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História Confusão de Sentimentos - Shubaru - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Depois de MUITOS pedidos para continuar, cá estou eu com um Extra :"D

Eu havia escrito um capítulo com Lemon (SIM, ISSO MESMO) mas tive que desinstalar o APP para baixar outra coisa, e quando liberei espaço para baixar o Spirit, o capítulo havia sumido TwT
Havia me esquecido do bendito capítulo que estava salvo no Spirit kkkkk (rindo pra não chorar)
Então optei por reescrever no computador, pois eu escrevo mais rápido, porém, pode haver mais erros de ortografia pois eu realmente escrevo muito rápido hehe

Apesar de que esse capítulo está muito melhor que o antigo.

Boa leitura :">

Capítulo 2 - Extra 1


Fanfic / Fanfiction Confusão de Sentimentos - Shubaru - Capítulo 2 - Extra 1

Depois do que aconteceu, eu praticamente o expulsei de minha cama e desliguei o computador, logo me enfiando debaixo das cobertas para tentar ocultar a vergonha que eu estava sentindo.

Acho que nunca senti tanta vergonha em minha vida!

E o pior não era isso, eu estava sentindo algo estranho no meu estômago, como se várias borboletas voassem lá dentro!

E nem preciso falar que isso é MUITO estranho!

Shu riu quando eu me escondi debaixo das cobertas, mas nada disse. Depois de algum tempo tentando me acalmar e normalizar minha respiração, eu me viro com cautela para me certificar de que ele estava dormindo. Seu cabelo estava levemente bagunçado (coisa que não é muita novidade), seu rosto estava sereno e seus lábios entreabertos.

Porém ele poderia fingir dormir, não é?

Me viro novamente, e logo vem um turbilhão de pensamentos para me atormentar, e isso fez com que eu dormisse muito pouco durante aquela noite. Mas de uma coisa eu tinha certeza:

De algum modo, eu precisava reverter essa situação.

 

                      ~

 

Depois daquela noite, eu resolvi dar uma chance à algumas das garotas que viviam dando em cima de mim. Não queria machucar os "sentimentos" delas ou algo do tipo, eu estava apenas fazendo um pequeno teste.

Eu fiquei com poucas garotas, não ultrapassando mais do que beijos de língua, elas aparentavam gostar daquilo, porém eu não podia dizer o mesmo.

Eu não sentia vergonha, e nem aquelas borboletas em meu estômago quando eu as beijava. E isso já estava me deixando frustrado e irritado. Eu não podia sentir essas coisas apenas com o Shu, não é?

Eu estava até cogitando em ficar com mais alguma garota, mas resolvi não fazer isso depois que a minha "fama" foi se espalhando ainda mais.

As garotas são criaturas que exageram quando contam histórias, e isso eu descobri do pior modo possível. Como eu disse: eu não passava de beijos de língua. Mas elas resolveram espalhar por aí que transaram comigo e descobri que elas estavam até falando sobre o tamanho de meu pênis.

Isso é surreal.

Entretanto, eu já previa que algo assim iria acontecer, mas não pensei que ficaria desse jeito por eu apenas ter ficado com 3 garotas! Algumas garotas que eu nunca vi na vida também estavam inventando histórias sobre ter passado uma noite maravilhosa comigo.

Alguns garotos populares como eu passaram a me olhar feio, mas eu não me importei, eu nunca me importo.

Várias outras estudantes começaram a dar em cima de mim. Eu sempre era conhecido como "Coração de Pedra" pois eu nunca dava alguma chance ou me interessava por alguma delas. E era exatamente por todos esses motivos que eu nunca fiquei com nenhuma garota.

Claro que um dia eu pretendo namorar e me casar. Mas, como eu já disse, nenhuma garota parecia me interessar então eu só estava esperando encontrar a garota certa para poder investir nela.

E eu nem preciso dizer que toda essa história já estava me enchendo o saco. Eu as ignorava como sempre fazia, mas não conseguia esconder minha raiva quando estava em meu quarto. Até o Shu que é super preguiçoso e não se interessa por nada ao seu redor, percebeu a minha frustração quanto á isso tudo. E, claro, eu o ignorei.

