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História Confusão na certa 2 - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capitulo 7


Z A Y N 

Observei a garota partir com o carro dela para longe de onde eu estava e não soube o que fazer.

Eu não sabia o que havia dado em mim, não fazia a mínima ideia do por que eu havia ido falar com ela, apenas fui, as bebidas já corria por minha veia desde cedo, na verdade desde que eu deixei ela naquele lugar, depois dela ter contato tudo, o que eu só sei fazer é me embebedar e me drogar, era a única forma de me fazer ir a outro mundo que não seja o que ela está, mas estava impossível.

Ela morava na minha mente.

Eu tentei procurar pessoas pra substituir ela, fiquei com muitas garotas depois que dei partida naquele carro, conheci pessoas novas, fiz mais merdas do que eu costumo fazer e pra piorar tudo ela aparece no mesmo lugar que eu.

Eu não conseguia tirar essa garota da minha cabeça. Era como se eu a visse em todo lugar. Todos os dias eu acordava e via ela ali do meu lado mas no fim era apenas eu, via ela em todos os lugares que eu ia, via a garota bêbada no banco do bar de uma balada, colocando tudo que destruía seu fígado para dentro e não se importando com ela mesmo, via seu sorriso por todo lugar e sua gargalhada gostosa de ouvir, ouvia suas birras, suas brigas e puxões de orelhas, sorria sozinho ao lembrar do seu jeito marrento e desafiador, de lembrar o quão imune eu já havia a deixado.

Eu a via por todo lugar, mas em todos eles ela nunca estava e eu queria morrer por isso, por que todos que eu carrego dentro de mim, da minha alma, foi ela, todas as pessoas que perdi e que temo perder, é por ela e o bem estar da sua família, eu não queria ver essa garota mas minha mente produzia seu corpo pra mim a todo momento, e ver ela dançando hoje pra outro cara que eu nem prestei atenção quem era pois eu estava vidrado demais nela, foi demais pra mim, podia aparecer a menina que fosse pra mim, eu iria fode-las como qualquer outra, mas a Sun não, eu não conseguia ser quem eu era com ela.

Essa garota me despertava, tirava o que eu escondia no escuro de mim, abria meu lado mais leve, me deixava em paz, ela era a única garota que me deixava assim, em tempos ela é a única que me fazia ter paciência com tudo, esperando ela em seu tempo certo, ela era a garota em que eu conseguia pensar em parar tudo que eu fazia para tentar viver ao seu lado, por algum motivo eu a via assim e eu estava deixando isso deslizar na minhas mãos como água sem nem poder fazer nada.

-Zayn...?" Acordo dos meus pensamentos mais perdidos que tudo ultimamente e olho para a garota de cabelos cor de ouro a minha frente. "Você tá estranho o que aconteceu ?"

-Nada Gigi..." Murmuro enquanto levo o copo a boca e volto a olhar pra todos que estavam ali naquela de escola onde essa garota havia me trazido, eu sabia que não era uma boa ideia e não foi. "Só estou pensando..."

-Em que ?" Pergunta ingênua enquanto me pressionava contra meu carro que eu estava encostado e acariciando a gola da minha camisa sorrindo marota.

-Não importa." Respondo um pouco ignorante e a mesma fecha o sorriso no mesmo instante. Eu não conseguia mais ser quem eu fui, principalmente com ela. Qualquer garota que estivesse comigo, eu queria fosse igual a Sun, mas eu tinha que aceitar que ninguém era igual aquela garota, ela é inacreditável. "Não leve a mal, não estou no meus melhores dias."

-Tudo bem bebezinho." Diz sorrindo ainda mais enquanto escorregava sua mão pelo meu peitoral e me dava um beijo. Eu retribui, eu queria beijar a Gigi de uma forma intensa, queria dar a essa garota o amor que ela merece, mas a droga do meu coração não estava pertencendo a ela e sim a morena do sorriso mais debochado que eu conheço.

