História Connection - Chris Evans - Capítulo 52


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Categorias Chris Evans
Personagens Chris Evans, Personagens Originais
Tags Avengers, Capitão América, Chris Evans, Chris Evans Fanfic, Fanfic, Romance
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Palavras? Não tenho nenhuma, mas vou tentar.
Essa história se tornou um marco na minha vida. É a primeira que finalizo e, finalmente, sinto aquela coisa boa de dever cumprido. Mais uma vez quero dizer algo que sempre ressalto: Tem uma história e criatividade para transbordar? Coloque-a em prática! A imaginação é um campo ilimitado e as coisas maravilhosas que surgem na sua cabeça podem ser a alegria de muita gente e, também a sua própria.
Connection começou com um sonho... Sim, um sonho. E, assim como relacionamento de Chris e Emma, hoje é realidade.
Não tenho palavras para descrever o quanto sou grata por vocês e pelo o que esse enredo trouxe para a minha vida. Eu queria me presentear escrevendo algo para mim, mas descobri que fui capaz de cativar vocês e meu maior presente foi todo esse apoio e as pessoas incríveis que conheci.
Meu amor eterno. E aproveitem o último capítulo!

Capítulo 52 - (52). O Final


Muitos anos depois.
5 de Setembro.

Um barulho ensurdecedor se espalhou pelo quarto. 
Emma levantou no mesmo instante, buscando o celular que gritava indicado a hora de acordar. Quando desligou, continuou ouvindo o mesmo barulho ecoando pela casa, mostrando que não era a única a despertar daquela maneira.

Ela respirou fundo enquanto seu corpo se recuperava do susto e começava relembrar o quanto seria bom voltar a dormir. Emma lutou contra a vontade e olhou para a roupa social que havia separado para dar aulas naquele dia. Para sua sorte, o reitor havia avisado uma folga de última hora em prol da importância daquela data, mas ser professora de Universidade não era seu único trabalho...

Uma porta bateu no corredor e pequenos pés começaram a descer as escadas, seus ouvidos de leoa não se enganavam. A julgar pela quantidade de passos que ouviu, alguém levaria uma grande bronca por não ter levantando. 

 Quando estava pronta para levantar, sentiu um braço forte lhe puxar de volta para cama.

_ Não vai. - Chris sussurrou contra o travesseiro, ainda de olhos fechados.
 

Ela se sorriu, se virando para ele.

Apesar de tantos anos juntos, acordar ao lado daquele homem nunca perdia a graça. O curioso era que ele não havia mudado muito. Os cabelos brancos demoraram a sair, mas agora um tom grisalho já começava a tomar conta de sua cabeça. Tirando isso, ele ainda era o mesmo. 

Chris abriu os olhos, encontrando com os de Emma e agradecendo mais uma vez ao universo por estar do lado daquela mulher, principalmente em um dia tão especial. 

_ Feliz aniversário. - o marido disse baixinho. 

Ela sorriu, o beijando.

Christopher aproveitou o contato para lhe abraçar ainda mais, passando as mãos por suas costas e a acariciando cada parte de sua pele exposta. 

_ Eu não posso ficar, eles já desceram. - soprou contra seus lábios quando percebeu que ele realmente queria lhe manter naquela cama.

_ Eles já podem se virar sozinhos. - fechou os olhos novamente. 

Emma riu, desenhando uma linha em seu abdômen sobre os três nomes tatuados em sua costela. Seus olhos brilhavam todas as vezes que via aquilo.

_ Chris, Sky tem só dois anos. Como ela pode se virar sozinha? 

Ele abriu os olhos novamente, finalmente se sentando. 

_ Já te contei sobre dia que ela fingiu estar dormindo e esperou eu me descuidar para roubar as jujubas que estavam na despensa?

_ Já. - gargalhou. 

_ É só ela fazer isso novamente. - ele deu de ombros. - Aliás, é a primeira vez que ela dorme uma noite inteira, não escutei nada pela babá eletrônica.

Por mais que estivesse dando risada, ela ameaçou levantar novamente, mas Evans deitou seu corpo sobre ela, fazendo-a voltar para a cama. 

_ Isso não vai adiantar. Preciso colocar meus filhos para a escola!

