História Confident - Capítulo 33


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Fifth Harmony, Hailee Steinfeld, Justin Bieber, Little Mix, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Ashton Irwin, Calum Hood, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Hailee Steinfeld, Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Leigh-Anne Pinnock, Luke Hemmings, Michael Clifford, Normani Hamilton, Perrie Edwards, Shawn Mendes
Tags Automutilação, Camren, Drama, Jerrie, Muke, Norminah
Visualizações 422
Palavras 4.241
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi leitores ❤
Desculpem estar postando esse horário, bem, eu disse que ia postar dois capítulos mas não vai dar, contudo, tenho o próximo já escrito, tenho que passar pro Word, então ainda essa semana eu posto o capítulo!!
Boa Leitura!!

Carmen is Real ❤

Capítulo 33 - Chapter Thirty Three


Fanfic / Fanfiction Confident - Capítulo 33 - Chapter Thirty Three

Lauren POV. 

E meu coração estava gritando para mim ouvi-la mas eu quebrada demais para poder ouvir qualquer coisas que saísse da boca de Camila e por mais que eu ainda a ame, não me esqueci da humilhação que ela me fez passar. 

Parte de mim não havia cicatrizado a ferida aberta do meu peito. A dor estava viva e as lembranças frescas na minha mente, as cenas de toda aquela humilhação, perfurava meu coração, o impedindo de se curar. 

Não queria ser assim, mas não tinha como, Camila me transformou nessa Lauren de agora, os motivos são muitos, ligados somente a um. 

Nossos olhos estavam fixos um no outro, parecendo que não houvesse mais ninguém ali, como se o tempo tivesse congelado para ambas. Se fosse a momentos atrás, eu até gostaria daquilo, contudo, as coisas mudaram e vou dizer uma coisa; Isso não é fácil de lidar. 

— Lauren se afasta dessa garota! — Sinto mãos me puxarem para trás, me fazendo cambalear quase caindo em cima da pessoa que passou ao meu lado — Você se esqueceu do que ela fez? — Ally me encara e em seguida a Camila — Você não acha que já não brincou demais com a minha amiga? Não tem vergonha nessa sua cara não? 

Ally nervosa, me surpreendeu muito. 

— E-Eu preciso falar algo sério com a....

— Não vai mais dirigir a palavra a ela. Ouviu bem sua cadela? — Ally a interrompe jogando a sua bebida em cima da Camila — Vamos Lauren! — Me puxou mão, nem se quer me deixando olhar para trás. 

Eu bati contra algumas pessoas sem querer, pedindo desculpas a cada uma que me olhava de cara feia. Mas eu não tinha culpa se a minha amiga enfurecida me arrastava pela casa. 

Agradeci quando paramos na cozinha, aonde poucas pessoas estavam, Ally me encarava enfurecida com as mãos na cintura pronta para me dar uma bronca. 

— O que foi? — Pergunto. 

— Não se faça de desentendida. — Ela aponta na minha direção — Estava quase beijando a Camila, até parece que se esqueceu do que ela fez a você. Por Céus Lauren, isso chega a ser sem escrúpulos. 

Arqueei a sobrancelha desacreditada no que ouvia. 

— Eu não ia beija-la! — Rolei os olhos — Camila me abordou quando você saiu para pegar nossas bebidas. Eu estava fazendo o mesmo, saindo para outro canto, quando ela segurou meu braço. 

— Tão próximas? 

Bufei. 

— Ally para com isso. Por mais que eu ainda tenha meus sentimentos por Camila, a crueldade que ela me fez, está bem aqui! — Toquei na minha cabeça com o indicador — Sei meus limites, não pode comigo como se eu fosse imatura. 

— Só queria proteger você daquela vaca. — Ally encolhe os ombros e toma um gole da sua bebida. 

Ela parecia chateada mas eu sei que seus motivos foram os melhores para mim. Só que ultimamente as pessoas vem me tratando como se eu fosse uma criança que precisasse de cuidados, sei que estou quebrada, mas sei me cuidar, tenho dezessete anos, sei tanta coisa, faço tanta coisa que adultos fazerm, um coração quebrado não é nada que eu possa lidar. Embora, também saiba que acabara de ser um tanto grossa com minha amiga. Tanto que já penso em consertar logo aquela situação, Ally é uma pessoa importante na minha vida. 

