História Confissões de Elenco - Stemily - Capítulo 58


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 58 - Sedentos


Fanfic / Fanfiction Confissões de Elenco - Stemily - Capítulo 58 - Sedentos

 

Eu sei que é horrível não contar com detalhes os trechos mais significativos desta revelação, mas o que posso fazer se minha mente dá perda total quando se trata de momentos de extrema tensão? Eu de fato não consigo me lembrar das exatas palavras que usei para contar. 

Mas eu contei! E o Brandon sempre tão controlado e branquinho, ficou vermelho e agitado. Passou forte a mão  pelo rosto até chegar a cabeça repuxando os cabelos para trás, num gesto de extrema indignação. Reparei em algum fios brancos que não estavam alí meses atrás, me perguntei se era a culpada sobre isso também... Ele estava definitivamente inconformado com a situação, enrijeceu o maxilar - certamente trincando os dentes para não praguejar - em seguida sentou-se, pálido e estarrecido, enquanto eu me justificava descontroladamente, falando mil coisas para me explicar, e algumas frases saíram tão sem sentido que nem vale a pena mencionar. 

Até que calei, e o silêncio daquela cozinha enorme tornou-se um tormento enlouquecedor. 

 

__Pelo amor de Deus, fala alguma coisa - implorei - Qualquer coisa...

 

Dois vincos de expressão se formaram entre seus olhos foscos e reflexivos. 

Até que, meio inseguro, mas preciso e dúbio, ele me encarou para questionar:

__Vocês. Dois. Vocês já....?

__Ahãm. -Me apressei em responder, cortando-o num tom nervoso, rápido, seco. Poupando tanto a ele quanto a mim mesma de nos aprofundar naquele assunto tão constrangedor e doloroso para ambos.

 

Brandon engoliu em seco e desviou os olhos sem poder me encarar.

__Ok. Claro. -ele inflou os pulmões e ergueu a postura num semblante lógico - É claro que já. -Completou rapidamente, como quem quer se convencer de encarar a naturalidade do fato. Porém, suas grades e pesadas mãos esfregavam sutilmente os joelhos de forma tensa.

Ele não se conteve sentado e levantou como se tivesse levado uma descarga elétrica que o impedia de manter-se quieto.

 

__Eu preciso ir agora. -Anunciou, ainda sem me encarar. 

 

Segurei firme em seu braço, estava rígido. Tenso.

__Brandon.

 

Ele parou com a postura firme e seus olhos reencontraram os meus. Pupilas dilatadas contrastando com o semblante sério.

 

__Me desculpa. - Falei ao ponto de chorar. Ou chorando. Não sei.

 

Ele soltou o ar dos pulmões e seus ombros relaxaram.

Senti seu toque em meu rosto, afagando o maxilar, bem ao lado da boca. Queria me consolar, mas ele mesmo se encontrava inconsolável. Tomou fôlego para dizer algo mais desistiu franzindo a expressão. 

Balançou a cabeça negativamente e me deu as costas para ir embora. 

 

__Adeus Latina. 

 

“Adeus Latina?”

 

__ADEUS LATINA??! - me impus com um tom agressivo - Então é isso? Sério? Você vem até aqui, me pede em casamento, me deixa louca. E agora me dispensa desse jeito? 

 

Ele parou, ainda de costas. Mas não disse nada. Apenas me ouvia esbravejar. Seu auto controle era impressionante. 

 

__Eu não tinha como saber que você me pediria em casamento, Brandon! Eu nem sabia que você ainda me queria! Eu achei que a Samantha fosse sua namorada, inferno! Pensei que o Colton era minha última esperança! Mas agora a gente sabe que não, e eu nem tenho mais porquê continuar casada com ele. - respirei, vinha voz saia aguda e irritada - Caramba, Brandon! Não há motivos pra você me dar adeus assim... eu posso anular o casamento ou me divorciar, sabia?! Isso nem é um casamento de verdade, aliás. Você tá ciente de que foi só um ‘contrato’ para eu poder voltar para o Canadá! 