Eu estou passando a ignorar o loiro pois olhar para a cara dele me traz raiva, vergonha, e timidez. Eu tinha uma vontade enorme de o socar bem em seu nariz, mas esse embrulho em meu estômago parecia impedir que eu fizesse tal ato. Então passei a ignorá-lo, e ele pareceu não se importar com minha decisão.

Saio do banheiro já vestido, e percebo que o loiro ainda não chegou ao quarto.

Ótimo.

Ele deve estar dormindo no terraço, o que significa que não voltará para o quarto agora.

Vou em direção ao meu guarda-roupa, o abro e procuro o objeto de que precisava no meio de todas aquelas roupas. Logo achando uma chave dourada. Em passos rápidos, vou até a cômoda situada ao lado de minha cama, não demoro muito e encaixo a chave na fechadura da gaveta, a abrindo.

Dentro da gaveta havia vários itens inúteis, porém, situada bem no centro, havia algo embrulhado em um pano:

A adaga de minha mãe.

A pego delicadamente. Me sento na cama e logo desembrulho, deixando à mostra o objeto de prata com pedras em cor lilás. A adaga continuava do jeito que eu me lembrava.

Fico um tempo observando aquilo, enquanto várias lembranças invadiam minha mente, me fazendo (sem perceber) sorrir.

- Não vai matar ninguém com isso, vai? - Me sobressalto quando escuto uma voz grossa. Vejo a criatura em pé, parada em meu lado, com uma feição calma. Porém, eu o ignoro.

Volto a observar os detalhes do objeto. Sinto o colchão de minha cama afundar levemente, indicando que o loiro havia se sentado ao meu lado. Ficamos em silêncio por um curto período de tempo. Eu queria que ele fosse embora daquele quarto, pois não estava com paciência para aturar esse preguiçoso. Sem contar que ele estava sentado na minha cama! NA MINHA CAMA!

Não que eu tenha algum problema quanto à isso, porém a cama é minha, e nesse momento eu não quero esse loiro bastardo sentado nela.

- Por quê você tem essa faca? É sua, por acaso? - Shu pergunta sem tirar os olhos do objeto.

- Isso não te interessa, bastardo - Confesso que gostei desse apelido.

- Céus, você está muito mal humorado esses dias! - Ele fala, fingindo indignação - Pelo que vejo, todas aquelas garotas não fizeram um bom papel como namoradas...

O olho pelo canto dos olhos, acho que ele percebeu o quanto aquele comentário me deixou puto, mas mesmo assim, continuou com aquele sorrisinho debochado.

Eu vou matar esse loiro oxigenado.

- Mas e aí, vai me contar por que tem uma adaga escondida em suas coisas? Sabia que isso é proibido? - Ele sabia.

Ele sabia onde eu guardava. E claro que eu sabia que era proibido trazer de casa qualquer tipo de objeto cortante...

Porém, ninguém precisa saber disso, não é?

Dou um suspiro. Acho que não tinha opção. Sei que aquilo era um modo sutil de dizer "se não me contar, irei denunciá-lo". E mal consigo imaginar a confusão que iria dar se o diretor soubesse sobre essa adaga.

- Minha mãe ela trabalhava em vários empregos diferentes para nos manter vivos - Começo, e ele me olha atentamente, prestando atenção no que eu falava - Apesar de estar cansada, ela sempre estava sorrindo, e tirava um tempo para brincar comigo. Mas então ela, nos curtos períodos livres, começou à criar pequenas esculturas de madeira. Eram simples, porém ela conseguia um bom dinheiro com isso. E eu achava tão bonito... A delicadeza com que ela fazia aquilo... Sem contar que ela realmente gostava daquilo. Ela foi se aperfeiçoando, e juntando um pouco de dinheiro, começou à comprar materiais especializados para esse tipo de coisa. E bem, ela comprou essa adaga. Eu sempre a achei muito linda, mas minha mãe nunca me deixou tocar nela para eu não me machucar. Mas ela... - Deixo escapar mais um suspiro - Ela foi assassinada - Escuto uma exclamação vir do loiro ao meu lado, porém eu continuo - Assassinada enquanto voltava para casa depois de mais um longo dia de trabalho... Eu fiquei a esperando, mas logo os policiais encontraram uma foto junto ao corpo de minha mãe, em que tinha eu e ela. Eles descobriram onde eu morava, e me levaram para um orfanato. A única coisa que consegui levar comigo foi... Essa adaga... - Quando terminei a história percebi que meus olhos estavam marejados, e eu segurava a adaga firmemente em minhas mãos.