— Ei! — Me aproximo dela — Eu reconheço o que fez por mim, e, você me protegeu, da Camila, de certa forma, deixando bem claro para ela quando jogou a minha bebida na própria. — Ally me encara — Obrigada por estar sempre comigo, sendo protetora, como uma irmã mais velha. 

A puxo para um abraço apertado, as vezes me sinto uma péssima amiga por não dizer a Ally sobre meus problemas, queria ser mais aberta porém era muito difícil, tomar e dar um passo grande daqueles. 

Era melhor deixar as coisas como estavam. 

— O que se passa? — Ouvimos a voz do Justin atrás de nós. 

Separo me de Ally, sorrindo por tudo estar bem entre nós duas — não que tenhamos brigado. 

— Nada, tudo já foi resolvido. — Ally caminha para perto do seu namorado. 

— O quê? Como assim? — Bieber pergunta confuso — Ally você tomou vodka demais? Ou fumou maconha? 

— Oi? Você está maluco Justin? Tenha mais respeito comigo seu cachorro! — Ally o estapeia. 

— Ai! Para amor! — Ele tenta se defender dos tapas, mas sem sucesso — Você que falou um monte de coisa sem sentido. Queria que eu pensasse o quê? — Justin consegue segurar os braços de Ally. 

— Que o assunto não é da sua conta. 

— Nossa você está grossa hoje! 

Fazendo beiço, Justin se afasta da Ally. Eu como uma boa pessoa, dei uma risada da situação. 

— Jus, não se preocupe que não é nada demais. — Expliquei intercalando meu olhar entre os dois — Fiquei sabendo que a Ally estava louca para dançar com você...

Sorri maliciosa ganhando um olhar bravo da minha amiga. 

— Sério amor? — Justin deixa transparecer um olhar cheio de brilho para Ally. 

— E-Eu....

— Mas é claro Justin. Confia em mim que desde que chegamos Ally não parava de me dizer o quão sexy seria dançar com você. 

— Opa, então vamos? — O loiro pega nas mãos de Ally — Amor, esse tipo de informação não se deve ocultar de mim. Nem sei como os ET's não me disseram nada. — Tagarelou o Bieber — Vem que eu vou fazer aquele passo de dança que aprendi ontem...

— COMO? — Ally pergunta quando é levada para a pista de dança. 

— Vai se divertir amiga! — Acenei para ambos. 

Ally sussurrou “Você me paga”, antes de sumir do meu campo de visão. Soltei uma risada divertida, vendo Dinah e Normani, se aproximando com Mike e Luke. 

— Aonde estão os outros? — Perguntei quando eles param na minha frente.

— Semana de prova na faculdade. — Luke responde com os braços envoltos na cintura de Mike. 

— Perrie deve estar possessa por não vir. — Falei imaginando a mesma surtando — Ela adora festejar! 

Rindo, Dinah balança a cabeça concordando. 

— Posso falar uma coisa? — Normani intervém, fazendo cara de paisagem. 

— Lá vem! — Mike nega com a cabeça. 

— Diga. — Dinah rir. 

— O que a porca santa disse quando viu suas amigas porcas se esfregando? 

— E porca fala? 

— Eu nem sabia que elas se esfregavam. — Luke virou o copo vermelho goela abaixo. 

— Shiuu! — Dinah nos encara fazendo careta. 

— Então vocês sabem? 

— Não Mani. — Mike disse cheio de tédio. 

Novamente me vi rindo daquilo. 

— Ela disse: “Que porca vergonha é essa?” — Ela rir — Entenderam? “Pouca” e “Porca” porque eram duas porcas e... Deixa pra lá, vocês são desengraçados. 

— Que espécime de palavra é essa? — Mike faz careta. 

— Mani passou a hora de tomar seu remédio controlado. — Pisquei para a mesma. 

