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História Connard - Jikook - Capítulo 4


Escrita por: Ateez__mingi

Capítulo 4 - Capítulo 04


Jungkook

Pânico. O sentimento que tomava conta de mim enquanto eu praticamente corria para minha sala só poderia ser descrito como puro pânico. Eu não podia acreditar

no que estava acontecendo. Sozinho com ele naquele pequena prisão de aço, seu cheiro, seus sons, sua pele, fizeram meu autocontrole evaporar. Eu estava me desintegrando. Essa homem tinha um poder sobre mim diferente de qualquer coisa que eu já tivesse experimentado. Finalmente, na relativa segurança da minha sala, eu desabei no sofá. Afaguei meus cabelos, tentando me acalmar e reduzir minha ereção. As coisas estavam indo de mal a pior. Desde o segundo em que ele me lembrou da reunião daquele manhã, eu sabia que de jeito nenhum eu conseguiria formar qualquer pensamento coerente, muito menos realizar uma apresentação inteira, não naquele maldita sala de conferência. Não poderia nem sentar naquele mesa. Encontrá-lo inclinado contra a janele, mergulhado em pensamentos, fora suficiente para me deixar duro novamente.

Inventei uma desculpa qualquer para a reunião ser transferida para outro andar, e é claro que ele me repreendeu. Por que ele tinha de brigar comigo sempre? Fiz questão de lembrá-li quem era o chefe. Mas, assim como em todas as nossas discussões, ele jogou tudo de volta na minha cara. Tive um sobressalto quando ouvi uma batida alta do lado de fora do escritório. Seguida de outra. E mais uma. Que diabos estava acontecendo? Levantei e fui até a porta, abri e encontrei o sr. Park jogando suas pastas em diferentes pilhas. Cruzei os braços e encostei na parede, apenas assistindo por um instante. A visão dele tão bravo não estava melhorando nem um pouco a situação dentro das minhas calças.

– Você se importa em me dizer qual é o seu problema?

Ele olhou para mim com se eu fosse o diabo em pessoa.

– Você está louco?

– Nem um pouco.

– Desculpe se estou um pouco nervoso – ele disse rispidamente, pegando uma pilha de pastas e jogando em uma gaveta.

– Eu não estou exatamente contente com...

– Jungkook! – disse meu pai, entrando de repente em meu escritório.

– Bom trabalho na reunião. Jooheon e eu acabamos de conversar com a Dorothy e o Troy e eles estavam... – ele parou e ficou olhando para o sr. Park, que estava todo tenso apertando os punhos até os nós dos dedos ficarem brancos.

– Jimin, querido, você está bem?

Ele se ajeitou e esticou os dedos, assentindo. Seu rosto estava lindamente corado, seus cabelos, graciosamente desarrumados. Por minha causa. Engoli em seco e me virei para olhar pele janele.

– Você não parece bem – meu pai disse, andando até ele e colocando a mão em sua testa.

– Você está quente.

Apertei a mandíbula enquanto via o reflexo dos dois pelo vidro, uma estranha sensação subia peles minhas costas. De onde isso está vindo?

– Na verdade – ele disse

– Estou mesmo me sentindo um pouco estranho.

– Bom, você deveria ir para casa. Com uma agenda de trabalho como a sua, e tendo acabado de terminar o semestre na faculdade, sem dúvida você...

– Temos um dia cheio hoje – eu disse, virando para encará-los.

– Pensei em terminar a Beaumont, sr. Park – eu disse entre meus dentes cerrados.

Meu pai virou seu olhar profundo para mim.

– Tenho certeza que você pode se virar sozinho, Jungkook – então, virou-se para ele.

– Você pode ir para casa.

– Obrigado, Elliott – o sr. Park olhou para mim, levantando uma sobrancelha perfeitamente esculpida.

– Vejo você amanhã de manhã, sr. Jeon.

Assisti enquanto ele saía e meu pai fechava a porta. Ele se virou e olhou para mim com fogo nos olhos.

– O que foi? – perguntei.

– Você podia ser mais gentil com ele, Jungkook – ele se aproximou e sentou na ponta da mesa.

