História Confused Boyyy (Yaoi) (Original) - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Biakko, Boys Love, Friendzone, Romance, Viadagem, Yaoi
Visualizações 218
Palavras 1.214
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou demorando a postar por conta das correções que estou fazendo da história, passando do pretérito perfeito para o presente :)

Capítulo 6 - Chapter 6


Chego morto do trabalho às 2 da manhã.

O dono do sex shop inventou uma idéia de louco ao querer expandir os turnos da loja, resolveu até criar um barzinho nos fundos, que saía em outra rua. Como o dinheiro que eu recebia não ajudava, resolvi aceitar ser atendente no barzinho. Foi esquisito, na primeira noite (esta) já tinha um monte de homens tentando me paquerar, nenhuma garota deu em cima de mim. Agora me perguntava mentalmente se eu tinha um imã em algum lugar no meu corpo que dizia: "hey, eu sou gay! Vem me paquerar, seu lindo!".

Kyou está dormindo em sua cama plenamente, com alguns fios de seu cabelo castanho grudados em sua testa. Aqui não tínhamos ar-condicionado, pois Kyou era alérgico a esses tipos de ventilação. Mas seu trabalho como jornalista contribuiu para que pudesse expandir a janela que fica no nosso quarto. Eu me pergunto como Kyou não tinha fedor, já que se cobria por inteiro e suava cacetas. Seu odor era quase que sem cheiro, mas eu ainda podia sentir o cheiro natural dele. E não era fedorento, era um cheiro bom até. Já eu, eu suava e fedia, mas não sabia o porquê que Kyou ia pra minha cama de madrugada, mesmo sentindo que eu suava feito pedreiro depois do trabalho nos dias semanais.

Após tomar um banho e relaxar os músculos, suspiro baixo e vou até a cama de Kyou, que ficava mais próxima do banheiro que a minha cama. Estágio máximo de preguiça. Afasto sua forma adormecida um pouco para o lado e afundo atrás de si, me cobrindo com o seu lençol. Percebo que seu rosto estava vermelho e suava exageradamente, então, movo minha mão para tirar o suor frio do seu rosto e do pescoço. Ele estremece um pouco ao sentir minha mão saindo de sua clavícula.

Kyou abre os olhos e olha para mim com certa confusão, depois, suspira baixinho e fica de frente para mim, nossas testas quase se encostando. Eu fico aliviado, Kyou me passava uma áurea tão protetora, tão acolhedora, que eu me perguntava se ele era mesmo real ou era ilusão da minha cabeça. Todos os anos da minha vida adolecente eu fui rejeitado pela minha família, eu era uma pequena árvore e as pessoas eram como ervas daninhas que me cercavam por todas as direções, me sufocavam e eu nem sabia o motivo de tanta revolta. E ali estava Kyou, uma belíssima rosa vermelha que havia brotado no meu corpo e que havia me cercado por completo. Eu estava feliz com ele ali, presente.

Eu cortaria meu tronco se outra belíssima flor de pétalas exuberantes pegasse a minha rosa vermelha. Um dos amigos de Kyou poderia ser essa flor bonita.

— Você demorou. — Foi suas primeiras palavras no dia. Eu sorri de leve. — O que houve?

— Eu estou trabalhando em um bar nos fundos do sex shop. — disse eu, suspirando baixo ao me lembrar das pestes me paquerando. — Você vai adorar ir lá, tem uns caras que vão dar em cima de você direto, seja homem ou mulher, seja feio ou miss universo.

— Oh, com certeza eu iria adorar... — fala ele baixinho. Estou conhecendo essa fase piranha do Kyou agora. — Foi bom?

— Tirando o fato que eu não seja gay e uns caras vieram dar em cima de mim, tudo de boas. — Não mencionei "a quase órgia" que teve no banheiro masculino, eu ainda não sabia se Kyou gostava de órgias. Não que eu estivesse com ciúmes, mas eu tinha medo do Kyou chegar em casa com sua pequena inocência (que ele não tem) roubada. Ele ainda tinha cara de bebê.

