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História Conquistas Perigosas: Destinos Ocultos (Volume I) - Capítulo 4


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Notas do Autor


Apreciem o capítulo❤

Capítulo 4 - Capítulo 02


— Deixa que eu abro essa merda! – Arranco o meu cigarro da mão dele. E vou até a porta abrindo à mesma, e dou de cara com Ryan agarrado com ninguém menos que ELA.

E aqui está a própria Hailey em pessoa, bem à minha frente. Depois de tanto tempo frente à frente com ela, eu simplesmente consegui ficar sem palavras. E todas às nossas lembranças passaram rapidamente como um flashback por minha cabeça.

Não entendo o que ela está fazendo aqui... E com o Ryan. Será que... Deixa para lá, é impossível que isso tenha acontecido.

— Puta merda! Continua gostosa... – Murmuro com a voz rouca, soltando a fumaça do cigarro em seu rosto. Ao observá-la passo a língua entre os lábios, notando pequenas mudanças em seu corpo.

— Muito obrigada... Agora eu vou ficar fedendo a cigarro, viciado de merda. – Ela bufa e revira os olhos.

— É um prazer te rever Chris.

— Digo o mesmo Ryan. – Falo meio frio, por conta do nosso afastamento.

— É um prazer revê-lo também Ian. – Ela diz ironicamente, e eu mordo o lábio inferior, a encarando fixamente.

Ela adora me provocar.

Pelo o que eu escutei, ela ainda me chama pelo o apelido... Sabe, nós namoramos por um tempo, é uma pena que o nosso relacionamento não tenha dado muito certo.

Na época ela era envolvida com muitas coisas erradas, não que eu me importasse com isso. Mas ela sempre botava o trabalho em primeiro lugar e isso me deixava extremamente puto. Eu a amava muito, ela era a minha válvula de escape.

FLASHBACK ON

Canadá, Ottawa – EUA.

25 de Maio de 2015.

22:00 PM | Domingo.

— Porra Ian, você sabe que esse meu trabalho não é fácil.

— Essa é a sua desculpa por me deixar plantado no restaurante, como um idiota Aile? Tenho certeza que você pode inventar melhores.

— Ian... Quando a gente começou a se envolver, eu disse que eu não largaria essa vida por nada. Eu tenho os meus motivos, você não é nenhum santo para ter moral de ficar bravo comigo. – Respiro fundo. – Não tem como eu simplesmente desistir de tudo...

— Eu sei, eu não estou pedindo para você desistir de tudo, por mim... Mas é que você sempre coloca sua vida em risco, por causa dessa merda. – Bufo irritado por isso.

Começo à procurar pelo o Kit de primeiros socorros dentro do banheiro, para limpar às suas feridas.

— Não fala assim... Eu gosto desse meu trabalho! – Ela sai da cama e vem em minha direção.

— E é por isso que nós sempre acabamos brigando Aile. – A pego pela a cintura e à coloco em cima da pia, passando o algodão em cima de suas feridas, que se encontram bem no seu rosto.

— Ah... Passa com carinho, vai baby.

— É isso que eu estou tentando fazer, mas no momento estou com muita raiva. – Ela faz aquele biquinho extremamente sexy, que simplesmente me enlouquece.

— Eu posso fazer essa sua raiva passar, por um tempo. Quando eu estar com a boca no seu pau você nem vai se lembrar da raiva e só vai sentir prazer. – Ela diz com a voz rouca, tentando me seduzir.

— Boa tentativa baby, mas estou pensando seriamente em te deixar sem sexo.

— Sexo eu arrumo em qualquer lugar... Com qualquer um, que estiver disposto. – Ela fala lentamente, para me provocar. E olha, até que está conseguindo.

— Além de me deixar na mão, vai querer me trair?

— Claro que não bobinho, só você sabe como me proporcionar uma bela noite de prazer.

— Bom saber. Mas saiba que eu ainda estou com raiva. – Nesse momento limpo o corte à cima da sobrancelha dela.

— Você está tão... Machucada... O que houve lá?

— Não posso te dizer.

— Sério isso? – Paro de passar a pomada no rosto dela e a jogo bem longe de mim.

— Não agora...

— Você está falando a verdade? Me deixou na mão hoje, acabou de me dizer agora a pouco que pode sim me trair... E agora... Agora diz que não pode me contar nada do que houve lá na C&B para você ter voltado para casa assim, totalmente fodida.