– Você tem sorte de tê-lo, sabia?

Revirei os olhos e balancei a cabeça.

– Se a personalidade dele fosse tão boa quanto sua habilidade com o Power Point, nós não teríamos nenhum problema.

Ele me cortou com um olhar pesado.

– Sua mãe ligou e pediu para lembrar do jantar hoje à noite. Jooheon e Changkyun vão aparecer com o bebê.

– Estarei lá.

Ele se aproximou da porta, parou e olhou para mim novamente.

– Não se atrase.

– Não vou. Deus! – ele sabia muito bem que não me atraso para nada, nem mesmo algo tão simples quanto um jantar em família. Jooheon, por outro lado, vai chegar atrasado até para o próprio funeral. Finalmente sozinho, entrei na minha sala e desabei na cadeira. Certo, talvez eu estivesse um pouco nervoso. Coloquei a mão dentro do bolso e puxei o que restou da cueca, pronto para jogar na gaveta junto às outras, quando notei a etiqueta. Era de marca. Ele tinha gastado um bom dinheiro. E isso despertou minha curiosidade. Abri a gaveta para examinar as outras. Bom, esse homem levava sua roupas íntimos a sério. Passei a mão no cabelo e joguei as cuecas de volta, fechando a gaveta com força. Eu estava oficialmente ficando maluco.

Por mais que me esforçasse, não consegui me concentrar em nada durante o dia todo. Mesmo após um almoço vigoroso, ainda não conseguia tirar minha mente dos eventos da manhã. Às três da tarde, eu sabia que tinha de sair dali. Andei até o elevador e resmunguei ao lembrar dos detalhes. Então optei peles escadas só para depois perceber que aquele era um erro ainda pior. Desci correndo os dezoito andares. Mais tarde, ao chegar à casa dos meus pais, senti um pouco da tensão ir embora. Entrei na cozinha e fui imediatamente envolvido com o cheiro familiar da comida da minha mãe e com o som da conversa animada dos meus pais na sala de jantar.

– Jungkook! – disse minha mãe quando entrei na sala. Abaixei e beijei seu rosto, parando por um breve instante para deixá-la tentar arrumar meu cabelo. Quando ela finalmente deu sossego, peguei uma grande vasilha que ela carregava e a coloquei na mesa, roubando uma cenoura como pagamento.

– Onde está Jooheon ? – perguntei, olhando em direção à sala de estar.

– Eles ainda não chegaram – meu pai respondeu enquanto entrava. Jooheon já era conhecido por seus atrasos, mas, com seu marido e filho, teriam sorte se algum dia conseguissem sair de casa.

Caminhei até o bar da sala para preparar um dry martini para minha mãe. Vinte minutos depois, um som caótico surgiu no saguão principal e eu me dirigi até lá para cumprimentar meu irmão e a família. Um corpinho pequeno e instável com um sorriso cheio de dentes se atirou em meus joelhos.

– Kook! – gritou o pequeno garoto. Levantei Jisung no ar e enchi seu rosto de beijos.

– Deus, você é patético – resmungou Jooheon ao passar do meu lado.

– E você não?

– Vocês dois deveriam calar a boca, se querem minha opinião – acrescentou Changkyun, seguindo seu marido até a sala de jantar.

Jisung era o primeiro neto e o príncipe da família. Como de costume, ele preferia passar o jantar sentado no meu colo e eu tentava comer fazendo meu melhor para evitar sua “ajuda”. Eu definitivamente era louco por ele.

– Kook, eu queria te pedir uma coisa – disse minha mãe, me passando a garrafa de vinho.

– Você poderia convidar o Jimin para jantar na semana que vem e fazer seu melhor para convencê-lo a aceitar?

Grunhi em resposta e recebi de meu pai um rápido chute na canele.

– Deus. Por que todo mundo quer tanto que ele venha aqui? – perguntei.

Minha mãe se ajeitou, mostrando sua melhor expressão de firmeza maternal.

– Ele está sozinho numa cidade estranha e...