Ele sorriu, levando os lábios para seu pescoço e depositando um caminho de beijos até sua orelha. 

_ Deixa que eu faço isso. - sussurrou, se levantando. - Volta a dormir, cuido de tudo.

Emma gargalhou como nunca, surpreendendo em como o conceito de sexy havia mudado depois da vida de casados. Chris era muito presente e fazia tudo pelos filhos. Ela sentia-se cada vez mais atraída por ele e pela sua grande responsabilidade como pai. 

_ Não esquece de passar remédio no machucado da Sky. - pediu. - E o Tyler precisa escrever uma carta pedindo desculpas à professora por ter desenhado um quadrinho inteiro na cadeira da escola.

Chris revirou os olhos. 

Emma não era a única que cuidava dos filhos com frequência, mas dava ordens como se ele nem conhecesse as crianças que os chamavam de pai.

Ele saiu do quarto, abandonando a esposa falando sozinha. 

A primeira porta do grande corredor era linda e branca. O nome "Sky" brilhava no topo onde era desenhado um belo céu azul, mas não era preciso muito para perceber que a parte de baixo, no lugar onde a pequena bebê alcançava, estava cheio de rabiscos de giz de cera.

Evans abriu a porta do quarto, tomando um grande susto. 

_ Sky? - entrou no local, não encontrando a menina em lugar nenhum. 

Olhou atrás das cortinas, dentro do baú de brinquedos e até no banheiro do corredor. Nada. A babá eletrônica estava perto da caminha, intacta. 

Não querendo assustar a esposa, ele desceu as escadas, sabendo que tinha uma grande casa para procurar.

Assim que alcançou o primeiro andar, escutou o som de algumas garrafas batendo. 

Foi até a cozinha com rapidez, vendo - de longe - um menino de pouco mais de um metro puxar a cadeira para ficar no tamanho do balcão e, quando o mesmo trepou sobre o mármore, pode ver uma garrafa de licor em suas mãos.

_ Tyler Robert Evans! - gritou, entrando na cozinha e tirando a garrafa de suas mãos. - O que você pensa que está fazendo? 

Tyler estava de frente para o bolo de aniversário de sua mãe e estava prestes a cometer uma atrocidade, como nos anos anteriores. 

O menino se assustou, mas não pareceu culpado. Era como se estivesse fazendo a coisa mais normal do mundo.

_ Tia Rose disse que você errou no recheio do bolo da mamãe. - ele apontou para a mulher. - Mamãe gosta de recheio de qualquer doce com licor. 

_ Ah, você está aí? - Evans notou a presença da cunhada, revirando os olhos ao ver que Sky estava em seus braços. - Não acha muito cedo para entrar na minha casa e corromper meus filhos?

Ele foi até ela, tirando a menina de seus braços e a sentando sobre a bancada. 

Sky havia se ralado em uma corrida no jardim. O machucado na perna trouxe muita preocupação para seus pais, mas depois começou a melhorar. Chris segurou a perna da filha, analisando a região.

_ Mamãe. - a bebê resmungou. 

_ Hoje é o papai que vai cuidar de vocês, filha. - pegou-a novamente. - E nós precisamos cuidar para que nada dê errado na surpresa da mamãe.

Tyler pigarreou.

_ Mas já deu, mamãe gosta de recheio de licor. - insistiu novamente. 

Chris olhou do filho para a cunhada, que deu de ombros. 

_ Nem vem, ele que entendeu errado.

Evans bufou, olhando para o bolo e se sentindo aliviado por Tyler não ter obtido exito em sua tentativa. 

_ Como você descobriu onde fica isso? - perguntou para o filho. - Na verdade, como você sabe o que é um licor?

Olhou novamente para Rose, mas o menino respondeu mais rápido. 

_ Esqueceu que agora eu sei ler? - ele respondeu com o tom mais seguro que Chris já havia visto. -  E não sou bobo. Tio Zach vive pedindo essa garrafa quando vem aqui. Mamãe escondeu entre as papinhas da Sky na geladeira para que ele não fosse até o mostruário de bebidas e roubasse. 

