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História Coniecto - Capítulo 19


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Notas do Autor


Temos a participação especial de uma pessoinha neste capítulo!
;) Boa leitura!

Capítulo 19 - Chá da tarde


Naquela tarde especialmente ensolarada, em que a chuva de novembro deu uma trégua para os alunos do sexto ano poderem ter uma aula prática de Trato de Criaturas Mágicas, Ivory e Donghyuck andavam ombro a ombro, um pouco distantes do resto da turma, cochichando a respeito da genealogia de Ivory e também o comportamento nada comum de Jaemin, que andava sozinho entre todos os outros alunos da Sonserina. As aulas práticas da matéria eram geralmente na orla da floresta, sob as árvores que ofereciam maior sombra. Mas depois de uma semana de chuva intensa, Ivory desconfiava que qualquer um brigaria por um lugar no raio do sol.

O professor novo, que foi apresentado no início do ano letivo para substituir Hagrid, esperava os alunos diante de um gaiolão vazio. Os alunos o espreitavam curiosos. Ele não parecia tão popular com os estudantes quanto o professor antigo, exceto por Donghyuck, que dizia tomar chá com ele na cabana do guarda-caça esporadicamente, “ele faz uns bolinhos muito bons” sussurrou para Ivory. O professor usava vestes absurdamente coloridas, hoje, um conjunto xadrez verde e vermelho (quase uma decoração natalina), os cabelos acinzentados escovados e esticados sobre o rosto jovem ― não mais velho do que os próprios alunos. Ele falava baixinho, entusiasmado quando se tratava de criaturas mágicas. Ivory conseguia compreender o motivo de ser tão amigo de Hagrid.

Ninguém enxergava nada dentro daquela gaiola porque a criatura objeto de estudo era o seminviso. Um animal que se assemelhava a um macaquinho de forma e tamanho, mas com longos pêlos prateados que se adaptam ao ambiente, o tornando invisível. Com o pêlo daquele bichinho, as famosas capas de invisibilidade eram produzidas.

― Então eu sugiro que, com cuidado, vocês se separem em duplas e peguem um desses.

Foi um festival de caras feias, visto que a maioria da classe se deu ao trabalho de esquecer como fazer um seminviso se tornar visível.

― Hyuck, ― Ivory deu um cutucão no amigo, ― Jaemin vai ficar sozinho.

― Eu falo com o professor Taeyong para formarmos um trio ― Ergueu a mão, fazendo o professor caminhar até si.

Jaemin, entretanto, insistiu em continuar o trabalho sozinho.

― O amigo de vocês está com algum problema? ― Taeyong piscou as pupilas brilhantes como sua pele.

Vendo-o mais de perto, Ivory teve vontade de apertar suas bochechas macias. De repente ela se sentiu corar, e percebendo, Donghyuck segurou o riso.

― Ele está passando por um momento conturbado ― explicou cheio de graça.

― Ah, a adolescência ― riu Taeyong, olhando para Ivory, que se endireitou imediatamente. ― Eu também fui da Lufa-Lufa ― disse manso. ― Você pega comida dos elfos?

Agora ela já tinha uma ideia de onde Donghyuck sabia daquela informação.

― É… Quero dizer, sim! ― gaguejou.

― Você vai tomar chá conosco essa tarde? ― Taeyong voltou-se a Donghyuck. ― Tenho certeza que os seminvisos te interessam.

O sonserino assentiu entusiasmado. Honestamente, Ivory nunca o viu assim, nem para uma aula da professora McGonagall.

― Srta. Moore, está convidada também ― Taeyong disse, antes de sair para acudir outro aluno que teve o dedo mordido.

Ivory balançou feito boba enquanto Donghyuck dava tapinhas em seu braço, se contorcendo de rir.

― Eu não acredito que você ficou apaixonadinha pelo professor Taeyong…! Sinto muito te dizer, mas ele é casado.