– Mãe – interrompi

– Ele mora aqui desde a faculdade. Ele tem 23 anos. Já não é uma cidade estranha para ele.

– Você está certo, Jungkook – ela respondeu com uma rara irritação na voz.

– Ele veio para estudar na faculdade, se formou com honras, trabalhou com seu pai por alguns anos e se mudou para o seu departamento, e é o melhor funcionário que você já teve. E tudo isso enquanto frequenta a escola à noite para o MBA. Eu acho que o Jimin é fantástico e gostaria de apresentar uma pessoa para ele.

Meu garfo congelou no meio do caminho para minha boca enquanto eu digeria aqueles palavras. Minha mãe queria arrumar um namorado para o sr. Park? Tentei lembrar de todos os homens solteiros que conhecíamos e tive de descartar todos imediatamente. Brad: baixinho demais. Damian: trepa com qualquer coisa que se mova. Scott: burro. Bom, isso era estranho. Senti um aperto no peito, mas não tinha certeza do que era. Se pudesse nomear isso, seria... raiva? Por que eu sentiria raiva por minha mãe querer arrumar alguém para ele ?Provavelmente porque você está dormindo com ele, seu burro. Bom, na verdade, “dormir” não era exatamente o que fazíamos. “Transar” era uma palavra mais apropriada. Certo, eu tinha transado com ele... duas vezes. Mas dizer que eu “estava transando” insinuaria uma intenção de continuar fazendo isso. Ah, e também passei a mão nele no elevador e tinha uma coleção de suas cuecas na minha gaveta. Pervertido. Passei as mãos no rosto.

– Certo. Vou conversar com ele. Mas não fique muito animada. Ele é tão charmoso quanto uma porta, portanto não vai ser fácil vender o seu peixe.

– Sabe – meu irmão acrescentou

–Acho que todos aqui concordam que você é literalmente o único que tem dificuldade para se dar bem com ele.

Olhei ao redor da mesa, franzindo a testa ao vê-los concordando com meu irmão idiota. O resto da noite consistiu em mais conversa sobre como eu deveria tentar ser mais gentil com a sr. Park, e sobre o quanto todos adoravam ele, e sobre o quanto ele iria gostar do Hyungwon, que era filho do melhor amigo da minha mãe. Eu tinha esquecido completamente do Hyungwon. Certo, ele até que era razoável. Fora o fato de que até os quatorze ele brincava de Barbie com sua irmã e que chorava como uma menina quando levava uma bolada na oitava série. O sr. Park iria comer ele vivo. Ri para mim mesmo ao pensar nisso.

Também conversamos sobre as reuniões que teríamos naquele semana. Uma das grandes, na qual eu acompanharia meu pai e meu irmão, estava marcada para quinta-feira à tarde. Eu sabia que o sr. Park já tinha preparado tudo com antecedência. Por mais que odiasse admitir, ele sempre estava dois passos adiante e tinha tudo que eu precisava pronto para quando eu chegasse.

Fui embora prometendo que faria meu melhor para convencê-lo a aceitar o jantar, embora, para ser honesto, eu nem sabia quando iria vê-lo de novo. Eu tinha reuniões por toda a cidade e duvidava que, nos breves momentos que passaria no escritório, eu teria algo de bom para falar.

Na tarde seguinte, enquanto cruzávamos a avenida South Michigan, eu encarava a janele, imaginando se meu dia poderia piorar. Eu odeio ficar parado no

trânsito. O escritório ficava a apenas dois quarteirões e eu estava seriamente considerando sair do carro e andar a pé. Já passava das quatro da tarde e

tínhamos percorrido apenas três quarteirões nos últimos vinte minutos. Perfeito. Fechando os olhos, encostei a cabeça no banco e relembrei a reunião que acabara de ter.

