História Confiança - Capítulo 13


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, James "Jimmy" Olsen, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Samantha Arias (Reign)
Tags Supercorp
Visualizações 171
Palavras 3.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá...

Obrigada pelos comentários e favoritos. E obrigada por entenderem a pequena pausa. Vou ter que pedir um pouco mais de paciência, porque ainda não tenho internet em casa. Vou postar nos dias que conseguir ir na casa de uma amiga minha.

No mais, boa leitura.

Capítulo 13 - Perseguindo Carros


(Lena)

“Se eu me deitasse aqui

Você se deitaria comigo

E esqueceria do mundo?”

-O que está fazendo aqui, Lena?

É a primeira coisa que Sam diz ao entrar em meu laboratório e isso me faz rir. Ela parecia indignada.

-Você sofreu um atentado ontem, me responde com uma mensagem quase automática idiota e ainda está trabalhando?

-Primeiramente: bom dia para você também. –Respondo sorrindo.

-Certo... –Ela inclina a cabeça, me analisando- Não sei se você bateu a cabeça na explosão, mas com certeza alguma coisa não está certa.

-Por que diz isso?

-Não que eu esteja reclamando... Mas de onde vem esse sorriso?

-De questões sendo resolvidas.

A morena me encara confusa, mas logo compartilha de meu sorriso.

-E alguma dessas questões tem olhos azuis? –Pergunta com um sorriso malicioso.

-Está insinuando alguma coisa?

-Jamais. –Rimos com nosso diálogo leve.

Leve... Era assim que eu me sentia agora. Ainda havia algo bem no fundo que não permitia que eu me entregasse totalmente e mantivesse um pé atrás, mas eu estava disposta a trabalhar isso e já era um começo. Quando Kara se despediu, meus batimentos foram à loucura, mas minha parte racional ainda me pedia para esperar. Ir com calma. Sempre que eu me entregava rápido demais, alguma coisa acontecia e tudo se virava contra mim. Um passo de cada vez e logo meu cérebro concordaria com o meu coração.

-E como foi o seu encontro com a Danvers ruiva? –Pergunto virando o jogo.

-Não foi um encontro. –Revirou os olhos, mas corou levemente- Alex foi nos visitar para nos dar as boas-vindas de volta à National City.

-Então isso significa que você já superou sua queda por ela?

Samantha havia se apaixonado por Alexandra Danvers em sua breve estadia na cidade. Mas Alex era comprometida, então ela decidiu deixar tudo platônico e secreto. Mesmo depois da separação e da partida de Maggie, Sam não quis arriscar. Além de ser tudo muito recente, não queria correr o risco de perder a recém-adquirida amizade com a ruiva.

-Acho que podemos deixar para falar disso depois. –A morena se aproxima e eu paro de fazer minha pesquisa, levando-a até o sofá no canto do laboratório, rindo de sua tentativa de desviar o assunto e me sentando ao seu lado- Você está mesmo bem?

-Estou bem. –Respondi, tranquilizando-a- Apenas alguns arranhões, mas nada com o que se preocupar.

-Já sabe o motivo ou quem planejou essa explosão?

-Não exatamente. –Suspirei- A Supergirl e sua equipe descobriram um estabilizador na bomba. Uma partícula que não é fácil de ser identificada e apenas a Obsidian tem a fórmula.

-Eu sabia que Andrea estava aprontando alguma coisa.

-Não sei se ela é realmente a culpada nesse caso.

-Por que não? –Ela inclina a cabeça, demonstrando sua confusão e tentando entender o meu ponto de vista- Ela é claramente a suspeita mais óbvia.

-Exatamente. –Concordo- Fácil demais. Andrea pode ser muitas coisas, mas definitivamente não é burra. Por que ela faria um explosivo com um estabilizador que apenas sua empresa produz? Por que explodir o teatro quando ela estava lá dentro, sem proteção e poderia se machucar ou coisa pior? Por que ela tentaria me matar antes que eu entregasse o projeto que estamos trabalhando há semanas?

-São muitas perguntas.

-E nenhuma resposta.

Andrea poderia não ser a pessoa mais confiável ou querida que eu conheço, mas ela mudou bastante desde a época em que era apenas uma garotinha mimada com quem tive problemas no internato. Rojas é inteligente e, se foi ela quem plantou ou pelo menos montou a bomba, há um motivo maior por trás.