— OLHA A PALHAÇADA COM A MINHA MULHER, VOU DAR UMA VOADORA EM VOCÊS! — Dinah nos adverte. 

— Tremi com essa! — Luke arregala os olhos. 

Ficamos certo tempo conversando, até mesmo Jsutin e a Ally quando se juntaram a nós. Entre os casais ali, sentia me deslocada e por mais que meus amigos estivessem me dando atenção — não reclamava daquilo — mas sabia que eles precisavam de um tempo para namorarem. 

Era como se eu fosse um impasse no meio de uma dança perfeita a dois. A corcunda do Corcunda de Notre Dame. Sendo um peso para meus amigos. 

E acho que seria melhor se eu tivesse ficado na minha casa como estava antes.

Lembro me de tomar várias doses de tequila, vodka mistura com outra bebida, mais outras bebidas quentes também, minha cabeça girava a medida que eu rebolava na pista de dança, junto com a Ally e Mike, estava alcoolizada, alegre demais que o normal. 

As luzes piscavam deixando me cada vez mais zonza, e acho que louca, pois via Camila em todos os lados ao mesmo tempo, cada pessoa ali envolta de mim era ela, como uma ilusão bem feita da minha cabeça. Nem mesmo eu a agitando para me livrar daquela imagem refletida da minha ex, ajudava. 

Minha bexiga apertou me “dizendo” o que aquilo significava. Me aproximo de Ally que dançava empolgada com Justin. 

— Vou ao banheiro e já volto! — Disse com a voz embargada. 

Ally assentiu e foi quando me dei conta que não sabia aonde era que ficava um, naquela casa. 

— Você sabe aonde fica? 

— Suba a escada e vire a esquerda, a última porta do corredor. — Justin me dá as instruções em voz elevada. 

— Obrigado. — Fui me afastando. 

Sou uma garota fraca com qualquer tipo de bebida, cuja envolve álcool. Talvez eu venha ser uma idiota por encher a cara afim de me esquecer da minha ex namorada e desprender as memórias que fizermos juntos, essas que foram falsas e enganosas, como as propagandas de marketing. Essa ex namorada cuja me partiu em pedaços, levando junto meu coração. Mas agora já foi, não era para mim ficar se lamentando. 

Recebi mais alguns de garotos que me deixou deslocada, eu só queria encontrar logo aquele bendito banheiro e voltar a ficar com meus amigos. 

O corredor parecia se mexer a medida que eu caminhava, contato que eu tivesse em mente o porquê daquilo. A música mudara para Low Life do Rapper Future, as luzes de LED, piscavam e eu via alguns casais se pegando, de todas as formas que você poderia imaginar. 

Em um movimento para desviar de um desses casais, tropeço no meu próprio pé apoiando a minha mão na maçaneta de uma porta, abrindo a sem querer. 

Minha sorte foi que o casal lá dentro, estavam preocupados demais em darem uma amaços, a ponto de notarem minha presença assim que eu abri a porta. Para minha surpresa, consegui identificar aquele casal — reconhece-los — era o Shawn e....pera, aquela não era a Camila mas a .....Haile (?).

Como assim? 

Por que eles se beijavam? 

Sendo que Shawn estava namorando a Camila. 

Será que ele estava a traindo? Quer dizer, isso estava mais do que óbvio. 

O que me fez me auto perguntar, por onde andava a Camila? E se será que ela pegou os dois juntos novamente? 

Mas eu só posso estar enlouquecendo mesmo, por que aquilo me interessaria? 

A Camila não se importa comigo devo fazer o mesmo por ela. 

Refiz meus passos fechando a porta com cuidado, em seguida continuei meu caminho para o banheiro, que parecia tão distante. Alcançando a porta branca, a abro vendo uma cena surpreendente e devastadora chegava a ser preocupante. 

Camila estava de frente para o vaso, provocando seu próprio vômito, ainda estava molhada e desgrenhada no chão. Diferente de tudo que a vi ser algum dia, a garota arrumada e linda, parecia ter se transformado em uma garota devastada e sem vida, destruída. 

— O que está fazendo? — Entrei no banheiro, fechando a porta atrás de mim com um baque, cujo a assustou. 