— Você se preocupa demais comigo.

— Ah, então quer dizer que agora eu não posso me preocupar mais. OLHA O SEU ESTADO, CARAMBA!

— Calma Chris, eu estou bem. Não precisa se preocupar.

— Bem? – Começo a dar uma risada debochada. — Qual o nome do filho da puta?

— Não posso te dizer.

— Você está me escondendo coisas de mais.

— Me entenda!

— Não... Eu não te entendo e não vou te entender, até você me contar que porra foi que houve lá na C&B.

— Eu não vou te contar, você vai fazer merda. – Ela vem até mim e me dá um longo beijo, na intenção de me acalmar. – Só mantenha a calma... Por favor amor...

— Não dá... Não dá... Você me prometeu, que sempre iria me contar tudo. – Suspiro, encostando minha testa na dela.

— Dá sim... Você só precisa ter confiança em mim.

— Eu sempre confiei em você, mas parece que é você quem não confia em mim. – Me desencosto dela e vou até o quarto, sendo seguido por ela.

— Tá Christian, quer saber, eu cansei. Se não estiver satisfeito com os meus defeitos e com os meus segredos, vá embora.

Não é que eu não esteja satisfeito, é que eu simplesmente estou cansado disso tudo.

— Se é o que você deseja, então tá bom. Não estou nem um pouco afim de prolongar essa nossa discussão, então amanhã cedinho quando estivermos mais calmos, eu venho e resolveremos isso. – Vou até ela na tentativa de dar um beijo em sua testa, mas sou empurrado com tudo para trás.

— Se você sair por essa porta, saiba que não precisa voltar mais.

— Está me expulsando da sua vida, só por causa de uma mera discussão, na qual você não pode me contar seus segredinhos? Isso não é justo comigo.

— Você é que está fazendo eu te afastar!

— Eu Hailey? Vai jogar a culpa de tudo agora em cima de mim?

— Tem razão. A culpa é minha, por ter permitido você entrar na minha vida, mudando totalmente o rumo dela. Antes de te conhecer eu não precisava ficar dando satisfação de tudo que eu fazia para alguém, que é inseguro de mais para acreditar somente em minhas palavras vazias.

— Me responde apenas duas perguntas Hailey. Você se arrepende de ter me conhecido? Se arrepende de eu ter mudado a sua vida, mas não o suficiente para não estarmos tendo essa discussão agora? SE ARREPENDE, OU NÃO?

— Se eu me arrependo Christian? NÃO! EU NÃO ME ARREPENDO! Mas eu não gostaria de ter te conhecido. Eu faria de tudo para voltar no passado, há três anos atrás, fazendo de tudo para não nos esbarrarmos. Se fosse possível mudaria até o meu caminho habitual naquele corredor só para não termos nos conhecido.

— Não há como não se arrepender, mas ao mesmo tempo desejar que algo não tivesse acontecido Hailey. É essa sua indecisão que eu odeio. Exatamente ela que eu odeio. Você me mudou tanto, e agora está pedindo que eu te deixe? Quer mesmo deixar esse nosso amor de lado? – Ela somente vira a cabeça para o lado, evitando encarar os meus olhos.

— Não queria ter sido eu a te transformar nisso que você é agora, me desculpe.

— Esqueça de minha mudança. Você quer mesmo que eu vá embora para sempre? – Ela me olha assustada, mas logo muda sua fisionomia para de indiferença.

— Faça o que você quiser Christian. Você é bom demais para mim, e isso eu não aceito, então por favor, me deixe.

— Agora é eu que te digo Hailey, estou saindo por essa porta e não volto mais. Não me procure, pois não vou estar mais aqui para você.

— Por favor, me deixe. – Murmurou levemente forçada. Por ela piscar rapidamente, inconseqüentemente cai uma gota de lágrima em seu colo. Eu ia me aproximar, mas ela levanta às mãos para que eu pare.

Meus sentimentos por ela, querem fazer com que eu fique, e ache uma outra maneira de nos resolvermos. Mas o meu orgulho não deseja ser ferido por ela, e não quer que eu implore de todas maneiras para ficar.

— Hailey, Hailey, não voltaremos a nos ver nem tão cedo. E quando nos reecontrarmos de novo, torça para que eu não tenha mudado o bastante, para não te aceitar novamente em minha vida. – Aviso saindo pela à porta de cabeça erguida, se ela se arrependesse, que fosse capaz de lidar com esse arrependimento sozinha.

