História Conqueror (G!P) - Capítulo 21


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
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Palavras 2.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - Jantar.


— Eu não sei o que deu em mim, Dinah. — Alexa dizia olhando para mim. 

Seus olhos não demonstravam muito mais do que arrependimento. E ela seria uma tola se não se sentisse culpada. Quando eu conheci Alexa, ela estava ao lado de Lauren e eu tive a sensação de uma protegia a outra, mas vez ou outra, faltava uma tal reciprocidade. 

Eu tinha plena consciência de como era difícil para Lauren expressar qualquer sentimento, portanto, fiquei surpresa quando soube que ela havia dado o primeiro passo. 

Alexa e eu sempre conversamos muito sobre a "quedinha" de Lauren. Eu sabia que a primeira era indiferente à segunda, novamente, não entendi porque ela havia aceitado namorar Lauren. 

Não sei se para não perder a amizade, ou pelo simples fato de adorar magoar as pessoas. Este era um defeito de Alexa Ferrer que Lauren jamais enxergaria. 

— Você vêm iludindo sua melhor amiga há um bom tempo, e eu não disse nada! — Comecei enfezada. 

Alexa estava sentada sobre a arquibancada vazia. Era hora do intervalo. 

— Mas eu não vou aceitar que brinque com a cara de Lauren desta maneira. — Cruzei os braços, ainda era difícil acreditar.

Alexa me olhou profundamente. 

— Você... Se apaixonou por ela, não foi? — Perguntei me rendendo.

Sentei-me ao seu lado vendo-a assentir. 

— Lauren não é como as outras garotas com quem já fiquei. — Disse. 

É claro que não era. Lauren não estava disposta a usar ninguém para se sentir melhor. 

— Boa sorte em conquista-la de volta. — Falei olhando para a garota de soslaio. 

Eu conhecia Lauren tempo o suficiente para saber que ela deveria estar se sentindo péssima. 

— Co-Como assim? — Alexa gaguejou segurando meu braço. 

Olhei para ela como se fosse idiota. 

— Você não acha que ela vai voltar rastejando, acha? 

Então vi o terror nos olhos dela. Alexa finalmente havia entendido que Lauren não voltaria com ela. 

 

[...] 

 

Camila POV.

 

— A festa foi incrível! — Amy disse com sua voz irritante. 

Era uma espécie de cadelinha de Jessica, do mesmo jeito que ela era a minha. 

Encarei a loira por trás do meu copo, sorrindo ao vê-la odiar-se por escolher uma caloura irritante. 

— Claro. — Harry respondeu automaticamente. 

Ele ainda estava bravo comigo pelo "showzinho". 

Me aproximei dele roçando nossas pernas por baixo da mesa, sua mão pousou em meu joelho e ele sorriu fraco para mim. 

— Harry não gostou tanto assim. — Jessica disse com a voz esganiçada, notando a nossa interação. 

Harry olhou para ela um pouco irritado por ser interrompido. 

— Preferia que minha namorada fizesse o show particular, não público. — Ele disse. 

Ri fraco. 

— Bela festa, Jess. — Disse sorrindo para ela. 

A loira revirou os olhos. 

— Minha festa rendeu até términos de relacionamentos. — Ela disse um pouco chateada. 

Engoli meu refrigerante diet. 

— Do que você está falando? — Semicerrei os olhos. 

Jessica apontou com a cabeça para o outro lado do refeitório, atrás de mim. 

Virei o pescoço lentamente encontrando Lauren, ela comia um sanduíche sozinha enquanto olhava fixamente para a mesa. Os óculos disfarçavam bem suas olheiras e as bochechas estavam cheias. 

— A namorada dela estava chupando uma garota no quarto do meu irmãozinho. — Jessica disse balançando a cabeça. — Pobrezinha. 

Então todos já estavam sabendo sobre a traição de Alexa. 

— Que vacilo. — Amy disse fazendo beicinho. 

— Também, com uma aparência dessas... — Jessica riu. 

Empurrei a cadeira, levantando-me. 

— A sua não está muito melhor, Saylor. — Disse entredentes e puxei Harry junto comigo.

— O que foi aquilo? — Ele perguntou enquanto seguíamos para o ginásio. — Pra onde estamos indo? 

Continuei andando, ouvindo meus saltos baterem no chão. 

