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História Connected ( Taekook ) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Os dois primeiros capítulos já em dia, o restante vai sair durante a semana, desculpa qualquer erro meus amores e boa leitura

Capítulo 2 - Garoto inocente


Fanfic / Fanfiction Connected ( Taekook ) - Capítulo 2 - Garoto inocente

10:03 - Quinta-feira 



Jeon Jeongguk



— Em hipótese alguma eu sonhei com ele… Não, não pode ser — Ri enquanto ficava meus olhos, ainda deitado na cama — Nem fodendo, Jeon Jeongguk…


Eu basicamente conheci o cara ontem, e ele já estava em meio aos meus pensamentos. Eu não sou assim, nem de longe eu era assim. Mas o desgraçado era gostoso e eu precisava dele. 


Ele era o típico garoto da fazenda inocente que seria fácil de enganar. Eu comecei bem ontem, mostrando que eu não era como o resto dos usuários. Ele queria alguém intenso. Alguém que o permitisse levar pelas emoções. E bem, eu estaria disposto a isso. Porém, seria limitado até eu conseguir o que eu queria. 


E seria mais fácil do que eu imaginava.


Afinal, eu sou o típico cara que todos acabavam gostando. Sou sarcástico, gostoso, ando de moto e bom de cama. Quem iria resistir a mim? O caipira? Claro que não.


Não me esforçaria muito para o convencer de me ver ainda essa semana. Eu enrolaria mais um pouco para não dar entender que eu só queria o usar de cara. 


Tá, eu estava sendo bem malvado, mas e daí? Quem procura acha. E ele me achou nesse site.


Nada mais justo do que dar o que tenho a oferecer em troca de seu corpo nu ao meu lado.


Continuando hoje, pelo segundo passo: webcam.


Me levantei e fiz minhas higienes diárias. Prendi meu cabelo em um coque, mostrando minhas laterais raspadas e coloquei um pequeno alargador na minha orelha esquerda. Me encarei brevemente no espelho e dei um sorriso de canto, abaixando a cabeça em seguida.


— Você não vale nada, né, Jeon? — Fechei o armário com força, saindo do banheiro e indo em direção ao PC. Nem mesmo liguei o celular para lhe dar bom dia. Devia ter feito isso antes.


Peguei o aparelho, abrindo o chat de conversa. Ele parecia ser tão fechado, nem me retribuiu o " boa noite ". Suspirei fundo, como será que faz para uma flor desabrochar rápido? Eu não tinha paciência.



— Dormiu bem?


Eu não tinha a porra da vergonha na minha cara, só podia ser.


— Oi

— Dormi sim, e você?


Caramba, vai ser um pouco complicado fazer ele simpatizar comigo em tão pouco tempo. Será que ele prefere o estilo badboy do que goodboy?



— Sonhando com você…

— Melhor ainda


— O quê?

— Sonhou comigo?


— Louco, né?

— Eu não parei de pensar em você a noite inteira

— Eu só pensava que você era o meu destino por ter sido tão repentino o nosso encontro aqui


Todo mundo cai nessa, se ele não, eu já teria que apelar para meus grandes truques que não cheguei a usar pelos pequenos sempre funcionarem com qualquer um.



— Sério?

— E o que acontecia no sonho?


— Não me lembro mais

— Mas era você nele, estava nítido demais

— Eu preciso te ver hoje, ver se sua voz é igual a que eu sonhei

— Estou no PC, quando for ligar, me avisa para me preparar


— Bem…

— Eu acho que logo logo eu ligo

— Preciso fazer algumas coisas antes


— Sem pressa, baby


Isso! Até ontem ele concordou com eu escolher nos vermos a tarde, mas parece que mudou de ideia. Ainda dava tempo para eu estocar meu estoque para relaxar. Sai de casa, colocando o capacete e a jaqueta de couro, calçando minhas luvas da mesma textura da jaqueta, buscando minha moto na garagem.


Sai de casa, indo até o centro buscar minha encomenda. Não tinha nada mais satisfatório do que  a minha encomenda mensal estar em dia. Principalmente pelo fato de que eu preciso me tirar do estresse das pessoas e da minha pressão familiar em arranjar um emprego.


Mas fala sério, éramos ricos, que diferença faria se eu continuasse na faculdade garantindo um futuro se eu já tinha o que eu precisava? Na boa? A melhor coisa que eu fiz foi tirar minha carteira e me mudar daquele hospício. Agora sim eu estava vivendo do jeito que eu queria. Sendo livre.


Cheguei no endereço de sempre, indo disfarçadamente até o beco. Tirei meu capacete, segurando o mesmo pela mão, e estendi a outra para o loiro gostoso que eu já paguei uma na " brotheragem " há um tempo.


