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História Confused Feelings - norenmin - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Terceiro


Jaemin

Renjun era um manipulador discreto. Tão discreto que eu sequer havia percebido o momento exato em que começara a fazer parte de seu squad. Incrivelmente muitos garotos gostavam da ideia de serem sombras de Renjun. Mais incrível ainda era o fato de que ele não era bem o garoto arrogante e agressivo que demonstrava ser. Na verdade, ele tinha um lado bem doce e amigável e tratava muito bem seus amigos. Certamente esses eram pensamentos que manteria comigo para o resto da vida. Não porque teria problemas em elogiar Renjun, mas porque talvez ele decidisse mudar tais comportamentos assim que fosse descoberto. Não importa como os outros vissem, suas duras atitudes deveriam ser uma espécie de escudo para ele. Eu não ousaria forçá-lo a sair de sua zona de defesa.

Renjun tinha dois amigos dos quais era mais próximo que os demais. O primeiro, mais velho que ele, eu havia conhecido logo em meu primeiro dia na escola. Não de um jeito muito confortável, devo dizer. Porém, com o tempo, ele passara a fazer parte de meu cotidiano, se tornando algo mais íntimo do que apenas um conhecido. Ainda não era um amigo, mas estava próximo de se tornar. Seu nome? Mark Lee. Sim, o namorado de Donghyuck. O segundo era mais novo que ele e, apesar de não conhecê-lo há bastante tempo, me sentia de certa forma responsável pelo mesmo, estar com ele era como estar com um irmão mais novo. Ele também fazia parte do clube de dança e era bem ativo nas atividades. Não demorou muito até me tornar mais próximo dele do que do próprio Renjun. Este último é Park Jisung. Os três dividem o mesmo dormitório há algum tempo, motivo pelo qual talvez sejam tão próximos.

Naquela tarde eu havia mandando mensagem chamando Jeno e Donghyuck para comprar algumas besteiras comestíveis fora da escola. Os dois me dispensaram. Jeno estaria na sala de música ensaiando piano e Donghyuck... bem, em qualquer lugar com Mark. Tal como a criatura totalmente independente que sou, não me abalei por ter que passar a tarde sem companhia. Peguei minha carteira e saí. Não teria nada para fazer, então pretendia comprar o máximo de coisas que pudesse para comer enquanto assistia série. Depois iria jogar qualquer coisa que fosse. Jeno possuía uma série de jogos guardados em seu armário pegando poeira pois ele nunca tinha tempo para jogar. Donghyuck até jogava de vez em quando, mas passava a maior parte do tempo namorando. Apesar de criticá-lo em pensamento eu compreendia seu lado. Se tivesse alguém certamente não saberia o nome de todos os jogos lançados no mercado logo na semana em que saíam. De qualquer forma, seria um dia bem relaxante, sem perturbações. Afinal, Renjun não havia dado sinal até agora. A escola estava em paz. Pela primeira vez pude respirar aliviado e sentir boas energias desde que havia chegado.

Aproveitei para explorar as redondezas. Ali perto havia um parque, frequentado em maioria por crianças. Podia ouvir a risada delas de longe. De algum modo aquilo me acalmava. A brisa batendo em meu rosto me acalmava. O som dos passarinhos me acalmava. O dia estava maravilhoso. 

Com a sacola de compras cheia, retorno para a escola. Tarefa cumprida.

Assim que chego no portão de entrada sou abordado por um grupo de garotos. O uniforme não era o mesmo de nossa escola, motivo pelo qual hesitei assim que eles aproximaram-se de mim.

– Eu conheço vocês? – pergunto.

Eles se abrem na gargalhada.

– Soube que Renjun perdeu o trono. Eu sabia que ele não iria durar muito. Sempre foi um ‘maria mole’. 

Renjun um ‘maria mole’? Ou aqueles garotos estavam muito enganados ou eu era quem estava a um passo de me dar bem mal. Se Renjun era mesmo um ‘maria mole’ como eles estavam dizendo eu definitivamente não gostaria de descobrir como aqueles garotos eram.