-Não Gigi, melhor não..." Falei afastando ela um pouco. "Eu disse que não estou em um momento bom.."

-Por que viu a outra ?" Diz enquanto se afasta um pouco e cruza os braços, semicerro os olhos um pouco para saber do que ela estava falando e quando vi que era da Sun eu ri leve. "Zayn eu não estou brincando..."

-Gigi eu sei que você gosta de mim mas você tem que entender que eu não sou seu, não pode sentir nada eu deixei isso claro quando comecei..." Repito o que eu já falava sempre pra ela e a mesma apenas arfa em decepção. "E eu tentei ser o mais gentil possível com você, por que você sabe como eu sou e o que faço mas..."

-Você arrumou uma garotinha pra ser mais uma vadia ladrona ?" Deduz é meu sangue começa a ferver. Soltei o copo que eu segurava e levei minha mão direto ao seu rosto apertando sua bochecha com uma força moderada, apenas para que ela não desviasse os olhos de mim enquanto eu falava.

-Não me provoca, não é por que eu fiquei com você ou por que você tem um rabo de saia que eu não posso te machucar..." Começo a falar e ela apenas presta atenção. Meus amigos entram em alerta e a Kendall também mas eu apenas continuo ali sem ligar para o que as pessoas iria ligar. "É só você tentar me ofender mais uma vez que eu perco a paciência com você."

Solto o rosto da mesma e respiro fundo passando a mão pelo rosto um pouco nervoso e depois volto a olhar pra ela.

-Eu não quero machucar ninguém mas você tá pedindo." Continuo olhando pra ela e a mesma apenas fica quieta enquanto massageava seu queixo. "Eu não vou ter dó ou piedade, lembre disso."

-Por culpa dela você ficou assim ?" Pergunta e eu apenas paraliso pra escutar o que ela iria dizer. Eu estava alterado, estava com a cabeça a mil, tinha acabado de deixar a garota que eu gostava ir e a Gigi estava fazendo isso. "Você costumava ser mais atencioso comigo."

-Isso mesmo." Respondo voltando a respiração ao normal e me tranquilizando mais." Costumava...Eu não estou bem não, como eu já disse, melhor você ir pra casa, Jacob vai te levar, antes que eu faça merda."

-Zayn..." Tenta e eu apenas coloco a mão no rosto perdendo a paciência com ela.

-Vai." Apenas digo e ela assente enquanto se afastava devagar e andava até a turma de amiguinhos delas, que inclusive incluía Jacob. Eu já não sabia mais o que fazer, que porra que aquela garota havia feito comigo ? Eu não tinha ideia do que fazer agora, eu precisava dela, apenas dela.

Então eu entrei no carro sem falar nada a ninguém e sai, eu iria na casa dela, eu iria vê-la mesmo que eu não falasse com ela, eu só precisava ver aquele rosto onde habitava o sorriso mais lindo que eu já me apaixonei e um dia ela saberia disso. Eu fui com a maior velocidade que eu podia, deixei as janelas abertas e o vento faziam minha mente se esvair, eu não tinha controle dos meus atos agora, era como se meu corpo tivesse vida própria e ele só quisesse uma coisa. Ela.

Sempre fui a pessoa que some, que ignora, que não se importa. Nunca fiz o papel da pessoa que insiste, que prende, que implora, que sufoca. Sempre fui a pessoa que sentiu menos, que amou menos, que quis menos. Mas dessa vez foi diferente das outras, dessa única vez eu sinto vontade de ir atrás. Agora eu quero que tudo seja diferente. Eu abro mão de ser o vilão da história, o cachê de idiota apaixonado ta mais alto.

