1. Spirit Fanfics >
  2. Connection (em revisão) >
  3. Epilogue

História Connection (em revisão) - Capítulo 44


Escrita por:


Notas do Autor


i'm back por pura insistência da thaís :)

só uma coisinha: MUITO OBRIGADA POR TODOS OS FAVORITOS, VOCES SAO AS COISAS MAIS LINDAS DA MINHA VIDA INTEIRAAAAA 💜💜💜💜

Capítulo 44 - Epilogue


Fanfic / Fanfiction Connection (em revisão) - Capítulo 44 - Epilogue

Grace Bay, Turks and Caicos Islands - Juny, 2023



Acordo e me sento na cama, passando a mão nos olhos enquanto bocejava e suspirando em seguida.

Olho para o lado e me deparo com a imagem de Gabriel dormindo de bruços, abraçado ao travesseiro. Sorrio com isso.

Com um impulso, jogo minhas pernas para fora da cama e me levanto, caminhando até o outro lado do quarto e parando na frente do berço de Ayla, sorrindo novamente ao vê-la dormindo serenamente.

Vou até a porta da sacada e a abro, tentando fazer o mínimo de barulho possível. É inevitável não sorrir ao sentir a leve brisa da madrugada bater contra meu rosto.

Observo o mar quebrar e aquilo me traz a tranquilidade que eu precisava.

Muita coisa havia acontecido desde que Ayla nasceu e eu e Gabriel nos casamos.

O futuro de Gabriel no time havia sido decidido e ele continuaria no Flamengo depois do fim do empréstimo em 2019. A Inter estava disposta a vendê-lo e o Flamengo estava disposto a mover céus e terras para poder contar com ele nas próximas temporadas, seria bom para os dois lados. A torcida rubro-negra quase enlouqueceu quando sua permanência foi anunciada, havia sido mesmo um momento bem emocionante para nós.

E mesmo tendo compromisso com seus treinos e jogos, Gabriel nunca deixou de ser um pai e um marido presente. Ele sempre dava um jeito de me surpreender quando estava conosco e eu via amor em todos os gestos.

Ayla - esta que já tinha seus dois anos - adorava o pai. Era lindo ver os dois brincando juntos, completamente imersos em um mundinho só deles. Eu amava ouvir as gargalhadas que ela soltava quando estava com ele, àquilo enchia meu coração de alegria e me dava a certeza de que estava tudo no lugar.

Eu havia terminado a faculdade de fotografia ano passado. Dhio e eu nos formamos juntas, assim como entramos. Havia sido uma cerimônia linda e foi maravilhoso ter toda minha família lá - e era óbvio que isso incluía os Barbosa.


Minha mãe havia se casado de novo. Depois de tudo que aconteceu com meu pai, ela resolveu se dar uma nova chance e encontrou alguém que pudesse amá-la como ela realmente merecia.

Meu padrasto era um cara legal, tratava minha mãe com respeito e nunca se atreveu a aumentar o tom de voz ao falar com ela. Eu realmente gostava dele e esperava que ele não pisasse na bola, porque eu juro que ia até o inferno atrás dele.


Lucas continuava na mesma; depois da decepção que foi seu relacionamento com Júlia, o garoto não se deu chances de amar novamente. Eu tentava fazer com que ele esquecesse o que aconteceu e recomeçasse, mas sabia que não era tão fácil assim.

Quando fosse para acontecer, aconteceria. Não adiantava tentar fazê-lo mudar de ideia para algo que já o machucou anteriormente, por isso decidi apenas apoiá-lo, seja lá qual decisão ele resolvesse tomar.


Lindalva e Valdemir haviam se tornado como pais para mim com o passar do tempo. Eu os amava e estar com eles me fazia bem. Eles também amavam Ayla e a tratavam feito princesa, as vezes eu quase enlouquecia com a forma como Lindalva a mimava.


Eu estava trabalhando com publicidade desde que me formei. Entrei lá como estagiária, quase que ao mesmo tempo em que me formei, e gostava mesmo de lá, mas tinha meus planos.

Tinha em pensamento montar meu próprio estúdio de fotografia e seguir os meus sonhos apartir daí. Era uma coisa grande demais e eu sabia disso, por isso eu dava um passo de cada vez.


Alícia e Giorgian se casaram em novembro de 2020, exatos um ano depois que o Flamengo conquistou a Libertadores da América. A cerimônia na igreja foi linda e eu me emocionei muito vendo minha melhor amiga tomando uma decisão tão importante.

Foi uma surpresa para todos quando, nos votos, Alí anunciou a gravidez. Giorgian não se segurou e foi as lágrimas, assim como boa parte dos convidados. Foi mesmo uma cena fofa e inesquecível!

Em abril do ano seguinte, Alena nasceu. Ela era tão linda, a perfeita combinação de Alícia e Giorgian.