Céus! Não era para eu ter contado tanta coisa! O que tem de errado comigo?!

Aquela sensação de vazio começava a me atordoar novamente. Tudo aquilo, toda aquela culpa em minhas costas que me perseguia todos os dias, durante anos, voltando com tudo. Eu nunca havia contado aqui à ninguém, e, apesar de eu ter ocultados pequenos fatos e falado de uma forma rápida e "resumida", aquilo soou ainda pior em voz alta.

Acabo me sobressaltando quando sou puxado para um abraço. Não pude deixar de me assustar, porém o loiro continuou a me abraçar, de um jeito firme, mas ao mesmo tempo delicado e acolhedor, um abraço que nem meus pais adotivos tinham.

E isso foi a gota d'água.

Eu não me aguentei, o abracei firmemente e deitei minha cabeça em seu ombro, deixando as lágrimas rolarem. Eu o apertava cada vez mais forte à cada soluço que soltava, como se o abraçar pudesse acabar com todo aquele vazio, e apesar de tentar "engolir o choro", eu não conseguia com o loiro fazendo aquele maldito carinho em minhas costas e cabelos, me fazendo chorar ainda mais, pois isso, de uma forma ou outra, lembrava minha mãe.

Quando eu me machucava, eu sempre ia para os braços de minha mãe. Ela cuidava de mim enquanto me fazia um cafuné para tentar me acalmar. Eu sempre fui muito apegado à minha mãe.

 

                     ~

 

- Foi minha culpa... Foi t-tudo minha culpa - O albino falava entre o choro, cortando a fala com os soluços contidos.

O loiro tinha o seu coração partido em milhões de pedaços. Ver o menor tão melancólico ao falar sobre sua mãe, o deixou triste. Não se conteve ao o abraçar, mas escutar o albino se culpar daquela forma...

- Ei... Não foi sua culpa. - Falava palavras de consolo, mas parecia que quanto mais ele falava, mais o garoto chorava.

- Você não entende! Se eu n-não existisse ela... Ela estaria viva!... - Dessa vez ele enterrou seu rosto no pescoço do maior, fazendo o mesmo se arrepiar com sua respiração acelerada e sentir as lágrimas do albino naquele lugar.

Aquilo partiria o coração de qualquer um.

 

                     ~

 

- Subaru, olha para mim - Senti ele negar com sua cabeça. Eu me afasto dele e o seguro firmemente pelos seus braços, mas ele fica de cabeça baixa, se negando a me olhar, então eu seguro seu rosto, o fazendo olhar para mim.

Até eu que sou o garoto mais sem interesse daquela escola fiquei sem reação depois de ver aquela cena.

Subaru tinha o rosto corado e sua boca (que tinha um pequeno biquinho) e seu nariz estavam avermelhados. Seus olhos marejados fazia com que qualquer tivesse vontade de o abraçar fortemente, além de que seus olhos estavam levemente inchados e o rosto molhado devido ao choro.

E céus! Essa cena foi de mais até para mim.

- Escuta, Subaru. Não foi sua culpa. Não dava para saber que isso iria acontecer. Chorar não vai trazer sua mãe de volta, e tenho certeza que ela não gostaria de lhe ver chorando - Falo enquanto faço um leve carinho em sua bochecha, mas logo enxugando as lágrimas que voltavam a se formar no canto de seus olhos, ele os fecha com o meu ato, mas logo os abre e cora levemente.

Com um ato rápido, ele me abraça e esconde seu rosto em meu peito. Tenho que admitir que fiquei meio sem reação pela sua atitude, mas não reclamei e o abracei de volta, logo começando um cafuné em seus cabelos.

Descobri que amo bagunçar seus cabelos.

Contudo, ver ele assim, tão carente, me deixou realmente surpreso. Não que eu esteja reclamando, pois eu estou amando essa situação.

Mas tenho que admitir que fiquei chateado em saber que ele estava pegando aquelas vadias.

Sério! Eu sou muito melhor do que todas aquelas garotas! Mas, pelo que vejo, Subaru não quer admitir que gosta de mim.