— Droga, Camila! — Ele esbravejou soltando seu pulso do meu aperto. 

— Pensei que gostaria de uma diversão. — Falei irritada. 

— Você anda bem estranha. — Ele disse me olhando. — Jessica me disse que te viu chegando com a nerd estranha. 

Engoli em seco, me aproximando dele.

— Você e ela por acaso são amigas íntimas agora? — Perguntou. 

Ri descaradamente. 

— Claro que não. Só precisei da carona. Ela é minha vizinha! — Esclareci, esperando que ele acreditasse em mim. 

Harry me olhou por alguns minutos, me dando a chance de consertar minha mentira, mas eu não o faria. 

Então ele me abraçou, beijando meus cabelos. 

— Tudo bem. — Ele disse por fim. 

Seu perfume amadeirado invadiu minhas narinas, misturando-se com o meu. Era uma boa combinação. 

O sinal tocou no mesmo instante fazendo com que nos separássemos. 

— Eu vou querer aquela diversão mais tarde, shawty. — Ele disse segurando minhas mãos enquanto sorria maliciosamente. 

Sorri de volta assentindo. Afastei-me deixando um singelo beijo em sua bochecha, e caminhei até o segundo andar. 

Eu odiava aulas de matemática, mas ultimamente eu entendia mais do que realmente gostaria, e isto era graças à Lauren. 

Parei no corredor quando notei que estava praticamente vazio, a não ser por duas pessoas que conversavam seriamente.

Lauren estava encostada à parede, enquanto Alexa falava com os braços cada um ao lado do rosto da menor. Era visível o desconforto de Lauren. 

— Me perdoa, Laur. Eu juro que aquilo nunca aconteceu antes e não vai se repetir! — Alexa dizia desesperadamente. — Eu só... Eu me apaixonei por você. 

Continuei olhando atentamente. Lauren tinha aquela expressão chorosa no rosto e Alexa parecia amargamente arrependida. 

— Eu te disse que está tudo bem. — Lauren disse com a voz embargada. — Eu te perdoo. 

Respirei fundo. Lauren tirou os braços de Alexa de perto e se aproximou da garota. Alexa sorriu fraco. 

— Mas eu não acho que devemos ficar juntas. — Então a garota murchou rapidamente, deixando que as lágrimas viessem. 

— P-por que? — Alexa gaguejou com a voz esganiçada. 

Era óbvio o seu desespero, seu medo. 

Lauren respirou fundo, fechando os olhos. Então encarou a garota mais uma vez, seus ombros encolheram como se ela se sentisse diminuída. 

— Eu não posso dar o que você quer. Não posso mais corresponder seus sentimentos. — Lauren disse chorando. 

Alexa se afastou devastada com as palavras de Lauren. Ela certamente não esperava que a garota não fosse mais recíproca à ela. 

— Desculpe. — Lauren sussurrou caminhando para a sala de matemática. 

Respirei fundo, ajeitando meu cabelo e então andei para a sala novamente pisando firme para que meu salto ecoasse pelo corredor. Alexa ignorou minha existência, e sentou-se no chão, chorando baixinho. 

Era ruim eu não sentir pena dela, e eu nem sabia o motivo. Por alguma razão, eu estava aliviada por ver Lauren longe daquela garota. Ela merecia coisa melhor. 

— Atrasada, Cabello. — A professora disse, olhando-me feio. 

— Desculpe. — Falei simples caminhando até o fundo da sala.

Procurei Lauren com os olhos, encontrando-a do outro lado de onde eu estava. 

Havia um lugar vago ao seu lado, e poderei se deveria ou não ir até lá. 

Claro que não, Karla! 

Sentei-me frustrada, abrindo o caderno.

— O limite de f(x) quando x tende a 1 é igual a 5. O limite de f(x) quando x tende a p não depende do valor que f(x) assume em p, mas sim dos valores próximos a f(p). — A professora explicou, fazendo com que meu cérebro desse um nó. 

Encarei Lauren, ela parecia entender perfeitamente já que fazia anotações. Seus ombros pareciam lever e ela também parecia melhor. Me perguntava, por que é que ela não podia mais corresponder aos sentimentos de Alexa?

De qualquer maneira, acabei dormindo no meio da aula. 

 

[...]

 

Cheguei em casa com Harry em meu encalço. Meus pais e minha irmã não estavam, então nós poderíamos ficar juntos a tarde toda. Não que a ideia fosse minha.

