História Confissão - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Fanfic, Henrycavill
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Palavras 1.631
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


O verão londrino me saldava com o seu breve calor e com sua luz solar. Acordei preguiçosa em meu primeiro dia de férias. Enquanto decidia se levantava da cama ou se permanecia nela, ouço o meu celular tocar: era uma chamada de vídeo de Henry. 

— Bom dia! — Ele disse com aquela voz firme e melodiosa de sempre. 

— Bom dia! — Eu disse com a voz sonolenta. — Por que você me liga tão cedo? Eu estou horrível! 

— Amigos servem para pentelhar, Alice. — Ele disse. Ah, como eu amo o som do meu nome saindo da boca dele... 

— E você faz isso muito bem. — Fiz uma pausa. — Como vão as coisas aí na França? 

— Muito bem! — Ele respondeu animado. — Tem visto as minhas postagens no Instagram? 

— Ah sim, principalmente o seu prato de comida rodando no micro-ondas. 

Rimos juntos. 

— Eu sei que você prefere arroz e feijão, minha brasileira. — Ele disse. Parece que ele sabe o quanto eu amo quando ele me chama assim. — Como vai o primeiro dia de férias? 

— Não sei, pois quando fiz menção de começar a viver o dia de hoje, meu melhor amigo muito pentelho me ligou. — Fingi irritação. — Mas acho que vou ficar o dia todo em casa. 

— Ah claro, assistindo à trilogia Cinquenta Tons de Cinza. Você não cansa de ver o Christian Grey? 

— NÃO! — Eu disse bem alto e depois comecei a rir. — Mas eu me canso de olhar pra você. Você não tem o que fazer não? Fica me ligando a essa hora da manhã. 

— A vida é mesmo injusta! Quis saber como você está e é assim que me trata. Tudo bem, vou fazer amizade com algumas parisienses. — Ele fingiu estar ofendido. 

— Vá em frente. As francesas eu não sei, mas os franceses... — Disse com uma voz melodiosa. 

— O que tem eles? — Ele perguntou curioso. 

— Olha, isso só as minhas amigas sabem. — Soltei um riso travesso. A verdade é que eu nunca havia beijado um francês. 

— Hum... Já entendi. — Ele ficou sério. 

— Ciúmes da melhor amiga, Sr. Cavill

— Não é ciúmes, é que eu me sinto na obrigação de te proteger e saber com quem você se relaciona. — Ele diz com o semblante fechado. 

Solto uma risada escandalosa. Queria eu que isso fosse ciúmes de verdade. 

— Tudo bem, moço protetor. — Ri. — Espero que tudo dê mais certo ainda com a divulgação do filme. 

— Obrigado. — Ele respondeu com aquele sorriso que me derrete inteira. — Fique bem, viu? Nos falamos mais tarde. — Jogou um beijo e depois sorriu e eu quase enfartei. 

— Se cuide, bonitão! — Respondi. — Até mais. — E desliguei a chamada. 

Ainda deitada em minha cama fiquei pensando em tudo o que sinto por Henry e como tudo isso foi crescendo dentro de mim. 

Conheci o Henry quando uma das modelos da agência plus-size da qual eu sou vice-presidente fez uma campanha para uma marca de eyewear junto com ele. A partir daí nos tornamos amigos e quanto mais o tempo passava, mais próximos ficávamos. 

Foi ele quem me acolheu quando terminei com o meu ex-namorado que me agredia física e psicologicamente. Foi Henry quem percebeu que havia alguma coisa de errado e foi ele quem me convenceu a fazer tratamento psicológico depois do término do relacionamento. Ou seja, foi ele quem cuidou de mim, pois nem minha amiga e sócia da agência sabia e muito menos a minha família no Brasil. Ele foi — na verdade, ele é — meu porto seguro aqui em Londres. 

Quando eu sentia medo, Henry vinha correndo para a minha casa ficar comigo. Quando eu não queria sair de casa com medo de ser vista pelo meu ex, Henry me buscava e me levava para sair e fazia questão de assegurar que nada me aconteceria. Ele passava seu tempo livre comigo, pois sabia que eu precisava de apoio. Ele nunca, nunca se absteve em me ajudar. 

Henry já viu o meu pior e o meu melhor e ainda assim nunca me abandonou e me ajudou sem nenhuma reserva. E foi isso — e mais incontáveis coisas — que me fizeram apaixonar por ele. Além de sua beleza, foi sua atenção por mim. Mas eu sabia que ele fazia tudo isso porque sabia que eu estava praticamente sozinha e também porque somos muito amigos. 

Amigos. Essa é a palavra que ao mesmo tempo que amo, eu odeio. A nossa amizade permite que sejamos muito próximos e que demonstremos carinho um ao outro não só com palavras, mas com gestos também. Eu sou uma pessoa muito calorosa e muito carinhosa, já Henry é mais reservado, ainda que seja muito brincalhão. 

Saindo de meus pensamentos, tomei um banho e fui logo tomar o café que Ella havia preparado para mim. Depois, fiz quarenta minutos de uma deliciosa corrida matinal e voltei para casa. Depois de um banho renovador, passei o dia assistindo filmes e falando com meus amigos pelas redes sociais. 

Por volta das 23h, Henry me ligou novamente. 

— Diga. — Respondi olhando para aquele rosto tão lindo e aquela boca que era meu objeto de desejo. 

— Está tudo bem? 

