História Conquistando o Infinito - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Cadeirante, Cega, Destino, Encontro, Felicidade, História, Histórias, Novela, Olivia Cooper, Paixão, Romance, Superação, Thatty S, Vida
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Palavras 2.412
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Será que é má sorte?


"Wendy ligando." 


"Wendy Ligando." 


-Amiga maravilhosa! que saudades! - falou Wendy após eu atender o telefone. 


Wendy estava ocupada com os negócios da faculdade, e também, com o seu novo namorado,e intercalava sempre que podia para vir aqui em casa. Foi então que eu sorri ao ouvir a voz dela, depois da tristeza que eu estava sentindo por finalmente pedir que Peter seguisse o seu rumo. 


-Ola minha doidinha! Que saudades de você também. Vamos para o ateliê escolher o vestido de casamento do Peter? - falou Wendy toda animada. 


-Ahm…..sabe….eu acho melhor não sabe Wen, eu, prefiro ficar afastada e seguir a minha vida. - falei sendo bem sincera.


-Mas como assim Olívia, nós fomos convidadas. Ah qualé! Vamos! Vai ser divertido. E até quem sabe você não conheça alguém novo e diferente? - falou Wendy toda impolgada. 


-Mas não é porque estou solteira que vou saindo beijando o primeiro cara que aparecer Wendy. - falei séria. 


-Mas não precisa morrer porque o Peter está casando! Liv, você precisa erguer a cabeça e se permitir. Por favor, faça por mim! - falou Wendy implorando. 


-Está bem, está bem. Quando vem passar aqui?- falei meia desanimada. 


-Eu vou passar aí 18:00 horas. Vou chegar um pouco atrasada, mas não faz mal não né? - falou Wendy toda feliz. 


-Não….claro que não Wendy. - sorri. 


-tchaaau… - Wendy desligou o celular. 


Fazia exatamente duas semanas que eu não saia de casa, zero vontade, zero desejo, eu só queria ficar aqui, quietinha, eu não pensava em mais nada. O fato de Peter está se casando nesta semana, me deixava tão triste, eu sei que era errado, e que eu tinha que ficar feliz pela felicidade dele, mas só o fato de não vê-lo, de não poder simplesmente conversar com ele. Não sei se isso era ser egoísta, mas eu amava estar com ele, e estava lutando contra todos esses sentimentos confusos, e decidindo de vez a deveria seguir a minha vida, e ir no casamento dele, não era uma opção boa no momento, mas por outro lado, eu queria que Peter tivesse a certeza de que eu estaria sempre com ele,mesmo não do modo como eu gostaria. E era por essa razão que eu ia nesse casamento, mas meu coração estava partido,mesmo que eu não conseguisse ver ele vestido de terno, e a Andressa vestida de noiva, eu podia sentir, ver de outra forma,e é isso que as pessoas não conseguem entender, que cegos vêem, vêem com a imaginação, vêm com a memória,cegos vêm com o coração e nesse momento,eu só queria parar de ver. 


-Filha, Wendy me ligou dizendo que vamos vestir vestido para  o casamento do Peter. Ela disse que você topou, mas não sei o porquê não senti a vontade com isso. - falou minha mãe sendo muito sincera. 


-De fato mãe, ainda bem que a Sra me conhece, de verdade, eu não queria ir nesse casamento. Mas Wendy me convenceu a ir. Falou tanto na minha cabeça que eu acabei cedendo, e também quem sabe não distrai. - falei erguendo os ombros.


-Filha,você tem certeza? Você não sai faz tempo. - falou minha mãe sentando na minha cama e eu senti pelo seu olhar que ela estava me observando.


-Bem, tenho mãe, eu preciso me distrair um pouco. E também, sou madura,e o Peter sempre foi o meu amigo, e eu tenho que fazer alguma coisa por ele. Nem que me doa tanto. - falei respirando fundo. 


