História Conqueror (G!P) - Capítulo 22


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Visualizações 93
Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vocês comentam e eu apareço rapidinho <333

Capítulo 22 - Sua melhor versão.


Fanfic / Fanfiction Conqueror (G!P) - Capítulo 22 - Sua melhor versão.

 

Eu estava certa sobre o jantar. Patrícia e minha mãe quase esvaziaram a garrafa de vinho. A mulher era bastante simpática e descobri mais tarde que era advogado criminalista, como minha mãe. 

— E você Lauren? — Patricia perguntou, depositando sua taça vazia sobre a mesa. — Quer seguir qual área do direito? — Finalizou a pergunta com um sorriso curto. 

Limpei os cantos da boca, consciente dos olhares sobre mim.

— Ahn... — Pensei à respeito. 

Ainda não tinha certeza se gostaria de seguir a carreira dos meus pais. Eu bem sabia quantos problemas aquela profissão havia nos trazido.

— Provavelmente a área civil. — Falei franzindo o cenho. 

Minha língua ainda tinha o forte gosto de cominho. 

Minha mãe fez uma careta, bebericando mais de sua taça. 

— Ah! Eu também! — Allyson disse completamente animada. — Talvez até entremos na mesma universidade. 

Sorri amarelo para ela, assentindo.

Podia sentir o olhar de bambi da minha mãe pesar sobre mim. A ponta do sapato dela me cutucou por debaixo da mesa e eu a olhei de soslaio. 

Minha mãe escondia um sorriso por trás do garfo que levava um pouco mais de comida até a boca. 

— Por que não mostra a piscina para Allyson? — Minha mãe disse com o tom de voz dócil.

Trinquei o maxilar impedindo que meus dentes rangessem. 

— Acho que ninguém está interessado em ver a piscina mãe. — Tentei contornar. 

O ruído dos talheres de Allyson batendo contra o prato me fizeram encará-la. 

— Na verdade, eu adoraria. — Ela sorriu amigavelmente. 

— Allyson participava da equipe de natação do colégio anterior. — Patricia sussurrou como se contasse um segredo. — Ela está planejando entrar na equipe do seu colégio. 

Engasguei com o copo d'água. 

— Então... Vocês estão se mudando? — Perguntei tentando controlar a voz. 

Ninguém havia mencionando aquilo antes.

— Sim. Sua mãe propôs que eu trabalhasse em seu lugar na empresa, já que ela planeja aceitar o cargo no fórum. — Patricia esclareceu. 

Arqueei as sobrancelhas para minha mãe. Ela sorriu fraco, como que pedindo desculpas por não ter dito antes.

— Entendo. — Falei um pouco receosa. — Bom, vamos até a piscina.

Levantei-me sentindo os ombros murcharem. Sabia o quanto aquele trabalho significava para minha mãe, mas também sabia que provavelmente ela teria que passar mais tempo fora de casa. 

Allyson levantou-se pedindo licença e seguiu-me em silêncio até os fundos da casa. Destranquei a porta de vidro avistando a piscina que já não tinha mais utilidade. Eu não me interessava por aquele esporte e lazer, mas conhecia alguém que adoraria entrar na água. Sorri imaginando porque nunca havia convidado Camila para nadar em minha casa. 

— Pensando em algo engraçado? — Allyson perguntou, tirando-me de devaneios.

Neguei com a cabeça. 

— Não é nada. — Encarei-a. — Você nada desde quando? 

— Desde sempre. — Ela assentiu. — Acha que tenho alguma chance na sua escola? 

Cruzei os braços, vendo enquanto a água se movia lentamente. 

— Eu não sou a pessoa certa para dizer. 

Allyson assentiu com um suspiro. 

— Você é uma atleta dos livros, não é? — Ela perguntou sorrindo, então aproximou-se devagar. 

— Quase isso. — Sorri para ela.

— Sabe, minha mãe não disse que a filha de Clara era tão bonita. — Ela disse, chegando cada vez mais perto. 

Arregalei os olhos sentindo todo o meu rosto queimar. 

— A... O-o que? — Gaguejei rindo. 

Ela estendeu a mão tocando meu rosto. 

A garota batia em meus ombros, o cheiro forte do perfume doce invadiu minhas narinas. 

— Lauren? 

Allyson afastou-se num pulo. 

O portãozinho de ferro rangeu e Camila passou com ele, com um rosto vermelho.

— Camila? — Indaguei confusa. 

Ela se aproximou com um sorriso nervoso. Usava a calça do pijama de flanela e uma regata preta que marcava perfeitamente sua busto. 

— Pensei em vim ver como está. — Ela disse com um quê de animação. 

Suspeitei então que estava mentindo descaradamente. 

— Oi, eu sou Ally Brooke. — Allyson disse estendendo a mão para Camila. 

A latina encarou a garota menor dos pés a cabeça. E sorriu forçado. 

— Camila Cabello. — Disse. 

Allyson arqueou as sobrancelhas e abriu a boca. 

— Ah! Então você é a capitã do time de natação?! — Ela disse animada. 

Olhei para a baixinha imaginando como ela tinha aquela informação. 

