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História Confidents - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oiie amores, tudo bem? Espero que sim. Quero agradecer aos comentários e favoritos ❤️😍

Leiam as notas finais

Boa leitura ♥️😚

Capítulo 2 - Mundo desabado


Amélia e Kianna estava colhendo amoras roxas e vermelhas embaixo de uma árvore e colocando dentro de uma cesta, naquela época a árvore estava mais cheia de frutos que o normal. Kianna arrancou uma amora bem suculenta da árvore e colocou na boca de Amélia. Ela saboreou com sorriso de gratidão, se deliciando com aquela frutinha pequena cheio de caldo doce.

— Parece que todos vão amar o suco de amora de hoje a tarde, ela tá bem docinha — Amélia comentou sorrindo.

— Não tão doce quanto você, meu pedacinho de mel  — Kianna respondeu sorrindo.

— Vocês deveriam estar trabalhando, não trocando romances — Isabell se pronunciou.

— E por que você não está trabalhando ao invés de ficar aí cuidando das nossas vidas? — Kianna perguntou com as sobrancelhas arqueadas.

— Eu não estou cuidando das vidinhas de vocês, só não sou obrigada ficar vendo esse tipo de coisa. Então queridas, parem com isso — Isabell respondeu sorrindo debochada.

— Se você não quiser ver, é só você fechar os olhos, Isabell — Kianna respondeu dando de ombros.

— Eu quero saber o que a mãe vai pensar de vocês duas, essa história de ficarem se pegando na hora de fazer o trabalho de vocês — Isabell disse.

— Eu posso saber o que está acontecendo aqui, meninas? — Lavonne perguntou.

— Isabell está tão preocupada com nossos trabalhos, que não está fazendo o dela — Amélia respondeu.

— Eu só disse para duas pararem de trocar carícias no meio do trabalho, isso é um absurdo — Isabell respondeu.

— Pode deixar que das regras de casa cuido eu, Isabell. Não há nenhum problema elas trocarem carícias, desde que continuem com o dever que tem que fazer, por fazer parte das regras — Lavonne respondeu e Isabell arqueou uma sobrancelha — Meninas por favor, colham logo essas amoras, por quê a gente precisa adiantar o almoço, por quê hoje tem uma reunião muito importante.

— Pode deixar, mãe... — Kianna respondeu sorrindo e Isabell revirou os olhos.

— Isabell, vamos dar uma volta? — Lavonne disse e Isabell apenas assentiu, pegando sua cesta com as amoras. Elas saíram — Eu posso saber por que você implica tanto com a Kianna e com a Amélia?

— Elas que me odeiam, mas eu sei que você vai dar todo o seu apoio para elas, porquê elas são as favoritas — Isabell respondeu dando de ombros.

— Eu amo todos vocês com tanta igualdade, Isabell. Nem um a mais, nem um a menos — Lavonne respondeu enquanto elas caminhavam pelos muros de moitas.

— Parece que eu sou a menos favorita de tudo nesse acampamento, sou aquela que nunca faz nada de certo, ninguém me quer por perto — Isabell respondeu.

— Talvez sejam as suas atitudes que precisam mudar, Bell. eu percebo que você espera mudança dos outros, mas nunca faz isso por você... — Lavonne respondeu, parando e Isabell parou ao lado dela.

— Eu me amo do jeitinho que eu sou, mãe — Isabell respondeu dando de ombros — E você mesma disse que esse é certo.

— Realmente é o certo a gente ter o amor próprio, mas nós também precisamos reconhecer que não somos perfeitos e que não somos donos das razões. Eu erro, Kianna erra, todos aqui erra, e todos têm que reconhecer que erram — Lavonne respondeu — Se a gente não tentar mudar os nossos pequenos erros, nunca veremos a nossa evolução.

— As vezes eu me culpo por meus pais terem me jogado aqui nesse lugar, às vezes nem eu iria me querer por perto, eu chego a entender as pessoas — Isabell respondeu.

— Querida, você não tem que se culpar por nada, a sua vida tem um propósito — Lavonne respondeu — Eu não vou prender você e seus irmãos aqui para sempre, eu realmente quero que vocês tenham um futuro brilhante lá fora.

— Você é a melhor mãe do mundo, eu amo muito você — Isabell respondeu, abraçando Lavonne.

Alguns anos atrás...

— Meu amor, você acordada essas horas? — Jamal perguntou sorrindo, ele sentou na cadeira e pegou o jornal.

— Eu quis levantar mais cedo para fazer o café da manhã — Lavonne respondeu dando um selinho nele.

— Eu já te disse que amo seu cabelo natural?  — Jamal perguntou — Esses seus cachos são tão maravilhosos.

— Obrigada meu amor — Lavonne respondeu sorrindo e dando um gole no café, que estava na sua xícara.

— Amanhã é meu aniversário, meu amorzinho — Jamal comentou e levantou indo até ela, abraçando sua cintura.

— Sei que sim — Lavonne respondeu, colocando a xícara em cima do balcão, e abraçou no pescoço dele.

— E você já sabe muito bem o que eu quero de presente, né? — Jamal disse dando um selinho nela.

— Claro que eu sei, como poderia esquecer? — Lavonne respondeu sorrindo seco.

— Minha garota — Jamal respondeu dando outro selinho nela — Estou indo trabalhar, o café estava maravilhoso.