-O que estava fazendo no computador? –Sam me tira do meu breve devaneio.

-Estava tentando invadir o sistema de segurança da Obsidian para conseguir os dados de acesso da partícula 6327.

-Saber se tem mais alguém além dela que possa ter usado o estabilizador.

Concordo com um menear de cabeça e me levanto, voltando à minha posição inicial, de frente para a tela do computador. Não seria fácil invadir o banco de dados da Obsidian North, mas também não era impossível. Teria poucos segundos para baixar o arquivo de acesso e logo minha conexão cairia, reiniciando o meu aparelho e impedindo que eles chegassem até mim depois.

Um bipe me avisou que eu havia conseguido. Posicionei os meus dedos sobre o teclado para digitar o código que eu precisava, mas não o fiz. Fiquei paralisada. Em alguns segundos, minha tela apagou e o computador começou a reiniciar. Fiquei parada, encarando os meus próprios olhos refletidos naquele escuro. Não podia ser verdade. Mas também não era uma coincidência.

-Conseguiu? –A voz de Sam estava distante e eu demorei para voltar para a realidade- Lena? –Parecia que aquelas dez letras ainda estavam estampadas na tela- Lena? –Ela me chamou mais alto dessa vez, tocando o meu ombro, e eu finalmente saí do transe, piscando algumas vezes e desviando os meus olhos para encontrar os castanhos dela- O que houve?

-Lex teve acesso à partícula.

Ela ficou surpresa. Sem palavras. Meu irmão estava desaparecido há semanas. Nem o DOE conseguiu encontrá-lo e aqui estava ele novamente.

-Andrea estava fazendo negócios com ele?

-Não sei... –Caminho até o bar, ainda tentando entender o que estava acontecendo- Lex não estava registrado com o seu nome real.

-Como assim?

-Quando éramos mais jovens, amávamos jogos de palavras. –Me sirvo com uísque e pergunto a Sam se ela também gostaria de um pouco de álcool às dez da manhã. Ela nega e eu decido beber devagar dessa vez- Brincávamos de fazer anagramas até encontrar uma palavra perfeita, significativa ou apenas bonita. Chegamos à conclusão que o anagrama perfeito para “Luthor” seria “Thorul” e combinamos que, se um dia precisássemos de uma identidade falsa, seria o sobrenome que usaríamos. –Bebi mais um pouco do líquido âmbar e voltei a olhar para a tela do meu computador que já mostrava a minha cheia, mas organizada, área de trabalho com o símbolo da L-Corp enorme atrás das pastas- Quando ele quis falsificar um documento para entrar em uma boate para ter bebidas alcoólicas, ele usou o nome Alex Thorul. Exatamente o único nome, além do da Andrea, que está nas permissões de acesso à partícula 6327.

Eu não sabia como reagir. Por um lado, eu já estava esperando uma retaliação. Eu atirei no meu próprio irmão, é claro que ele se vingaria. Eu só não esperava que fosse tão cedo. Precisava contar para Kara e então, junto do DOE, eu saberia o que fazer.

Antes que eu pudesse alcançar o meu celular sobre a bancada ao meu lado, ele tocou. O rosto sorridente da minha loira favorita apareceu e parecia que ela sentia o que eu estava prestes a fazer. Olhei rapidamente para Sam, que também viu a foto dela e minha amiga tinha apenas uma sobrancelha levantada, tentando esconder um sorriso, provavelmente ainda um pouco abalada demais com a recente descoberta para fazer alguma piada sobre minha vida pessoal.

-Lena? –Não foi a Kara quem me chamou quando atendi a ligação- É a Alex. –Fiquei em silêncio tentando imaginar o motivo para que a ruiva me ligasse do celular da irmã- Eu sei que você e a Kara talvez não estejam em seu melhor momento, mas eu preciso que isso não importe agora. –Sua voz estava estranha e o meu coração ficou apertado.

-O que aconteceu com ela? –Minha pergunta sai baixa e preocupada, já esperando uma má notícia.

