Porra, eu não sou uma garotinha indefesa, entenda isso. - rosnou baixo, sentindo um pouco de dor aonde foi atingido. - Estou cansado de ser protegido como um idiota medroso.

- Isso se chama orgulho!

- Aplausos! - bateu palmas com irônica - Nem tinha percebido que eu tenho orgulho.

Não surpreendia o casal que já estavam a brigar de novo mesmo depois de segundos atrás estarem nos carinhos. Ambos tinham opiniões diferentes, Eren com seu orgulho e vontade reprimida de anos de tomar uma altitude em relação a tudo isso, enquanto Levi mantinha sua alto proteção para com o namorado e não se perdoar por não ter conseguido fazer algo para proteger Eren.

Ambos suspiraram ao perceber que estavam se tormando infantis com discussões sem sentido da qual não o levariam a nada.

Mesmo com tal redenção, Levi mantinha seu medo com a ideia, não queria que o namorado se envolvesse nesse mundo, não se incomodava se fosse a si mesmo em um confronto, com tiros e incerteza de ficar vivo, mas o contrário acontecia caso colocasse Eren na história. Eles eram diferentes! Levi não acreditava que tinha um futuro sem ser aquele, já estava no fundo do poço, não queria trazer o moreno consigo, além de estudioso, era um bom filho, era honesto e tinha sonhos...

Ele não podia acabar com a vida de Eren dessa forma.

- Eu vou pensar nisso, nego. - mordeu o lábio com tal mentira, ainda não se agradando com essa ideia - Só promete que não vai me fazer decepcionar com isso, tá ligado?

- Não vai se arrepender, meu idiota. - sorriu torto, vendo o namorado ainda o olhando incerto e calado, parecia pensativo demais - Quero um beijo antes que acabemos por brigar de novo. - pediu, vendo Levi revirar os olhos sorrindo leve e puxar seu moreno novamente pela cintura para beijá-lo como antes queria tanto.


Levi


"Se eu podesse escolher um refúgio de todos os meus problemas e tristezas, esse lugar seria com certeza em teus braços, Pirralho irresponsável. Não te quero envolvido nessa vida, com uma arma na mão com sangue ao teu redor pelas vidas da qual cê já tirou. Não tenho orgulho de ser quem sou, e não me surpreendo por ser culpado de te por em perigo, mas me sinto um merda por não poder te proteger quando você mais precisa de mim..." abri os olhos ao final do beijo, olhando aqueles verdes que me irritam, me animam e me acalmava sempre que precisei, mas daquela vez, eles não foram capazes de me acalmar, apenas me deram mais incertezas e medo, apenas me fizeram perceber que talvez eu não fosse bom insuficiente para o proteger.

- Eren... - vi ele me olhar confuso, com a testa franzida.

- O que foi?

As palavras ficaram presas na garganta, e por mais que eu tentasse as verbalizar, me perdia no meio delas sem saber por onde iniciar, foi então que pela primeira vez, fiquei sem palavras para o dizer a verdade...


Notas Finais


Peço desculpas esse capítulo não está bom, não ficou como eu queria, e hoje farei o grupo do whats sobre a fic, quem quiser pode mandar número para participar do grupo.

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