— Você quer almoçar? — Perguntei para ele, enquanto tirava meu casaco. 

Harry negou, olhando-me com luxúria. 

— Você não me trouxe na sua casa para comer comida. — Ele disse. 

Revirei os olhos para o trocadilho grosseiro e subi as escadas até o meu quarto. 

Guardei minha bolsa e despi-me, pronta para tomar banho. Fiz questão de demorar mais do que o necessário só para adiar o que estava para acontecer. 

Quando saí do quarto, Harry estava na minha janela lateral, olhando para a casa branca. 

— O que está fazendo? — Perguntei segurando minha toalha. 

Ele virou o rosto para mim sorrindo. 

— Observando sua vizinha. — Disse dando de ombros. — Não entendo essa garota, tem tudo para ser bem-vista naquele colégio, mas prefere ficar se escondendo. 

— Nem todo mundo precisa da popularidade. — Falei mais para mim mesma do que para Harry. 

Ele mal pareceu prestar atenção em minha palavras. 

— Ela tem dinheiro, pais com nome. E nem é feia. E é amiga da Dinah.

Harry completou. Ele parecia ter um ponto, como se Lauren precisasse de uma "solução."

Caminhei até ele fechando as cortinas da janela.

— Deixe a garota. — Revirei os olhos. 

Harry sorriu de canto e agarrou minha cintura. 

— Você não precisa ter ciúmes... — Ele brincou se aproximando lentamente. 

Eu não precisava ter ciúmes mesmo. 

Beijei os lábios grossos do meu namorado, esperando sentir aquela sensação explodir dentro de mim. Mas tudo parecia estranho. Ele parecia me beijar rápido demais, seus lábios eram delicados, mas ainda assim me incomodavam.

Tentei afastar aquele pressentimento e passei a tarde enroscada com Harry em minha cama.

 

Lauren POV. 

 

Desliguei o computador sentindo meus olhos arderem. Não eram lágrimas, só estava cansada da claridade. 

Escutei a porta do carro bater do lado de fora, minha mãe deveria ter chegado. Corri para cama e peguei um livro. Ela já falava o suficiente que eu passava tempo demais em frente ao computador. 

Abri uma página aleatório do livro, percebendo que se tratava de Os Instrumentos Mortais. 

"Declarações de amor me entretém, sobretudo quando não há recíproca."

— Lauren?

Li e fechei o livro no mesmo instante, Jace era mesmo um esnobe. 

— Mãe. — Respondi. 

Em segundos ela apareceu na porta do quarto com um sorriso fraco. Sorri de volta e escorreguei para fora da cama. 

Ela abraçou-me levemente. 

— Você já comeu? — Perguntou. 

Neguei enquanto sentia minhas bochechas serem esmagadas por suas mãos finas. 

— Ótimo, vou fazer o jantar. Teremos companhia. — Ela disse animada e saiu andando.

Fiquei perdida entre a porta do meu quarto e o corredor. Como assim teremos companhia? 

Suspirei e fui para o banheiro. Provavelmente deveria ser alguém do fórum, então eu gostaria de estar bem. 

Ainda que não estivesse de fato. 

O banho durou cerca de quarenta minutos, e em todo este tempo milhares de pensamentos cruzavam minha mente. 

Alexa. Dinah. Escola. Mãe. Camila! 

Camila, quem eu havia afastado recentemente. Eu não poderia passar tanto tempo perto dela, e tinha medo do porquê. 

Saí do banheiro com o cabelo pingando em minhas costas, a sensação me acalmava. 

Escolhi uma calça preta e uma camiseta branca. Nos pés, um tênis all star preto. 

Enrolei a toalha na cabeça e joguei-me na cama olhando meu celular. 

Havia centenas de mensagens de Dinah e nem uma de Alexa. Tudo bem, eu entendia. 

Estava entrando no Twitter quando ouvi algo do lado de fora. 

Corri para a janela da frente me esquivando atrás das cortinas. 

— O que eu falei sobre este garoto dentro da minha casa? — Ouvi alguém praticamente gritar. 

A mãe de Camila saía de seu carro com aquela expressão carrancuda de sempre. Ela olhava para alguém na porta de sua casa. 

Então Camila surgiu usando um shorts fino de algodão e uma blusa de malha com alças. 