-Então tudo bem, vamos todas nós escolhemos um vestido bem bonitos - falou minha mãe mudando o tom de voz de preocupada para animada. - afinal, um dia de compras renova qualquer um - sorriu ela me beijando na cabeça. 


-tomara mãe, tomara. - falei ouvindo os passos dela ficando mais suaves até desaparecer. 


O interfone tocou, e era Wendy, toda animada e feliz para fazermos compras. Minha mãe me conduziu até o térreo,e me conduziu também até a cada loja que entramos, e foram muitas viu?!.


-Liv, não vai escolher nenhum não? - falou Wendy depois de eu recusar 20 peças porque eu simplesmente não conseguia me imaginar vestindo nenhum.


-Wendy escolher um vestido sendo cega é uma tarefa complicada sabia? - falei recusando mais um que ela oferecia. 


-Ta, mas entre ser difícil e sair da loja sem nada é bem diferente você não acha? - falou Wendy impaciente. -Tia ajuda aqui! - falou Wendy impaciente. 


-Talvez Wendy, você esteja propondo algo para Liv, que ela nunca usou. Filha, você não gostaria de vestir algo vestido bege? -falou minha mãe.


-Claro mas,quais as opções mãe? - falei com curiosidade. 


-Tem um vestido de manguinha com renda, e longo filha, tem também, um vestido no joelho de regatinha curta. Quer sentir para imaginar? - falou ela. 


-Eu quero mãe, me dá?Quero sentir. - falei com um leve tom de curiosidade. 


Eu senti minha mãe mexendo nos cabides. E depois de alguns minutos, minha mãe colocou o primeiro vestido na minha mão, e falou:


-Esse é o vestido longo Olívia - e foi pegando a minha mão nos detalhes que eu precisava sentir para imaginar o vestido. -viu?! Tem rendas e elas formam as manguinhas curtas. 


-Que cor são as rendas mãe? - perguntei. 


-Brancas filha. - ela passou os meus dedos nas rendas, e imaginei que cada renda daquela faziam desenhos de teias de aranha entrelaçadas. 


-E o outro vestido? - falei ansiosa pra saber o outro. 


-O outro é curto, no joelho, não tem rendas, o tecido é de renda, e também, as mangas são regatas finas. - minha mãe novamente passou as minhas mãos para sentir o tecido de seda que se tornava leve, as barras dos vestidos, e as mangas do vestido que eram bem finas e delicadas. 


-esse vestido é lindo mãe, os dois. - falei e de repente fiquei bem confusa. -Qual a Sra acha que eu devo levar?- Perguntei. 


-O longo meu amor, veja, tem um corte lateral na perna. - e ela me fez tatear com as mãos para sentir o rasgo. 


-Ficarei com o longo mãe, ficarei linda não ficarei? - falei sorrindo. 


-Bem mais do que você imagina meu amor. - falou minha mãe beijando a minha mão. 


-Puxa….a Sra é realmente boa nessa coisa toda, o vestido é lindo Liv, vai arrasar. - falou Wendy baixinho. 


Eu sorri e disse:


-Como é o seu vestido Wendy? - falei curiosa. 


-Meu vestido Liv, é vermelho, no joelho e tem brilho, porque tudo que tem brilho é lindo. - falou ela toda orgulhosa. 


-posso sentir?- falei com delicadeza. 


-Pode claro amiga. - e ela colocou a mão exatamente como a minha mãe fez, e foi detalhando.


Fui sentindo cada brilho do vestido, cada detalhe, e como um pintor que coloca cores em sua tela,fui pintando cada detalhe do vestido de Wendy em minha mente,e tudo foi ficando belo e perfeitamente bonito em minha cabeça. 


-Ele é lindo Wendy, vai ficar linda vestindo ele. Eu tenho certeza. - falei sorrindo. 


Wendy me abraçou, e falou:


-Farei a sua maquiagem, e cabelo, não precisa se preocupar. Vai ser a convidada mais bela, até mais bela que a noiva. - e eu sorri somente a Wendy podia me fazer sorrir daquela forma em um momento tão crítico como eu estava.


