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História Confused Feelings - norenmin - Capítulo 9


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Notas do Autor


Oiii, tudo bem?
Como eu disse cap passado agora vocês entrarão um pouco no mundinho dos markhyuck. Será bem breve. Espero que tenham uma boa leitura >.<

Capítulo 9 - Nono


[group chat]

DHK: Cadê meus amigos que tanto amo?

JM: Lá vem bomba.

JN: O que você quer?

DHK: Nossa, credo. Eu só estava cumprimentando.

JM: Se não falar, não vamos te ajudar.

DHK: Okay, okay hihi

JN: Já até sei do que se trata.

DHK: Falou o vidente...

JN: Hoje é aniversário do Mark. Deve ser algo relacionado.

DHK: Caramba, Jeno. Você é bichão mesmo, hein.

JN: Claro. Anos de amizade com duas pessoas interesseiras…

DHK: Não precisava agredir…

JN: Acabou o anti-cupim?

DHK: Anti-cupim?

JN: Pra passar nessa sua cara de pau.

JM: Saindo…

DHK: ESPERA. Como o Jeno disse antes de interromper meu pensamento… 

DHK: Hoje é aniversário do meu príncipe hehe

DHK: Quero fazer uma festinha surpresa para ele.

JN: Own…

JM: Que lindo, vou vomitar…

DHK: Falou a pessoa que está no maior clima de romance.

JM: hehehe

JN: Enfim… o que você pretende fazer? 

JN: Ano passado você já fez surpresa, ele não vai cair esse ano.

DHK: Esse ano vai ser diferente porque vou fingir que esqueci kkk

JM: Cara… isso não vai prestar.

DHK: Claro que vai. Ele vai ficar triste o dia inteiro, mas no final vai compensar.

DHK: Vai ser uma noite incrível!

DHK: Nossa, estou tão animado. Só de imaginar me dá arrepios.

JN: E o que devemos fazer, então?

DHK: Primeiramente me ajudem a preparar as coisas no d have toormitório. 

DHK: No nosso mesmo. 

DHK: É mais fácil organizar tudo sem que ele perceba. 

JM: Posso sair para comprar as coisas da decoração.

JN: Eu preparo os aperitivos.

JM: Renjun pode enrolar ele.

DHK: Ótimo. É tão bom ter amigos…

JM: Sabe que vai ficar nos devendo, não é?

JN: E com juros.

DHK: …

***

Donghyuck

Já era noite quando deixei a escola para ir em busca de um Mark desaparecido. Eu sabia que fingir esquecimento poderia resultar em alguns problemas, mas tudo estava dando tão certo que nem me preocupei em algo como ele repentinamente sumir. Não com Renjun ao seu lado o tempo todo. 

Mark não havia dado sinal de vida desde a hora do almoço. Renjun até cogitou ele ter ido ao hospital visitar Jisung, já que o mesmo estava recuperando-se de uma lesão na perna. Porém, Jisung desmentiu. Eu sabia que Mark estava chateado, pois não havia me mandado mensagem o dia inteiro. Meu coração começou a doer só de pensar em como ele estava se sentindo. Não queria que ele pensasse que eu havia esquecido. Eu jamais esqueceria uma data tão importante, mas desejava muito surpreendê-lo desta vez. Quando ele visse o que havíamos preparado certamente entenderia. E tudo valeria a pena.

Cortei o caminho inteiro como um foguete pois tinha certeza do lugar onde Mark estava: uma ladeira coberta de grama que dava para um lago. O lugar em si era bastante lindo. Havia algumas árvores e vários canteiros. Também era bastante pacato, eis o motivo de Mark ir lá para pensar. Era o lugar reservado dele. Nem eu ousava atrapalhar seu cantinho privado. Na verdade, essa era uma das coisas mais legais em nossa relação. Ambos nos amávamos e sempre fazíamos questão de estarmos juntos, mas também respeitávamos o espaço individual um do outro. Uma relação madura e saudável.

Começo a girar a cabeça em várias direções possíveis. Estava bastante escuro, o que dificultava minha busca. 

– Mark? – grito seu nome, mas não obtenho nenhuma resposta.

Adentro para mais perto do lago quando avisto uma silhueta sentada próxima a uma árvore. Era ele. Sorrio e me aproximo para chamá-lo. 

"Breaking news: Mark foi encontrado. Próxima parada: festa surpresa. Parabéns Mark Lee, eu te amo. Assinado: Lee Donghyuck."

Paro de caminhar. Não conseguia enxergar bem anteriormente por causa da pouca iluminação, mas agora, há apenas alguns metros de distância, pude observar melhor. Duas silhuetas. Mark estava ali com alguém. Uma onda de tristeza e raiva começa a se movimentar ao longo de todo meu corpo. Eu nunca ousara invadir o espaço privado de Mark, mas naquele momento alguém estava ali com ele, no seu aniversário. E esse alguém não era eu.

Vejo a silhueta ao seu lado aproximar-se mais ainda dele. Mark se vira e... um beijo.

– M-Mark? – o chamo, completamente confuso com o que acabara de presenciar.