Eu era apaixonada na minha sobrinha. Amava ir visitá-los para abraçá-la e encher seu rostinho de beijos enquanto ouvia sua risada gostosa.


Thaís e Reinier ainda estavam juntos, só que em Madri. O garoto havia recebido uma proposta do Real Madrid e não pensou muito antes de aceitar. Eles conversaram e Thaís foi junto para assistir sua apresentação, não escondendo o quanto se orgulhava do namorado e do que ele havia conquistado até aqui.

Meses se passaram até que Thaís conseguisse organizar sua vida aqui e voltar à Madri, só que para ficar dessa vez.

A garota terminou sua faculdade lá e parecia realmente gostar da capital espanhola. Adorava quando ela ligava e fazíamos a nossa tradicional noite das meninas.


Carla e Matheus haviam se separado e lembro-me de ter sido um tempo ruim para ela.

Haviam muitas brigas entre eles e ela já não aguentava mais, até que decidiu por um ponto final naquilo tudo. Eu e as meninas ficamos ao lado dela a todo momento, tentando levantar seu astral e fazendo com que ela saísse de casa.

Matheus era quem vivia ligando para ela afim de ganhar outra chance. O garoto demorou a aceitar o fim do relacionamento deles e Gabriel foi quem precisou ir conversar com ele para resolver a situação.

Não demorou muito para que Carla se encantasse por outra pessoa, esquecendo o Thuler de vez: Gerson Santos. Foi bem rápido como tudo aconteceu entre eles, em pouco tempo apareceram namorando, como permanecem até hoje.


Dhio havia engatado em seu primeiro relacionamento "de verdade" - como ela costumava dizer - ao fim de 2019. Ele era jogador de futsal do Santos e eles mantinham um namoro à distância, parecendo mesmo se gostar.

Gabriel havia dito à Nicolas, como descobri que se chamava, que se magoasse Dhiovanna, ele quebraria sua cara. Isso obviamente assustou o garoto. Lembro-me até hoje da cara de assustado que ele fez e de Dhiovanna batendo no irmão pela forma que agiu, foi mesmo engraçado e eu não pude evitar a risada.



Ri baixinho quando a cena daquele dia se fez presente em minha mente e senti o peito apertar de saudade de ter todos os meus amigos reunidos e da bagunça que era quando as meninas se juntavam.

Me assustei quando braços fortes abraçaram minha cintura e o perfume amadeirado que eu tanto conhecia invadiu minhas narinas.

- Tava viajando? - Gabriel perguntou, sua voz rouca me fazia perceber que ele havia acabado de acordar

- Só pensando em algumas coisas - respondi simples e ele riu nasalado

- Eu sei, você sempre está - disse beijando minha bochecha e se afastando, se escorando na cerca ao meu lado, eu ri fraco

- Como a Ayla está? - perguntei o fitando e tentando afastar o cabelo do meu rosto

- Dormindo feito um anjo. Nem parece o mesmo furacãozinho de hoje à tarde - respondeu e rimos

Deitei a cabeça em seu ombro e o mesmo deitou a sua sobre a minha enquanto encaravamos o mover das ondas e o nascer do sol que já começava a acontecer.

Eu nunca achei que isso pudesse acontecer - falei após alguns segundos em que o silêncio predominou

- Isso o que? - perguntou e eu pude sentir a confusão em seu tom se voz

- A gente. Você era tipo um daqueles sonhos inalcançáveis, sabe?! - falei e ele riu

- E você era uma daquelas coisas que eu nunca me achei merecedor para receber - ele disse e eu sorri, quase que, timidamente

Era impressionante que mesmo depois de anos convivendo juntos, eu ainda me sentisse tímida na presença dele. Eu ainda não entendia completamente o domínio que Gabriel era capaz de ter sobre mim.

- Mas agora estamos aqui - completou, me fazendo sorrir novamente

- E isso é só o que importa - respondi

A verdade era que perto de Gabriel eu parecia uma adolescente idiota descobrindo seus sentimentos.

Me afastei dele e me sentei em um dos banquinhos que tinha ali, o puxando para fazer o mesmo e deitando em seu ombro novamente.