 

Brandon se virou repentinamente. Ele estava furioso. 

__Vocês transam, Latina! 

 

O tapa daquelas palavras na minha cara estremeceu os argumentos, mas não diluíram minha raiva, pelo contrário.

 

__Então é esse o X da questão? - questionei o encarando de igual para igual - Você está me dispensando porque eu dormi com ele? Pelo amor do bom senso, Brandon, você e eu já estamos separados há mais de sete meses! Vai me dizer que você também não fez sexo com alguém nesse meio tempo?!

 

__Não. Eu não fiz! - Esbravejou com uma dureza que jamais vi antes - Eu estava muito ocupado enfiando a cara no trabalho para não enlouquecer de tanto pensar em você! E quando não estava trabalhando, estava comparecendo à audiências, e fazendo reuniões com advogados que me ajudavam a traçar estratégias para conseguir te levar de volta. 

 

Ouvindo isso, meus pensamentos foram rápidos em usar o argumento para virar o jogo.

__...E depois de tanto esforço você vai desistir assim?! - Perguntei, marchando firme até bem perto dele, mas continuei falando alto, como se estivesse longe - Você só tá puto porque não sou mais aquela “donzelinha pura” que você conheceu, né?! - indaguei capciosamente decepcionada diante daquela atitude tão machista, não esperava isso dele - Você não consegue aceitar que tive outro homem além de você! - Acusei.

 

Ele franziu a cara com uma ira descomunal.

__Pelo amor de Deus, Latina. Este não é o ponto! 

 

__Ah, não?! Então porque me deu as costas e disse adeus justo no momento em que soube?! Eu respondo! Você fez isso porque ficou enjoado. Está com nojo de mim!

 

Ele bufou. 

__Não seja ridícula, Latina. Eu não tenho nojo de você. 

 

__Então prova, Brandon. - Arqueei a sobrancelha em desafio - Me prova que não está com nojo de mim. 

 

 Ele trincou os dentes, imóvel. As narinas  dilatadas, seu olhar era severo.

Dei de ombros.

—Como eu disse... machista. - Cruzei o caminho dele me dirigindo à mesa rústica de mármore no centro da cozinha para pegar a chave que meu irmão tinha deixado pra eu trancar o salão quando terminasse a conversa. 

Estava revoltada.

__Agora sou eu que não quero mais nada contig...

 

Não tive tempo de terminar a frase, Brandon me puxou forte, e calou minhas palavras com um beijo bruto, inesperado.  Ele estava com raiva, muito ríspido e contrariado. Mas me queria, não há dúvidas de que queria. Não tinha mesmo espaço para nojo. Ainda me desejava. 

 

Retribuí o beijo de forma ainda mais rudimentar, estávamos medindo forças pra ver quem estava mais bravo, parece. 

Mas ele venceu, claro. Me dominando de forma possessiva, porém a agressividade de sua pegada não me machucava. Pelo contrário, eu fiquei realmente muito excitada. Nunca tinha transado com raiva antes, desejei que ele arrancasse minha roupa, que me batesse, me beijasse, lambesse, e eu queria bater nele também, e beijar e me esfregar, tudo junto. Uma loucura! 

 

Me lembro de ter perdido o fôlego quando ele meteu a mão na minha nuca e puxou meu cabelo pra atrás, me obrigando a encara-lo.

 

__Eu sou sua. -Sussurrei com astuta provocação, pressionando ainda mais o meu corpo contra o dele, rendida sobre a pulsação de sua ereção. 

Brandon estava atormentadamente excitado e fora de si, seus lábios famintos encontraram meu pescoço, e eu gemi de propósito bem no ouvido dele, queria deixar explícito o quanto eu o desejava. 

 

Seus lábios acariciavam meus seios. Ele apalpava, beijava, lambia, chupava...