As casas e pessoas passavam como vultos por mim, eu estava cego de amor por ela, meu corpo já não pertencia a mim e sim a garota, a única garota, que conseguia fazer eu ter uma pequena luz no fim do túnel, a garota que conseguia ter o meu eu como ninguém nunca teve, ela era parte de mim agora, desde que eu esbarrei com ela naquela escola eu vi que ela iria me causar problemas e eu nunca imaginei que isso daria um problemão, o pior que eu já arrumei.

A minha cabeça estava a mil, meu coração disparado, então eu só fui recuperar a consciência quando eu já tinha parado o carro e estava prestes a bater na porta da sua casa, onde eu já havia entrado pra tirar ela dali, onde eu a vi vulnerável, no dia em que eu vi que eu não iria conseguir viver longe dela, ver ela machucada era como me machucar, me doía ver ela chorar e eu só queria proteger a minha pequena garota.

-Oi ?..." Uma mulher atende a porta com um rosto de quem tinha acabado de acordar e eu lembrei que era a mãe dela, que por sinal era uma policial. "O que você faz aqui a essas horas garoto ?"

-Eu preciso falar com a Sun.." Digo desesperado sem me importar com nada. "É que eu sou um..amigo distante..."

-Bom, ela não está aqui.." Responde fazendo meu coração se apertar e ela começa a espremer os olhos. "Está no pai dela...desde quando você é amigo dela...que eu saiba ela não tem amigos."

Rio internamente com isso e lembro que ela não era uma garota de amizades, seu jeito arrogante afastava todo mundo, mas ninguém nunca iria imaginar como lado doce dela era lindo.

-Ela só não é de muitos amigos." Completo a frase dela e a mesma apenas cruza os braços um pouco marrento e eu lembro do jeito da Sun, agora sabia de onde vinha toda essa marra. "Onde o pai dela mora ? Eu preciso muito falar com ela.."

-Eu posso até falar mas eu acho que ela não está em casa, pelo menos ainda não me avisaram que ela chegou.." Checa as horas no relógio e eu espiono um pouco para ver as horas, era bem tarde e já fazia um bom tempo que ela tinha saído de onde estávamos. "Já está muito tarde por sinal..."

-De qualquer forma obrigada." Agradeço alguém pela primeira vez na minha vida e ela apenas assente sorrindo um pouco enquanto se encostava no batente da porta.

-Eu não sei de onde mas acho que te conheço." Murmura e eu me assusto um pouco lembrando do dia em que a Sun me salvou dela. Apenas assenti rápido enquanto ia até meu carro pra sair dali o mais rápido possível antes que ela me reconhecesse.

Acelerei o carro um pouco, para não chamar a atenção dela e entrei em uma rua deserta. Aquele lugar não era mais o mesmo sem os rachas.

Comecei a ir em direção à festa onde eu estava novamente, ela podia ter voltado pra lá. Peguei a estrada mais curta que eu consegui mas também era a mais escura e fui numa velocidade média, o que me dava tempo para deixar meus pensamentos se esvaírem. Depois de um certo tempo na estrada acabei vendo um carro encostado, mas o estranho era que parecia não ter ninguém, me aproximei para saber o que aconteceu e acabei reconhecendo aquele carro.

Desci o mais rápido possível dali e comecei a olhar pra todo os lados a procura da garota. Nada.

O eco da minha voz ia muito longe chamando por seu nome mas nada de resposta. Abri seu carro mas ali não tinha nada, havia uma garrafa quebrada no chão, o que me forçava a pensar que ela fez besteira bêbada. Olhei um pouco mais a frente e vi sangue, muito sangue.

O desespero tomou conta de mim e eu não sabia mais o que fazer, eu tinha certeza que era o carro dela e provavelmente esse sangue era dela.

Olhei mais ao redor para tentar encontrar a garota em algum lugar mas nada dela então meu coração pesou, como nunca na vida.

Nem das pessoas que já matei pesaram assim, mas saber que ela saiu de onde estava e acabou aqui me matava.

Machucava minha alma e ia me isolando no escuro de novo.



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