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História Connectens Animarum - Capítulo 10


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Notas do Autor


Esse capítulo é apenas um ponto de vista do Tim sobre o capítulo anterior e como ele é diferente do da Atria.

Milagrosamente o próximo capítulo já esta na metade de palavras. Milagres da quarentena.

Boa leitura!

Capítulo 10 - Um olhar diferente sobre a história. (P.O.V TIM)


  Não foi uma surpresa o Coringa ter fugido de Arkham, o desgraçado literalmente bombardeou o maldito lugar, não dá pra ficar surpreso com isso, porem isso tudo não torna as coisas menos frustrantes. Os algoritmos deviam funcionar prevendo cada passo dos insanos em Arkham, tenho certeza que a mídia vai cair matando em cima de mim. Bruce tinha dito que era impossível prever o palhaço, mas eu não quis dar ouvidos a ele. Apenas um erro no sistema faz com que o resultado seja desastroso.

  Ficamos mais de cinco horas tentando pegar o Coringa, para no final o desgraçado escapar do Batman como se fosse a coisa mais fácil do mundo. As vezes eu acho que Bruce faz isso de propósito, deixa o palhaço escapar para ter alguém pra que ele possa perseguir mais tarde. As vezes eu desejo que Jason possa enfiar uma bala no crânio do maldito palhaço. Desejar é uma coisa e fazer é outra. No momento que eu ceder aos meus profundos desejos não estarei tão longe do herdeiro que Ra's almeja. Falando em Ra's, ele é outro que anda rondando Gotham, mais precisamente a casa de Bellatrix Acernis. Ele anda num entra e sai daquela casa, toda esse movimentação não pode ser coisa boa.

  Depois de levar um esporo de Bruce por colocar o plano dele de pegar o Coringa no lixo (ele tinha um plano?), Alfred desceu até a Bat-caverna para nos entregar um convite. O senhor Ra's Al Ghul estava nos convidando para um baile daqui a duas semanas no Iceberg Lounge. Motivo para o baile? Não estava escrito no convite. Não duvido nada que Oswald esteja devendo a Ra's e o próprio resolveu cobrar. Nada que uma investigação afunda não diga, Ra's sabe que não é bem vindo em Gotham, então é obvio que ele esta aprontando alguma.

"Tim!" Buce resolveu me chamar. 

"Bruce?"

"Eu preciso que você volte para São Francisco e fique de olho em Atria Acernis. Tudo indica que Ra's esta com um interesse especial nessa garota e é preciso que você a monitore de perto e relate os seus progressos. Não queremos que ela se transforme em uma arma que pode ser usada contra o mundo." Bruce tem razão, Atria pode muito bem se tornar poderosa o bastante para qualquer plano de Ra's e isso deve ser impedido.

"Eu vou vigiá-la e colocar os seus progressos em relatórios." Bruce não disse mais nada, ele apenas balançou a cabeça em concordância.

  Peguei o Bat-plane e voei direto para São Francisco. Posei no heliporto da Torre e programei o Bat-plane para voltar para a caverna. A escuridão da noite estava bem presente nos corredores vazios da Torre. Cassie tinha me mandado uma mensagem mais cedo dizendo para encontrar com o pessoal em uma pizzaria, porem o Coringa estragou tudo como sempre e pra piorar tudo estou a mais de cinco horas sem comer ou tomar café. A minha disposição esta zerada para aguentar baderna em uma pizzaria. Descendo para cozinha um cheiro delicioso se fazia presente no ar. Encontrei Atria no fogão cozinhando um omelete de cheiro delicioso, a minha boca se encheu d'água rapidamente e meu estômago reclamou me lembrando que estou a muito tempo sem comer.

  Me encostei na bancada da cozinha observando ela cozinhar, ela parecia brilhar. Atria definitivamente é uma garota bonita, mais desde que a magia dela despertou ela parece ficar mais bonita a cada dia que passa ou talvez seja os meus olhos me pregando uma peça. Ela parecia tão satisfeita em fazer um simples omelete, ela parecia fofa com toda a dedicação no fogão. Ela percebeu que eu estava a observando e me cumprimentou com timidez. Atria se ofereceu a fazer um omelete para mim e eu não pude recusar. A minha fome não deixava espaço para uma recusa.

  Atria achou estranho a minha presença na Torre, já que todo mundo tinha saído e pelo jeito sem a convidar para ir com eles. Não sei o porque, mas acho que isso tem o dedo de Cassie, quero acreditar que não, mas Cassie esta bem temperamental com a presença de Atria na Torre, talvez ela ache que a presença de outra garota bonita ameace o seu namoro com Conner. Em falar no Conner, ele anda bastante esquisito desde que começou a namorar com Cassie.

  Atria quis saber o porquê de eu não estar junto com o pessoal na pizzaria, então eu contei a ela que o Coringa fugiu de Arkham e eu tive que auxiliar o Batman. Pra minha surpresa Atria riu de deboche da fuga do palhaço e então eu entendi o porquê da graça. A aposta, a maldita aposta que eu tinha feito com ele em meus trajes civil. Mal sabe Atria que a ideia do sistema em Arkham foi minha, então isso meio que anula a aposta, eu sei, fui meio trapaceiro ao não contar isso a ela quando tive a chance. 

  Eu pedi a Atria que ela me contasse o seu progresso de hoje e tenho que dizer que foi um baita progresso. Ela me disse que conseguiu dominar o fogo e a terra, dois elementos em tão pouco tempo. Ela esta progredindo muito rápido, talvez isso seja algo preocupante.

  Conversamos também sobre o futuro e o que Atria desejava fazer com todo o poder dela. Ela me respondeu a coisa mais ingênua que eu ouvi hoje, ela disse que talvez ganhe dinheiro com a magia dela. Pelo menos foi um plano econômico, nada envolvendo a dominação mundial ou a morte da metade da população mundial como Ra's deseja.

  A ingenuidade dela me preocupa, então eu ofereci sem pensar ser o professor de defesa pessoal dela. A pergunta saiu tão rápida da minha boca que nem deu tempo de desfazer ela e pra minha surpresa Atria aceitou a oferta. Droga, mais uma coisa para ter responsabilidade.

  Por mais que seja aconchegante ficar aqui conversando com ela, eu não posso ficar, Bruce espera um relatório sobre ela. Eu me despedi dela com a desculpa de fazer um relatório sobre a fuga do Coringa, então ela resolve me surpreender.

"Tudo bem, vai trabalhar passarinho." Passarinho? Claro eu sou um Robin. Eu me virei para ela e pude ver um sorriso debochado descansando em sua face, então eu devolvi o apelido da única maneira que eu pude pensar.

"Boa noite Bruxinha."

"Boa noite, passarinho." Pelo jeito isso vai colar. Um inevitável sorriso escapou de meus lábios. Talvez ela não se torne uma arma. Talvez.


Notas Finais


Até o próximo capítulo.


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