Suas mãos inquietas alisam minhas pernas de baixo para cima, levantando meu vestido, apertando a bunda. Ele afastou minha calcinha para o lado e eu  reagi ofegante, me entregando mais e mais. Eu mal podia acreditar que estava novamente nos braços dele, caramba, como eu o amava! 

 

__Te quero agora. -Anunciou arrancando de vez o meu vestido, ele estava rouco de paixão. 

Eu ainda ficava um pouco insegura quanto a minha nudez totalmente exposta assim... Aquela cozinha era tão ampla e iluminada! Por um segundo, desejei que meu irmão não tivesse religado o gerador de energia. 

 

__Te quero toda. -Ele disse deslizando a ponta dos dedos por baixo do tecido já bastante úmido da minha calcinha -Te quero agora.

__Ahm... Brandon... -Fechei os olhos cravando minhas unhas nele, sem poder conter o gemido, que o incentivava a me tocar mais e mais, fazendo movimentos suaves e precisos. 

Enquanto isso, sua voz grave e entrecortada pela respiração ofegante no meu ouvido: 

__Você é tão... - pegou firme nas minhas costelas, passou a língua nelas, mordiscando em direção aos seios, eu arqueei enlouquecida, ele ainda se lembrava desse meu ponto fraco.

 __...Tão linda.. -Completou distribuindo beijos maliciosos pelos mamilos.

 

A insegurança foi embora, por mais que eu não me achasse bonita o suficiente para ele (ou para mim mesma), Brandon sempre conseguia fazer com que eu me sentisse a mulher mais desejável do planeta. 

 

__Diz adeus de novo agora. -Sussurrei provocantemente - Diz que vai embora.

 

Ele segurou meu rosto com força, seus olhos eram ditadores.

__Eu não vou à lugar nenhum. -Respondeu me atacando com um beijo faminto e degenerado. Eu enfiei meus dedos por entre os cabelos da nuca dele e segurei firme enquanto me concentrava em me manter lúcida. Mas Estava enlouquecendo! O corpo dele era tão grande, quente, rígido... Brandon me devorava! E eu estava sedenta de vontade de senti-lo de novo. Queria apreciar cada momentinho, adorava ver a excitação estampada no rosto dele.

Tive muita satisfação em abrir seu cinto e abaixar as calças para sentir sua ereção na minha pele. Ele estava ofegante, faminto suas mãos percorriam por todo meu corpo nu. 

Eu tinha pressa de despi-lo por completo também: 

 

__Tira... tira logo - Sussurrei impaciente por não conseguir arrancar a camisa dele. Eu estava enfraquecida de tanta vontade.

Ele tirou rápido. E num segundo já estava finalmente sem nenhuma roupa. Minha calcinha de renda fina era o último tecido que restava entre nós, mas não tinha muita utilidade, porque ele já tinha afastado para o lado à muito tempo.

Me ergueu e me empurrou deitada para cima da mesa fixa de mármore no meio da cozinha, abriu minhas pernas, e me puxou com força para me encaixar na boca dele. Eu me curvei em delírio quando a língua quente começou a me massagear no ponto certinho. Ele fazia com tanta vontade. Era gostoso de ver.

Comecei a suar desesperada, querendo gritar de prazer. Levei meus dedos à boca para me obrigar a me silenciar e comecei a chupa-los. 

__Se toca. -Pedi ofegante - Eu quero te ver fazendo em você mesmo enquanto me chupa...

Ele hesitou. 

(Algumas mulheres poderiam considerar um desrespeito ver um homem se masturbar enquanto fazem oral nelas). Mas eu não. Eu sentia tesão em ver. Queria que a gente sentisse prazer ao mesmo tempo.  

