História Conquistando o Infinito - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Cadeirante, Cega, Destino, Encontro, Felicidade, História, Histórias, Novela, Olivia Cooper, Paixão, Romance, Superação, Thatty S, Vida
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Palavras 2.091
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Preparada para o Casamento


Depois do dia das compras,se passaram alguns dias, talvez, dois não sei. As coisas na faculdade infelizmente não melhoraram, e até alguns parceiros desistiram de prosseguir com o processo, ou seja, eles estavam quebrando o contrato, e a prefeitura estava exigindo uma nova maquete, uma que se adequasse às ordens da lei e do governo. 

Minha mente estava lotada, esgotada, havia passado noites e noites em clara, refazendo os projetos de arquitetura que eu havia feito, e consultando na internet através de programas especiais para deficientes visuais as novas leis impostas pelo governo e pelo Estado, tudo era muito trabalhoso, e cansativo, tudo era muito pesado. Porém, não podia parar em momento algum, até que o interfone tocou e eu só pude ouvir quando a porta se abriu, novamente eu estava trancada no quarto, digitando tudo muito lento e com pausas longas. 


-Filha, Wendy está aqui pra fazer o seu cabelo para o casamento, posso deixar ela entrar né?- falou minha mãe. 


-o que? Que casamento? - falei distraída.


-Ué filha! Como assim? O casamento de Peter é hoje - falou minha mãe. 


-O que? Puts é mesmo! Mãe pede pra ela subir. Que horas que é o casamento era mesmo? - falei perdida. 


-Filha, o casamento é as 17:00 horas. Ainda tem certeza de que quer ir mesmo?- falou minha mãe com tom de preocupada. 


-Quero mãe, Peter ficará feliz em saber que eu estive lá. - sorri para ela. - não se preocupe,eu já estou bem. Só um pouco atarefada. - tateei até ela me pegar pelas mãos e me puxar e eu dei um beijo na sua testa e minha mãe se acalmou. 


O interfone tocou novamente, pelo visto, Wendy estava com pressa, ou muito mas muito agitada. 


Wendy chegou cheirosa, e não somente com um cheiro de perfume, mas com um cheiro de morangos, doce, e silvestre, certeza que ela estava com o Doutor,o cheiro dela exalava isso. 


-Olá meninas!!!! Prontas para arrasar em um casamento? - falou Wendy batendo as mãos. 


-Mãe o que ela tem nas mãos, armas?- falei brincando. 


E eu escutei os seus passos vindo em minha direção, e eu senti depois, o abraço quente de Wendy. 


-Como você está minha amiga? Está bem? - perguntou ela. 


Espera ela estava me analisando? Era isso mesmo? 


-Está me analisando? - falei indignada. - eu estou bem viu?! Muito bem. Vai começar quando a transformação? - falei retribuindo o abraço em Wendy. 


-Que saudades dessa menina! - falou Wendy sorrindo.  - sente-se! Sente-se - falou Wendy. 


-Onde? - sorri. 


-Ah Santo Deus! As vezes eu esqueço que você é cega.- sorriu Wendy. 


Eu ouvi Wendy puxar a cadeira para perto de mim, e então ela disse :


-Aqui Liv, sente-se aqui. Tem uma cadeira. - falou ela pacientemente. 


-Certo. Muito bem. Agora sim - sorri.


-Relaxe, vou cuidar muito bem de você. - falou ela. 


Eu ouvi um barulho de zíper se abrindo, e ouvi também a mochila, um barulho de muitas coisas se mexendo, era como se Wendy mexia procurando alguma coisa e quando ela encontrou ela falou:


-agora vou cuidar do seu cabelo, não se preocupe, vai ficar lindo!- falou ela. - a propósito, está limpo? - perguntou ela. 


-sim está sim. - sorri. 


-otimo ótimo! Meio trabalho feito! - gargalhou ela - agora, vamos preparar o seu cabelo. - ela falou ainda mexendo na bolsa,eu sabia que ela estava mexendo e procurando algo.


Ouvi um barulho de tampa sendo aberta, e ela começou a aplicar no meu cabelo, um cheiro de flores e rosas veio diretamente nas minhas narinas, e o cheiro era doce, muito gostoso. 


-Esse é uma espécie de primer de maquiagem, vai fazer seu cabelo ficar brilhoso e protegido do calor térmico. Não se preocupe! Sai na lavagem. - falou ela rapidamente como se tivesse decorado.

 

E eu sei que ela tinha por minha causa. 