Após um longo período de compras, fomos comer alguma coisa como sempre, nós três estávamos cansadas,mas se Wendy estivesse eu diria que era mentira dela, ela estava toda falante e empolgada, mas por outro lado, Wendy sempre foi assim. 


-ai amiga não vejo a hora de casar com o James, estamos até planejando. - ela falou comendo um hambúrguer.


-Casar? Não Acha que é muito cedo Wendy ? -perguntou minha mãe com um tom de voz preocupante. 


-estou achando é tarde tia, olha, veja, tenho 30 anos tia, se eu não casar agora,não vou casar a tempo de ter meus filhos. Não….e também….digamos que James não é tão jovem também - riu Wendy e nós três sorrimos. 


E era verdade, mesmo não podendo ver o Doutor, eu sabia que ele não era tão novo quanto parecia ser, a voz dele tinha um peso de experiências, experiência que nenhum jovem teria no momento. Doutor era um homem velho, talvez até uns 10  anos mais velho que Wendy, mas para ela estava ótimo, porque ela precisava de alguém maduro e sério. Mesmo ela sendo toda desengonçada o tempo todo. 


-Você não esteve presente quando tive as segundas negociações Olívia, mas eu diria que, o negócio está indo em frente. - falou Wendy  mudando totalmente de assunto.


-Não estive bem o suficiente para acompanhar, mas sei que você será os meus próprios olhos - sorri meigamente. 


-Serei e fui, fiz exatamente o que Olívia Cooper faria. Mas sabe,queria que estivesse do meu lado Olívia, afinal, é o seu negócio. - falou Wendy muito doce. 


-Mas Wendy,não tenho emocional ainda. Eu sinto muito. - respirei fundo. - Mas quando vamos construir? - falei tentando não tocar no assunto de que por dentro eu estava destruída.


-Temos a maquete feita, então, provavelmente vai sair ano que vem, começando nesse ano e terminamos no próximo ano. - falou Wendy orgulhosa. 


-Puxa que orgulho Wendy, eu nem acredito no tanto que caminhamos, mais você do que eu. - falei com voz baixa.


-Hey! -, Wendy pegou na minha mão e fez um carinho - você fez o trabalho mais difícil. Eu apenas estou administrando. Nada demais. Por isso, não se preocupe, tudo dará……- o telefone de Wendy tocou. 


-"Alô." - falou Wendy com voz animada. -sim, sou eu. Quem gostaria? - falou Wendy. - ahn….Claro claro. Pode falar, não tem problema. - disse ela baixando o tom de voz. - aham…. Certo. - falou ela com voz mais baixa - e o quê decidiram? - falou ela agora com uma voz preocupada - O QUE? -ela levantou com tudo na mesa - CANCELARAM? COMO ASSIM? MAS PORQUE?  INVÁLIDO? EU VOU MOSTRAR O INVÁLIDO JA JA ! NA FUÇA DELA! -Gritou Wendy e então desligou o telefone. 


-Wendy o que houve? - falou minha mãe com voz calma mas trêmula. 


-Vocês não vão acreditar, a prefeitura simplesmente falou que a maquete está inválida. INVALIDA? como assim?- falou Wendy nervosa.


-Mas inválida Wendy, como assim ela pode estar inválida? - minhas mãos tremeram e o meus pés começaram a bater de nervoso. 


-Eu sei lá! Ah mas eu vou resolver isso. Ah se vou! Ah se vou! AH SE VOU! -falou Wendy totalmente descontrolada. 


Minha mãe cochichou no meu ouvido e disse:


-Filha, vamos ir embora, vamos levar ela para outro lugar sim?, Pegue no meu braço. - falou minha mãe cochichando. 


-Wendy, vamos embora, vamos resolver isso em outro lugar. - falou minha mãe colocando o dinheiro na mesa. 


