História Connected by Chance - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - A Caminho da Vitória


O meu despertador tocou umas três vezes naquela manhã. Estava tão exausta da noite anterior que eu nem tinha coragem de levantar da cama. No meu telefone tinha 5 mensagens do Felipe perguntando que horas eu ia chegar no treino, mais mil da Jade perguntando a mesma coisa e nenhuma do Gustavo.

O grupo das líderes de torcida  estava agitado, os jogos dessa semana foram importantes para a escola e para os meninos, o de hoje, mais importante ainda, era o último das classificatórias de verão e o time estava sem o capitão titular, porque o Gustavo foi passar as férias em Cancún e o Felipe seria o substituto. 

Levantei da cama com a maior das preguiças e vi em cima da minha penteadeira, um bilhete do meu pai:

Princesinha,

Tive uma reunião importante em SP, volto amanhã à noite.

Bjs, papai <3

Grande novidade, ele nunca parava em casa. Desde que o papai se aposentou do futebol, parece que viaja três vezes mais. Desde que eu me lembro, raras foram as vezes que eu passava um tempo com ele, desde os meus 11 anos que não vejo a minha mãe com frequência, com ela morando na Europa, ficava casa vez mais difícil vê-la. Desci as escadas e mais uma mensagem do Felipe chegou, perguntando se eu ia demorar muito. Comecei a ficar desconfiada com a insistência dele, mas respondi que já estava saindo.

Chegando na escola, corri para o vestiário para colocar o uniforme de líder de torcida porque estava atrasada. Todas as meninas olhavam para mim com uma cara estranha, eu sentia que todas estavam cochichando algo, só que eu não conseguia entender o que era. Minha amiga, Jade, veio se aproximando, também com uma cara estranha.

- O que tá acontecendo? Por que vocês estão me olhando com essa cara? – perguntei a ela.

- Friend, o Gustavo atualizou o  status de relacionamento. – meu olho arregalou. – É verdade? Vocês dois terminaram?

- A gente deu um tempo, só isso. – respondi. – Mas é por pouco tempo. Não que isso seja da conta de alguém. – falei bem alto para todas as meninas escutaram.

Bati a porta do armário e saí do vestiário feminino, fui atrás do Felipe que queria falar comigo e já deveria estar louco porque não me encontrava. Faltava 10 minutos para o jogo e eu esbarrei nele sem querer, na porta do vestiário masculino. Ele me puxou para o canto debaixo da escada. 

- Você demorou, o jogo vai começar daqui a pouco. – reclamou ele meio ansioso.

- Minha nossa, Lipe! O que aconteceu? – comecei a ficar preocupada. 

- Nada demais, eu queria te dar isso aqui. – ele tirou um colar do bolso que tinha metade de um coração.

- É muito lindo.  – quando virei o verso do coração, vi que tinha um “F" desenhado atrás, presumi que fosse de “Felipe". – Onde está a outra metade? – ele puxou seu chaveiro,  onde tinha um “B" desenhado, que eu tive certeza que era de “Bianca".

- Você gostou? – ele perguntou com um sorriso.

- Eu amei, muito obrigada. – respondi. – Mas por que o presente surpresa?

- Seu presente de aniversário adiantado, para dar sorte no jogo de hoje. – fomos nos aproximando, até que a sirene da quadra tocou para avisar que o jogo ia começar.

- Nós temos que ir. – eu o afastei. – Vai Lion! Arrasa que esse jogo é seu,  sua chance de provar que é um ótimo capitão reserva. – ele me deu um beijo no rosto e saiu.

Durante o jogo,  toda a escola estava apreensiva, os nossos Lions precisavam ganhar para se classificarem para as Nacionais.  Os Tigers estavam muito violentos, cometiam várias faltas. Nos últimos minutos do segundo tempo, o jogo estava empatado, em 4x4 e precisávamos da Vitória. De repente , dois jogadores se chocaram e percebi que um deles era o Felipe, que foi arremessado pelos ares. Fiquei angustiada e comecei a apertar o colar bem forte e em um piscar de olhos, o Lipe levantou, o juiz então apitou falta para o nosso time. O ginásio ficou em silêncio para o atual capitão se concentrar, eu conseguia escutar meu coração bater bem rápido.  Ele chutou a bola e uma gritaria ecoou por toda a quadra comemorando o gol que acabava de ser feito.

Depois do jogo, todos foram para a lanchonete comemorar. Ela estava completamente azul e amarela, cor do time dos Lions. De longe eu estava observando o treinador do time falando com o Lipe. Peguei meu milkshake e cheguei mais perto. 

- Parabéns Bia, fez um ótimo trabalho com as líderes de torcida. – elogiou o treinador. 

- Obrigada treinador,  eu faço o que posso. – agradeci tentando ser modesta.  

- Tenho que conversar com o resto do time. Aproveita para contar a novidade a ela, Felipe. – o treinador saiu andando e voltei meu olhar para o Lipe, muito curiosa. 

- Vai me contar ou eu vou ter que arrancar de você? – falei tentando ser delicada. 

- Então...O treinador falou que a partir desse semestre, eu vou ser co-capitão junto com o Guga.  – eu fiquei tão feliz que pulei no pescoço dele para lhe dar os parabéns. 

- Parabéns amigo, eu estou muito orgulhosa. – me bateu um peso na consciência quando lembrei do Gustavo. – Você já ligou para o seu melhor amigo e contou a novidade?

- Ele não atende ninguém, quer paz, por isso está em Cancún.  – senti uma decepção no olhar dele.

Algo se acendeu dentro de mim, fiquei muito chateada, não falar como eu entendo mas o Felipe era melhor amigo dele. A raiva se instaurou em mim e eu saí da lanchonete e fui direto ligar para o Gustavo.

 



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