-Esse aqui - ela falou logo em seguida- é um outro protetor de pontas ou melhor aparador vai tirar pontas duplas. - falou Wendy e foi logo aplicando esse produto se misturou com o que já tinha um cheiro bom e aí ficou ainda melhor. 


-Vou borrifar água no seu cabelo pra que eu possa secar,cabeça firme e não grite. Vai me assustar. - disse ela. 


E começou a borrifar água no meu cabelo, e conforme ela foi borrifando, meu cabelo ficou úmido e depois molhado e então ela veio com o secador,mesmo ela descrevendo cada passo, não achava totalmente necessário, eu conhecia o procedimento, mas achei graça em vê-la descrevendo cada coisa, cada produto e sabia que se ela teve todo aquele cuidado em descrever,teria o total cuidado em me deixar apresentável pelo menos. 

Wendy secou o meu cabelo, e logo em seguida, veio com o babyliss,e depois que finalizou, ela me disse que tinha ficado bom, mas que faltava o penteado.


-Oque gostaria de usar Liv? - falou ela realmente curiosa. 


-Eu andei pensando em meio solto, com os cachos nas pontas, o que acha? - perguntei para ela. 


-Estamos em sintonia garota! Porque foi exatamente isso que eu andei pensando para você. - falou ela me dando um beijo na bochecha. 


E eu sorri e senti minhas bochechas quentes, eu certamente estava corando. 


Ela borrifou mais um produto, e me disse que era gel em líquido, e logo em seguida, senti ela pegando uma parte lateral da minha cabeça, e prendeu com algum grampo, pelo menos,era isso que eu sentia que era. Então falou enfim:


-Estamos quase acabando o cabelo, tenho três opções Olívia: uma flor, uma coroa, e um grampo básico brilhoso. E então? O que vai escolher?-perguntou ela. 


-Uma flor. - falei certa daquilo. 


-Muito bem,seu pedido é uma ordem. - falou ela. 


Ela prendeu um negócio no meu cabelo, e quando coloquei a mão por cima,eu senti a forma da flor, uma flor grande. 


-Que cor ela é mãe? - perguntei. 


-Brancas minha filha,a flor era branca. - e eu sorri porque era exatamente do jeito que eu havia imaginado. 


-Agora, vamos a maquiagem! A parte mais importante e fácil de tudo! - falou Wendy e novamente ouvi um barulho de coisas mexendo e a mochila se fechando. 


-Fica quietinha, vou passar o primer, fecha os olhos….isso ...bem assim…..- falou ela aplicando um produto gelado no meu rosto inteiro.


Quando todo o processo acabou, eu ouvi um barulho de nariz entupido, sem entender nada, eu falei:


-Quem está chorando? - falei meia perdida e confusa. 


-Nós duas! - falou Wendy sugando o nariz. 


-porque estão chorando? - falei ainda mais perdida. - aconteceu algo de errado? - falei preocupada. 


-Não,não minha filha. É que você está linda! Linda demais! - falou minha mãe emocionada e então se debulhou em lágrimas. 


-oh meninas! Não me façam borrar a maquiagem - falei e os meus olhos se encheram de lágrimas. - vocês precisam estar prontas para se arrumar também. - falei por fim tentando me conter a não chorar. 


-Certo, certo. - falou Wendy limpando o nariz em alguma coisa. - você tem razão, você tem razão. - falou Wendy.


-Vamos querida ? Sente-se aqui. Venha, vou te levar  até lá. - falou minha mãe me pegando pelo braço e me levando ao sofá. 


Eu até agora, não pensei no desejo de querer ver, mas foi neste exato momento que eu quis muito me ver, ver o meu rosto maquiado, meu cabelo, ás expressões do meu rosto, eu queria tanto poder me ver,além do que minha imaginação me propõe. Seria maravilhoso ver o trabalho duro que Wendy teve, e como ela era também, ver o rosto novamente da minha mãe, e ver o meu vestido, ver o céu, o sol, a cor da comida, eu nunca havia reparado mas, viver sem ver as coisas era horrível, e só agora sentada aqui nesse sofá eu vejo o quão vasto e vazio é o meu mundo, sem cor, sem saber, sem enxergar, e só Deus sabe, o quanto quero ver Peter vestido de terno, a decoração, a igreja, o padre, só Deus sabe o quanto eu queria entrar naquela igreja,sem alguém me guiando mas com os meus próprios olhos. Eu queria muito poder ver, ver as minhas mãos, meus pés, as minhas unhas, ver se elas estavam sujas ou limpas,se elas estavam pintadas ou não, me olhar no espelho, poder me olhar no espelho, ver o meu cabelo, e não consigo pensar em ver e não questionar, eu realmente entendo que certas coisas tem um motivo, mas também, tenho a liberdade de perguntar. E desde o acidente, não tive tempo ou cabeça para questionar, o porquê aquilo comigo?, O que as estrelas tinham a me dizer?, O que elas querem? O que Deus, infinito,eu não sei. Será que uma missão? Um propósito? Eu não sejam honestamente eu não sei. 