Nada em particular deu errado, muito pelo contrário. Os clientes ficaram entusiasmados com nossa proposta e tudo ocorreu sem maiores complicações. Mas acontece que eu não conseguia escapar do meu mau humor. Jooheon ficou me lembrando a cada quinze minutos que eu estava me comportando como um adolescente temperamental e, quando chegou o momento de assinar os contratos, eu queria dar uma surra nele. A toda hora ele ficava me perguntando qual era o

meu problema e, francamente, não posso culpá-lo. Até mesmo eu tinha de admitir que vinha sendo um cretino nos últimos dois dias. E, vindo de mim, admitir isso é uma grande coisa. E, claro, Jooheon tinha de dizer, no final da reunião, que meu problema era falta de sexo. Se ele soubesse... Fazia apenas um dia. Apenas um dia desde o incidente no elevador que me

deixara duro como pedra e com um desejo de tocar cada centímetro da pele dele. Se você visse o jeito como eu estava agindo, realmente iria pensar que fazia meses que eu não transava. Mas não, um dia sem tocá-lo já era suficiente para me transformar em um lunático. O carro parou novamente e eu pensei que iria gritar. O motorista baixou o vidro que separava a cabine e o banco de trás e sorriu pedindo desculpas.

– Desculpe, sr. Jeon. Sei que o senhor deve estar indo à loucura aí atrás. Faltam apenas quatro quarteirões, será que não prefere ir andando? – olhando pele janele escurecida, notei que paramos bem em frente a uma loja de roupa íntima.

– Posso estacionar bem ali...

Saí do carro antes que ele pudesse terminar de falar. De pé na calçada esperando para atravessar a rua, percebi de repente que não fazia ideia de por que eu entraria naquele loja. O que pensava que iria fazer? Iria comprar alguma coisa ou estava apenas me torturando?

Entrei na loja. O assoalho era feito de madeira cor de mel, o teto estava preenchido por luminárias redondas agrupadas ao longo do grande saguão. A iluminação fraca banhava todo o interior com um brilho suave, iluminando as mesas e prateleiras cheias de roupas íntimos caras. Algo naqueles roupas delicadas  despertava um desejo muito familiar em mim.

Passando os dedos por uma mesa que ficava perto da porta, percebi que já tinha chamado a atenção da equipe de vendas. Um loiro alto se aproximou.

– Bem-vindo – ele disse, olhando-me de cima a baixo como um leão admirando um filé suculento. Lembrei que um homem nesse ramo saberia quanto meu terno custara e saberia que minhas abotoaduras eram feitas de diamante puro. Seus olhos praticamente se transformaram em cifrões.

– Posso ajudar a encontrar alguma coisa? Talvez um presente para o marido? Ou namorado? – ele acrescentou, deixando escapar um flerte insinuado na voz.

– Não, obrigado – respondi, de repente me sentindo ridículo por estar ali.

– Estou apenas olhando.

– Bom, se mudar de ideia é só me chamar – ele disse, piscando o olho antes de se virar e voltar para trás do balcão. Observei enquanto ele se afastava e me arrependi imediatamente por não ter nem tentado conseguir seu telefone.

Merda.

Eu não era um total cafajeste, mas um lindo homem numa loja de roupas íntimos tinha acabado de flertar comigo e nem me ocorreu flertar de volta. Deus. O que havia de errado comigo?

Eu estava prestes a ir embora quando algo chamou minha atenção. Passei os dedos por um cueca box preta pendurada numa prateleira.

– Encontrou algo que gostou?

Eu me virei com um sobressalto por ouvir uma voz atrás de mim.

Merda.

Era o sr. Park.

Mas eu nunca o tinha visto dessa maneira antes. Ele estava bem-vestido como sempre, mas completamente casual. Usava uma calça jeans preta bem justa e uma camiseta regata vermelha, sem a maquiagem e os óculos que às vezes usava no escritório, ele não parecia ter mais de vinte anos.

– O que você está fazendo aqui? – ele perguntou, enquanto seu sorriso falso desaparecia.

– Isso não é da sua conta.

– Estou apenas curioso. As cuecas que você roubou de mim não são suficientes? Você precisa começar uma coleção própria? – ele me encarou e fez um gesto com a cabeça em direção à cueca que estava em minhas mãos. Rapidamente larguei a peça.

– Não, não, eu...

– O que você faz com eles, exatamente? Guarda em algum lugar como lembrança das suas conquistas? – ele cruzou os braços sobre o peito, Meus olhos caíram diretamente em seu corpo e meu pau acordou dentro da calça.