-Ela foi atacada há pouco tempo e está em um estado crítico. –Percebo que a estranheza em sua voz era o choro contido. Ela estava cercada de gente, pela quantidade de barulhos ao fundo- Usaram kryptonita.

Meu mundo parou por alguns segundos. Precisei me encostar na bancada atrás de mim e apenas senti quando Sam se aproximou. Ela parecia me dizer alguma coisa, mas eu não a entendia. Balancei minha mão livre, tentando mostrar que estava bem e tentei voltar a pensar corretamente.

-Estão no departamento?

-Sim. –A ouço suspirar- Já mandei um carro para buscar você. Sei que está na L-Corp. Meu agente chegará em menos de quatro minutos. –O som que estava em seu ambiente some aos poucos, até que tudo fique em silêncio- Eu preciso que você venha. Por favor.

Eu não tinha qualquer dúvida de que eu iria. Mesmo que ela não tivesse me pedido, eu iria. Por mais problemas que tenhamos e todo o orgulho que eu precisaria engolir, eu iria. Kara é importante demais.

-Estarei aí.

Mais um suspirar do outro lado da linha. Podia sentir o breve alívio da ruiva.

-Obrigada.

Alex finaliza a chamada e eu ainda me mantenho na mesma posição por um tempo. Samantha surge na minha frente, me estendendo um copo com água e eu aceito, bebendo o líquido lentamente, para tentar aplacar a seca em minha garganta.

Atacaram ela. Usaram kryptonita. Somente uma família ainda possuía kryptonita e eu era amaldiçoada com esse sobrenome.

-Alex precisa da minha ajuda no DOE. –Digo à minha amiga depois de um tempo digerindo as informações e começo a agir, indo em busca da minha bolsa e procurando alguns objetos que eu precisaria para ajudar Kara.

-Certo. –Ela não me questiona. Teve bastante do departamento desde o problema com Reign. Sabe que é melhor manter distância e eu agradecia por isso agora- Me mande notícias. Nada de mensagens automáticas. –Exige e me repreende quando paro em sua frente, já pronta para sair. Sam me envolve em um abraço. Um que eu definitivamente precisava, mas não poderia aproveitar sem me quebrar. Tinha que manter a postura, ser racional e coerente. As emoções poderiam esperar- Estarei aguardando preocupada.

-Eu ligo para você. –Retribuo o carinho rapidamente e logo me afasto, olhando uma última vez para minha amiga, que apenas acena com a cabeça, se despedindo. Saio do laboratório e caminho de encontro ao carro preto que me esperava do lado de fora da minha empresa.

...

O DEO estava uma bagunça. Agentes corriam de um lado para o outro e logo pude ver Brainy vindo em minha direção. Ele parecia nervoso.

-Que bom que chegou. –Ele me estende a sua mão direita e eu aceito o cumprimento- Vou te levar até a Alex. –Me deixo ser levada pelo alienígena através dos corredores do departamento

-Onde está a Supergirl? –Era o meu verdadeiro interesse.

-Está em uma câmara que simula a energia do sol amarelo para se recuperar. –Nós paramos em frente à uma porta de vidro e posso ver Alex dentro da sala, em pé, com as mãos na cintura e olhando para alguma coisa em um computador- Ela ainda está em um estado crítico. Parece que ficou muito tempo exposta à radiação da kryptonita verde. –Ele me encara, tentando ler minhas emoções, mas eu as mantenho escondidas por enquanto. Tento avançar para entrar no escritório, mas Brainy me impede- Antes de vê-la, preciso alertar que Alexandra não está em um bom momento. Ela pode ser grossa e até um pouco insensível.

-Não se preocupe. –Lhe dou um meio sorriso- Eu a conheço o suficiente para saber lidar com isso.

Era estranho fazer essa afirmação, mas era verdade. Por mais disfuncional que seja nossa relação, Alex entrou na minha vida através de sua irmã e eu preciso admitir que ela também tem um lugar entre os poucos que posso chamar de amigos. Então eu sabia que nunca é fácil para ela quando Kara está em perigo. É algo que compartilhamos.

-Finalmente! –É como ela me recebe quando percebe que estou no mesmo ambiente- Parece que levou séculos até estar aqui.