Chris encarou o filho, não conseguindo transparecer nenhuma expressão. Sky fazia o mesmo, mas não entendia muita coisa, ela só queria ficar olhando para o irmão.

_ A esperteza veio da parte White do sangue, tenho certeza. - Rose quebrou o silêncio enquanto apertava as bochechas do sobrinho. 

Chris caiu na real, olhando para ela novamente.

_ Sério, cadê sua esposa? Não é possível que só eu ache isso anormal, preciso de apoio. - questionou. - Você ia deixar ele fazer isso? 

Rose sentou sobre o banco, pronta para numerar.

_ Primeiro, fui socorrer a Sky que estava aos berros enquanto você dormia. - ela justificou o motivo de não ter impedido Tyler. - E, segundo, Beth vai vir mais tarde com a minha mãe. 

Com o passar do tempo e a convivência, Christopher percebeu que Rose White era insuportavelmente entrona. Mesmo morando em Chewelah, estava em Los Angeles mais do que ele gostaria e, por mais que amasse a cunhada e sua presença, era difícil educar os filhos ao lado de alguém que tinha o prazer em ensiná-los a cometer coisas erradas. Apesar de tudo, ele a adorava e não sabia mais viver sem aquele dilema. Passava pela mesma coisa com Scotty, e, no caso de seu irmão, era ainda mais complicado explicar para as crianças o que era certo ou errado. Afinal, Scott Evans tinha o dom de cativar de forma rápida e mortal.  

Ele afirmou, deixando-a de lado. Pegou a garrafa sobre o balcão, saindo da cozinha em busca de um novo esconderijo. Afinal, Zach poderia chegar a qualquer momento. 

Em prol da sua má sorte, Tyler o seguiu.

_ Pai? 

_ Oi.

Ele o alcançou, dando passos largos para acompanhar o ritmo de Chris. 

_ Quando vou poder ter um quarto só para mim? - perguntou formalmente, unindo as mãos frente ao corpo e olhando diretamente para o homem. - Você e mamãe prometeram que quando o Peter fosse mais velho, ele poderia mudar de quarto. Ele já tem 14 anos e eu ainda tenho que dividir prateleira com todos aqueles troféus bobos.

Chris parou e olhou para o menino. 

_ Quando você parar de reclamar. Por que você não segue o exemplo do seu irmão? Daqui a pouco vai fazer 12 horas que ele não me pergunta sobre isso.

Sky, que ainda estava no seu colo, começou a indicar o chão, mostrando que queria descer. 

Quando Chris se situou, percebeu que estava na biblioteca e decidiu esconder as garrafas entre os alguns livros de Emma.

_ Boa estratégia, tio Zach detesta livros. 

_ Pois é, mas você não. - riu para o menino. - Não conta para ninguém e, se eu souber que você mexeu aqui, vai dormir junto com o seu irmão até depois que ele casar.

O pai se jogou sobre uma das poltronas enquanto Tyler se sentava no chão de frente a uma escultura de lego incompleta. Ele fez uma careta com o aviso, mas era o mais determinado dos filhos e seu histórico de desobediências era grande. Portanto, aquilo não era nada.

Tyler era muito parecido com o pai, mas tinha um jeito que lembrava o de Emma. A biblioteca era seu cômodo preferido da casa e já era de se imaginar que o de sua mãe também. 
Enquanto brincava, seus óculos iam até a ponta do nariz com frequência e Chris o observava, vendo a esposa em cada detalhe daquele menino.

Rose entrou na sala, pegando Sky no colo e a colocando dentro de um cercadinho. 

_ Cadê o Peter? - perguntou, também se sentando.

_ É mesmo... - Chris se lembrou do filho mais velho. - Eles não vão para a escola hoje, mas o despertador tocou. Já era para ele estar aqui. 

Os adultos olharam para Tyler, que deu a notícia com desanimo.

_ Continuou dormindo.

Chris passou as mãos no rosto, se pondo de pé.

Peter sabia que não iria para a escola devido o a surpresa de aniversário para sua mãe, mas não estava liberado para dormir até mais tarde. Ele ajudaria o pai com a decoração e isso havia sido combinado no dia anterior. 

_ Ele deu ataque de sonambulismo de novo. - a fala de Tyler deteve seus passos.

