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História Confused Feelings - norenmin - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Segundo


Jaemin

Os três dias de suspensão foram suficientes para organizar meus pensamentos. Após aquela recepção triunfante eu estava determinado a ignorar Huang Renjun. Por sorte, não o tinha visto desde o ocorrido. Isso não quer dizer que eu não o veria muitos dias ainda, porém faria o possível para evitá-lo. 

Ao entrar no refeitório vejo Jeno acenando. Confirmo com a cabeça que o havia visto e sigo em direção à fila do refeitório. Com o almoço em mãos, finalmente caminho até a mesa na qual Jeno e Donghyuck estavam.

– A aula foi tranquila? – Jeno pergunta.

– Jeno! Como é possível perder tanto assunto em apenas três dias ausente? Vocês levam os estudos bem a sério aqui.

Jeno e Donghyuck sorriem.

– Mas foi um pouco estranho. Quando entrei na sala todos sabiam meu nome. Okay, até aí eu entendo. Mas então eles começaram a puxar assunto e se aproximarem de mim. Do nada, sabe? 

– Eles acham que você é o salvador deles. – Donghyuck diz abafando uma gargalhada.

– Como assim? Só porque eu defendi o garoto?

– Exatamente porque você defendeu o garoto. Ninguém nunca tinha parado o Renjun até então. Ele é rico e os pais dele ajudam bastante a escola. Todos os professores são simpáticos com ele, exceto o diretor, que já atingiu o limite.

Caio na gargalhada. 

– Quer dizer então que eu arrumei briga com alguém poderoso? 

Uma pausa e então levanto.

– Tenho que me desculpar com ele.

– N-n-n-não!!! – Os dois me seguram. 

– Só... esquece isso. Já era hora do reinado dele acabar. – Donghyuck conclui.

– Mas e então, já escolheu a qual clube vai se juntar? – Jeno pergunta mudando de assunto.

– Eu estava pensando no clube de dança. Fui pesquisar como funcionava e não sabia que eles levavam tão a sério. A probabilidade de algum aluno desse clube passar em uma audição é enorme se tiver foco.

Jeno sorri. – É sim.

– Vou levar minha inscrição para o clube assim que sair da aula. Quero começar o mais rápido possível.

Após uma breve rodada de almoço com os assuntos mais aleatórios possíveis, ouvimos o sinal soar. 

Jeno havia me orientado sobre como chegar até a sala de treino. Ele queria ter a satisfação de me acompanhar até lá, mas passaria o resto da tarde ocupado com assuntos de seu próprio clube, que infelizmente era localizado do outro lado do clube de dança.

Estava prestes a girar a maçaneta, quando alguém abre a porta. 

A escola de Jeno era grande o suficiente para que os problemas transitassem bem longe de mim, mas naquele momento o problema estava ali, bem na minha frente.

– Você está perdido? – ele pergunta no meio de um sorriso pequeno, mas visivelmente debochado.

– Aqui é a sala de treino do clube de dança, certo? – estico o pescoço na tentativa de olhar as pessoas lá dentro, não dando muita atenção a Renjun.

– O que é isso? – ele pergunta após observar os papéis em minhas mãos – Não me diga que você...

Naquele exato momento sinto como se um raio tivesse atravessado meu peito. Não falo romanticamente. Alguém pode ver algum romance nisso? Um raio atravessando o peito o queimaria todo por dentro, certamente seria uma das piores sensações que alguém deveria sentir, se por algum infeliz acaso do destino tivesse seu peito atravessado por um raio. Eu não havia me dado conta do local que Renjun saíra, das roupas que ele estava vestindo... ele era do clube de dança. Droga. Quão azarado alguém podia ser?

– Intrigante. – ele diz me analisando dos pés à cabeça. – Sabe... eu estava mesmo precisando falar com você.

– Olha, Renjun, não me leve a mal. O que aconteceu foi um evento infeliz, mas ficou no passado, certo? Eu não quero confusão então... mesmo que a partir de agora façamos parte do mesmo clube, garanto que manterei distância de você.

– Não. 

– Não? – pergunto surpreso – O que você quer dizer com ‘não’?

Renjun fecha a porta atrás de si e encosta-se na parede.

– Veja bem... depois do que houve, as pessoas ficaram comentando bastante. Eu não gosto quando as pessoas comentam, principalmente pelas minhas costas. Elas começaram a espalhar alguns boatos sobre alguém me superar... isso não existe, você sabe. Essa é a minha escola. – ele sorri.