-Eu senti o mesmo. –Me aproximei dela. Diferente de sua irmã, Alex não era muito adepta ao contato, por isso, apenas a conexão de nosso olhar era o suficiente para um cumprimento ou um consolo- Quem a atacou?

-Ainda não sabemos. –Suspirou frustrada, voltando a olhar para a tela do computador, onde imagens de satélite observavam um galpão no meio do nada- Esse lugar explodiu mais cedo. Kara foi verificar o que houve e foi nocauteada lá. –Por mais que tentasse esconder, eu conseguia identificar certa dor em sua voz- Quando invadimos o local, encontramos kryptonita perto dela. Você sabe que monitoramos todo o estoque dessa pedra no mundo inteiro, então somente duas pessoas poderiam ter qualquer miligrama dela fora do DOE ou sem ser você.

Sim, os outros dois membros da minha família.

-Foi o Lex.

Alex se surpreendeu. Não com o fato de ser o meu irmão, mas por eu ter afirmado isso com tanta convicção.

-Como descobriu?

-Estava prestes a ligar para Kara quando você me ligou. –Suspirei e encarei os olhos castanhos ao meu lado- Lex tinha acesso à partícula 6327. Somente ele e Andrea poderiam manipular o estabilizador.

-Acha que ela está trabalhando com o Luthor?

-Não sei. Andrea também foi atacada. Além do mais, não faz sentido deixar rastros na bomba que levem qualquer um até o seu nome.

Alex apenas assentiu e pegou o seu celular, que estava sobre a mesa de vidro, digitou alguma coisa e voltou sua atenção para mim.

-Tem mais uma coisa. –A ruiva se virou para o computador e trocou o vídeo, me mostrando agora os fundos do Teatro Municipal- Observe isso. –Ela deu play no vídeo e pude ver a sombra humanoide passando pela parede que ela me apontou, mas ninguém estava no beco- Brainy acha que pode ser alguém com o poder de se mover através das sombras, assim como uma heroína do futuro. Seu nome é Acrata.

-Acrata?

-Sim. –Ela franze as sobrancelhas em questionamento- Você sabe quem é?

-Eu conheço esse nome. –Me apodero de seu computador, o que a faz me olhar em reprovação, mas não me importo- É uma lenda. Minha mãe me contava sobre ela antes de morrer. É uma das poucas lembranças que guardei. –Encontrei a lenda e mostrei a página para ela- Esse é o medalhão maia de Acrata.

-Brainy nos disse que os poderes dela vêm desse amuleto, mas ainda não sabemos com quem está.

-Eu sei. –Respirei fundo, me sentindo um pouco tola por pensar que sabia do que uma pessoa é capaz- Pelo menos estava com ela há cinco anos. –Lembrava bem do dia em que eu vi o medalhão em seu pescoço, numa festa em que nos esbarramos em Londres- Está com Andrea Rojas.

-Pelo visto, ela está muito mais envolvida nisso do que pensávamos. -A ruiva volta a mexer em seu celular- Vou pedir para investigarem mais a fundo o envolvimento da Rojas agora que temos essa informação.

Ainda era estranho que Andrea estivesse envolvida. Peças não se encaixavam. Mas eu já errei tantas vezes em julgar o caráter ou as capacidades de uma pessoa, que não me surpreendi completamente.

Fiquei em silêncio enquanto Alex dava algumas ordens para os seus homens através do celular e do comunicador em seu ouvido. Aquela breve pausa me fez lembrar que Kara ainda estava em algum lugar daquele departamento, desacordada e fraca. Lembrei do frasco em minha bolsa.

-Alex. -Chamei sua atenção e ela parou para me ouvir- Onde está a Kara?

-Na sala de recuperação.

-Me leve até ela. -Pedi- Tenho algo que pode ajudá-la a se recuperar mais rápido.

-Claro. -Ela me dá um sorriso, termina de ordenar uma última coisa e sai da sala, me fazendo segui-la pelos corredores do DOE.

Quando entramos na tal sala de recuperação, meus olhos marejaram. A mulher deitada naquela maca, por mais que estivesse vestida com o traje de super-heroína, não se parecia com a Supergirl. Aquela era Kara Danvers. A repórter doce e gentil que eu precisava proteger.