– Deus – eu disse, balançando a cabeça

– Por que você tem de ser um cobra o tempo todo? – podia sentir a adrenalina percorrendo minhas veias e meus músculos ficando tensos enquanto eu literalmente tremia de desejo e raiva.

– Acho que você desperta o melhor de mim – ele disse. O sr. Park se inclinou para frente e seu peito quase encostou no meu. Olhando ao redor, percebi que estávamos chamando atenção das outras pessoas na loja.

– Olha – eu disse, tentando me recompor

– Que tal se você se acalmar e abaixar o tom de voz? – eu sabia que tinha de sair dali logo, antes que algo acontecesse.

Por alguma razão doentia, brigas com esse homem sempre acabavam com sua cueca indo parar no meu bolso.

– O que você está fazendo aqui, afinal? Por que não está no trabalho?

Ele revirou os olhos.

– Eu trabalho com você já faz quase um ano, então você deveria se lembrar que eu me encontro com meu conselheiro do MBA a cada duas semanas. Acabei de sair de lá e pensei em fazer umas compras. Talvez você queira colocar uma pulseira de rastreamento no meu tornozelo para poder me seguir o tempo todo. Ou talvez nem seja preciso, já que conseguiu me encontrar mesmo sem isso.

Encarei-o de volta, lutando para encontrar algo para dizer.

– Você está sempre bravinho comigo.

Ótimo, Kook. Muito esperto.

– Venha comigo – ele disse, agarrando meu braço e me puxando para os fundos da loja. Viramos num canto e entramos em uma cabine de prova de roupas. Ele obviamente estivera ali por algum tempo: havia pilhas de roupa nas cadeiras e montes de tecido emaranhadas nos cabides. Havia música tocando nos alto-falantes acima, e fiquei aliviado por saber que não precisaria manter a voz baixa quando o estrangulasse. Ele fechou a grande porta espelhada em frente a uma poltrona de veludo e ficou me encarando com um olhar feroz.

– Você me seguiu até aqui?

– Por que eu faria isso?

– Então você estava simplesmente passeando por uma loja de roupas  em em vez de estar no trabalho?

– Vai se foder, sr. Park.

– Sabe, ainda bem que você tem esse pau grande para compensar essa boca suja.

Comecei a me inclinar para frente e sussurrei:

– Tenho certeza que você adoraria minha boca também.

De repente, uma intensidade tomou conta de tudo. O peito dele subia e descia rapidamente e seu olhar focou minha boca enquanto ele mordia os próprios lábios. Agarrando lentamente minha gravata, ele me puxou para perto. Abri a boca e senti sua língua macia. Agora já não dava mais para me afastar, então passei uma mão em seu queixo e a outra em seus cabelos. Agarrei os fios com força e puxei sua cabeça para melhor acomodar meu beijo. Eu precisava de mais. Precisava dele por inteiro. Ele gemeu e eu puxei com mais força.

– Você gosta disso.

– Deus, sim.

Ao ouvir aqueles palavras, eu não me importei com mais nada: onde estávamos, quem éramos ou o que sentíamos um pelo outro. Nunca em minha vida eu sentira uma química tão forte com alguém. Quando estávamos juntos daquele maneira, nada mais importava.

Minhas mãos deslizaram por sua lateral e eu agarrei a bainha da sua camiseta, levantando-a e tirando-a por cima da cabeça, interrompendo nosso beijo por apenas um segundo. Sem ficar para trás, ele puxou meu casaco dos meus ombros e o deixou cair no chão.

Meus polegares faziam círculos em sua pele enquanto eu movia as mãos até a cintura de sua calça jeans. Após um rápido movimento, a calça também caiu no chão e o sr. Park a chutou para longe, com seus sapatos. Beijei-o, descendo

por seu pescoço até chegar aos ombros.