Eu não sei porquê estava fazendo aquilo, mas já não podia voltar pois a merda já estava sendo feita. Camila me encara caindo para trás e respirando ofegante. 

— Você não sabe que provocar vômito pode deixá-lo bulímica? 

— Eu sempre fui. — Bufou após enfatizar suas palavras duras, em seguida encolhe as pernas olhando para os lados. 

— Nunca me disse isso. 

— E pra quê? — Ela rir em ironia — Você não me odeia? Por que se importa com a minha saúde agora? Por que quer se importar com o fato de eu ter escondido minha doença de você? 

— Você sabe que eu não a odeio.... — engoli seco — Odeio o que fez comigo, não odeio você. — Expliquei.

— E por que está aqui? — Com os olhos marejados ela me encara — Pra jogar todas essas merdas na minha cara? Se não sabe já estou pagando pela minha decisão. 

Decisão? 

Mas do que ela estava falando? 

— Que decisão? — Perguntei me aproximando. 

— Esquece. — Camila fungou — Ally não disse que não era para conversar comigo? Por que não vai embora? 

— Porque eu tenho que fazer xixi. — Apontei para o vaso. 

Camila soluçou olhando para a direção que eu apontava. 

— Faça e depois vai embora. — Ela rasteja seu corpo até a banheira vazia. 

— Vai ficar me vendo? — Indago. 

— Ora, nada que eu não tenha visto antes. E eu não vou ficar olhando você fazendo suas necessidades, pra isso que tem essa cortina aqui. — Ela puxa o plástico, ofuscando sua imagem do meu campo de visão. 

Permaneci parada, encarando a cortina, sentindo minha bexiga estourar, não podia segurar ou faria xixi na roupa. Eu não acreditava no que iria fazer mas não tinha outra opção. 

Abaixei minha calça, sentando no vaso e fazendo o que tinha que fazer. Mas confesso que não era muito agradável e nem confortante fazer suas necessidades com alguém do lado. 

Quando termino, volto a me vestir, dou descarga e caminho até a pia para lavar minha mão, olho para meu reflexo vendo meu rosto borrado e bem pior do.que já é, passo água no mesmo em seguida, seco com o papel. Camila abre a cortina com uma garrafa de tequila nas mãos e virava goela abaixo. Queria saber de onde ela havia tirado aquela garrafa. 

— Já não acha que bebeu demais? — Pergunto secando minhas mãos. 

— Shiuu...... Vá embora logo! — Camila levanta em trôpegos, dando um passo em falso, quase caindo — Opa! — Ela rir sozinha, apoiando a mão na parede e bebendo um pouco mais. 

Eu poderia sair dali, deixá-la sozinha e embriagada, mas meu eu, dizia para não fazer tal proeza, soltei um suspiro sabendo que depois ia me arrepender. 

— Vamos, largue isso! — Tento puxar a garrafa da sua mão mas Camila desvia — Pare de graça Camila! — Bravejei. 

— Me deixa em paz! — Ela se esquiva. 

Aproveitei isso para tomar a garrafa da sua mão, em seguida a pressiono contra a parede, quando a mesma grita “ME DEVOLVA ESSA GARRAFA JAUREGUI”. 

— Não. Está na hora de parar...

— Chata! — Ela rola os olhos sorrindo, ao olhar nos meus olhos em seguida, desce para meus lábios. 

Não deveríamos estar tão próximas assim, minha recaída estava dando sinais de sua aparição, como um botão verde ou um vermelho ligando o alerta, mas fraco demais para me conter. Suas mãos ficam sobre minha coxa e fazem um caminho pelo meu corpo. 

Minha respiração se vai e me deixa ali, completamente sem ar, estava tentada aos toques de Camila.

Sim, eu sou fraca, bêbada era bem pior.

Contudo usei meu bom senso aquela hora, não queria me machucar mais. 

— Camila.... não. — Relutando contra minha necessidade, retiro sua mão do meu corpo. 

Camila abaixou a cabeça abatida e se afastou de mim.

— Tudo bem. — Ela sai do banheiro cambaleando para os lados. 