__Faz agora - Exigi, firme e sussurrante- Faz pra mim. 

Ele começou a fazer, e enquanto fazia, me lambia no mesmo ritmo... E eu, extasiada observava. Comecei a me contorcer sem conseguir me conter por vê-lo gemer rouco e alucinado. Estava muito quente, perdi o controle do meu corpo, mês quadris requebravam rápido e sensualmente, sentindo aquela euforia indescritível que te transporta para um êxtase que explode e te entorpece, até que tudo se acalma repentinamente, e seu corpo relaxa... 

 

__Que delícia... -Brandon expressou maravilhado por sentir meu orgasmo na boca dele. 

 

Fiquei fraca e sonolenta por um instante, mas percebi que ele estava longe de terminar. Ainda me olhava com fome, apoiado sobre a nessa. Levantei lentamente para mudar de posição, e engatinhei até ele para beija-lo. Brandon tinha acabado de me estimular com a boca, e deu pra sentir o meu gosto nos lábios dele...adorei provar do sabor que meu sexo tem. 

 

Sem desconectar do beijo, eu pulei da mesa, para ficar de pé e apreciar toda extensão dos nossos corpos juntos. Minha mão estava ansiosa para continuar estimulando-o.  Ele ainda estava muito ereto, fui fazendo no mesmo ritmo que eu reparei que ele gostava enquanto fazia em si próprio. Brandon começou a ficar enlouquecido, sem duvidas. Mas não me contive em apenas apalpar, me ajoelhei, precisava chupar. Queria que ele tivesse um orgasmo na minha boca também! Mas Brandon não era homem de se satisfazer apenas com oral. Ele queria me pegar de jeito mesmo. Puxou meu corpo com força para cima e começou a beijar meu pescoço e a me dominar de modo irresistível. Eu faria qualquer coisa que ele quisesse naquele momento, estava completamente vulnerável à satisfazer seus desejos. Isso me dava um prazer imenso. 

Tive que empenhar toda minha concentração para conseguir usar a racionalidade por um momento:

__...Eu não tomo anticoncepcional -Avisei baixinho. 

(Por sorte, homens responsáveis sempre levam camisinhas na carteira). 

E ele foi astuto em se abaixar para pega-la no bolso da calça que estava jogada no chão, desembalou rápido como se fosse um papel de bala e colocou com uma praticidade incrível! 

Eu sentia prazer até em vê-lo colocar o preservativo! Como pode?

Brandon me ergueu no colo, bem na altura de seu abdômen, e foi me deixando deslizar pra baixo de vagar... nos encaixamos entre gemidos e movimentos desesperados. 

Brandon era tão forte! Aguentava o peso do meu corpo como se fosse nada, e ainda me penetrava com agilidade e pressão, segurando minhas coxas em torno de si, sem perder o ritmo: forte e fundo, forte e fundo... Ofegando no meu ouvido, beijando minha nuca, metendo sem dó. Eu gemia pedindo mais e mais, arranhando-o, apertando, mordendo...

Gozei apela segunda vez.

 

—... -mordisquei sua boca num beijo fraco, desfalecendo. 

Meu corpo todo estava em transe. Era o meu sinal de que recisava de uns segundos para recuperar as forças. 

Ele entendeu, claro.

Foi me liberando de vagar, e meus pés voltaram a tocar o chão, mas eu ainda não conseguia ficar de pé sozinha porque as pernas estavam dormentes. 

 

O beijo dele ficou mais suave e carinhoso, Brandon me olhava com amor, e compreensão. Mas dava pra notar que estava se empenhando muito para conseguir se controlar... O pênis muito duro e quente, latejava em direção à mim.

 

“Gente, esse homem não cansa!” -Pensei deliciada. 

 

__Estou tão feliz que você está aqui... -Cochichei com a minha boca acariciando a dele. 

Brandon sorriu com os olhos fechados de quem se concentra em manter o domínio próprio.