— Chegou adiantado hoje, eu nem cheguei a te avisar que estava aqui — Ele disse, colocando o celular no bolso quando antes mexia no mesmo. Eu dei de ombros, só queria minha encomenda e vazar.


— Estou com pressa hoje, Jimin — Levantei a sobrancelha, esperando ele dar na minha mão.


— Por quê? Não faz nada além de arranjar confusão — Ele encostou no muro, acendendo o cigarro. Ele estava me provocando porque sabia que eu era cabeça quente — A gente que se fode limpando sua barra, fica frio aí…


— Jimin, é sério, me dê logo essa merda, eu tenho coisas para resolver — Continuei com a minha mão estendia, não daria um segundo para ela ir de encontro com a sua cara.


— O que por exemplo? — Franziu o cenho. Mordi minha bochecha, olhando para cima me contendo a fazer o pior — Vai pegar mais uma puta para sua coleção? Vai pagar tudo o que você deve para metade dessa cidade? Uh? 


— É, é isso mesmo que eu vou fazer, agora me dá essa merda — Tentei pegar de seu bolso, mas ele se esquivou e me deu um soco no canto da boca — Merda…!


— Da próxima vez que vier buscar algo comigo, me peça algo que vale mais que uma porra de erva — Jogou o pacote no chão, perto dos meus pés — Diferente de você, eu tenho coisas mais importantes do que te trazer maconha, e ainda por cima pouca porção, porque você está sem dinheiro.


Ele e nem ninguém daquela cidade sabia que eu era rico. Eu não queria que soubessem. Odiava ser tratado bem pelo dinheiro. Sempre fui motivado a ostentar o que eu tinha só por ter nascido no berço de ouro. Eu odiava ter relações forçadas com as pessoas só porque eu tinha dinheiro. 


Quando eu saí de casa e fingi estar falido, ninguém veio me ver. Nenhum " amigo " meu atendia minhas ligações, minha ex terminou comigo. Isso só fortaleceu que eu estava certo o tempo todo, e que eu devia esconder tudo o que eu tinha se eu quisesse realmente viver uma vida verdadeira. 


Desde então, eu vivo em uma casa de classe média baixa. Não é tão pobre mas também não esbanja luxo como o que eu estava acostumado quando morava na mansão. E agora sozinho, me sinto melhor. Principalmente quando estava com a minha guitarra. Fumar seminu deitado na cama enquanto eu palhetava era a melhor sensação de liberdade que eu poderia ter.


Jimin saiu arrastando o pé, jogando a bituca de cigarro em qualquer canto do beco. Peguei o pequeno pacote de plástico cheio de erva, e enfiei na parte de dentro da minha jaqueta. 


Um dia eu pagaria a todos que eu devia. Mas só quando a coisa ficasse séria. Já tinha até um plano de fingir que assaltava um banco. Eu estava tranquilo com a minha vida que tinha.


Era assim que eu queria viver.


Procurei pela minha moto e a mesma estava onde eu tinha deixado perto do beco. Coloquei meu capacete, e segui caminho para casa. 


Chegando na mesma, me olhei no espelho, encostando o gelo onde havia estado inchado. Maldito seja Park Jimin. Aquele gostoso ainda tem raiva de mim porque eu neguei o namoro com ele, mas era porque eu odiava esse lance de namoro. Ninguém era suficiente para mim, e de toda forma, quanto mais tempo solteiro eu ficasse, mais transaria quantas vezes e com qualquer pessoa que eu quisesse.


Garotos bons namoram e se decepcionam.


Garotos maus e bonitos fodem. Fodem muito.


Me joguei na cadeira giratória, pegando meu celular, vendo as mensagens. Abri um sorriso de orelha a orelha ao ver de quem recebi. O caipira gostoso estava na minha mira. Liguei a webcam e me ajeitei na cadeira, coloquei uma música ambiente para tocar de fundo, caso rolasse um clima. 


Aquilo ia ser muito divertido.


— Oi — Ele disse logo quando apareceu. Sim, ele não havia mentido sobre as fotos. Ele era um puta de um gato, mas parecia tímido com a minha presença, dava para ver no seu olhar.


— Não sou nenhum assassino em série para ter medo de mim, tá? — Dei uma piscada para o mesmo, sorrindo brevemente — Fica tranquilo, garoto do campo.


— Ok… — Ele riu olhando para baixo. Eu tinha que confessar que era um belo sorriso, ainda mais que era quadrado, eu raramente via isso como um sorriso bonito, mas o dele era diferente — Na verdade,eu gosto do seu estilo.


— Hum… Será que foi nossas diferenças que nos uniram? — Questionei, apoiando meu rosto na palma da minha mão, sem tirar os olhos dele — Está sozinho?


— Agora sim — Ele riu tímido, seus braços estavam juntos a todo tempo. Às vezes desviava o olhar de mim. Isso só tornava meu plano mais fácil do que imaginava — Você mora sozinho? 