– Deus... – gemi. Olhando para cima, pude ver seu corpo perfeito refletido no espelho que ia do chão ao teto. Já tinha fantasiado sobre o sr. Park nu mais vezes que gostaria de admitir, mas a realidade, em plena luz do dia, era ainda melhor. Muito melhor. Ele vestia  uma cueca preta que cobria apenas metade de sua bunda. Os músculos das longas e tonificadas pernas se flexionaram quando ele ficou na ponta dos pés para poder alcançar meu pescoço. Aquele visual, junto à sensação de seus lábios molhados em mim, fizeram meu pau pressionar firmemente contra o confinamento das minhas calças. Ele mordeu minha orelha com força e suas mãos pousaram nos botões da minha camisa.

– Eu acho que você gosta de um pouco de força também.

Abri minhas calças e cinto, jogando-os para o chão perto da minha cueca, e então puxei l sr. Park para a poltrona de veludo.

Um tremor percorreu meu corpo e o beijei ao longo do pescoço enquanto meus dedos desabotoavam e puxavam as alças para trás. Afastei o corpo levemente para permitir ter   uma visão completa de seus corpo completamente nu. Perfeito. Nas minhas fantasias, eu já fizera de tudo com ele: tinha tocado, beijado, chupado, fodido, mas nada se comparava à realidade de apenas olhar para ele.

Seus quadris avançaram sobre mim, e nada além de sua pequena cueca nos separava. Enterrei meu rosto em seu peito e suas mãos agarraram meus cabelos, puxando-me para mais perto.

– Você quer me saborear? – ele sussurrou, olhando para mim com olhos geledos.

Então puxou meus cabelos com força suficiente para afastar minha cabeça de sua pele. Eu não consegui pensar em nenhuma resposta espertinha, nenhum comentário que o fizesse parar de falar e simplesmente me foder. Eu queria sim experimentar sua pele. Queria mais do que qualquer outra coisa que já desejara na vida.

– Sim.

– Então peça com educação.

– Foda-se a educação. Me solte.

Ele gemeu, inclinando-se e permitindo que eu chupasse um mamilo perfeito, o que o fez puxar meu cabelo novamente. Deus, aquilo era bom. Muitos pensamentos voaram em minha cabeça. Não havia nada neste mundo que eu quisesse mais do que me enterrar dentro dele, mas sabia que, quando tudo terminasse, eu odiaria a nós dois. Ele, por me enfraquecer, e eu, por permitir que a luxúria tomasse conta do meu bom senso. Mas também sabia que não seria possível parar. Eu me transformara em um viciado, vivendo apenas para a próxima dose. Minha vida perfeitamente construída estava desmoronando ao meu redor, e tudo que eu queria era senti-lo por dentro.

Deslizando minhas mãos por seu corpo, deixei meus dedos percorrerem o cós de sua cueca. Um arrepio surgiu em sua pele e eu fechei os olhos ao segurar o tecido, tentando me convencer a parar.

– Vá em frente e rasgue... você sabe que quer fazer isso – ele murmurou em meu ouvido e então mordeu minha orelha. Meio segundo depois, o cós não era nada além de um tecido rasgado no canto do provador.

Agarrando seus quadris, eu o levantei e segurei a base do meu pau com a outra mão, então o puxei para baixo. A sensação foi tão intensa que eu precisei segurar seus quadris no lugar para não gozar imediatamente. Se eu me perdesse agora, ele iria jogar isso na minha cara mais tarde. E eu não permitiria essa satisfação a ele. Quando senti que tinha o controle de volta, comecei a mover seu corpo para cima e para baixo. Nós ainda não tínhamos estado nessa posição, ele por cima, cara a cara e, mesmo odiando admitir, nossos corpos se encaixavam com perfeição. Abaixando as mãos até suas pernas, agarrei uma em cada mão e envolvi meu quadril com eles. A mudança de posição me colocou ainda mais fundo dentro dele, e precisei enterrar meu rosto em seu pescoço para não soltar um gemido alto demais.