— Bom dia, estou entrando — Bettina disse sorrindo.

— Pode entrar — Lavonne respondeu, indo até ela e lhe dando um abraço.

— Bettina? Quanto tempo não vejo você? Muito tempo — Jamal se pronunciou, ele estava com uma maleta preta.

— Realmente parece que é muito tempo, como vai você, Jamal? — Bettina perguntou, Lavonne sabia que os dois se odiavam.

— Bem, amor eu tenho que trabalhar — Jamal deu um selinho nela e saiu — Tchau Bettina.

— Tchauzinho — Bettina respondeu, Jamal saiu batendo a porta, ela revirou os olhos — Por que ainda é noiva dele? — Ela perguntou, colocando café na xícara.

— Eu o amo, você sabe disso né? — Lavonne respondeu dando de ombros.

— E ele? Ele ama você? — Bettina perguntou dando um gole no café. 

— Bettina, por favor para com isso — Lavonne respondeu.

— Você já contou pra ele? — Bettina perguntou e Lavonne se manteve em silêncio.

— Eu vou contar, mas quando chegar a hora — Lavonne respondeu.

— Hora? Amiga, você esconde isso dele há anos — Bettina disse — Já faz dois anos que você é casada com esse traste.

— Eu estou com medo da reação dele ao saber que eu não posso ter filhos — Lavonne respondeu com os olhos marejados — Ele já fez tantos planos, comprou até essa casa com um quarto a mais para nós termos um bebê.

— Lavonne, você precisa parar de alimentar as expectativas desse cara, você não é uma máquina de fazer bebês — Bettina respondeu com as sobrancelhas arqueadas.

— Eu amo tanto ele que eu queria poder dar esse filho a ele — Lavonne respondeu — É o sonho dele ter essa criança.

— Mas é o seu sonho, Lavonne? Me diz? Você largou seu emprego para ficar ao lado de um cara imundo — Bettina respondeu com raiva — Ele te trata como se fosse um robô que deve fazer o que ele quer.

— Eu não sei o que fazer, Bettina — Lavonne respondeu e começou a chorar.

Bettina apenas abraçou ela e acariciou seus cabelos cacheados.

Jamal chegou do trabalho, Lavonne estava sentada no sofá com os resultados de exames nas mãos, ela começou a namorar com ele, ainda quando tinha dezesseis anos de idade, casou-se aos vinte.

— Por que você tá assim? Que papel é esse nas suas mãos? — Jamal perguntou.

— Jamal, me desculpa — Lavonne respondeu — Eu não posso ter filhos.

— O que? — Jamal perguntou com um sorriso incrédulo, mas seu corpo estava carregado de raiva.

— Eu não posso dar a família que você quer ter — Lavonne respondeu.

— Você me enganou esse tempo todo? Você mentiu pra mim? — Jamal questionou.

— Não, eu nunca mentiu pra você, eu nunca faria isso — Lavonne respondeu.

— Isso é uma traição, eu me sinto traído, eu me sinto apunhalado pelas costas — Jamal respondeu com as sobrancelhas arqueadas — Eu não acredito que eu amei uma pessoa que disse que iria realizar meus sonhos.

— E meus sonhos? Eu deixei de realizar os meus sonhos para realizar os seus — Lavonne respondeu — O máximo que você pode fazer é me perdoar por uma mentira.

— Eu nunca vou te perdoar, nunca vou perdoar uma pessoa que detonou os meus sonhos — Jamal respondeu — Eu me casei com uma mentirosa, eu vou reconstruir a minha vida ao lado de uma pessoa que realmente pode me dar tudo que eu quero.

— Jamal, eu amo você — Lavonne respondeu — Podemos adotar uma criança, podemos continuar sendo um casal.

— Não! Eu vou viver a minha vida enquanto eu ainda tenho uma — Jamal respondeu — Vou me casar com uma pessoa de verdade, que não minta pra mim.

Aquela noite estava chovendo muito forte, Lavonne pegou suas malas e ficou parada na varanda olhando para Jamal, que nem se quer olhava para ela. Ela estava sofrendo, mas naquele momento ela percebeu que ele não a amava, como ela o amava. Lavonne percebeu que Jamal não apoiou ela em seu momento mais difícil.

E que realmente ele queria apenas realizar os sonhos dele, sem nem dar a mínima para o que ela pensava, seus pensamentos não importavam para ele. Aquilo doía profundamente nela.

Lavonne sempre entendeu o seu namorado até ele se tornar marido, muitas vezes deixou suas grandes necessidades de lado para ajudar ele nas pequenas necessidades dele. E aquele momento percebeu que seu relacionamento sempre foi assim, ela o amava, mas ele não a amava.

Aquilo foi como um soco no estômago, pois aquele amor não passaria do dia para noite, um amor sem reciprocidade que nem se quer começou da parte dele, teria que terminar para ela.

Lavonne partiu sem olhar para trás, para casa de Bettina ela partiu, estava completamente encharcada com água da chuva, bateu na porta, Bettina não sabia identicar se seus olhos estavam molhados de lágrimas ou água da chuva.

O mundo de Lavonne havia desabafo, mas Bettina estava ali para segura-lo.


Notas Finais


Essa história postarei durante as madrugadas, tipo meia noite.


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