Mark vira-se rapidamente empurrando a pessoa que estava de seu lado. Agora eu o via nitidamente, bem como lágrimas que escorriam de sua face.

– Hyuck?!? – ele pergunta surpreso. – O que você está fazendo aqui?

– Eu não devia mesmo estar aqui. – respondo automático antes de iniciar os passos para ir embora. Eu não sabia o que faria depois, mas naquele momento tudo o que queria era sair dali rapidamente.

Mark corre até mim, toca meu ombro e me vira para sua direção.

– O que acabou de acontecer... Sei que é clichê, mas não é o que você está pensando.

– E o que eu estou pensando, Mark? – respondo com voz trêmula e olhos ameaçando derramarem lágrimas. – É melhor eu ir embora.

Ele toca meu ombro de novo, mas dessa vez afasto sua mão com força.

– Não me toca! – nesse momento eu já me encontrava aos prantos. – Você é um idiota Mark Lee, um completo idiota. Eu te odeio!!

– Você não quer dizer isso de verdade, só está chateado. Hyuck, por favor, me deixa te explicar.

– Não precisa explicar. Eu vi.

– Você viu errado. Eu não esperava aquele beijo. Foi do nada. Você viu isso, certo?

Não consigo responder. Minha cara de decepção deve estar bem explícita porque Mark percebe rapidamente que não fui convencido.

– Donghyuck, por favor...

Ele limpa uma lágrima que repentinamente surge em seu rosto.

– Você não acredita. – ele suspira. – O que estamos fazendo juntos então? – um Mark bastante irritado se revela.

– O que você quer dizer com isso? – pergunto.

– Eu perguntei por que estamos juntos. Relacionamento deve ser baseado em confiança. Eu disse que não foi culpa minha. Você não acredita. Portanto, se você duvida mesmo que eu possa estar te dizendo a verdade o que ainda estamos fazendo juntos?

– Você aceitaria tão de boa se me visse beijando outra pessoa e eu dissesse que foi tudo um mal entendido?

– Sim, Donghyuck, eu aceitaria. E sabe por quê? Porque eu confio em você. Não apenas confio em você, tenho certeza que me ama e que jamais faria isso comigo. Quero dizer... – ele abaixa a cabeça. – ... agora não tenho mais tanta certeza assim. Acho que talvez nós dois não nos amamos tanto quanto eu pensava.

– Mark...

– Por que você não pergunta o que eu estava fazendo aqui para começar? Você por acaso sabe que dia é hoje? Deixa eu te lembrar: é meu aniversário, Hyuck. Agora pergunta se meu dia foi bom. Eu te respondo: não foi. Renjun tentou me animar, mas eu queria que você tivesse passado o dia comigo. Na verdade, nem poderia ser o dia inteiro, algumas horas seriam suficientes. Não... minutos. Poderiam ser minutos, Lee Donghyuck. Eu só queria passar algum tempo, por menor que fosse, com você.

– Mark...

– Você nem ao menos disse nada. Nem uma única mensagem. E sabe por quê? Porque você é egoísta. Eu sempre te apoiei em tudo. Esses meses todos que você têm ralado duro nos estudos eu te apoiei. Eu sempre estive lá te dando forças, mas você... você só pensa em si mesmo.

– Eu acho melhor a gente conversar outra hora. – digo.

– Eu acho melhor a gente não conversar mais. – ele responde e vai embora sem olhar para trás.


Jeno

Jaemin, Renjun e eu ouvimos o barulho da porta do dormitório sendo aberta.

– Nana, confetes. Renjun, vela. – sussuro. 

Ambos assentem e faço sinal para ficarmos em silêncio.

A porta é aberta e as luzes ligadas. Fazemos conforme o plano. Mas Mark não entra. Donghyuck estava sozinho, e com o rosto coberto de lágrimas. 

Silêncio. 

– Nós terminamos.  – ele entra correndo para o banheiro e se tranca. 

Nos entreolhamos sem entender nada.

– Eu acho que deu ruim. – Renjun comenta.

Jaemin não diz uma única palavra. Ao meu ver ele ainda estava tentando processar toda aquela situação. Na verdade, nenhum de nós entendia realmente o que estava acontecendo.

– Vou atrás do Mark. Vocês deviam tentar entender o que aconteceu com o Donghyuck, se ele estiver disposto a conversar. Ele vai precisar desabafar uma hora.

– Você está certíssimo. Vai atrás do Mark que a gente resolve o que faz por aqui. 

Ele assente com a cabeça, se despede de Jaemin e sai.

– Batemos na porta? – Jaemin pergunta. 

Nego com a cabeça. – Ele precisa de um tempo sozinho. Quando sair vai dizer algo, é aí que entra nosso papel de confortar ele.

– Eu não sou muito bom nessas coisas. Ainda bem que você está aqui. 

Sorrio. Jaemin ainda parecia não saber onde se encontrava. A situação pegou todos de surpresa, mas ele parecia muito mais surpreso.

Ambos sentamos na cama. Não havia muito o que fazer. Não podíamos forçar Donghyuck a sair do banheiro e sair do quarto também estava fora de questão, então apenas ficamos sentados ali, esperando.