— É sério? E você... deixou? — indagou Kyou, arqueando de leve uma sobrancelha.

— Qual foi a parte do "tirando o fato que eu não seja gay" que você não entendeu, Kyou? Sabia que nenhuma garota veio até mim? — Ele ri divertidamente e eu solto uma respiração forte pelo nariz. Kyou era um ótimo amigo, mas também sabia ser um ogro algumas vezes.

— Como eu posso dizer... você atrai muito o público masculino, Aiko. Você não vê, mas, muitos caras olham para você quando está andando na rua. — declara ele, e eu juro que fiquei vermelho com aquilo.

— Por que eu atraio os homens, e não, as mulheres?

— Eu não sei, nem eu sei porque sou atraido por você. — diz ele. Eu estou quase pegando no sono quando eu ouço essa frase em um tom rouco.

— Espera... você... também? — pergunto com cautela, minha voz está vacilante, mas eu não sei se é de sono ou de nervoso.

— Aiko, eu estava bem lúcido quando bebi... e você sabe muito bem que o que eu falei, não foi nada inventado.

Meu chão caiu.

Eu sei que tudo aquilo era verdade, estava nos seus olhos, estavam nos seus movimentos. Eu conheço Kyou o suficiente para saber que tudo aquilo fora realmente real. Mas, eu esperava que tínhamos virado essa página, foi um balde de água fria a o ouvir ele mencionar isso novamente.

— Kyou... eu... eu não sou gay.

— Você tem certeza? — indaga ele, sua voz sonolenta. Ele se aproxima de mim, cercando seu braço em torno de mim e descansando seu nariz em minha bochecha, agora suada. — Eu juro ter sentindo algo em seus olhos naquela noite.

— Eu não sei, é tudo tão confuso... — Deixo-me suspirar, respirando o calor de sua pele, que se encontrava com a minha. Seu peito subia e descia pacificamente contra o meu, que palpitava um coração prestes a explodir. — Eu queria descobrir o que está acontecendo e...

— Então deixa eu descobrir? — pergunta ele, seus olhos queimando nos meus. Meus olhos estavam entreabertos, apenas uma fina linha de ar saia pela minha boca. Eu estava tão sonolento, mas tinha certeza que aquela vulnerabilidade que havia ponderado em mim não era o sono, nem a tensão nublada que havia tornado entre nós dois.

— Então me ajude a descobrir. — disse eu, por fim.

Eu não pude protestar em nada, não precisei, pois todas as armas que eu tinha contra o que estava me matando estavam ali, no chão. Mas haviam flexas cravando-se em meu peito ao sentir os lábios dele colidindo-se com os meus, meus sentidos se entorpeceram, deflorando-me por completo enquanto sinto suas mãos quentes espalmando meu rosto, barriga, coluna. Eu me sento em chamas, nem me dando conta que minhas mãos, automáticas e necessitadas, procuravam o corpo dele também. Era só eu e ele. O resto está coberto por um mormaço cinza, um cinza tão brilhante que me atraia.

Me separo rapidamente dele ao ouvir o barulho da mensagem do meu celular, Kyou respirava pesadamente, procurando o ar entre os pulmões e passando a língua entre os lábios. Eu não consigo olhá-lo, viro-me de costas para Kyou e me sento na cama, totalmente desnorteado, pego o celular no criado-mudo e verifico a mensagem:

Yasuo: Colocaram fogo no sex shop há 40 minutos atrás!!!! Corre para lá!!!

Arregalo os olhos e viro-me corajosamente para Kyou, mas percebo que ele nem estava mais lá. Suspiro pesadamente, saindo da cama dele e correndo pro banheiro para poder tomar um banho frio e correr para a loja do sex shop.


Notas Finais


Reflexão semanal clichê da Biakko: Aí a gente pensa que as coisas vão melhorar, a merda piora ainda mais... [aish, como eu sou filósofa ;)]

Xoxoxoxo :3


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