__Eu te amo, meu amor... -Me beijou de leve, respirando com dificuldade -Te amo tanto...

__Eu também te amo...-Declarei, mordiscando aqueles lábios carnudos e fazendo leves sucções combinadas com um rebolar, acariciando o corpo dele com o meu, enquanto conduzia sua mão até o meio das minhas pernas para que ele me tocasse de novo, e percebesse que eu já estava pronta para que ele continuasse de onde tinha parado, se quisesse. 

Brandon me abraçou de frente pra si com um braço, e com o outro suspendeu uma das minhas pernas para apoiar no seu quadril, me pressionou contra parede e ficou me massageando gostozinho com a cabeça do pênis. Continuou assim até perceber que eu já estava desesperada para que me penetrasse de novo.

 

Brandon não era muito de falar durante o sexo, mas quando falava, sua voz saia imponente e grave, num timbre tão sexy, rouco e envolvente que eu já subia 10 graus no nível de excitação só por ouvi-lo.

 

__...Faz aquilo outra vez. -Pediu.

 

O fitei com uma o interrogação nos olhos, eu tinha feito tantas coisas! 

Ele me colocou de novo na mesa de mármore. 

Mordi os lábios entendendo o recado.

Fiquei de quatro de vagar e comecei a engatinhar lentamente, feito uma mulher gato, meus olhos o encarando com um ar de desejo e desafio enquanto me empinava o máximo que eu conseguia, esperando que ele penetrasse em mim, mas Brandon não estava com pressa. A vontade de me lamber toda naquele ângulo foi maior.

 Depois sim, pegou firme e me pegou com vontade, segurando meu cabelo para me fazer olhar atrás para que nossos olhos permanecessem conectados. Ele estava com uma cara de mau, tão sexy! Eu não tinha tido o prazer de vê-lo tão badboy daquele jeito antes, isso me excitou ainda mais. Trinquei os dentes com pressão para não gemer muito alto, e meu corpo voltou a tomar o controle da situação, sério, eu não podia controlar meus movimento involuntários, estava rebolando como uma profissional. Sedenta, insaciável! Mas bem no ápse do momento ele parou bruscamente. E virou meu corpo para deitar de frente pra ele. 

Seus olhos ainda eram severos, mas exibiam um certo magnetismo com nuances de carinho... era como se ele olhasse soberbo e orgulhoso de ter algo muito precioso em suas posses.

 

__Continua... -Pedi com sofregudão.

 

Ele se inclinou sobre mim, e começou a se movimentar entre as minhas pernas, bem de vagarzinho... deslizando num vai e vem, vai e vem...

Estava uma delícia, mais meu corpo exigia mais! 

Brandon parecia gostar de me ver suplicar.

Então eu supliquei.

Envaidecido, ele voltou a botar força, mas  era mais suave ao mesmo tempo. Não tem como explicar! Fundo e forte, e ondulado, e suave... ia alternando, olhando nos meus olhos. Sincronizando com as minhas reações. Eu tava ficando maluca. Ele me olhava sério e ofegante, suando com a boca entreaberta de prazer.

__Mais... ahm.. mais rápid.. isso... -Minha voz sumia em meio ao prazer. 

E Brandon me possuía com tanto desejo... eu queria fechar os olhos, mas me forcei a mantê-los abetos. Não queria perder nada. 

O corpo dele estava todo muito rígido, seu suor escorrendo pelo tórax, contornando os músculos que se moviam em espasmos sobre mim. 

Brandon estava pronto, eu podia sentir, estava apenas me esperando chegar lá para sincronizar os orgasmos.

Deu certo. Chegamos, e tombamos juntos! 

Exaustos e ofegantes. Sem forças nem para mover o músculo do dedinho. 

 

Depois de um longo momento de absoluto silêncio e descanso merecido. Nossos corpos foram recuperando os sentidos e eu me aconcheguei nele com carinho, deitando minha cabeça obre seu peito definido.