— Ca- 

Tentar chama-la naquela algazarra era uma tentativa falha. Bufei, deixando a garrafa na pia, vai se saber o que se passava na cabeça da Camila, as besteiras que ela poderia fazer naquele estado. Um tanto pior que o meu. E me senti banhada e todo o efeito da bebida, tivesse saído do meu corpo. Quando sai correndo atrás da Camila. 

A vendo apoiada em um garoto que passava a mão na sua bunda e a impressa a na parede como se sussurrasse algo em seu ouvido. 

Eu senti uma raiva incomum me dominar, estava acesa o suficiente tanto que me vi empurrando o garoto para longe da Camila. 

— O que você está fazendo? — Ela pergunta nervosa. 

— Perdeu sei juízo mental? — A encarei com mais raiva ainda.

— Eu...

— Calma gata, eu posso pegar as duas juntas e de uma vez! — O garoto sorria com malícia. Meu estômago logo embrulha com aquele comentário idiota. 

Meu dia já não estava indo muito bem, nunca estava desde que me separei de Camila, ouvir aquele comentário só piorou tudo, assim como atiçou a garota fervendo de raiva que vivia no meu interior mais obscuro. Virei-me para ele e chutei suas partes genitais com toda força, tanto que o mesmo cai de joelhos no chão, gemendo de dor. 

— POR QUE ESTÁ SE INTROMETENDO NA MINHA VIDA? — Bravejando, Camila me empurrando mas sem sucesso. 

— Chega, você vai para a casa agora, está indisponível para ficar em uma festa como essa! — A seguro pelo braço.

— Você não manda em mim! — Camila o puxa batendo os pés. — Não vou com você a lugar nenhum. 

— Ah mais vai! 

Me aproximo dela, colocando Camila no meu ombro direito e caminhando para longe dali, propriamente indo até a escada. 

— LAUREN ME SOLTA AGORA! — Ela batia nas minhas costas. 

— Quieta. — Dei um tapa na sua bunda. 

— EU QUERO DESCER! — Continuou. 

Mas não lhe dei ouvidos, descendo os degraus com cuidado. As pessoas ali, estavam ocupadas e chapadas demais para fazerem alguma coisa, mas elas nem seriam doidas, porque eu não ia facilitar as coisas para quem me impedisse de levar a Camila dali, foda-se o que eles pensam. 

Quando eu alcanço o hall de entrada, vejo a Dinah que assim que bateu os olhos em mim, veio imediatamente na minha direção. 

— O que aconteceu com ela? — Pergunta preocupada. 

— Bebeu demais, a encontrei no banheiro com uma garrafa de tequila quase vazia na mão. — Comento enquanto andava e recebia os socos da Camila — Vou levá-la para casa. 

— E o Shawn? 

— EU QUERO TER A MOBILIDADE DAS MINHAS PERNAS NOVAMENTE! — Camila gritava se debatendo nos meus braços, quando já estávamos no jardim. 

— Ele está ocupado demais com a Haile para cuidar da Camila! — Sussurrei para que Camila não ouvisse. 

— Novamente isso? — Dinah arregala os olhos e apenas concordei. 

Em seguida abri a porta — pois seu carro estava aberto e com a chave ali dentro, me pergunto aonde Camila estava com a cabeça ao deixar seu Porsche ali aberto com a chave do carro. 

— Avisa a Ally que tive um imprevisto, mas não diga que estou levando Camila para casa, se não ela surta. — Coloquei Camila no banco do carona com a mesma tentando fugir — Não inventa de sair desse carro, que eu vou pegar você de novo e dessa vez amarro você nesse banco. 

— VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! 

— Não. Mas vai me obedecer porque sabe que farei mesmo o que acabei de dizer. — Coloco o cinto nela, fechando a porta em seguida.

— Está em condições de dirigir? — Dinah encara a Camila que falava sozinha dentro do carro. 

— Pode deixar que eu vou andar no limite. — Sorri.

— Dê um banho nela antes de deixá-la em casa. Sei que a tia Sinu vai surtar se vê a Camila bêbada assim. 

Assenti. 