Sei que ele gosta de mim. Como não gostar de alguém como eu, não é mesmo? {Autora: Estou amando colocar esse Shu convencido kkk}

- Eu queria ela de volta... - Sou tirado de meus devaneios com um sussurro vindo do albino. Ele já não chorava mais, o que é um alívio para mim pois eu odeio ver pessoas chorarem. Porém a sua voz estava tão carregada de tristeza, que eu simplesmente não me aguentei.

 

                     ~

 

Sou afastado pela segunda vez do loiro, e eu o olho confuso. Sei que ele não era obrigado a ficar me abraçando, e sei que eu estou parecendo uma criancinha carente, mas eu realmente queria continuar abraçado à ele, por mais que isso soasse meio gay. {Autora: 7w7}

Mas eu sequer tive tempo para raciocinar, pois sinto suas mãos segurarem meu rosto pelas bochechas, me forçando a fazer um leve biquinho. Vejo o loiro se aproximar rapidamente e deixar um breve selar em meus lábios, fazendo com que minhas bochechas automaticamente ficassem quentes e meu coração bater como louco em meu peito.

Não vou mentir que me surpreendi com seu ato (tanto que meus olhos ainda estão arregalados, o encarando), mas o pior foi ter que olhar aquele seu sorrisinho de lado.

Céus! Aquele sorriso! Um sorriso com uma mistura de perversão e diversão! Como isso é possível?!

- O que você... - Não tive tempo de terminar. Ele se aproximou novamente, me beijando, mas dessa vez pedindo passagem com a língua.

Eu juro. Juro que tentei me afastar e não permitir aquilo. Mas o maldito me segurou pelos pulsos (de um modo firme, mas não chegando à me machucar) e mordeu meu lábio como da última vez, me fazendo, inconscientemente, entreabir meus lábios.

Aquela sensação de ter borboletas em meu estômago voltou. Eu comecei a me sentir nervoso e a vergonha já estava tomando conta de mim novamente. O beijo era calmo, como se estivéssemos apenas nos descobrindo, mas isso pareceu não impedir de me sentir ansioso.

Não sei ao exato pelo o quê eu ansiava tanto.

Fecho meus olhos, finalmente cedendo ao beijo, dávamos pequenas pausas para respirar, mas logo voltávamos a nos beijar novamente.

E, em algum momento, aquilo se intensificou.

Era possível escutar os estalos dos beijos pelo quarto, e agora meu rosto estava mais quente que tudo, e tenho que admitir que tive certa dificuldade em acompanhá-lo, pois o ritmo dos beijos estava cada vez mais feroz.

Não sei quanto tempo ficamos alí, mas aquela Confusão de Sentimentos começou a me atormentar novamente.

Eu não sabia o que sentir, era tantas coisas misturadas que fazia com que minha cabeça girasse.

Mas não vou negar que gostei de todas essas sensações.

Eu já estava ficando com falta de ar, quando nos separamos. Um fio de saliva ainda nos interligava, ele me observava, parecendo estudar minhas reações. Eu também o observava, pois ainda estava confuso por saber que só ele e apenas ele trazia todas essas sensações.

Minha respiração ainda estava entrecortada pelo recente beijo, minha pele que é praticamente branca deve estar vermelha como um pimentão. Já o Shu não parecia afetado, creio que ele já está acostumado com isso.

E eu logo percebi que sou muito fraco para esse "tipo de coisa".

Porém, ele parecia fascinado em me observar, e isso logo me encheu de vergonha ao me lembrar do que estávamos fazendo à instantes atrás, e eu logo abaixo a cabeça, ele segura meus pulsos com um pouco mais de força, já sabendo que eu iria esconder meu rosto, e logo escuto uma risada vindo da parte do loiro.

 

O observar parecia ter me feito perder a noção do que acontecia ao meu redor.

E isso não era ruim, pois eu me esquecia de todas aquelas lembranças ruins.


Notas Finais


Me desculpem se houve muita repetição de palavras, eu tentei ao máximo evitar isso mas isso é uma mania minha kkk
Eu estava pensando em colocar Lemon nesse episódio, mas achei melhor deixar para o próximo pois esse já estava muito longo hehe
Ai gente eu amo fazer esse Subaru todo pitico e esse Shu todo convencido kkkk
Espero que tenham gostado TwT


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