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História Connected - Capítulo 21


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Notas do Autor


olá, como prometido aqui está o capítulo que eu disse que iria postar no final de semana. espero que todos vocês estejam bem, e em casa :)

Capítulo 21 - Capítulo 21 - Fique bem


capítulo vinte e um - fique bem

 

    Tsunade tinha as feições sérias quando entrou na mesma boate em que Sakura tinha sido dopada há mais de um mês atrás, ela estava acompanhada por Obito e Kurenai que caminhavam silenciosamente atrás dela. A neta do Hashirama apenas mostrou o seu distintivo para o barman, junto de um folha que mostrava que eles tinham um mandado para investigarem o estabelecimento.

    ― Aqui é a polícia de Konoha, nós viemos dar uma olhada no seu estabelecimento, mas não se preocupe eu já vou te dar uma multa por não ter um extintor de incêndio perto da mesa do DJ, como a nossa legislação pede. ― Tsunade sorriu como uma criança que acabava de ganhar um doce quanto estendeu a multa para o barman que a olhava abismado ― Agora, nós vamos dar um olhada aqui. Não vai demorar muito, tá docinho?

    Os dois atrás dela tentaram conter a risada enquanto caminhavam para as profundezas do estabelecimento, eles caminharam seguindo as instruções que Maddison tinha dado para Naruto e Hinata antes. Não foi muito difícil para que eles encontrassem a área em que eram realizadas as danças particulares.

    ― A garota disse que esse tipo de dança não é muito usual, então acredito que deva ter apenas uma sala para isso. ― Obito comentou enquanto as duas mulheres assentiram.

    A área particular do clube era bem mais escura que o normal, a iluminação era feita por diversas luzes de LED vermelhas. Se tratava de uma área VIP, com diversas bebidas caras sob mesas de centro, baralhos perfeitamente organizados, sofás extremamente caros e aparentemente confortáveis. De frente para isso haviam pelo menos sete quartos que eram divididos por uma numeração realizada por cores de neon e detalhes que faziam com que Obito se sentisse em um sex shop.

    ― Isso aqui é praticamente um sex shop. ― ele resmungou enquanto abria a porta do quarto número um.

    ― Ah que nojo! ― Kurenai exclamou ao olhar para a cama que visivelmente não tinha tido seus lençóis trocados.

    ― Vamos trabalhar, andem, alguém pega uma amostra. ― Tsunade ordenou.

    ― A mas-

    ― Vai lá. ― a loira apontou para Obito que fez uma cara de nojo mas acabou obedecendo.

    Pelo menos nos dois próximos quartos eles repetiram o mesmo processo, até que no quarto número quatro eles encontraram uma barra de metal feita para pole dance, um globo espelhado um pouco baixo comparado com o pé direito do ambiente, um sofá vermelho e uma cama nos fundos do quarto.

    ― É aqui, eu tenho certeza.

    ― Para o globo ter estado na análise de solo das vítimas, isso significa que ele caiu de onde estava, ou pelo menos foi tirado à força. Peguem o globo. Obito, vai você que tem mais altura.

    O Uchiha olhou para Tsunade indignado, mas mesmo assim pegou o globo e ficou analisando o mesmo em suas mãos cobertas pela luva que eles eram obrigados a usar durante a perícia.

    ― O papel está descolando um pouco do globo, parece que foi colocado recentemente e a cola não aderiu muito bem ao material. Vejam. ― ele disse mostrando para as duas, e logo em seguida puxando delicadamente um pouco do papel para fora globo, foi quando ele pode ver um pouco de sangue seco no isopor. ― Uh, parece que eu vou ganhar um aumento hoje, porque acabei de achar sangue de uma das vítimas em uma possível cena de crime.

    ― Obito. ― Kurenai o repreendeu tentando controlar o riso, enquanto Tsunade o ignorava analisando os arredores.

    ― Acho melhor usarmos o luminol. ― Tsunade resmungou abrindo a mala da perícia

    ― Tudo bem. ― os outros dois concordaram, pegando os sprays de luminol e água oxigenada que a loira os lançou.

    A princípio, ele só utilizavam o luminol em último caso, mas Tsunade tinha um faro perfeito para cenas de crimes, e se aquele caso estivesse relatado com uma máfia, entãos os criminosos já tinham feito o favor de organizar toda a cena do crime da melhor forma possível. Era uma pena que ninguém conseguisse fugir do famoso luminol.

    ― E então Obito ― Tsunade puxou assunto enquanto borrifava a substância na barra de metal ― , como vai a minha favorita, vulgo a Rin?

    O Uchiha até tentou fechar a cara para a loira mas não conseguiu, a menção do nome de Rin fez com que ele parecesse um bobo apaixonado como a cinco ano atrás quando eles começaram a namorar definitivamente.