O que posso fazer sendo cega? O que posso fazer sendo cega e tudo dando errado? Acredito eu que nada. Que missão teria alguém sendo cega? Sejamos francos, acredito que nenhuma. O que posso fazer sendo que não sei fazer absolutamente nada sem que ninguém esteja me descrevendo e me levando aos lugares. Até uns tempos atrás, eu achava mesmo que era a faculdade, mas agora, com ela barrada, entendo que não é isso que a vida queira de mim, talvez,ela só tenha se cansado, ou ficado muito furiosos com alguma coisa, ou com tédio, e me escolheu para azarar. Bizarro dizer isso né?mas estou sendo tão sincera e honesta, como uma cega poderia construir uma faculdade não é mesmo? É totalmente a coisa mais improvável do mundo! 


As meninas depois de horas, me informaram que elas estavam prontas, e agora, restavam apenas os vestidos. Faltava apenas, uma hora para o casamento, e eu estava começando a ficar nervosa, suando frio, e com medo de sei lá, cair no meio do casamento, o que era muito provável, mas, infelizmente, não dava para evitar certas coisas,como por exemplo, quedas. 

Minha mãe entrou no banheiro comigo, para me ajudar a vestir o vestido, e quando eu vesti ele, minha mãe exclamou de emoção, e aquela reação me informou de que, eu realmente estava muito bonita. 


Ao sair do banheiro, eu e minha mãe estávamos prontas e vestidas, minha mãe havia dito que o vestido que ela escolheu era um azul escuro, com o mesmo tecido do meu, e na minha cabeça ela estava parecendo uma rainha. E eu sabia que ela estava como uma. 

Wendy ao nos avistar, ela deu um gritinho de excitação e falou:


-Vocês sem dúvidas serão as meninas mais lindas da festa, não tenha dúvidas disso. - falou Wendy. 


-E você também,não se esqueça de você Wendy - falou minha mãe. 


-Aposto que você está impecável amiga. - falei docemente. 


E ela me beijou na bochecha. 


Colocamos os nossos sapatos, e então, minha mãe me conduziu esta noite, iríamos no carro da Wendy, mas dessa vez, ela jurou de pé junto que iria dirigir devagar, e não estaria brava dessa vez, mas apesar das brincadeiras, não pude deixar de lado, o fato do meu nervosismo, e podia imaginar quão nervoso Peter deveria estar, mas se ele estivesse feliz e em paz, já valeria a pena todo o nervosismo que ele estava sentindo. Só queria poder desejar boa sorte e felicitações. 


Quando chegamos no carro, minha mãe segura a minha mão e fala:


-filha, trouxe o celular? - perguntou ela. 


-Sim mãe, mas deixo no silencioso. Nenhuma mensagem ou ligação até o final da festa. - falei para ela e coloquei o telefone na bolsa lateral que eu havia trazido. 


-Era isso que eu iria dizer pra você filha,pra deixar no modo silencioso mesmo. - falou minha mãe segurando na minha mão.


-Viu?! Sei me cuidar  muito bem?! - eu sorri. 


-Eu estou vendo meu amor, eu estou vendo. - falou minha mãe beijando a minha mão. 


-simbora meninas? - falou Wendy animada e ligando o rádio. 


-Simbora. - falei ansiosa.  


Wendy ligou o carro e então, fomos direto para a igreja, hoje, o cara que eu gosto, vai se casar,e não é comigo.  


Que sorte não?! 


Talvez quem sabe, ele não foi feito para mim, ou então, eu quis que ele fosse e sei lá, simplesmente não vai rolar mesmo. Agora, era para mim ter a certeza não é? E porque estou tão nervosa? Preciso respirar. Afinal,hoje é dia de festa. Credo ….estou parecendo a Wendy. Até que é bom pensar desse modo, nada de errado pensar dessa maneira, às vezes, valia até a pena. 


Olívia Cooper eu te declaro azarada do século!



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