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História Conformismo - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá!
Espero que gostem do capítulo!

Capítulo 3 - Conversa sensata.


Fanfic / Fanfiction Conformismo - Capítulo 3 - Conversa sensata.

Cheguei em casa com Mike apoiado em mim, minha mãe o viu e logo sua surpresa se fez presente

— Pete, quem é ele? Você fez um novo amigo? Por que ele está machucado? — ela perguntou rapidamente.

— O nome dele é Mike, ele é meu amigo e se envolveu numa briga hoje.— depois de responder, minha mãe murmurou um ata e andou em direção a cozinha, provavelmente foi preparar um lanche para Mike.

Subi para o quarto com Mike apoiado em mim, e foi difícil subir as escadas com um cara pesado e trêmulo. Ele se deitou em minha cama, se espreguiçou e eu me encostei na parede do quarto e o encarei, Mike murmurou algo que eu interpretei como “Sua cama é muito confortável.” e eu revirei meus olhos, decidi perguntar sobre a briga e ele se sentou com as pernas cruzadas em posição de índio.

— Eu apenas falei para Michael que te expulsar do grupo foi algo muito exagerado, mas ele disse “Eu não permito que haja um possível traidor no grupo, aliás Henrietta e Firkle concordaram com isso.” E depois começamos a discutir e uma coisa levou a outra e ele me deu um soco. — Ele parou e suspirou, percebi que uma de suas presas falsas está quebrada e isso me deu uma ideia de apelido. — As pessoas tinham visto e infelizmente começaram a gritar “Briga! Briga!” e eu revidei o soco.

— Provocar o Michael nunca é prudente, dentinho. 

— Dentinho? – Mike encarou-me com uma das sobrancelhas levantadas.

Fui até o criado-mudo ao lado da cama e abri a gaveta, peguei a carteira de cigarro e acendi um. 

— Não o provoque mais, agora minhas chances de voltar a falar com os meus amigos baixaram mesmo. — Dei uma longa tragada, soltando a fumaça logo em seguida.

— Desculpe.

— Não precisa se desculpar, mas não provoque mais o Michael, isso também pode piorar a rivalidade com o seu grupinho.

— Tudo bem. — Mike me encarou de repente, e fechou a cara, já imagino o motivo da sua carranca repentina. — Ainda te digo que você deve parar de fumar.

— E eu te digo para arrumar outra presa falsa, Dentinho. Está parecendo um vampiro banguela.

— Nossa. — encarou-me fingindo estar ofendido. — Não precisa ser não arrogante.

A conversa sessou por aí, Mike pegou um dos livros que estava jogado dentro do meu guarda-roupa e ficou a ler, e eu peguei meu celular e coloquei uma música. Sentei-me em cima da cama e a apreciei calmamente, dando tragadas em meu cigarro, fumei  cinco cigarros e encarei Mike que lia o livro com uma animação que eu considerei meio chata.

Minha mãe chegou com uma bandeja com dois sanduíches e dois copos, um de café e o outro de suco de laranja, começamos a comer. A minha playlist já estava na sexta música, The Cult, ela tocava aleatoriamente e a música era “animada”.

— Música legal, nem parece que é gótica.— Mike sorriu enquanto comia — Qual o nome dela?

— She Sells Sanctuary. The cult. 

— Interessante.

A minha banda favorita não era The Cult, mas todas as músicas eram boas e me deixavam bem nos ânimos para ler ou simplesmente deitar na cama e olhar para o teto porque não faço muita coisa. A banda que eu mais gosto é Bauhaus,  Dark Entries é simplesmente muito bom.

Eu sei que tenho que chegar num consenso com Michael, Firkle e Henrietta, mas a poeira tem que baixar primeiro antes de tentar conversar com eles. 

As horas se passaram e Mike teve que ir para casa, e levou meu livro... E eu retornei a fumar, e meu quarto ficou com aquele cheiro forte de cigarro. 