Eu estava ciente dos sons e vozes ao nosso redor enquanto as pessoas entravam e saíam dos outros provadores. Mas pensar que poderíamos ser pegos a qualquer momento apenas deixava o sexo ainda melhor. Ele soltou um gemido, arqueando as costas, e sua cabeça pendeu para trás. A maneira como ele mordia os lábios insinuava uma falsa inocência que estava me deixando maluco. Mais uma vez, observei por cima de seu ombro a imagem de nós dois no espelho. Nunca tinha visto algo tão erótico em toda a minha vida. Ele puxou meu cabelo mais uma vez, guiando minha boca de volta para a dele, nossas línguas se enfrentando, igualando o movimento de nossos quadris.

– Você fica lindo em cima de mim – sussurrei em seus lábios.

– Vire-se, você precisa ver uma coisa – eu o levantei e o virei para que pudesse enxergar o espelho. Com suas costas contra meu peito, ele se inclinou para trás em mim.

– Oh, Deus – ele disse.

Sua respiração ficou pesada quando encostou a cabeça no meu ombro, e eu não estava certo se era por causa do meu pau entrando nele ou por causa da imagem no espelho. Ou as duas coisas. Agarrei seus cabelos e forcei sua cabeça a levantar.

– Não desvie os olhos, quero que você veja tudo – rugi em seu ouvido ao encontrar seu olhar através do espelho.

– Quero que você assista. E amanhã, quando estiver todo dolorido, quero que se lembre de quem fez isso.

– Pare de falar – ele disse, mas eu podia sentir seus arrepios e sabia que ele adorava cada palavra. Suas mãos subiram e se esticaram para trás procurando meus cabelos.

Toquei cada centímetro de seu corpo e beijei toda a parte de trás de seus ombros. No espelho, podia ver a mim mesmo entrando e saindo de dentro dele e, por mais que não quisesse essas lembranças na minha mente, eu sabia que nunca me esqueceria daquele visão. Então, movi uma mão até seu pau.

– Oh, merda – ele sussurrou.

– Por favor.

– Desse jeito? – perguntei, pressionando e circulando.

– Sim, por favor, mais, por favor, por favor.

Nossos corpos estavam agora cobertos por uma fina camada de suor, que fazia seu cabelo grudar levemente na testa. Seu olhar não se afastou mais enquanto continuávamos a nos mover um contra o outro, e eu sabia que estávamos muito perto do clímax. Eu queria encontrar seus olhos no espelho, mas então imediatamente entendi que isso mostraria mais do que eu pretendia. Eu não queria que ele visse tão claramente o que estava fazendo comigo. As vozes ao nosso redor continuavam, completamente alheias ao que estava acontecendo naquele pequena cabine. Se eu não fizesse alguma coisa, nosso segredo não duraria por muito tempo. Os movimentos dele se intensificaram e suas mãos apertaram ainda mais meus cabelos, então eu pressionei minha mão contra sua boca, abafando seus gritos quando ele gozou vigorosamente em cima de mim.

Abafei meus próprios gemidos em seu ombro e, com mais algumas estocadas, explodi num orgasmo intenso dentro dele. Seu corpo caiu sobre mim e eu me recostei contra a parede. Eu precisava me levantar. Precisa me levantar e me vestir, mas não achava que minhas pernas bambas conseguiriam me sustentar. Eu estava perdendo qualquer esperança de que o sexo se tornasse menos intenso, e de que assim eu pudesse superar minha obsessão.

A razão começou a voltar devagar para minha mente, junto à frustração de ter mais uma vez sucumbido à fraqueza. Eu o tirei do meu colo antes de me abaixar para alcançar minha cueca. Quando ele se virou e olhou para mim, eu esperava ver raiva ou indiferença, mas havia uma vulnerabilidade em seus olhos. Então ele desviou o olhar. Vestimos nossas roupas em silêncio. A cabine do provador de repente parecia quieta demais e pequena demais, e eu podia ouvir cada respiração dele. Ajeitando minha gravata, apanhei a cueca rasgada do chão, guardando-a em meu bolso. Fui abrir a maçaneta, mas parei. Estiquei o braço e passei a mão ao longo do tecido de um cueca que estava pendurada em um dos ganchos na parede.

Olhei o sr. Park nos olhos e disse:

– Compre essa também – e, sem olhar para trás, saí do provador.  



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