    ― Ela está bem ansiosa para quando a nossa menina chegar, ― ele comentou com um sorriso todo bobo, sabendo que as duas mulheres sorriam contentes para ele ― acho que a nossa filha vai chegar daqui uns dois meses, algo assim. É que toda vez que ela fala de quantas semanas ela está, meu cérebro não consegue raciocinar em números e transformar em meses…

    ― Asuma foi do mesmo jeito. ― Kurenai riu, borrifando o luminol próximo da cama.

    ― Voilá. ― Tsunade sorriu satisfeita quando conseguiu ver a partir da reação química do produto com as moléculas restantes de hemoglobina, que haviam respingos de sangue na barra. ― Preparem as amostras, iremos levar bastante coisa para o laboratório. E me lembrem antes de sair daqui, para ter uma conversa séria com quem quer que seja o dono desse lugar imundo.





 

     ― Kisame? O promotor público? Você está me tirando não é? ― Sakura indagou.

    A rosada tinha acabado de chegar em uma das salas de escritórios do laboratório, mal tinha apoiado a sua bolsa na mesa quando Hinata e Naruto tinham vindo ao seu encontro despejar uma série de informações que tinham conseguido com o último interrogatório realizado com Maddison.

    Ela suspirou.

    ― Chamem o Sasuke aqui. ― disse em voz baixa, antes que se arrependesse do que estava falando.

    Os dois se entreolharam mas acabaram assentindo, Naruto foi buscar Sasuke na sala de Shikamaru enquanto Hinata tinha ficado ao lado da Haruno que parecia estar extremamente tensa. A Hyuuga fora um doce de pessoa, distraindo a rosada com qualquer coisa que não fosse o trabalho enquanto o Uchiha não chegava na sala com a sua careta ranzinza de sempre.

    ― Sakura. ― foi tudo o que ele disse quando seus olhos negros se depararam com ela. Soava como uma afirmação, mas na linguagem de Sasuke, era apenas um cumprimento mal humorado.

    ― Sentem-se, tenho bastante coisa para falar. ― ela disse para ninguém em especial enquanto tirava a enorme pasta que Karin tinha lhe dado, de sua bolsa.

    Os outros três ficaram sentados em silêncio, apreensivos com o que ela tinha a falar.

    ― Eu acabei de conversar com a Karin-

    Foi impossível para Sasuke não demonstrar nenhuma expressão facial, o moreno abriu a boca e acabou a fechando contragosto. A ideia de Karin contar para Sakura as coisas que ele costumava dizer quando estava bêbado não lhe agradava nem um pouco. Naquele momento, o que ele mais gostaria era cavar sua própria cova e ficar lá para sempre, embora ele soubesse que Itachi daria um jeito de escrever na sua sepultura “morreu de vergonha por ser um idiota”.

    ― ...e ela me forneceu todo o material de pesquisa dela sobre a Akatsuki, tudo o que ela sabe está aqui, nessa pilha. Ela já me avisou de antemão que as coisas que estão aqui podem ou não serem verdadeiras, isso porque não existem fontes “oficiais” sobre a Akatsuki. As pessoas que comandam essa organização tem o poder o suficiente para tirar a máfia de todas as buscas da internet. Então Karin teve que trabalhar no mais puro sigilo, com o jornalismo bruto mesmo, eu diria. ― Sakura apoiou o rosto com a mão, controlando-se para não deitar e dormir ali em cima da mesa ― Bem, o que eu quero dizer é o seguinte. As informações que estão aqui foram obtidas pela boca do povo, alguma coisa pode ser verdade, outras não.

    “Eu só queria fazer mais um outro adendo. Acho que seria justo que, assim que concluirmos esse caso, passassemos as informações de primeira mão para a Karin. Ela merece isso.”

    Naruto sorriu contente para a amiga, feliz por perceber que não haviam picuinhas entre ela e sua prima. Já o Uchiha continuava tenso, com receio do que ela tinha descoberto pela Uzumaki.

    ― Já está tarde, então eu vou ir embora e dormir o resto do final de semana. Não quero encostar um dedo nesse material até segunda feira. Preciso descansar um pouco a minha cabeça, se algum de vocês quiserem trabalhar com a pesquisa da Karin no final de semana, é só pegarem. Bom, acho que é isso, estou indo. ― Sakura se levantou da mesa, se despedindo dos três e pegando sua bolsa.

    Ela caminhou tranquilamente para fora da delegacia, quando sentiu alguém puxar a sua mão de leve.

    ― Sakura.

    Era Sasuke.

    E ela sabia que não havia como fugir dele, os dois estavam sozinhos na frente da delegacia, não havia ninguém passando ali naquele momento.