O tédio atacou e eu já não sabia o que fazer, ouvi tantas vezes as mesmas músicas que eu encerrei a playlist e me sentei na cama, encarei meu sapatos e não soube o que fazer. Se eu sair, ir para o Village Inn sozinho não me parece ser uma ideia tão boa, não tem nenhum lugar interessante nessa cidade de merda e agora nem mesmo com os meus amigos eu posso sair.

Me levantei, andei até meu guarda-roupa, e troquei de roupa, eu não uso muito as outras roupas que tenho e elas já estavam meio amassadas porque eu não as coloco para lavar há um tempo. Peguei uma blusa de frio preta e troquei de sapatos, coloquei um coturno de cano alto.

Coloquei o capuz e sai do quarto, minha mãe chegou a perguntar para onde eu vou e apenas disse que daria uma volta pela cidade. 

As ruas de South Park estavam lotadas de conformistas, que agem de forma escandalosa. Tinham alguns bêbados a essa hora da tarde, caras desempregados e desagradáveis, jogando seus “charmes” para algumas mulheres que apenas riam e coravam. 

Olhei as lojas abertas e algumas obras em andamento, quase escorreguei e caí no chão, cheguei no parquinho de South Park e vi algumas crianças “brincando” — as mesmas mexiam em seus celulares e sequer aproveitavam os brinquedos.

Sentei-me num banco embaixo de uma árvore e olhei para o escorrega, completamente enojado com aquelas cores vivas e agoniantes. E por um momento, lembrei-me de um momento em que eu estava com os meus amigos no cemitério.

Encarei a lápide a minha frente, já desgastada e meio depredada com sua velhice.

- Henry Smith (1934-1990). 

Henrietta olhou a lápide e soltou um comentário sobre morte, abriu o livro que estava segurando e leu uma passagem, Michael, Firkle e eu apenas ouvimos atentamente. 

— “Para ser feliz, até certo ponto, devemos ter sofrido na mesma proporção.” — Henrietta terminou, dando uma tragada em seu cigarro.

— Interessante. — Firkle disse. — Mas, a vida é composta de dor e como sabemos, é inútil a busca da felicidade.

— A felicidade é algo momentâneo, não dura a vida toda. — Michael complementou.— Não vale realmente a pena.

— Talvez a felicidade seja meio conformista para nós, a cada piscada, vejo o mundo se tornar cada vez mais horrível. Cheio de conformistas malditos.— eu disse. 

A noite ficava cada vez mais fria e perigosa, Henrietta e Michael foram embora juntos e eu e Firkle seguimos caminho, calados e confortáveis naquele silêncio. Porém, tudo que é bom dura pouco, Firkle quebrou o silêncio com uma pergunta meio chocante.

— Você acha que a felicidade é fútil para nós? — sua voz carregava uma seriedade bem estranha.

— Bom, nós somos góticos e praticamente seria estranho sermos felizes. Porém, não há sentido em não ter alguma felicidade.

— É que... É meio estranho, eu me sinto vazio, não vejo motivos para ficar aqui... 

Firkle era muito novo quando se tornou gótico, isso me fez pensar por um segundo, na possibilidade dele se matar. Essa ideia não me agradou e me fez desesperar, eu não quero jamais que Firkle faça isso.

— Me desculpe Firkle, eu realmente não sei o que dizer... — o encarei. 

— Tudo bem cara.

— Mas não tente se matar, seria o fim para mim. 

Firkle sorriu, e continuamos nosso caminho.”

A sensação de desespero ao pensar em perder um amigo me fez refletir sobre a conduta fria de nosso grupo, Firkle tem apenas dez anos, ele é novo demais. Porém, isso não faz muita diferença para Michael e Henrietta — já que ambos não sabem o que se passa pelo grupo.

Voltei para casa quando anoiteceu, e passei uma noite de insônia que encheu minha mente de dúvidas e terríveis possibilidades.


Notas Finais


Olá novamente!
Gente, eu sinto muito se os personagens estão muito estranhos, eles são apenas baseados no estereótipo de gótico dos Estados Unidos, então me desculpem se eles estiverem estranhos pra vcs.

Bom... Bjsss ❤️💕


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