— Sim, — respondo com minha xícara de chá na mão — estou só com um pouco de cabeça, mas daqui a pouco passa, já tomei remédio. 

— Você não acha que essas dores de cabeça não estão muito frequentes, Alice? — Ele perguntou preocupado. 

Revirei os olhos. 

— Não adianta fazer essa cara. Eu me preocupo e você sabe disso. — Ele disse. 

— Vou marcar uma consulta. — Respondi. 

— Se você não fizer isso, eu faço e ainda vou à consulta com você. — Ele achava que estava me ameaçando. 

— A médica adoraria ter você na sala dela... Mas sem a minha presença, claro. 

Ele sorriu tímido e logo seu rosto ficou vermelho. 

— Ah não, eu não acredito que Henry Cavill sentiu vergonha! — Eu disse, rindo dele. 

— Estamos falando de você. — Ele tentava manter a pose séria. 

— Mas quero falar de você. — Mudei o assunto. — Quando é que você volta? 

— Talvez daqui dois dias. — Ele respondeu. — Depende do andamento das coisas aqui. 

— Claro, eu entendo. — Respondi. 

Conversamos assuntos aleatórios e depois ele desligou a chamada. Não demorou muito e eu fui para o meu quarto dormir. 

 

*** 

 

— BOM DIA, ALICE! — Ouço uma voz imponente perto de mim. 

Acordo assustada e me deparo com um par de olhos azuis me encarando, sentado ao meu lado na cama. 

— Que susto, Henrique! — Eu grito em português. — Que susto, Henry! — Disse, em inglês. — Quem te deixou entrar? 

— Ella é minha cúmplice. — Ele piscou para mim. 

— Claro, a Ella. — Bufei. — Pode ir embora, quero dormir. — Virei-me de costas para ele. — Aliás... Você não disse que só viria daqui dois dias? 

— Eu disse talvez. — E piscou. 

— E o que que você está fazendo aqui? 

— Vim ver a minha tão querida amiga e dizer a ela que trouxe champanhe francês... 

— CHAMPANHE FRANCÊS? — Disse em voz alta. — EU JÁ DISSE QUE VOCÊ É O MELHOR AMIGO DO MUNDO? 

Quando dei por mim estava só de pijama, sentada no colo de Henry e o esmagando num abraço. 

— Eu vou mandar descarregar um caminhão de champanhe na sua casa todo mês se você me prometer que vai me agradecer sempre desse jeito. 

Aqueles olhos azuis me encararam e eu senti uma vontade enorme de beijá-lo, porém, apenas deitei minha cabeça naquele ombro largo. Ele logo começou a acarinhar meus cabelos. 

— Como você está? — Ele perguntou com uma voz aveludada. 

— Bem. — Respondi. — E como foram as coisas na França? 

— Tudo lindo. — Ele sorriu. — A França é um país maravilhoso. 

— Com certeza é. — Eu disse e vi o rosto de Henry se tornar sério. — O quê? Você acreditou naquilo que eu disse sobre os franceses? 

— Ah, você disse com tanta veemência... — Seus braços se afrouxaram do meu corpo. 

— Eu sei algo sobre os ingleses, apesar de que gostaria de saber sobre um em específico... 

— Quem é o idiota dessa vez? — Ele perguntou demonstrando ciúmes. 

Ajeitei-me de modo que eu pudesse olhar fixamente para ele e o encarei por alguns segundos. 

— Você é burro ou finge ser? 

— O quê? Do que você está falando? — Ele perguntou confuso. 

Eu toquei o seu rosto levemente e vi seu sorriso se abrir lentamente. 

— Henry eu confesso: eu sou e sempre fui completamente apaixonada por você.

Meu coração pulsava cada vez mais forte a cada segundo de silêncio que passava. Henry me olhava com os seus olhos azuis que agora tinham uma cor escurecida. Com medo, decidi quebrar o silêncio: 

— Eu entendo se você não sentir o mesmo e não se preocupe com... 

Henry me interrompeu com um beijo lento e muito apaixonado. Uma de suas mãos seguravam meu rosto e outra estava apoiada em minhas costas. O beijo foi longo e lento o suficiente para fazer meu corpo queimar. 

— Achei que fosse ter que usar de medidas drásticas pra te conquistar. — Ele disse e depois beijou a minha testa.

— Quais medidas? — Perguntei. 

— Comida e champanhe. — Ele respondeu e nós dois caímos na risada. 

Ele olhou para mim e soltou um riso anasalado. 

— Sempre fui apaixonado por você, Alice. Não que eu tenha me aproveitado da sua fragilidade, mas enquanto te ajudava com seus problemas, queria te mostrar o quanto eu poderia cuidar de você da maneira que você merece. Já que não era como seu namorado, eu o fiz como seu amigo. 

Fiquei estática diante daquelas palavras. 

— E a gente perdeu todo esse tempo? 

— Não perdemos tempo, pequena. A gente se conheceu mais, criou mais intimidade... E podemos criar muito mais. — Ele sorriu. 

— Tudo bem, mas da próxima vez que for me acordar, não grite! — Eu disse e nós dois rimos. 

— Eu posso te acordar com beijos — ele beijou meu pescoço delicadamente — mas depois quem vai gritar é você. — Ele disse tranquilamente e me lançou um sorriso travesso. 

Senti meu corpo tremer por dentro diante daquela frase. Envolvemo-nos com um beijo mais intenso, permitindo-nos àquele novo sentimento que nos rodeava: amor. 



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