Ao dar o ultimato em nossas vidas, em nosso romance, me afasto subitamente do local no qual eu desejaria nunca ter saido.

FLASHBACK OFF

Eu estava viajando nos meus pensamentos, quando escuto a voz do Ryan ecoando em minha mente repetidamente.

— Cara, você está bem?

— Estou sim mano, eu só estava pensando em uma parada aqui.

— Já que você está bem, nós podemos entrar? Estou mofando aqui fora. – Reviro os olhos para o exagero dela.

— Obrigado por se preocupar. – Digo irônico. — Claro que pode entrar Aile, tem alguém aqui te impedindo? Entre logo também Ryan! – Ryan passa primeiro, logo depois ela, entreitando os olhos para mim.

Fecho a porta com tudo e vou direto para à sala e vejo a Hailey toda jogada no sofá do Louis. Como se tivesse alguma intimidade com ele.

— Além de mau educada, é folgada. – Murmuro, arrancando algumas risadas dos garotos.

— O sujo, falando mal do mau lavado. – Louis debocha.

— Vou calar essa sua maldita boca! – Ela ameaça vindo em minha direção, pronta para me socar. Mas Louis é mais rápido e a segura pelos braços, o que faz ela dar uma olhada feia para ele. E ele levantar às mãos, em sinal de rendimento.

— Só quero ver essa. – Digo a puxando, segurando pelo os seus pulsos e acabo por grudar os nossos corpos.

Eu juro que cheguei a ouvir sua respiração falhar por conta disso.

Eu juro.

— Chris...

— Chris vocês se conhecem? – Ryan a corta, me perguntando com receio e vejo brotar uma curiosidade no olhar do Louis.

A solto rapidamente, pois os garotos não sabem um terço da minha história com ela.

— Ah! Então... – Boto minhas mãos na nuca em sinal de desconforto. — É uma história muito longa. Pode deixar que outro dia eu a conto para vocês. – Digo indeciso. Louis logo me manda um sorriso cheio de malícias.

Credo, que cara rápido.

— Eu tenho o dia todo...

— Deixa ele Ry, deve ser uma história muito longa mesmo. Mas aposto, que todas às suas noites terminavam na... – Vou até o Louis e tapo a sua boca rapidamente, o impedindo de continuar.

— Ele ia falar merda... Que nunca aconteceu. – Me explico e dou o sorriso mais falso para o Ryan, que entreita os olhos para mim.

— Estou com sede, quero água.

— A cozinha fica logo ali Aile.

— Mas eu sou convidada. – Ela diz fazendo birra.

— E o Louis não é o seu empregado... Mas bem que podia ser. – Destapo a boca dele e o jogo para longe de mim.

— TYNA! – Louis grita.

— Sim, senhor Louis. – A garota se apressa a falar.

— Não precisa me chamar de senhor. Eu já cansei de te dizer isso, apesar de tudo nós somos bons amigos.

— Sim sen... Si... Sim Louis. – Ela gagueja e se reverência para nós.

— Muito educada ela Louis. Não vá me dizer que você come ela? – Falo na maior cara de pau e a Tyna logo fica toda vermelha.

— NÃO! Ela é só ajudante temporária da Helena. Coitada da garota Chris, você fez ela ficar toda vermelha, como um pimentão.

— E ela é bem atraente, que desperdício seu. Pode me emprestar ela? Estou precisando de uma empregada dessas lá em casa.

— Eu não, coitada. Não quero nem imaginar o que você faria com ela.

— Acho que já está imaginando. – Respondo brincando.

— Senhor Louis, precisa de algo? — Ela pergunta, ainda vermelha.

— Desculpe os modos do meu amigo. – Ele me lança um olhar feio. — Eu...

— Empregada, eu quero água. É para agora!

— Isso tudo é ciúme Aile? Fale direito com a garota. – Olho torto para ela. — Desculpe por ela baby, ela deixou os bons modos em casa. Você é muito linda. – Falo a medindo de cima à baixo.

— Oh... Obrigada senhor... Já trago a sua água senhora. Precisa de alguma coisa, senhor Louis?

— Só que pare de me chamar de senhor. E estará tudo bem.

— Sim Louis, já volto senhora. – Ela sai envergonhada.

— Qual o problema dela, para chamar todos nós de senhores?

