História Conquistando seu amor - Jimin - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys (BTS), Faculdade, Jimin, Romance
Visualizações 59
Palavras 1.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Episódio 12


Fanfic / Fanfiction Conquistando seu amor - Jimin - Capítulo 12 - Episódio 12

 

 

Anteriormente:

 

-Acredite em mim, vai se sentir melhor sem saber. 

Então saio da sala, já me sentindo enjoado com as memórias que invadem minha mente. 

Odeio falar sobre o que aconteceu. 

Há coisas que seria melhor apagar, seria muito mais fácil viver sem algumas memórias. 

Sem o peso de algumas lembranças. 

 

Continuação:

 

 

 

Antes mesmo que eu pudesse andar alguns metros, novamente Jimin me segura. 

-Por favor, eu preciso saber. 

Fico parada, refletindo se deveria ou não contar o que aconteceu. 

Mas se ele quer tanto saber, vou apenas contar. 

-Você vai se arrepender, mas certo, eu te conto. Mas não aqui, nos falamos depois que acabarmos as aulas. 

-Não, vamos agora. 

Ele segura minhas duas mãos, e seus olhos me suplicam. 

-Mas meus matérias então na sala. 

-Eu peço para um de meus amigos pegar depois, só por favor, me conte o que aconteceu. 

Suspiro, não acredito que vou faltar aula por causa dele. 

-Certo, vamos. 

Não consigo ignorar o quão aflito ele parece, me pergunto se ele e minha irmã eram tão próximos assim. 

 

Andamos pelas ruas, ele apenas me seguindo, sem saber para onde estamos indo. 

Vou levar ele até onde minha irmã está enterrado, o lugar ao qual me despedi pela última vez dela. 

Assim que passamos pelo portão do cemitério, ele se aproxima mais de mim. 

-Onde estamos indo? 

Direciono um rápido olhar para ele, logo desviando. 

-Apenas me siga, já vai ver. 

Faz tempo que não venho aqui, odeio as lembranças que esse lugar me causa. 

Respiro fundo, tomando coragem para ir até nosso destino. 

-É aqui. - Falo, apontando para uma das lápides, aonde minha irmã foi enterrada. 

Há uma foto dela, é inegável o quanto somos parecidas, mas temos uma diferença de idade de dois anos. 

Jimin me encara, um pouco antes de olhar para onde apontei. ele se aproxima da lápide, passando levemente os dedos sobre a foto de Sunny.

-Como foi? 

Fecho os olhos, lembrando com detalhes como tudo aconteceu, como aquele dia foi horrível. 

-Suicídio. - As palavras são um sussurro que se perdem na solidão desse lugar. 

Jimin de imediato se levanta, me encarando como se não acreditasse. 

-Não, ela não faria isso, não ela. 

Direciono mais um olhar para a foto de minha irmã, lembrando de como ela parecia alegre um dia antes, como parecia feliz. 

-Ela era boa em esconder o que sentia. 

Jimin me segura pelos ombros, me forçando a encara-lo. 

-Não, ela jamais faria isso. Ela era corajosa e batalhadora, nunca faria isso. 

Fecho os olhos. Foi o que eu pensava, jamais acharia que ela faria isso com a própria vida. Mas naquele momento, as coisas ainda estavam confusas, nossas vidas estavam um caos. 

-É, ela é corajosa, por isso fez isso. Ela só queria descansar. 

Foi isso que ela disse na carta que deixou, apenas algumas frases que se prenderam na minha mente, que me atormentam até hoje.

-Como sabe disso? 

-Eu estava lá, fui eu quem encontrei ela, fui eu quem encontrou a carta que ela deixou. 

As imagens dela caída no chão, todo aquele sangue. Lembro que eu não conseguia respirar, que minhas mãos tremiam e que eu não parava de chorar e chamar por ela. 

Demorei cinco minutos para finalmente conseguir chamar alguém. Cinco minutos que poderiam ter feito toda a diferença, que fariam toda a diferença.

Ela ainda podia estar aqui, e eu não estaria sozinha. 

Ela sabia o quanto eu tinha medo de ficar sozinha, e mesmo assim me abandou aqui. 

Toda aquela dor volta a mim, toda aquela culpa que eu tanto tento esquecer. 

Me solto de Jimin, já sentindo algumas lagrimas caírem de meus olhos. 

-Olha, eu já fiz o que me pediu, mas agora eu vou embora.  

