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História Coniecto - Capítulo 25


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Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 25 - Expecto


Pensei que seria o primeiro a chegar! ― exclamou Donghyuck, passando por debaixo do arco da janela.

― Digamos que tive de tomar medidas com minhas próprias mãos... ― riu Renjun, orgulhoso de ter chegado ali por conta de sua habilidade de metamorfose.

Os cinco jovens bruxos encontravam-se na biblioteca de uma mansão. A casa pertencia a família Na, uma das tradicionais genealogias mágicas, que impunha ao seu filho (e amigo dos outros quatro) Jaemin, restritivas regras quanto seu comportamento. O que incluía permiti-lo se relacionar somente com bruxos que recebiam a denominação de ‘puro-sangue’, assim como eles. Por conta disso, os pais de Jaemin o enfeitiçaram com a maldição do guardião: um feitiço ultrapassado que funciona como um radar, uma tatuagem em forma de animal, que cria vida e luta contra ele quando o menino quebra alguma dessas regras. Os cinco encaravam-se num círculo, aguardando a coragem para fazer o que havia de ser feito.

Donghyuck engoliu em seco.

― Quer nos explicar melhor sobre o que iremos fazer? ― pediu Jeno. 

As cartas enviadas por Ivory e Jaemin não especificaram o que eles fariam quando chegassem à mansão; somente contaram que seu amigo precisava de ajuda. Ivory já sabia o que Jaemin pensava do plano: era loucura. E ele até que tinha razão, mas, poderia ser sua única chance de se livrar daquilo que o atormentou durante dezessete anos.

― Precisamos de cinco feitiços do patrono. Feitiços fortes. ― explicou ele.

― Vocês se garantem? ― perguntou Ivory.

Os outros três se entreolharam. Como alunos do sexto ano era de se esperar que pudessem produzir um patrono decente.

― Poderíamos praticar ― Jeno hesitou. Se praticassem o necessário poderiam tentar desfazer o feitiço até mesmo na escola.

― Acho que não podemos perder essa chance ― disse Ivory. ― Pensem, quando poderemos nos reunir de novo sozinhos? É quase impossível em Hogwarts, sendo que já nos arriscamos demais.

― Eu não sei se meu patrono aguenta ― confessou Renjun desapontado. Puxou o ar pela boca e meneou a cabeça. ― Podemos tentar, ver até onde aguentamos.

― Estão tomando decisões sem me consultar ― interviu Jaemin. ― Se tem alguém quem deve escolher em que condições fazer isso, sou eu.

― Ele tem razão. ― Jeno encolheu os ombros.

― Donghyuck, porque está tão calado? ― questionou Ivory.

O menino examinou rosto a rosto, os olhos meio arregalados. Foi o momento em que Renjun lembrou-se da previsão. As palavras do adivinho, que agora pareciam tão distantes naquele início de semestre, quando descobriram que deveriam fazer o projeto juntos, cruzaram também as mentes de Jeno e Jaemin.

― Precisamos ser cautelosos ― lembrou-lhes.

― Vamos deixar que Hyuck nos diga o que fazer. Confiar na intuição, já que temos essa ferramenta ― sugeriu Renjun.

Os outros três concordaram com um aceno de cabeça.

― Jaemin, nos mostre que posições devemos tomar ― pediu Donghyuck.

― Fiquem de frente para mim em semicírculo.

Donghyuck empurrou Ivory gentilmente para a ponta do semicírculo antes que ela decidisse se posicionar no centro, bem de frente para Jaemin. Agora era ele quem tinha a liderança da situação.

― Empunhem suas varinhas. Irei convocá-lo.

Jaemin puxou a gola do blusão, revelando o caminho que o guardião percorreu até sua jugular naquele meio tempo. Em seguida, ele apontou a varinha para o próprio pescoço. Os outros quatro seguiram seus passos.

Revelio!

Ambos os olhares de Renjun, Donghyuck, Jeno e Ivory acompanharam a figura fantasmagórica ascendendo ao teto da biblioteca. O monstro aparentava ter pelo menos três metros de altura e rugiu ao vê-los, certamente descontente por ter sido desperto sem motivo. 

Expecto Patronum!

Renjun conjurou o feitiço do patrono primeiro. Um brilho cegante prateado rasgou o cômodo, obrigando os outros a cobrirem seus olhos com os antebraços. Um, seguido do outro, lançou o patrono na direção de Jaemin, mesmo sem conseguir enxergar direito o que acontecia. Ivory pôde jurar ter visto uma cauda sair da varinha de Renjun, mas não poderia garantir, uma vez que toda a biblioteca parecia ser um borrão.

O sonserino cambaleou para longe, acertando uma das estantes com seu corpo. Uma saraivada de livros caiu no chão. O dragão tentou contra-atacar, porém acabou repelido para baixo da pele do menino novamente.

― JAEMIN! ― Ivory disparou na direção do garoto, que jazia tonto, apoiado na estante. Jeno, Donghyuck e Renjun tomaram sua dianteira. ― Você está bem?

― Deveria ser corpóreo. Um patrono corpóreo ― murmurou ele, enquanto o guardião se remexia e caminhava sob sua pele deixando um rastro.

― Um patrono corpóreo é difícil até para um aluno avançado ― lembrou Jeno. ― Quer dizer, muitos bruxos se formam e mesmo assim só vão conhecer a forma de seu patrono depois de adultos. Eu mesmo, nunca… Eu nunca vi a forma do meu.

― Nem eu ― concordou Hyuck.

― Eu também não, mas iremos conseguir! ― insistiu Ivory. ― Isto é, se estiver bem para você, Jaem.

― Acabou de se tornar minha prioridade. 

Ele se ergueu.

Jaemin?! ― Uma voz grave foi ouvida do corredor. ― Jaemin?! Filho?! Você não está sozinho? Que barulho foi esse?

― É o meu pai. ― Jaemin tremeu.

― Mas você não lançou um feitiço para abafar os sons? ― exasperou-se Ivory.

― Eu fiz, mas estamos falando do meu pai! O homem que me deu isso... ― Ele olhou fundo nos olhos da amiga, que percebeu suas lágrimas se formarem. ― Vocês precisam se esconder, sair daqui rápido!

― Iremos voltar para o jardim. ― Renjun tratou de puxar os amigos e liderá-los para o janelão. ― Ficaremos atentos do lado de fora!

Jaemin arrumou suas roupas amarrotadas pela queda e guardou a varinha dentro da manga do blusão.

 


Notas Finais


xiiiii
malfeito feito e até <3


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