- Você gosta mesmo fazer isso, não é? - ele perguntou - Digo, isso de acordar de madrugada e ver o mar quebrar enquanto espera o dia amanhecer - especificou e eu assenti

- Eu gosto porque isso me ajuda a não esquecer de tudo que aconteceu pra gente estar aqui hoje - respondi - Funciona como uma terapia pra mim - dei de ombros

- Doideira, mané - falou e eu ri - Não entendo como você consegue fazer isso quase todos os dias. Quer dizer, eu só levantei agora porque quando acordei você não estava lá - ele disse

- É só uma coisa idiota que eu gosto de fazer, nada demais - respondi e ele assentiu - Gab - o chamei enquanto me ajeitava e ele me encarou -, você sempre quis ter filhos? - perguntei

- Sim, mas nunca achei que pudesse ser um bom pai - ele disse e abaixou a cabeça

- Não acredito no que acabei de escutar. Gabriel, você já parou pra analisar tudo o que faz pela Ayla, mesmo com todos os seus compromissos? Você é um pai incrível pra ela! - falei e ele me fitou, me mostrando um daqueles belos sorrisos que eu tanto amava

- Mas por que essa pergunta agora? - questionou me fitando e eu me remexi desconfortável

- Por nada. Eu acho que quero voltar a dormir. Vamos voltar a dormir? - falei rápido demais, ameaçando levantar e ele segurou meu pulso, me fitando com o cenho franzido

- O que? Lou, o que aconteceu? - perguntou e eu suspirei

- É só que... - fiz uma pausa e mordi o lábio, me perguntando se aquela era mesmo a melhor oportunidade para fazer aquilo

- Você está me assustando, Louise - ele disse e eu acabei rindo

- A Ayla vai ganhar um irmãozinho - falei e ele arregalou os olhos, me fazendo prender o riso

- Você está mesmo grávida? - perguntou e eu assenti, vendo seus olhinhos brilharem

Gabriel me puxou sutilmente pela cintura para que pudesse me abraçar e eu sorri quando o ouvi fungar, me apertando ainda mais em seus braços.

- Você me faz o cara mais feliz do mundo! - ele disse e eu sorri, sentindo o coração transbordar de felicidade

Eu amava Gabriel com todo meu coração, chegava a doer e eu não tinha vergonha de admitir isso. Eu deveria mesmo ser a pessoa mais sortuda do mundo para viver todas essas coisas com tão pouca idade.


E eu juro que não me arrependia de nada que aconteceu.


- Eu te amo! - falei quando nos separamos do abraço e ele sorriu, colando os nossos lábios

E, por mais que soasse clichê, não importava quantas vezes Gabriel me beijasse, as sensações sempre seriam como se fosse a primeira vez que aquilo acontecia.


E eu realmente amava tudo aquilo.


- Ganhei campeonato carioca, brasileiro e até libertadores, mas minha maior conquista foi o seu coração, gatinha - ele disse e eu ri

- Ok, essa foi péssima - falei e ele fez biquinho

- Poxa, eu me esforcei tanto nisso - falou e rimos - É mesmo um menino? - perguntou e eu assenti - Quando descobriu?

- Já faz umas duas semanas - falei - Por aí

- Ei, campeão, aqui é seu papai - ele disse se abaixando e colocando a mão em minha barriga, acariciando ali -, quero que saiba que eu já te amo tanto que eu juro que daria a minha vida por você. Eu e sua mãe estamos ansiosos pela sua chegada, você vai ser muito amado, assim como sua irmãzinha, a Ayla. Você tem que ver como ela é linda, cara, é a cópia perfeita da sua mãe. Mal posso esperar para jogar com você e te ensinar tudo que sei. Eu só espero que o tempo passe voando porque eu já não vejo a hora de ter você em meus braços. - falou e eu sorri com o rosto repleto de lágrimas

- Odeio quando você faz isso, eu fico toda emotiva - falei e ele riu, beijando a ponta do meu nariz em seguida

Passamos mais algum tempo conversando e rindo de coisas que só nós entendíamos, vivendo em um mundo só nosso como era sempre que estávamos juntos.

Gabriel e eu não éramos um casal perfeito e estávamos longe de sermos. Nós brigávamos como todos os outros, não existe relacionamento melhor que outro. Mas a nossa conexão era o que sempre nos fazia voltar um para o outro, como tudo deveria ser.

Era muito louco o que eu sentia por Gabriel e chegava a ser assustadora a forma como eu me sentia totalmente dependente desse sentimento.

O choro de Ayla cortou o ambiente e eu me levantei para pegá-la e verificar o que havia de errado.

Depois de alimentá-la, caminhei de volta à sacada com a garotinha no colo, esta que tinha a cabeça deitada em meu ombro enquanto segurava seu inseparável ursinho de pelúcia.

Gabriel pegou Ayla de meu colo quando a menina estendeu os braços para ele e abraçou minha cintura.

Ali, vendo o mar quebrar e o sol nascer, eu percebi que estava completa. Não me faltava nada, eu só precisava disso para viver.



Toda a nossa infinita conexão.


Notas Finais


ok, esse é o fim DE VERDADE VERDADEIRA eu juro q não volto com essa história mais.

obrigada a todo mundo q acompanhou até aqui, voces foram incríveis!

não esqueçam de comentar aqui embaixo, é importante e me motiva mt :)


💜💜💜.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...