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História Confused Feelings - norenmin - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Sétimo


Jaemin

Euforia. Nervosismo. Felicidade. Aflição. Um turbilhão de sentimentos ficam alternando espaço pelo meu corpo inteiro em frenesia. Quando Jisung dissera que o presidente da maior academia de dança do país viria à escola para prestigiar as apresentações dos clubes no fim do mês, primeiramente meu cérebro se recusara a acreditar. No momento seguinte, eu estava determinado a fazer a melhor apresentação que já havia feito. Eu daria meu máximo para ser notado. 

    Jisung e eu já havíamos começado nossa coreografia para uma simples apresentação de clubes. Entretanto, uma notícia dessas causa impacto o suficiente para que nos disponhamos a trabalhar em algo melhor. Felizmente Jisung elabora passos novos diariamente. O verdadeiro prodígio da dança eu diria. E esse prodígio da dança havia me chamado para mostrar os últimos passos que havia ensaiado. Saio correndo em disparada pelo corredor até que alguém grita meu nome.

– Calma, calma, vai acabar se machucando.

Viro sorrindo e abraço Renjun.

– Que bom que você veio. Minha vida pode estar prestes a mudar, queria apoio de todas as pessoas importantes para mim nesse momento. 

– E o que é tão impactante assim?

– Minha carreira como dançarino. Surgiu uma oportunidade para ela se expandir. O presidente da academia que eu tanto almejo vem nos assistir. Estou indo praticar com Jisung agora já que as apresentações são em dupla. Não podemos perder tempo.

– Respira, respira. – diz um Renjun calmo, totalmente em contraste comigo. – Toma um pouco de água. – ele me oferece a garrafa que segurava em sua mão. Bebo o líquido enquanto Renjun me observa esperando acabar. Termino e a devolvo para ele.

– Você vai se sair bem, vai com calma. Pode se excitar porque é compreensível, mas cuidado para não deixar que isso te atrapalhe.

– Eu sei, relaxa. Preciso ir agora. Mando mensagem quando chegar no dormitório, está bem?

– Ótimo. Vou ficar estudando então provavelmente estarei acordado.

– Se não tiver não tem problema, eu mando um beijo pelo Jisung.

– Eu DEFINITIVAMENTE estarei acordado.

Ambos sorrimos. Renjun pega minha mão e a beija. – Boa sorte, confio no seu potencial.

– Obrigado. – respondo e sigo meu caminho.


Renjun

Caminho pelo pátio ao ar livre até chegar no corredor quando avisto um Jaemin fazendo cosplay de maratonista. Grito seu nome. Ele se vira e vem correndo me abraçar.

Conversamos rapidamente antes de ele continuar seu trajeto, demasiadamente empolgado.

Retorno ao pátio e um pensamento completamente aleatório me ocorre subitamente. Por que não?  Minhas pernas automaticamente movem-se até o pavilhão da sala de música. Já que não veria Jaemin por um tempo poderia passar por lá, pegar algum instrumento e, quem sabe, treinar um pouquinho. Imaginar tal cena faz com que um pequeno sorriso brote em meu rosto, afinal, já fazia um tempo considerável desde que tocara algo pela última vez. A animação de Jaemin deve ter despertado algo em mim, devo confessar. 

Assim que chego no corredor vejo Jeno saindo da sala. No exato momento em que abro a boca para chamar seu nome, ele vira-se para comentar algo com outra pessoa. O garoto era um pouco menor do que Jeno, tinha pele clara e um sorriso inocente estampado no rosto. Eles conversavam algo que eu não podia ouvir. Jeno fecha a porta e ambos seguem juntos em outra direção.

Minhas pernas antes animadas agora se encontram paralisadas, incapacitando-me de realizar qualquer movimento.

••••

Jisung não parava de falar sobre a apresentação. Ele e Jaemin estavam dando duro para se destacarem. Eles precisavam. Jaemin precisava.

Fecho meu armário e acompanho Jisung até sua sala. Após despedir-me dele, retiro o celular do bolso e mando algumas mensagens para Jaemin. Por estar concentrado no aparelho, não percebo alguém se aproximando. A outra pessoa também devia estar aérea, pois acabamos nos esbarrando. O impacto dos dois corpos se chocando faz com que meu celular caia no chão. O garoto rapidamente se apressa em apanhar o celular e me entrega.

– Desculpa, não vi você... – ele adquire uma expressão claramente surpresa ao me ver – ...Renjun.

– C-Chenle? Oi. Quanto tempo. – minha expressão não era diferente da dele, mas tento mostrar um sorriso, mesmo que nervoso.

– Pois é, têm sido bastante tempo. Então foi para cá que você veio?

– Foi. 

Silêncio.

– Você está estudando aqui também? Claro que está. Por que outro motivo estaria usando esse uniforme? – aponto para suas roupas – D-desde quando?

– Mês passado. Pedi transferência porque na minha antiga escola não tinha clubes. – ele sorri – Eu não posso abandonar o piano.

– Não tinha? 

– Ah, pois é, não era mais a mesma. Quando você saiu de lá eu saí também. Fui para uma escola qualquer que aceitasse alunos transferidos às pressas e agora estou aqui.

– Transferidos às pressas? O que-

– Não vejo você pela sala de música. – ele rapidamente comenta.

Percebo que Chenle não gostaria de continuar conversando sobre o assunto anterior e não ouso continuar. Ele certamente tinha coisas que gostaria de esquecer. Nós dois, aliás.

– Eu não pratico mais. – respondo com um pouco de vergonha passando a mão por trás da cabeça.

– Mas por quê? – ele parece surpreso e decepcionado ao mesmo tempo.

–Ah... coisas.

–Vocês se conhecem? – Jeno pergunta ao nosso lado. 

Nenhum de nós havia dado conta de uma terceira aproximação. Eu e Chenle nos entreolhamos.

– Nós estudamos juntos. – Chenle apressa-se em dizer.

– Ah, sim. Legal. Desculpa atrapalhar a conversa, só vim lembrar o Chenle que a gente tem ensaio depois.

– Considere-me lembrado. – Chenle sorri.

– E a prática de vocês como vai? – pergunto.

– De bem a melhor ainda. Esse garoto é um gênio do piano. Minha vida melhorou quando ele veio para cá. – Jeno responde dando tapinhas no ombro de Chenle.

– Não é para tanto. – Chenle responde.

– Você é incrível, Chenle. – digo. Após perceber que meu comentário poderia soar estranho, apresso-me em acrescentar: – Todos gostavam das apresentações dele em nossa antiga escola.

     Jeno dobra o beiço inferior e faz sinal positivo com a cabeça. – Bem, tenho que ir, vou acabar me atrasando. Tchau, Renjun. Até depois, Chenle. – ele vai embora deixando-me novamente sozinho com Chenle.

– Também tenho que ir. Foi bom ver você. – digo e saio rapidamente dali.



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