 

   Brandon estava quieto e pensativo, certamente refletindo sobre como eu parecia bem mais experiente como mulher agora... devia estar se perguntando quantas vezes eu já tinha feito com Colton. E sobre o nível das relações que tínhamos... era fácil decifrar seus pensamentos. 

Isso me deixou triste. 

 

__Brandon, eu... -suspirei - desculpa por ter te decepcionado.

 

Ele tocou suavemente meus lábios com o dedo, pedindo silêncio.

__Não precisamos falar disso.

 

Tentei engolir as palavras, mas não consegui. 

__...Eu sei que isso te abalou. -Falei com o olhar baixo. 

 

Ele respirou concentrando-se, e me olhou nos olhos.

__Eu não me importo com o que você fez nesses meses... -explicou - Você poderia ter dormido com ele e mais dez outros homens, que ainda assim, isso não mudaria nada sobre  que eu sinto por você. 

 

Fiquei confusa.

__Mas você pareceu tão magoado quando soube, e...

 

__Eu fiquei em choque. Não esperava por nada disso.

 

__Mas me disse ‘adeus’. Eu quase tive um troço. Achei que você nunca fosse me perdoar.

 

__Não é questão de perdão. Eu só achei hipocrisia alegar um casamento “falso”, “um mero contrato”, sendo que tiveram uma vida conjugal consumada. -Exclareceu.

 

Senti o coração dele bater forte. Estava ficando nervoso de novo.

__...Entendi.

 

Ele desviou o olhar sério. 

__Não quero mais falar disso por hora. -Decretou. 

 

__Ok, concordei de imediato. -Eu precisava parar com essa coisa de testar os limites dos outros.

 

 

    Meu estômago roncou alto, arrancando uma risada simultânea de nós dois.

__Ainda bem que estamos na cozinha!

Me levantei para furtar uma das caixas com salgadinhos que não chegaram a ser servidos. Estavam frios, mas deliciosos. 

Nesse ponto eu já estava vestida com a camisa que Brandon tinha deixado pelo caminho, sem condições colocar aquele vestido desconfortável de madrinha tradicional depois de tanto suor... além do mais, eu me sentia muito bem dentro da roupa dele.

 

  Depois de comer, levamos as outras caixas com salgadinhos, docinhos e etc até o carro que o Brandon tinha alugado para festa, e deixamos tudo em ordem para devolver as chaves do espaço ao proprietário. 

 

Eu precisava tomar um banho e me recompor antes de levar tudo pra casa da minha mãe, queria chamar o Brandon para conhecer meu apartamento, mas não pude porque o Colton estava hospedado lá. Por isso nem pensei duas vezes antes de aceitar dormir às poucas horas de sono que nos restavam com ele no hotel.

Brandon e Samanta tinham pedido quantos separados, obviamente. Mas eram lado a lado. E ela não pareceu se importar de me emprestar uma roupa na manhã seguinte, quando precisei ir embora. 

Brandon foi comigo até a casa dos meus pais, e ajudou a levar tudo que restou do casamento. Não era só comida, tinha lembrancinhas, o dvd que contava a história dos noivos, o cartão com os votos, o véu e a saia rodada do vestido que Willa tirou para ficar mais à vontade na festa, a gravata cortada do meu irmão, alguns presentes, e etc...

 

Meus pais o receberam com a cortesia de um futuro genro. Achavam mesmo que estávamos noivos. 

__A aliança não coube? - minha mãe perguntou disfarçadamente ao ver meu dedo nú. Em seguida deu um sorrisinho satisfeito e contou que a dela também não coube quando meu pai a pediu em casamento... ela estava emotiva e muito contente. Não tive coragem de desmentir. 

 

Meu pai, sempre bem humorado e brincalhão, usava Julia, minha irmã mais nova, como tradutora para lançar suas piadas infames para o Brandon, enquanto eu ajudava minha mãe com o almoço. 

Eles pareciam se dar muito bem.