A lufana se obrigou a rir junto com o amigo. Logo, eles esqueceram do tópico e voltaram ao estudo do seminviso, que acabou revelando-se somente a Donghyuck.

Bem mais tarde, após o jantar, a dupla esgueirou-se pelos jardins do castelo em direção a cabana de Hagrid, o guarda-caça metade gigante, que de brutamontes só tinha mesmo o tamanho. Era a primeira vez que Ivory frequentava a casa dele; já Donghyuck estava tão à vontade que parecia ter morado ali a vida toda. O professor Taeyong estava num canto próximo a lareira, assando biscoitos com luvas enormes para suas mãos ― provavelmente de Hagrid. Ivory notou que havia algo cozinhando no fogão e que cheirava deliciosamente a chocolate. Donghyuck e ela ocuparam dois lugares à mesa de Hagrid, que engatou num assunto sobre dragões. Logo, o professor Taeyong juntou-se a eles com a travessa de biscoitos cobertos por algo que parecia uma pasta de chocolate.

― Pega ― indicou para a menina ― isso aí em cima é brigadeiro, um doce brasileiro.

― Já esteve no Brasil? ― Ivory quis saber.

― Moro lá. ― Taeyong fungou parecendo um pouco triste, provavelmente com saudade. ― Minha esposa é brasileira, ela dá aula na escola de magia Castelobruxo.

― Ele aceitou o emprego aqui em Hogwarts porque a família vai aumentar ― Hagrid deu uma piscadela.

Taeyong tirou debaixo da camisa algo que se assemelhava a um relicário de prata em forma de gato, e abriu. A foto se mexia, como era comum no mundo mágico, mostrando o casal e a barriga um tanto protuberante da sua esposa. Aquela tinha que ser a demonstração de amor mais fofa que Ivory já viu. Ela ficou um pouco triste por Taeyong ter que estar tão distante da família e não poder acompanhar de pertinho a gravidez do seu primeiro bebê. Ele suspirou e guardou o colar antes que começasse a lacrimejar.

― Pretendo voltar antes do fim do ano letivo. Mas então… O Zennie cresceu muito? ― perguntou a Donghyuck.

Uma luz acendeu no inconsciente de Ivory. Zennie era o sapo verde fosforescente de Donghyuck! Ele foi um presente do professor Taeyong?!

― Ah, sim… Na verdade, acho que Ivory e eu gostaríamos da sua ajuda em um assunto ― desconversou Donghyuck.

― Sou todo ouvidos ― Taeyong debruçou-se sobre a mesa, ele ainda vestia um avental cor-de-rosa cheio de babados.

Ivory ficou um pouco confusa quanto ao assunto de Hyuck, mas ele se adiantou a explicar o que aconteceu com Jaemin e contar com detalhes sobre o guardião em sua perna.

― Um feitiço de guardião?! ― Exasperou-se Hagrid. ― Isso me soa como algo medieval!

― Hm, os Na nunca foram flor que se cheire ― comentou Taeyong pensativo. ― Sinto muito o amigo de vocês estar passando por isso.

― Mas o senhor sabe como fazê-lo se livrar do feitiço, não é? ― perguntou Donghyuck, e então Ivory entendeu onde ele queria chegar.

― O chá! ― Taeyong levantou rapidamente e foi checar a chaleira que não estava nem perto de parecer fervida.

― Por favor, professor Taeyong…

― Donghyuck, você não devia me perguntar isso, não é assunto para bruxos menores de idade ― ele desfez o nó do avental nervosamente. ― Procure o seu professor de Defesa Contra As Artes das Trevas… Ou melhor, esqueça.

― Mas professor, Jaemin precisa da nossa ajuda! ― Donghyuck exasperou-se.

― Ele pediu isso a vocês?

― Não exatamente…

― Então fiquem longe desse problema. ― Taeyong lançou-lhes um olhar assertivo.

 


Notas Finais


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