– Eu preciso entrar. – respondo.

– Mas já? Nós nem nos apresentamos ainda. Seja educado ou iremos ficar tristes.

Tento afastar-me sem sucesso. Assim que realizo um mínimo movimento sou segurado pelo braço por dois deles, enquanto o terceiro desfere um golpe certeiro em meu estômago. O ataque foi tão repentino que sequer pude me defender. Fragilizado momentaneamente, deixo a sacola que estava segurando cair no chão ao mesmo tempo em que desabo, me contraindo pela dor. Os garotos começam então a desferir uma sequência de socos e chutes, sem darem importância ao local que esses golpes acertariam. Com os olhos semicerrados e a visão embaçada, avisto Renjun ao longe, caminhando de cabeça baixa. Assim que a levanta ele faz uma expressão confusa e, quando finalmente entende a situação, imediatamente começa a correr em nossa direção.

– O que vocês estão fazendo? – ele pergunta empurrando os garotos.

– Olha quem chegou. Nós estávamos dando boas-vindas ao novo líder da escola.

– Vocês não estudam aqui. Não deveriam arrumar confusão com alunos de outras escolas.

– Calma, Jun. Nós só ficamos curiosos quando descobrimos que alguém tinha sido afrontoso com você. Além disso, sentimos sua falta, sabia? Aquela escola parece tão vazia...

– Eu acho melhor vocês irem embora, ou-

– Ou o quê? Você não tem mais todo esse poder. Ou esqueceu o que fizemos da última vez?

Renjun não responde nada.

– Vamos embora. – o líder deles comenta olhando para os demais – Esperava alguma diversão, mas acabou sendo meio... – ele olha para mim caído no chão e em seguida para Renjun – ...decepcionante.

Os garotos se viram e começam a caminhar para longe. Renjun pega a sacola caída no chão e me ajuda a levantar.

– Você está bem?

– Você não consegue dizer só de olhar? – respondo.

– Me desculpa. Eles são uns idiotas. Sem falar que também são covardes. Um grupo contra uma pessoa apenas. – ele balança a cabeça – Eu não faria isso.

– Meus parabéns. Você é um brigão justo. 

Ele sorri, coloca meu braço em seu pescoço e me ajuda a caminhar. Entramos na escola e Renjun me acompanha até o dormitório. Ao abrir a porta, Jeno arregala os olhos.

– Meu Deus, mas o que foi que aconteceu???

Renjun rapidamente se apressa em dizer que havia sido culpa dele. Jeno faz cara de poucos amigos. 

– Tudo bem, eu assumo daqui. Você já trouxe problemas demais para ele. – Jeno diz pegando-me dos braços de Renjun.

– Sinto muito. – Renjun responde olhando em minha direção e em seguida vai embora.

– Vem, vou cuidar de você. – Jeno me ajuda a chegar até a cama, pega a caixinha de primeiros socorros e inicia meus curativos.

– Não sabia que você era enfermeiro nas horas vagas. – brinco.

– Como você consegue fazer piada nessas horas? – ele sorri, mas percebo que está preocupado. – Nana, você não precisa se submeter a isso. É melhor cancelar as coisas com o Renjun. Ele não vai fazer você ser expulso. E se por acaso vier com alguma graça para seu lado, eu assumo a responsabilidade. Você já tem problemas demais.

– E você se preocupa demais comigo.

– Mas é claro que me preocupo, caramba. – ele responde irritado, mas logo diminui o tom de voz – Eu não me perdoaria se alguma coisa acontecesse com você.

Fico calado.

– É melhor você descansar. – Jeno pega a sacola que Renjun havia deixado em cima da mesa e olha o conteúdo. – Vou comprar umas coisas saudáveis. Já volto. Não saia daí.

– Não é como se eu tivesse em condições. – respondo.

Ele diz qualquer coisa e sai.



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