História Conformidade - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias It: A Coisa
Personagens Edward "Eddie" Kaspbrak, Richard "Richie" Tozier
Tags Reddie
Visualizações 37
Palavras 390
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drabs, Ficção Adolescente, LGBT, Lírica, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Decidi começar com as pequenas histórias que se conectam à minha primeira fanfic aqui, Anamnesis.
Este trio de drabs (maiores que drabbles normais, sorry about that) ilustra como Eddie foi percebendo o que verdadeiramente sentia por Richie, ao final de seus treze anos.
E como ele resignou-se.

Capítulo 1 - Banal


Fanfic / Fanfiction Conformidade - Capítulo 1 - Banal

Conformidade

 

Banal

 

 

A forma como seu sorriso ladino se dava ao encontro de seus olhares fazia seu interior ferver, entrar em uma combustão tão visceral que era impossível controlar o bater desesperado do coração, e a vontade de responder à altura. Suas sardas tão salpicadas e marcadas pela malícia explícita, exposta, aberta, gritante, pareciam pontos difusos de uma certeza à ponta dos dedos. À ponta da língua que estava em seu céu da boca. Tsc.

Os óculos ampliavam aquele momento de autossatisfação, o brilho interno de suas jabuticabas saltando malandras entre a troça que seus lábios cheios e róseos externavam. Era impossível não sentir o sangue se alastrar nas veias como lava, e ter seus próprios lábios se movendo no impulso da resposta, uma que ele parecia esperar. Uma, que ele estava pronto para rebater. E ele também. Repetidas e repetidas e repetidas vezes, no looping do incessante desconforto de estar entre picos distintos de humor. Grrr.

Por vezes, ganhava e o silenciava, arrastando-se os segundos que faiscavam as fagulhas. Por outras, deixava-se queimar, revivendo o triunfo de tê-lo a discutir consigo, de fazê-lo interminável enquanto as farpas rolavam. Grrr.

Rosnava apenas para si, surpreendendo-se por corresponder às expectativas que sua piada suscitava, incapaz de refrear-se sempre que o êxtase do confronto se dava. Borbulhava em consonância com a comicidade duvidosa e ridícula, a infantilidade que partilhava e abraçava com aquele que a aflorava.

“Foi o que sua mãe-...”

“CALA A BOCA!”

Passou os olhos pelos presentes, sentindo-se entregue ao queimar das bochechas, mas eles estavam absortos em suas próprias conversas, em seus próprios mundos, excluindo e ignorando o incêndio. Alastrava-se, intenso, ao tomar consciência que um riso, a muito custo velado, soltava-se entre suas palavras severas, como se quisesse se iludir: jamais conseguiria controlar a boca que continuava a falar barbaridades como se fossem banalidades.

O coração pulsava, gradativamente, permitindo-se misturar ao gargalhar que, ao ter seus dedos a envolver a cintura, perdiam-se pelo cômodo privativo do clube. E ninguém era capaz, ainda que quisesse e desse a devida importância, de livrá-lo da certeza palpável, tangível, de sua consciência, a qual esvaía-se sob a pressão dos dedos em região tão suscetível.

“ V-vuh-v-...” Forçava-se a não ceder aos seus dedos. “V-Vá se fo-der, Trashmouth!”

Mas a sombra que os dígitos provocavam pela tez o consumia como fogo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...