 Até eu me deixei enganar um pouquinho, fingindo que aquele momento era mesmo de verdade. Que já estávamos noivos e resolvidos, apesar de saber que as coisas ainda não estavam assim tão simples de se resolver...

 

Brandon se apegou tanto ao meu pai, que quando vi, os dois já estavam trocando as portas e janelas da casa juntos (elas já estavam compradas à meses, mas meu pai sempre enrolando para trocar) e minha mãe, muito puta, deve ter soltado algum comentário irônico à respeito. 

Aquele serviço levaria no mínimo o resto de toda a tarde. Me aproveitei disso para ir sozinha pra casa e checar se o Colton realmente estava lá, ou se tinha voltado pro hotel. Eu não podia correr o risco de deixar o Brandon e ele darem de cara  no meu apê. Já tínhamos passado por situações embaraçosas o suficientes na noite passada.

 

Me surpreendi ao vê-lo de malas prontas na minha sala.

__Você... O retorno não era só pra daqui à três dias? 

 

__Eu consegui adiantar o vôo. 

 

__E ia embora assim, sem se despedir de mim? 

 

Ele repuxou um pouquinho a boca, formando um sorrisinho cúmplice, embora os olhos estivessem tristes. 

__Não seja dramática - tocou meu nariz - vamos nos esbarrar muito ainda pelo Canadá. 

 

Era impossível eu não espelhar o sorriso por me lembrar que finalmente poderia voltar. 

 

__Toma. -Ele disse, me entregando um voucher de viagem em meu nome - É para depois de amanhã bem cedo. Tente não se atrasar, hein. 

 

Meu queixo caiu de surpresa. Mais uma preocupação resolvida. Eu estava mesmo me perguntando como faria para pagar pelas passagens. Tinha gastado todo meu dinheiro com aluguel e mobília para o apartamento... Meus pais não tinham tanto para me emprestar assim de uma hora para outra. E eu não tinha cara de pedir ajuda financeira para meu irmão ou algum amigo. Certamente tentaria fazer um empréstimo no banco, ou trabalharia mais alguns meses em shopping antes de finalmente conseguir pagar pelas passagem pra poder voltar... Então já era de se esperar que eu ficasse radiante com aquele presentão inesperado.

 

__Ah, Colton! - o surpreendi com um abraço forte e impulsivo. 

 

Ele ficou meio sem ação, mal retribuiu o abraço, estava realmente muito tenso. Nem combinava com ele.

 

__Você ainda pode passar uns tempos na minha casa como tínhamos combinado, pelo menos até conseguir o suficiente para conseguir se manter sozinha de novo. 

 

Baixei os olhos muito sem graça.

__Colton, eu acho que a gente precisa conversar sobre...

 

Ele cortou minha fala.

__Eu já entendi que as coisas mudaram. -Se abaixou para pegar as malas - Estou te  oferecendo ajuda com amigo, Latina... A Emily e a Willa são recém casadas agora. Ficaria meio chato pra você ir morar com alguma delas, né... 

 

(Ele ignorou a existência do Brandon como uma opção) 

 

__Além do mais, tem espaço de sobra na minha casa. Quartos vazios... -Disse sem me encarar diretamente - A gente não precisa dormir no mesmo quarto, como fizemos aqui, mal vamos nos ver, se isso te tranquiliza... 

 

Senti uma dorzinha no coração por ouvi-lo falar daquele jeito, como se eu quisesse evitar sua presença ou algo do tipo. 

 

__Estou triste que você já está indo. pensei que voltaríamos juntos. -Expressei.

 

Ele fingiu acreditar.

__Sabemos que vai ser melhor assim. -Mordeu a boca com força para prender as palavras, mas mesmo assim as deixou escapar - Talvez já tenha conseguido uma companhia melhor do que a minha agora.

 

Engoli em seco. Era horrível vê-lo tão despedaçado e me sentir responsável por isso. Será que Colton se sentia usado? Insuficiente? Descartável?