Ela cruzou os braços para sua mãe com o cenho franzido. 

— Eu já disse que não quero você perto daquele rapaz, Karla! Mas se não vai me obedecer, não traga seus colegas delinquentes para dentro da minha casa! — Sinuhe esbravejou mais uma vez. 

Camila disse algo baixo demais para que eu pudesse ouvir. Com certeza estavam falando sobre Harry.

Sinuhe olhou para ela completamente indignada e entrou pra casa pisando firme. 

Camila observou enquanto a mulher sumia, seus ombros estavam caídos, como se algo fizesse força para baixo. 

Então ela virou-se rapidamente na minha direção. Escondi-me atrás da parede, não seria legal que ela soubesse que eu estava bisbilhotando sua vida. 

Ah, quem eu quero enganar? Eu sei praticamente tudo sobre a vida de Camila Cabello só olhando através de janelas. Como sabia que ela tentava receber aprovação de sua mãe megera. 

— Lauren? 

Minha mãe chamou, aparecendo no meu quarto. 

— Tire a toalha filha, os convidados estão chegando. — Ela disse sorrindo abertamente. 

Me lembrava das poucas vezes em que minha mãe havia sorriso daquela forma, na maioria delas, incluía a presença do meu pai.

Assenti feliz por vê-la tão relaxada. 

Minha mãe se aproximou, acariciando meu rosto. 

— Por que eu sinto que aconteceram muitas coisas quando eu estivesse fora, mocinha? 

Arregalei os olhos sentindo minhas bochechas esquentarem. Eu não havia me preocupado em contar para minha mãe sobre Alexa, com certeza ela ficaria completamente animada e não me deixaria em paz. Então, preferi fingir que nada havia acontecido. 

— Não aconteceu nada mãe. — Revirei os olhos, pensando em outra coisa. — Rá! Eu ganhei um concurso online e vou para Nova Iorque daqui algumas semanas para um torneio valendo quinze mil dólares em dinheiro vivo! O que acha? — Arqueei as sobrancelhas orgulhosa de mim mesma. 

Minha mãe fez uma careta, mas acabou sorrindo. 

— Tudo bem, não demore para descer. — Ela me abraçou rapidamente e saiu do quarto. 

— Isso quer dizer que eu posso ir? — Perguntei gritando pela casa. 

— Depois falamos sobre isso. — Ouvi minha mãe gritar de volta.

Ri comigo mesma e fui até o banheiro para pentear o emaranhado de cabelos. 

Não poderia dizer que me sentia aliviada com o que havia acontecido. Eu gostava de Alexa, mas era possível que eu tivesse confundido o amor? Afinal, como eu poderia saber? Nunca amei ninguém antes. 

A questão é que eu já não sentia mais que deveria ficar com ela, de alguma forma. Eu sabia que não havia beijado Camila só porque era atraente.

E se estivesse gostando de Camila Cabello? 

Droga, eu estaria muito ferrada! 

 

[...]

 

— Filha, esta é minha grande amiga, Patricia Brooke e sua adorável filha, Allyson Brooke. — Minha mãe apresentou, apontando para as duas mulheres completamente semelhantes. 

Bom, a filha era um pouco baixinha. Tinha cabelos loiros e lábios bonitos. 

— Oi. — Falei timidamente.

Eu não me lembrava da última vez em que minha mãe tinha recebido convidados em casa para um jantar. Aquele com certeza, era algo amigável. 

— É um prazer conhecer a filha de Clara. — Patricia disse, a voz dela era bonita e calma. Como se estivesse cantando. 

Sorri para ela abertamente. 

Allyson continuava me encarando com os olhos brilhantes e castanhos, ela usava saltos e uma saia extremamente curta.

— Oi, Lauren. — Ela disse sorrindo e estendendo a mão para mim. 

Engoli em seco apertando a mão da garota rapidamente.

— Bom, vamos jantar. — Minha mãe disse animada. 

Ela abraçou meu ombro me guiando para a sala de jantar. 

Poucas eram as vezes em que minha mãe cozinhava, mas quando o fazia, era pra valer. 

A sala estava impregnada com o cheiro de cordeiro assado. Ela havia posto a mesa e uma garrafa de vinho me chamou a atenção. Minha mãe só bebia vinho na presença de meu pai. Tive a leve impressão de que aquele jantar seria longo.


Notas Finais


Hello!!!


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