— Sente falta dela, não é? — Toco no seu ombro.

Dinah dá um sorriso triste. 

— Ela sempre será a minha melhor amiga irmã, eu a amo muito. 

Comovida, puxei Dinah para um abraço forte e amigável, a ligação que Camila e Dinah tinham uma com a outra, eu nunca serei capaz de entender, de descrever, só posso dizer que é maravilhosa, odeio de certa forma, ter sido o motivo delas terem brigado.

Uma buzina nos faz desvencilharmos nossos corpos, olhando para o lado e vendo Camila apertando a buzina sem parar. 

— É melhor ir, antes que ela pegue as chaves e saia dirigindo feito louca. 

Rimos.

— Tudo bem. Comporte-se! — Dei a volta no carro. 

Em seguida entrei, Camila me encarava com uma carranca esboça no rosto. 

— Enrolação. 

— Quieta. 

 

(...)

Passei metade do caminho tentando controlar a Camila que estava agitada por demais da conta. Ainda bem que a estrada foi curta e logo chegamos na minha casa. 

Meu único e grande problema foi levar a Camila em silêncio para dentro dela, já que a mesma não parava de rir e esbarrar em algumas coisas. 

Estava tudo quietinhos e eu estranhava aquilo, mas talvez todos estejam dormindo. Afinal era quase tarde da noite. Já dentro do meu quarto, tranco a porta, enquanto observava Camila pular sem parar. 

— Opa! — Ela fala quando derruba meus livros da escola. 

Por Céus, Camila estava pior que criança de cinco anos sendo cuidada por uma babá.

— Ei, vem aqui! — Pego Camila pela cintura e a levo para o banheiro. 

— Uh vamos dançar Lolo! — Ela gargalha dentro do box. 

— Silêncio, vai acordar meus pais. — Adverti. 

Camila solta um “oh” e coloca os dedos nos lábios sorrindo. 

— Tire a blusa. — Odernei.

— Quer fazer o quê comigo safadinha? 

Camila se debruça sobre mim, mas eu a afasto.

— Não quero nada. Agora faça o que mandei. — falei com um tom sério. 

— Não. — Fazendo beiço, Camila cruza os braços.

Só pode ser brincadeira. Ela estava fazendo...birra? Pois bem, eu não tenho paciência para essas coisas não. 

Portanto sem dizer uma palavra, a peguei pela cintura e a coloquei debaixo do chuveiro, ligando ao máximo. 

— Ahh gelada, muito gelada. — Camila se debateu para sair mas a mantive ali.

— Vai te deixar um pouco mais sã. 

Joguei seu cabelo para trás enquanto a água escorria pelo seu corpo. 

— Você. É. Malvada. — Camila disse pausadamente. 

— Quem bebe demais, merece receber isso. 

— Até?! 

Sinto suas mãos me puxando para junto a ela, nossos corpos colidem um no outro e ouço sua risada. 

— Ficou maluca? — Indago sentindo meu corpo todo encharcado. — Droga Camila! 

— Você quem disse que quem bebe demais paga.

— Há, há, que engraçada.

— Eu sei, obrigada. 

Silêncio.

Apenas o barulho da água batendo contra o chão e correndo para o ralo, era o que estava entre nós, o que podíamos escutar, mantive meu olhar fixado no de Camila e vice-versa. Observei as gotas percorrendo seu rosto indo para seus lábios. E tudo pareceu perder o foco novamente e um desejo incomum de beija-la me domina.

Camila envolve sua mão na minha nuca, ficando na ponta dos pés para ficar na minha altura é próxima o suficiente para mim sentir sua respiração batendo contra a minha. 

Não sabia o que fazer em relação aquilo, eu queria muito beija-la mas como ficaria depois? Era provável que Camila se arrependesse e ela nota o Shawn. 

Quem não me garante que ela não vai me humilhar novamente.

Fechei meus olhos e as lembranças ruins vieram, e como uma bomba nuclear destruiu tudo o que vim a sentir, por esses meios segundos. Elas fizeram meu corpo se afastar da Camila com tamanha repulsa que nunca senti antes. 