Camila assentiu cruzando os braços. Uma expressão de tristeza atravessou seu rosto, aposto que estava imaginando quando voltaria para as competições. 

— Sim, no momento estou afastada. — Camila disse mantendo a voz firme. 

Allyson abaixou a cabeça. 

— É uma pena, esperava que pudesse me aceitar no time. — Ela disse. 

Tive a leve impressão de que estava fingindo toda aquela tristeza. Allyson com certeza tinha a aparência de um anjo, mas estava longe de ser um. 

Era estranhamente semelhante à Camila. 

— Quem sabe na próxima. — Camila disse com descaso. 

Encarei a latina, e ela olhava para mim com um brilho nos olhos desconhecido por mim. Imaginava qual era o real motivo por ela estar ali. 

— Ally? — A porta da casa fora aberta e Patricia surgiu, juntamente de minha mãe. 

— Camila! — Minha mãe saudou, feliz até demais. 

Ela desceu os pequenos degraus e abraçou Camila fortemente. 

Assisti a cena com a estranha sensação de que aquilo se repetiria mais vezes. 

— Oi Clara. — Camila sorriu para minha mãe. 

— Bom, nós já vamos. — Patricia disse segurando a filha pelos ombros. — Foi um prazer, Clara. 

Minha mãe sorriu, abraçada aos ombros de Camila. Suspeitei que se ela soltasse a garota, cairia. 

— Sempre serão bem-vindas! — Minha mãe finalizou. 

— Tchau, Lauren. — Allyson virou-se para mim e abraçou meus ombros demoradamente. 

— Tchau. — Falei baixinho, sem saber o que fazer. 

Minha mãe finalmente largou Camila e acompanhou as duas mulheres para fora da casa. 

Camila continuou a me encarar com os braços cruzados abaixo dos seios.

— Então... — Balbuciei. 

— Amiga interessante. — Camila cortou. 

Revirei os olhos e sentei-me na espreguiçadeira de madeira. 

— Ela não é minha amiga. Acabei de conhecer. — Esclareci. 

Camila sentou-se aos meus pés apoiando as mãos dos dois lados entre minhas pernas. 

— Aposto que ela adoraria te conhecer melhor. — Camila resmungou.

— O que? — Fingi não ter entendido.

Eu poderia não ser experiente em muitas coisas, mas eu sabia um pouco sobre ciúmes. Havia visto muito disso com Alexa e seus outros relacionamentos. 

— Nada. — Ela balançou a cabeça. — Você está bem? 

Suspirei assentindo. 

— A parte mais estranha é que eu não sinto nada a respeito disso. — Admiti. 

E não sentia mesmo. Não estava me importando de namorar ou não com Alexa, mas tinha certeza de que sentiria falta de sua amizade. 

— Só fico pensando se ainda vamos ser amigas. 

Camila me encarou com um sorriso fraco.

— Vocês vão superar, Laur. — Ela afagou minha canela. 

Sorri para ela e encolhi-me na espreguiçadeira, fazendo sinal para que Camila se deitasse ao meu lado. 

— Eu preciso voltar. — Ela disse apontando para a casa. 

Puxei sua mão. 

— Você me deve essa. — Semicerrei os olhos. 

Camila fez uma careta cedendo, e deitou-se ao meu lado em silêncio. O céu estava estrelado acima de nós, mesmo que houvesse algum sinal de chuva de aproximando. 

— O que você vê? — Camila indagou de repente. 

— No céu? — Perguntei, olhando para a garota de soslaio. 

Seu cabelo castanho se espalhava por todo seu busto e parte do meu braço, emanando um cheiro de shampoo de cereja. Camila assentiu.

— Órion. — Falei apontando para as três estrelas próximas. 

Camila seguir o meu dedo e riu baixinho.

— Você quer dizer, as três marias, não é? — Ela disse deitando a cabeça em meu ombro. 

— Não, Camz. O nome correto é Órion, são três estrelas próximas que possuem o mesmo brilho e são perfeitamente alinhadas. — Expliquei.

— Camz? — Ela levantou a cabeça me encarando. 

Senti meu rosto enrubescer e sorri fraco. 

— Eu gostei. — Ela disse e voltou a se deitar.

Ficamos em silêncio por alguns instante até que ela voltasse a falar novamente. 

— E o que você vê em mim? — Sussurrou. 

Camila dedilhou seus dedos por meu braço até que encontrasse minha mão, e entrelaçou nossos dedos. 

— Tudo o que eu vejo é você. — Falei devagar. — Como luta para que sua irmã tenha uma boa vida. Sei que tenta deixar sua mãe menos neurótica, e sobrevive aos seus "amigos." Sinceramente, pra mim eles não passam de um bando de ditadores, Camz. — Ri e ela fez o mesmo. — Acho que você é extraordinária quando não está tentando manter a pose. Eu gosto da Camila que aparece na minha casa de pijama só para saber se eu estou bem, ela é linda. E para mim, a sua melhor versão.

Camila riu baixinho, brincando com os meus dedos. 

— Obrigada.


Notas Finais


Eu amo um otp


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