Eu me sentia confusa, perdida, e uma das piores sensações: eu sentia o peso dos olhares. E o clima do restaurante era: curiosidade e até mesmo medo. Os olhos falam, as emoções também, e nesse exato momento, a sensação de ter olhares curiosos para nós, não estava me agradando, graças a Deus, minha mãe tomou a iniciativa e Wendy saiu furiosa do restaurante. Pelo menos, era o que o cheiro dela exalava, ela foi murmurando o caminho inteiro, dizendo que era um absurdo uma prefeitura barrar uma maquete tão perfeita quanto aquela, e sem pensar duas vezes, ouvi o barulho de discagem no celular e ela foi falando no telefone o caminho inteiro na volta. E quando minha mãe avisou que havíamos chegado em casa, eu realmente passei a respirar e respirar muito aliviada, Wendy brava definitivamente não era uma boa companhia, principalmente ela dirigindo alguma coisa. 


-Wendy, mantenha-me informada está bem? - beijei a bochecha dela. 


-Não Liv, não será necessário. - ela falou tensa. 


-Vai sim, estamos juntas nessa. - falei e minha mãe me ajudou a sair do carro. 


Wendy se despediu e foi berrando no telefone, eu pude ouvir até a voz dela acabar baixinho. 


-Puxa, ela estava realmente brava, nunca havia visto ela assim filha. Tomara que dê tudo certo não é mesmo? - falou minha mãe servindo o jantar, pelo cheiro era bife acebolado. 


-O cheiro está maravilhoso mãe. Pois é, a Sra viu? Eu nunca vi ela daquela forma. Só não gostei do fato dela não querer me incluir nessa, como se eu fosse apenas uma amiga, e não estivesse incluída nisso. - falei enquanto minha mãe colocava a colher na minha mão e eu ia servindo até ela dizer que para mim estava bom. 

 

-Filha,ela estava nervosa, claro que não iria fazer isso com você se estivesse calma. - falou minha mãe. 


-Eu sei mãe, mas tipo, não quero que ela me exclua de tudo. Não sou administradora, mas faço parte também. - falei sendo muito sincera. 


-Conversa com ela quanto que ela estiver calma filha, tudo vai se resolver. - falou minha mãe segurando a minha mão. 


Eu não estava sentindo somente aquilo, frustração, a minha faculdade onde que me empenhei tanto para levar em diante, estava enfrentando sérios problemas. Pelo pouco que sei, se a prefeitura não aceitasse a maquete,a obra não andaria para frente e o pior, não aceitariam a papelada, porque, a maquete é reflexo das papeladas, e as burocracias iriam aumentar a cada vez mais. Ou seja, adeus faculdade! Adeus sonhos! Adeus planos! Meu melhor amigo casando, minha melhor amiga sem tempo para mim, e agora, só restava eu e minha mãe, minha mãe e eu.


-Liv? Está me ouvindo? Esta na Terra? - falou minha mãe estalando os dedos. 


-que? Aí mãe desculpa…. Eu me distrai. O que estava dizendo? - falei com voz meia perdida. 


-Você está babando filha. - sorriu minha mãe e eu coloquei o dedo na boca automáticamente e vendo que realmente eu estava babando gargalhei. 


Aqueles pensamentos não saíram da minha cabeça, e a preocupação aumentava a cada minuto. 


Será mesmo que tudo daria errado? Será mesmo que eu estaria com má sorte? Não era possível isso. Tudo dando errado. Ou será que eu coloquei muita expectativa em cada coisa? Ah Deus! Eu estou completamente confusa nos meus sentimentos, é tão difícil mas tão difícil de entender o porquê eu estar em uma onda de azar tão grande! Eu só queria que uma única coisa desse certo, uma única coisa. Será que era possível? Duvido. Do jeito que as coisas estão caminhando, daqui pra pior! Certeza! Não tenho dúvidas mesmo disso! 

 





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