— Tome banho. T-Tem toalhas na gaveta e vou separar uma roupa para vestir. — Sem a encarar nos olhos, sai do box sem me importar em estar molhada. 

Ouvi seu suspiro melancólico, assim como senti seu olhar triste nas minhas costas, logo que eu fechei a porta. 

 

(...)

Oito minutos depois, Camila saiu do banheiro em silêncio, mostrei a ela as roupas que separei em seguida, para deixá-la mais a vontade, fui para o banheiro tomar banho. 

As vezes acho que a vida, o destino andam juntos e escondidos em uma caixinha de surpresa, do qual ficam na espreita até que a abrimos, sendo presenteados por uma explosão de bombas que devastam sua vida, a bagunçando sem se importarem e deixar com que limpemos sozinhos. Em seguida, eles voltam juntas em outras caixas, nos pregando peças e nos “ingênuos” demais continuamos a abri-las, até aprendermos a não sermos mais tolos, todavia que isso pode acontecer muito  a frente, como também pode ter a incapacidade de ser aprendido, como uma pessoa que  é de humanas e tenta resolver questões de exatas não tendo conhecimento algum do que faz. 

Me sinto como um ímã que corre para o lado oposto — esse que me afasta da Camila e tudo que nos liga — mas de alguma forma sou puxada pelo magnésio do outro ímã, esse que é a própria Camila, composto pela nossa história e um sentimento que é difícil de apagar, como palavras em um caderno feitas muito mau feitas e que podem ser corrigidas. E por mais que eu tente várias e várias vezes correr para longe dessa atração, volto para ela, não importa qual seja o tamanho da minha repulsa.

Juro que tentei esquecê-la mas como eu mesma disse, é algo difícil, está sendo a cada dia que passa e tento fazer um esforço. Eu descobri que simplesmente não posso, porque eu ainda a amo. E possa ser que esse sentimento se vá em tempo indeterminado, que eu tenha que sofrer mais um pouco, mas agora, não podia fazer muito. 

Me enrolo no roupão, vestindo meu moletom, assim como seco meu cabelo com a pequena toalha branca que eu tinha. Terminando de fazer isso, saio do banheiro pronta para acompanhar Camila para ir para casa. Porém, a encontro dormindo na minha cama, encolhida apenas com minha calcinha box — cujo nunca havia usado, só para deixar claro aqui — e com minha blusa longa do Slipknot, que cobria até certa altura das suas coxas. 

Caminho até ela, não podia deixa-la dormindo aqui. 

— Camila....Camila acorda! — Nada — Camila preciso te levar para a casa...Camila...

Desisto ao ver que ela não se mexia e nem reagia quando eu a balançava. E agora? 

Não me restou opção a não ser deixá-la dormindo, soltei um suspiro cansado. Pendurei meu roupão, voltando para minha cama. Sentei com cuidado após apagar a luz, cobri a mim e a Camila com o edredom, ficando um tempo a observando. 

— Por que estragou tudo? — baixei meu olhar — Eu amava você. E-Eu ainda amo.

 

(...)

3:50 A.M.

Acordo com um choramingo ao meu lado, nem sei como dormi, céus, era como se me desse amnésia, algo do tipo, afinal quem se esquece como se dorme? Ah claro, Lauren Jauregui. Só posso estar ficando louca ou a bebida me afetou a mente. Parei de pensar em como dormir, ao me virar para o lado, vendo Camila sentada abraçando as suas pernas. 

E como se ela tivesse capitado que eu a observava agora, ela me fita com os olhos marejados. 

— Desculpa! — Ela me encara com os olhos inchados — Lauren, me perdoa pelo que fiz. — Camila soluçava e aquilo me fez apertar o coração, não me questione porque nem eu sei explicar — Eu preciso te falar a verdade, toda ela. 

 

CONTINUA.....


Notas Finais


Desculpem os erros :-/
Bem, a ficar realmente está próxima do fim, estou em uma posição fetal aqui na minha cama!!
Ah, quero agradecer por compreenderem a minha demora e para quem me desejou sorte para mim fazer o Enem❤

Amo vocês leitores!!
Até o próximo :-*


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