– Mark deve ter sido um namorado horrível. – Jaemin diz.

– Eu não acho. 

– Como não? Você não viu como o Hyuck estava chorando?

– Justamente por ele estar assim eu acho que Mark foi um ótimo namorado.

Jaemin faz uma cara de descrente.

– Você não faz o menor sentido às vezes. – ele diz.

– Ai, Nana. Coloca essa sua cabecinha para pensar um instante. – digo colocando o indicador em sua testa. – Se Mark tivesse sido tão ruim, Donghyuck não estaria chorando tanto por eles terem terminado, afinal teria se livrado dele, não?

– Prossiga. – ele parece focado em minha explicação, o que me faz deixar escapar um sorriso. Jaemin concentrado era tão fofo. Bem diferente do Jaemin metido a valentão.

– Ele está chorando não por causa das coisas ruins, mas das boas. E só de pensar na possibilidade de que essas coisas não possam acontecer mais, machuca. Eles sempre foram melhores amigos, sempre foram companheiros um do outro. Eles construíram lembranças todo o tempo que passaram juntos. Quando você gosta muito de alguém e de repente se separam, só o que fica são essas lembranças. E aí você chora.

Ele dobra o beiço inferior e fica assentindo com a cabeça.

– Caramba, Nono. Para quem nunca teve um namorado você é bem experiente em relacionamentos.

O empurro por causa do comentário, mas o reflexo de Jaemin fez com que o mesmo segurasse meu braço. Caímos juntos sobre a cama. O corpo dele debaixo do meu. Nos encaramos por três segundos até Jaemin subitamente levantar a cabeça, aproximando sua face da minha. Fecho os olhos afastando-me, porém ele é mais rápido e tudo o que sinto no segundo seguinte são seus lábios tocando a ponta de meu nariz. Abro os olhos. Ele sorri. 

– Não precisa ter medo. Ou será que você ficou decepcionado? – o sorriso largo de Jaemin somado à espera dele para minha reação era algo que me deixava realmente constrangido.

Levanto rapidamente.

– Você é tão estúpido. – digo enfurecido.

Ouvimos a porta do banheiro abrir e Donghyuck sai com uma toalha em mãos limpando o próprio rosto.

– Se quiserem privacidade eu posso deixar vocês sozinhos. – ele diz.

– Deixa de ser idiota, Donghyuck. – respondo chateado. Jaemin apenas ri.

– Vocês estão com fome? Podem comer esse bolo. Ninguém mais vem mesmo.

– Hyuck... Você quer conversar sobre isso? – pergunto.

Jaemin rapidamente levanta e se senta na cama ereto. Ele parecia bem desconfortável, mas estava disposto a ajudar Donghyuck no que fosse preciso. Afinal, apesar de ambos estarem sempre encrencando um com o outro, eram bastante amigos e amigos estão sempre do seu lado principalmente nos piores momentos. E aquele momento, sem dúvida alguma, era um dos piores para Donghyuck.

Donghyuck senta na mesma cama em que eu e Jaemin estávamos, abrindo um pequeno e forçado sorriso. Ele olha para o chão, suspira e começa a contar. Jaemin e eu ficamos focados em sua história. A noite incrível que Donghyuck havia planejado não ocorreria, mas nós estaríamos ali. Ele não estava sozinho.


Mark

Quando entro no dormitório, Renjun rapidamente vem gritando em minha direção.

– Onde você estava???

– Por aí.... Precisava pensar.

– Você podia ter me avisado. Tínhamos combinado de ir no cinema. Caramba, Mark. O que você aprontou?

Nunca havia visto Renjun daquele jeito. Aparentemente ele sabia de alguma coisa. Cogito que a essa altura Donghyuck já havia comentado sobre o ocorrido com Jaemin e, portanto, Renjun já estava ciente também.

– O que você ficou sabendo? – pergunto.

– Nada ainda. Vim correndo para cá perguntar pessoalmente a você o que tinha acontecido, mas você não estava.

As palavras dele me soavam bastante confusas. 

– Onde você estava? – pergunto.

– No mesmo lugar que você devia estar, mas não apareceu. 

Certo. Realmente havia algo que eu não estava sabendo.

– Renjun, não estou entendendo. Onde você estava?

– Na sua festa surpresa, Mark. Donghyuck preparou isso o dia inteiro. Eu fiquei de enrolar você enquanto os demais arrumavam tudo, mas aí na hora você sumiu. Donghyuck foi atrás porque disse que sabia onde você estava e aí ele volta sozinho e chorando.

– Espera, o Hyuck o quê??? Ele... eu pensei que ele tivesse esquecido...

– Não, idiota. Ele apenas fingiu para você não desconfiar da festa.

Meu olhar volta-se para o chão. Eu não conseguia processar as coisas direito. Muita informação para poucos segundos.

– Mark... – ele aproxima-se e toca meu ombro. – ... o que aconteceu?

Olho para Renjun e faço sinal negativo com a cabeça. 

– Renjun, eu fiz cagada. Uma cagada enorme.



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