Não era primeira vez que o filho do meio questionava os hábitos noturnos do irmão e aquele era um bom argumento na hora de negociar um quarto individual. Entretanto, Chris e Emma investigaram. Por mais que Tyler tivesse inúmeras queixas sobre essa situação, Peter tinha um sono agitado, mas não saia da cama. 

Questionar o filho não lhe pareceu uma boa ideia naquele momento. Por isso, Chris passou por Rose e, com o olhar, lhe pediu silenciosamente que cuidasse das crianças.

Subiu as escadas e foi até o corredor, abrindo a última porta. Se deparou com um quarto escuro e estranhou a forma como os meninos o bagunçavam. O abajur ao lado da cama de Tyler era a única fonte de luz. 

Eles tinham muita coisa, mas Peter era o mestre em mantar tudo desorganizado. Todavia, ele cuidava muito bem do troféu de futebol americano que havia ganhado na escola no último ano. O objeto ficava em seu criado mudo, bem pertinho da cama. Porém, naquele dia, o mesmo estava jogado no chão, assim como as cobertas do menino.

Chris pegou o prêmio, olhando com orgulho as letras na placa:

Melhor Quarterback de 2034

Peter Sebastian Evans

Ele ainda dormia profundamente quando o pai devolveu o troféu para o lugar onde sempre ficava. Chris se sentou na ponta da cama, tocando as pernas do menino. 

_ Peter, acorda. 

Ele se mexeu, mas não abriu os olhos. 

_ Pete... - dessa vez, o balançou de leve. 

Ele se remexeu e, quando entrou no estágio entre realidade e sonho, acordou assustado. 

Chris se preocupou quando o viu encarar as cortinas a frente com os olhos arregalados. Seu rosto estava vermelho, tamanha a sua ansiedade. Ele ignorou totalmente a presentar do pai, se levantando e indo até a janela.

_ Filho? 

O menino não respondeu, olhando atrás das cortinas e pelo quarto. Ele iluminou o lugar quando afastou o que tampava a entrada da luz do sol e, ainda com o semblante desesperado, olhou para onde antes estava dormindo. 

_ Peter, o que está acontecendo? - Evans segurou os ombros do filho, tentando acalmá-lo. 

Ele, pela primeira vez, olhou nos olhos do pai, se permitindo abrir um sorriso radiante. 

_ Eu tive um sonho. - começou a contar, não abandonando sua felicidade enquanto as coisas começavam a se clarear em sua mente. - Nele eu sonhava com uma mulher, ela estava bem aqui. 

Ele apontou para onde os dois estavam e depois para a cama. 

_ Eu estava dormindo e acordava com a visão dela parada e me encarando. - continuou falando enquanto cada palavra fazia o coração de Chris se explodir com um sentimento que ele conhecia muito bem. - Ela sorria para mim e era o sorriso mais lindo que já vi. 

A mente de Chris o remeteu ao passado e a todas as dificuldades que passou a partir do momento que teve aquele mesmo sonho. Era como se tudo a sua frente tivesse sumido, seus olhos e seu corpo só conseguiam reviver aqueles momentos. Ele pensou na angustia e, depois, viu o filho sentindo o mesmo. Entretanto, olhou para as próprias mãos sobre o ombro do menino, encontrando a aliança do lado esquerdo. 

Tudo tinha um proposito. 

A carta de Amélia dizia que o filho havia ficado como memória... E se Peter não era apenas uma lembrança, mas a continuidade daquela história? 

A força abandonou o corpo de Chris e ele precisou buscar apoio, sentando-se na cama e tentando assimilar tudo que estava acontecendo. Peter, alheio a sua confusão, fez o mesmo ao se colocar do lado dele e mostrar que seus relatos estavam só começando: 

_ Pai... Acho que acabei de sonhar com a mulher da minha vida.

 


Notas Finais


Isso não foi um adeus. Nos encontraremos em breve.
No instagram @dwhite_book vocês podem ficar por dentro de tudo.
Um agradecimento especial vai para minha amiga Ju Candido que pensou na Sky, Tyler e Peter junto comigo ❤️
Obrigada por tudo, mais uma vez. Vocês são meus maiores presentes.
Mil beijos!


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