Sem suportar mais, saio dali. 

Enquanto ando, sinto as lágrimas quentes escorrerem por minhas bochechas. 

Cinco anos. 

Esse tempo não foi suficiente para me fazer esquecer, acho que não há tempo que me faça esquecer.  

Não consigo nem sair do cemitério, acabo me sentando no chão, do lado de uma lápide. 

Coloco as mãos na cabeça, tentando me controlar. 

Mas não consigo, começo a chorar incontrolavelmente, como uma criança que está com medo. 

E estou com medo, medo da solidão que me aguarda. 

Odeio o peso da culpa que carrego, é como se minha própria culpa já não bastasse, minha mãe constantemente joga isso na minha cara. 

Ela me culpa, fala que por minha causa, ela perdeu a filha preferida. 

Não é surpresa nenhuma que Sunny foi a preferia. Sempre foi esforçada, amigável e obediente. Já eu, era a filha sem futuro e rebelde, que vivia se metendo em brigas e indo parar na diretoria. 

Por isso odeio quando minha mãe volta. Ela sempre bebe, então fala tudo o que quer, me acusando e falando que queria que tivesse sido eu. 

E no fundo, eu concordo, deveria ter sido eu. 

 

 

Pelos olhos de Jimin 

 

Depois que S/n sai, volto a olhar para a lápide de Sunny. 

Me ajoelho novamente, sem acreditar no que escutei. 

-Como foi capaz de fazer isso? 

Passo a mão pela foto dela, lembrando de quando ela ia até minha casa, o sorriso que ela dava sempre que me via, do doce som da risada dela.

Ela era namorada do meu irmão, mas era minha amiga. 

Eu sou um ano mais novo que ela, e por isso, ela sempre me viu como um irmão mais novo. 

Mas eu não a via dessa forma, mesmo ela sendo namorada do meu irmão, eu não conseguira conter o que sentia por ela, ou ao menos, achava que sentia. Eu queria mais, mas tudo o que recebia era uma amizade, mas isso já bastava para mim. 

Nunca entendi o que ela via no meu irmão, um completo idiota controlador. Ele tinha muito ciúme dela, se metia em brigas com qualquer um que sequer olhasse para ela. E por esse motivo, ele odiava ver o quanto eu era próximo dela. 

Então, um dia, ela terminou com ele. Tentei conversar com ela, entender o motivo, mas não tive tempo. 

E pelo que vejo na lápide, ela tirou a própria vida dois dias depois. 

Sinto as gostas de chuva molhando meu cabelo, mas não saio de onde estou. 

Eu só queria ver ela mais uma vez, que ela contasse as piadas sem graça dela, que contasse como estava indo na faculdade de publicidade que ela tinha acabado de começar, de como falava da irmã mais nova, que só conheci agora. 

Me aproximei de S/n por causa da Sunny, sempre observava de longe, impressionado com a semelhança das duas. 

Mas de personalidade elas são opostas. 

Foi difícil sequer conversar com S/n, já com Sunny, era bem mais fácil, era como se ela soubesse exatamente o que falar. 

Mas S/n deve ter mudado, porque Sunny sempre falava que a irmã era a melhor pessoa que ela conhecia. 

Disse que era tímida e amável, mas que sempre estava disposta a ajudar os outros. E que por esse motivo, se metia em várias brigas, sempre tentando defender os mais fracos. 

E isso sei que ela ainda é. 

Acho que tem uma semana, ela se meteu uma briga. O motivo? Um valentão estava intimidando um garoto novo. Não sei bem o motivo de tudo, mas sei que ela encarou a situação de frente, como se fosse párea. 

Mas tirando essas ocasiões, ela se matinha na dela, se isolando de qualquer um que quisesse se aproximar. 

Mas aquele ocorrido me fez ter vontade de conhecer ela, de me aproximar. 

E eu ainda tinha uma pequena esperança de reencontra Sunny. 

Mas S/n tinha razão, eu me sentiria bem melhor sem saber. 

E agora que sei, é como se uma luz tivesse se apagado, uma luz que nunca mais vai se acender. 

Queria que a chuva que agora me deixa encharcado, levasse de mim esse sentimento de perda, essa dor que sinto. 

 


Notas Finais


Desculpa qualquer erro, espero que tenham gostado,
Obrigado por ler, e até o próximo. Bjs 😘



❤❤❤❤❤❤❤


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