Caminhei até ele de ombros baixos, com vontade de chorar.

__Obrigada por tudo... -Meus olhos transbordaram - Nos vemos em três dias. 

 

Ele respirou com força, se recompondo.

__É. Nos vemos...

 

Funguei segurando as lágrimas.

__Tá.

 

Antes de partir, ele se inclinou com os olhos fechados e beijou minha testa. Seus lábios tremiam.

Não gostei na sensação. Parecia uma despedida.

E era. 

A gente estava oficialmente terminando o que eu nem percebi que tínhamos começado. Só então me dei conta de que havia algo a mais crescendo dentro de mim em relação a ele. 

Jamais imaginei que fosse sentir tanto nossa despedida, mas senti.

Foi quando me dei conta:

Eu amava os dois. 

Sem duvidas. 

E SE EU NUNCA TIVESSE CONHECIDO O BRANDON, eu certamente acreditaria que o amor que eu sentia pelo Colton era suficiente para casar e viver junto para sempre! Seríamos um desses casais felizes e unidos, que todo mundo admira. E eu estaria loucamente apaixonada por ele, porque além de sermos amigos, o sexo era incrível! Mas não dava pra competir com o Brandon. 

 

 Eu sentia falta do Colton quando ele estava longe. Me fazia muito bem tê-lo por perto. Mas por melhor que fosse estar com ele, sua presença não anulava a saudade do Brandon. Sabe?

 Já quando eu estava com o Brandon, eu nem me lembrava do Colton! Eu sabia que poderia suportar viver sem a presença dele. Por outro lado, a simples ideia de perder o Brandon me deixava desestabilizada. Eu nem gostava de pensar nisso, era desesperador! 

 

 

  Percebi que ele tinha razão quando me chamou de hipócrita. 

Era realmente muita hipocrisia da minha parte, alardear aquele “casamento fake”, sendo que eu tinha tido sim um tipo de relacionamento com o Colton.

Quanto mais eu refletia, mais sensato aquele “adeus” me parecia.

Não foi apenas por eu ter dormido com outro homem que o Brandon ficou abalado. Mas o contexto todo, afinal. Eu tive relações sexuais regulares com Colton, meu marido!

 

Isso mudava tudo, né. Tornava meu casamento válido. Real. E não apenas um “contrato”, como alegávamos que era. O fato de eu não amá-lo como amava o Brandon não anulava a validade daquele compromisso... 

Quantos, e quantos casamentos não foram celebrados por puro interesse pratico ao longo da história? E com exceção do prazo de validade para acabar, o meu não era diferente de nenhum deles.

 

 Brantina interrompeu meus pensamentos com latidos de chorinho, me pedindo atenção. Cambaleei até a cama, zonza de tanto raciocinar, e abracei minha filhinha com muito amor. Ela estava com o cheiro do perfume do Colton, (risos) que ironia. 

 

 Me perguntei como faria agora para honrar a promessa que fiz à ele. Tínhamos um acordo, afinal.... Ele não tocou mais no assunto. E estou certa de que iria compreender se eu desistisse. Mas Colton merecia isso, e eu não planejava desistir. Já tinha decidido aquilo no meu coração. 

E o faria, mesmo sabendo que isso poderia custar o meu relacionamento com o Brandon... já tínhamos superado tantas coisas que até me pareceu certo que passaríamos intactos por mais essa também. 

Só que na realidade a teoria é outra... afinal, nem mesmo o divórcio seria capaz d destruir o elo daquele pacto que ligaria para sempre a minha vida à vida do Colton. 

Como prever a reação do Brandon ao saber que eu tinha me me comprometido um acordo tão significativo assim com outro homem? 


Notas Finais


Digam alguma coisa, gente. Pelo amor! 😫
Pq não comentaram nada?
CÊS TÃO BRAVAS???
p r e o c u p a d a


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