-Foi muito tempo de exposição. -Alex começou a explicar- Ela deve ficar desacordada por mais vinte e quatro horas, até que toda a radiação da kryptonita saia de seu organismo.

-Não precisa ser tanto tempo. -Pego o frasco de vidro em minha bolsa- Desde o que aconteceu com Jack, venho trabalhando com nanotecnologia na medicina e acabei desenvolvendo um lote especial para a Supergirl quando Lex a ameaçou. -Abri o frasco perto do rosto de Kara e uma pequena e quase imperceptível nuvem de nano robôs entrou em suas narinas- Esses pequenos vão caçar e eliminar qualquer vestígio de kryptonita, se dissolvendo em seguida. Eles são orgânicos, portanto não farão mal à ela. Kara vai ficar bem logo.

E eu esperava que funcionasse. Vê-la daquela forma era doloroso.

-Obrigada, Luthor. -Alex agradece, me fazendo finalmente desviar o meu olhar, que estava preso na loira desde que entramos naquela sala, e encontrar seus olhos castanhos- Sei que ainda deve estar um pouco magoada, mas é importante, para minha irmã e para mim, que você esteja aqui agora.

-Por mais que minha razão continue me dizendo que eu devo me manter afastada. Que estou indo rápido demais. Confiando demais... -Suspiro, voltando a olhar para o rosto de Kara- Eu nunca a deixaria.

-Quando sua razão parar de ser tão teimosa... -Eu a olho com reprovação e ela ri, me fazendo sorrir também e o clima fica um pouco mais leve- Conversem direito. Só tenta não atacar a boca da minha irmã dessa vez. -Seu sorriso se torna malicioso e sinto minhas bochechas corando- Não preciso ouvir mais sobre seu beijo, Luthor.

-Você não presta, Alex. -A empurro de leve com o ombro.

Estávamos claramente aliviadas, apesar de ainda não termos resolvido tudo e meu irmão estar nos assombrando, estávamos no caminho certo e, por hora, seria o suficiente. Aquele momento com Alex me fez lembrar que, ao afastar Kara da minha vida nessas últimas semanas, eu afastei todas as outras pessoas que se importavam comigo e que, mesmo sem querer, eu me importava também. Eu me tranquei, me isolei e deixei apenas uma pequena brecha para Sam que era a única a não me trair ali. Olhando para a ruiva ao meu lado, percebi que senti falta dela. De tudo o que envolvia amar e ser amada. Precisava parar de me esconder.

-Preciso resolver mais algumas coisas e colocar o pessoal para trabalhar de verdade. -Ela assumiu a postura de diretora, mas não tirou o sorriso do rosto.

-Se importa se eu ficar aqui com ela?

-Claro que não. -A ruiva se aproxima da irmã, deixando um beijo em sua testa e se afasta novamente- Me chame caso qualquer coisa mude. Eu te mantenho informada sobre o progresso nas investigações. -Sorrio e concordo com um menear de cabeça- Vou deixá-las à sós. -Alex aperta o meu ombro e sai.

Volto a olhar para a loira e solto mais um suspiro. Encontro uma cadeira no canto da sala e a levo para perto da maca, sentando-me ao lado de Kara. Ela não parecia estar sentido dor agora, mas meu peito apertava com a consciência de que ela estava sofrendo antes. Limpo uma lágrima teimosa que escapou de meu olho e respiro fundo para conter as outras. Eu seria forte. E ela ficaria bem.

-Eu sei que precisamos conversar direito. -Sussurro- Tem algumas coisas que eu preciso te dizer. Algumas coisas que eu sequer sei como dizer, mas que eu preciso que você saiba. Talvez eu não diga hoje ou amanhã, mas eu direi um dia.

Passei minha mão direita por seu rosto, afastando alguns fios de cabelo que caíam ali. Talvez esperasse que ela abrisse os olhos e me mostrasse aquele mar azul que eu amava, como nos clichês de filmes românticos. Mas não aconteceu. Ela continuou imóvel. E eu suspirei mais uma vez.

-Volte logo para mim.

“Eu não sei bem como dizer como me sinto

Aquelas três palavras são ditas demais

Elas não são o suficiente”


Notas Finais


Agradeço a quem chegou até aqui!

*A música do capítulo foi:
Chasing Cars - Snow Patrol

Até mais...


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