— Menos eu Hailey. Ela nem me notou aqui... Bem, eu acho, pois ela nem falou comigo. – Ryan fala tristonho.

— Educação Aile, ela chama nós assim por educação... Coisa que você não tem.

— E nem você, que eu saiba.
– Os três falam a mesma coisa olhando para mim.

— Que absurdo! Vocês combinaram de falar isso, só pode.

— Só dissemos a mais pura verdade.

— Eu não sabia que você tinha uma empregada tão gostosa Louis. – Mudo de assunto.

— É eu que não quis te contar Chris. Eu já sei o seu tipo, eu sabia que você daria em cima dela no primeiro momento que a visse e tentaria levá-la para cama. – Ele faz uma expressão de nojo. — Mas de qualquer jeito, eu só acabei adiando às apresentações.

— Você me conhece muito bem. Mas não dá para adiar o inevitável, além do mas eu vivo aqui. Você a escondeu tão bem.

— Você ainda não mudou Chris?

— Não Ry, pessoas não mudam drasticamente. – Digo com humor.

— Cadê essa empregada? Ela está demorando de mais.

— Você que não sabe ter calma Aile.

— Está defendendo ela agora é Chris? Você mau acabou de conhecê-la e já quer botar às garras em cima dela.

— Ei, ei, ei! Ninguém aqui vai por às garras em cima da minha empregada.

— Até parece que ela é alguma puritana! – Hailey fala brava.

— Mas que você, ela é.

— Tenho que concordar com você Chris. Eu conheço ela faz tempo. – Louis fala.

— E me conhece a pouco tempo. E essa sua empregadinha aí não me engana, tem cara de vadia.

— Olha como você fala da minha empregada em.

— Empregada sei, está defendendo ela demais. – Ryan fala desconfiado.

— Mulheres... São tão ciumentas.

— EU NÃO ESTOU COM CIÚMES!

— Tanto faz.

— Aí vem ela... – Ryan avisa e todos nós ficamos quietos, olhando a empregada baixinha entrar na sala.

— Até que enfim!

— Desculpa senhora. – Tyna fala com a voz rouca.

— Tá, tá. Só me entrega o copo com água, e vaza!

— Ei! Você não manda nela. Eu mando.

— Até na cama. – Completo.

— Vão se foder e deixem a Tyna em paz. – Louis manda, com cara de indignação.

— Desculpe por ela de novo Tyna. Pode se retirar agora. – Decido falar.

— Sim senhor. – Ela olha para todos nós confusa, e sai.

— Coitada! Sabe nem quem é mais o dono dela. – Ryan fala rindo, para descontrair o clima.

— Eu sou o dono dela. – Louis avisa irritado, pela a milésima vez.

— Ninguém é o dono dela porra! Ela não é nenhum objeto. – Hailey se manifesta.

— Não sabia que existia um cara chamado ninguém. Cuidado em Louis, abra bem os sem olhos! Ninguém quer roubar a Tyna de você. – Começo a rir, por essa piada idiota do Ryan.

— Muito engraçado Ryan, eu estou até morrendo de rir.

Até que essa foi engraçada mesmo.

— Mas então Ryan, aonde você conheceu a Hailey? – Pergunto um pouco desconfiado pela às suas atitudes com ela.

— Christian faça me o favor, isso não te interessa... Que idiotice.

Claro que me interessa, até dois anos atrás ele era meu melhor amigo, para mim ainda continua sendo apesar de tudo. E melhores amigos não escondem nada um do outro certo?

Ou escondem?

Os garotos olham para a minha cara surpresos, pois eu nunca deixei alguma mulher falar assim comigo. Mas ela é diferente das vadias que eu saio comendo por aí.

— Foi em Vegas cara, quando eu passei uma temporada por lá. – Ryan me responde ignorando a Hailey.

— Ah, quando você decidiu me abandonar. Entendi. — Ele me olha um pouco pensativo, como se estivesse decepcionado consigo mesmo.

— Cara! Quanta decepção. Então vocês são apenas amigos? – Louis pergunta para ele, fazendo todos nós encara-lo esperando pela sua resposta.


Notas Finais


Observação: C&B é a sigla de uma organização criminal fictícia, criada por mim. Que tem como intenção juntar os mais poderosos mafiosos de ano em ano, somente em um local. No decorrer do livro será citado sobre a organização mais vezes e até o que houve pelo ano de 2015, quando a Hailey estava-lá.


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