— Sim, só eu e minha guitarra — Dei uma risadinha em seguida. Aquilo fez ele rir de novo — O que você procura em um site como este, fofo?


— Eu não deixei claro na bio porque eu fiquei com vergonha do que achariam — Ele deu de ombros — Mas… Eu queria um relacionamento sério. É… Eu acho que é o oposto do seu.


— Vergonha? De arranjar alguém? Não é preciso tanto drama — Bebi um pouco da minha água perto do CPU, deixando a mesma no lugar de volta — Dependendo do que rolar entre nós, eu posso mudar de ideia, uh?


— " Rolar "? — Suas sobrancelhas se alçaram junto aos seus olhos arregalados — Tipo… Nos ver?


— Se não quiser, tudo bem, afinal, você só tem um mês aqui na cidade… Seria ruim se você se apegasse a alguém daqui mesmo estando longe, não é? — Jeon Jeongguk, eu te daria um prêmio de melhor cafajeste do mundo. Isso é o que dava dar mole para qualquer um na internet.


— Tem razão… Eu… D-digo, a gente pode se ver ainda essa semana, e veremos o que fazer. Mas antes, você não é nenhum assassino em série ou coisa do tipo, né? — Ele parecia mais fragilizado ao vivo do que nas mensagens. Que estranho…


— Um assassino confirmaria essa pergunta? — Me encostei na cadeira o encarando — Brincadeira, eu não sou como eu aparento. Os piercings, a tatuagem, o cabelo… É apenas minha forma de me expressar, não sou nenhum monstro.


— Perdão, não queria te ofender — Ele diz se encolhendo. Eu apenas sorrio fraco olhando para o relógio no canto da minha tela.


— Você tem alguma coisa para fazer esse fim de semana? — Me aproximo da tela, ajeitando meus fios caindo pelo rosto.


— Sábado não, domingo eu tenho um programa de família — Ele responde tranquilamente. Ele parecia menos tenso conforme conversávamos — O que planejou?


— ...Podemos almoçar juntos? — Não o faria vir para minha casa tão rápido, mas essa semana era perfeita para nos aproximarmos antes dele partir e nunca mais nos ver. 


Por que eu era assim?


Porque eu não curtia me apegar as pessoas? Talvez. Ou talvez porque era mais divertido lutar para conquistar algum inocente pela internet do que simplesmente ir a uma boate e pegar quem eu quisesse. 


Não, eu gostava de dificuldade, eu queria que aquela pessoa na mesma cama que eu valesse a pena. 


Eu queria Kim Taehyung nela.


— Claro, podemos marcar para sábado, então — Ele diz em tom contente. Eu logo lanço um sorriso junto ao mesmo.


— Certo, garoto bonito — Dei uma piscadela — Ah, eu esqueci que você não gosta… Mas é inevitável evitar dizer que você tem uma beleza surreal…


— Obrigado — Ele diz coçando a nuca sem jeito — Digo o mesmo de você, Jungkook…


— Ah, não, não, esse é meu nickname. Meu nome mesmo é Jeongguk — Gargalhei de fato. Eu havia me esquecido disso, apesar que na pronúncia não mudava muita coisa.


— Quase não deu para perceber o erro — Ele riu junto comigo. A voz grossa dele me fazia arrepiar pelos fones de ouvido sem fio. 


Imaginei ele gemendo no meu ouvido. Me fazendo ficar com tesão involuntariamente. Enquanto o imaginava embaixo de mim, pedindo por ele gritar meu nome.


Mordi meu lábio inferior, desviando o olhar para o mesmo.


— Você parece ser um garoto certinho, Taehyung… Você… Alguma vez... Fumou? — Passei a língua na minha bochecha, o observando assustado pela pergunta inesperada.


— Já — Ele respondeu de um jeito simples. O encarei surpreso, passando a olhar para os cantos do meu quarto — Não é porque eu vim do interior que eu não faça isso. Aliás, é o que mais fazem lá.


— Eu não esperava isso — Dei um suspiro envergonhado — Sério, você parece tão inocente.


— Me subestimando pela aparência, Jeongguk? — Ele ria de mim pelo outro lado da câmera. Qual era a graça agora? — Eu não sou tão ingênuo quanto pensa.


— Estou vendo... — Cerrei meus lábios, tirando o pacote de erva da minha jaqueta — Sábado será bom para ambos os dois — Balancei o mesmo, deixando em cima da escrivaninha.


— Sim… — Ele diz quase que hipnotizado na erva. Eu não acredito que escolhi a pessoa certa. Não, Jeongguk, você acabou de o conhecer, relaxa, e dá um trago.


Acendi uma pequena quantia enrolada em um papel, jogando minha cabeça para trás, olhando para o moreno da tela parecendo gostar da visão.


Você não era o que eu pensava, mas seria quem eu queria que fosse.




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