    ― O que… o que a Karin te contou? ― ele perguntou meio receoso.

    Os orbes esverdeados dela encontraram os olhos preocupados do Uchiha.

    ― Nada com o que você deva se preocupar, eu te garanto. ― ela admitiu ― Eu preciso de um tempo para pensar, quando disse que estava cansada não estava mentindo. Quando eu estiver melhor, conversarei com você. Eu prometo.

    Todo o receio de Sasuke pareceu se transformar em preocupação com o bem estar da Haruno naquele momento, por mais que ela não demonstrasse muito, ele sabia que o fato de ela ter sido dopada naquela festa estava acabando com ela. Sabia que ela estava pensando, o fundo da mente dela maquinava aquele pensamento de que “se Itachi não estivesse ali, no momento certo, na hora certa, ela também seria mais outra vítima”.

    ― Sakura.

    ― Sim.

    ― Fique bem. Descanse bastante. ― foi o que ele disse, e somente aquelas poucas palavras fizeram com que pela primeira vez em dias a Haruno desse um sorriso de verdade.





 

    Com a saída de Sakura, não demorou muito para que o horário de bater o ponto para ir embora chegasse. E naquele dia Hinata sentia que estava com sua cabeça a mil, principalmente depois da conversa que ela tinha tido com Ino. A garota não hesitou quando mandou uma mensagem curta para Temari, pedindo que a sua amiga a pegasse no trabalho, já que ela queria muito conversar com alguém que tivesse lidado com ela e com seus traumas pessoalmente.

    ― Você não vai ir embora comigo? ― Naruto que caminhava para saída ao lado dela, de Shikamaru e Shino, fez uma careta tristonha.

    ― É só dessa vez Naru, eu realmente preciso conversar com a minha amiga.

    A careta triste de Naruto se transformou em um sorriso até que meigo.

    ― Naru, ― ele repetiu o apelido com um sorriso bobo no rosto ― gostei.

    ― E… por acaso a sua amiga é aquela ali? ― Shikamaru perguntou quase que boquiaberto.

    E não era para menos. Temari tinha seus cabelos presos no alto da cabeça, ela vestia um de seus tops de praticar atividade física, leggins bem grudadas e um casaco enorme laranja quentinho e confortável. Ela estava linda, e ao mesmo tempo ameaçadora.

    Hinata parou para olhar para Shikamaru, e se surpreendeu ao perceber que o olhar de sua amiga também estava no Nara por alguns minutos.

    ― Oi Temari. ― Naruto a cumprimentou gentilmente e ela retribuiu com seu sorriso meio desleixado, meio debochado.

    ― Vim roubar a Hina de você só por hoje, ― a Sabaku sorriu enquanto olhava para a amiga que estava sem graça ― já que desde que ela entrou na delegacia, só fala de você e esqueceu a amiga em um churrasco da vida.

    ― Temari!

    ― É sério? ― Naruto perguntou curioso e ela loira assentiu.

    ― Ah sim, eu já estou de saco cheio de só ouvir falar de você. Mas lembre-se que o que eu disse antes ainda está de pé, se você magoar ela, eu quero o seu nariz e mais alguns outros ossos que podem acabar te deixando paraplégico. 

    ― Eu não duvidaria da sua palavra. ― o Uzumaki riu divertido, enquanto os outros dois - Shino e Shikamaru - apenas escutavam a conversa completamente perdidos.

    ― V-Vamos logo Temari. ― Hinata puxou a amiga pela mão, para longe dos colegas de trabalho ― Tchau pessoal. ― acenou para eles que acenaram de volta enquanto começavam a conversar sobre algo entre si.

    Temari revirou os olhos enquanto seguia a morena em direção ao seu carro.

    A Sabaku conhecia Hinata melhor até mesmo do que Neji Hyuuga, que teoricamente era a pessoa mais próxima dela, então, quando se sentou no banco de motorista, ela já sabia para onde ir.

    ― Vamos para a academia, acho que você está precisando daquela terapia com um belo saco de pancadas.

    Hinata olhou para a amiga surpresa enquanto colocava o cinto, a forma como ela adivinhava exatamente o que ela precisava no momento certo, era assustador.

    ― Você é incrível. ― foi tudo o que ela disse.

 


Notas Finais


gente, vim aqui fazer uma divulgação pra fic de uma amiga minha
ela acabou de postar um fic com um casal lgbt (diferente de mim ela tem local de fala nesse assunto, e só posso dizer que a fic dela está maravilhosa), a história é sobre uma "agente" que trabalha para roubar pessoas ricas e que acaba se apaixonando pelo alvo dela iahsuahs é um yuri bem legal, vou ficar muito feliz se vcs passarem lá
link -> https://www.spiritfanfiction.com/historia/perola-negra-18785651


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