– Você não é convencido demais? A escola não é sua, você apenas estuda aqui.

– Não, não. Meu pai está em um processo de compra. A escola pode não ser minha agora, mas será em breve. E sabe, Jaemin? Não será muito legal se esses rumores surgirem sobre o futuro dono da escola. Você me entende, não é?

Deixo escapar uma gargalhada.

– Okay, okay. Vamos logo, onde você quer chegar com essa sua historinha toda? Eu tenho muita coisa para fazer.

– Não vai levar muito do seu tempo. Só... ande comigo a partir de agora.

– Como é que é?

– Isso mesmo que você ouviu. Nada faz mais sentido do que você andar comigo e os garotos agora. As pessoas podiam até achar que você me substituiria... mas mudarão de ideia assim que virem que agora você é um dos meus.

– Um dos seus...?

– Jaemin, é simples. As coisas continuarão como antes para todo mundo e você poderá levar seus estudos adiante sem interferência.

– As coisas continuarem as mesmas não beneficiará apenas você? Aquele garoto no qual você covardemente estava descontando sua raiva desejaria muito que mudanças ocorressem, não acha?

– Você não ousaria ir contra mim, Jaemin. Seja mais racional.

– Se você me der licença, eu realmente estou ocupado agora.

Renjun dá de ombros. – Você irá mudar de ideia. Eu sei disso. Até mais! – ele acena e vai embora, não olhando para trás.

••••

Adormeci pensando em várias formas de me livrar do fardo que seria andar com Renjun. Pensar em várias formas é apenas modo de dizer pois na verdade eu não havia conseguido pensar em nenhuma sequer. Em minha mente apenas predominava um enorme branco. Eu tentaria conversar com Renjun no dia seguinte. Não havíamos conversado de verdade ainda, afinal, as palavras trocadas na frente da sala de treino não poderiam ser chamadas de conversa, ele apenas veio até mim impondo algo. Renjun poderia até ser o "líder da escola", mas se tem algo do qual definitivamente não gosto é quando pessoas insistem sobre coisas que devo ou não fazer. Ele escolhera o alvo errado.

Acordei com uma mão bagunçando meu cabelo.

– Seu sono ainda é muito pesado. Velhos hábitos precisam ser mudados. 

Finalmente abro os olhos depois de lutar contra a claridade adentrando o quarto. Jeno já estava arrumado para a aula.

– Nada mudou desde que eu vim para cá. Posso manter o hábito de dormir até o último segundo também. Pelo menos é algo que me agrada. – eu disse e pude ver um pequeno sorriso brotar em seu rosto – Cadê o Hyuck? 

– Foi tomar café. Ele nos esperaria, mas tinha algo urgente para resolver.

– Esse algo urgente começa com M? – pergunto tirando o cobertor de cima e dando um bocejo. 

Jeno sorri novamente. 

– Não. Não dessa vez pelo menos, mas é provável que o Mark resolva fazer um carinho para o Hyuck mais tarde. Vi ele comprando um monte de besteira. Na certa vão assistir um filme ou algo do tipo. Pelo menos sei que uma cama está envolvida. 

– Pelo amor, Jeno. Bom dia para você também. – levanto da cama e me dirijo até o banheiro. Escuto Jeno rindo atrás de mim e dizendo algo sobre estar saindo. 

Após o banho arrumo minhas coisas apressadamente. Eu gostaria de ‘dar um pulo’ na sala de treino antes de finalmente ir para a aula. 

Assim que abro a porta dou de cara com Renjun e outro garoto mais alto que ele, embora aparentasse ser bem mais novo. 

– Não sabia que tinha atendimento especial. Desde quando vem gente me buscar para levar até a aula?

– Hahaha. Ele também é comediante. – Renjun revira os olhos, joga sua mochila em minha direção e começa a caminhar na frente.

– Ei! – o chamo e ele se vira com uma cara nada amigável. Não sabia dizer se era por causa do horário ou se aquela já era sua cara normal. – Eu não vou carregar isso aqui. – respondo jogando a mochila novamente para ele. Renjun me encara por um segundo e então caminha até mim, parando bem na minha frente.

– Como você é novo eu compreendo que ainda não saiba seu lugar, mas se eu fosse você tentaria descobrir o quanto antes ou então pode acabar se dando mal. – ele coloca a mochila nas costas e se vira. 

Uma aura diferente emanava de Renjun. Eu já havia visto ele agredir um garoto, mas alguma coisa estava diferente nele naquela manhã.



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