História Consequences - Larry OneShot - Capítulo 1


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Categorias Harry Styles, Louis Tomlinson
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson
Visualizações 32
Palavras 1.335
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ok, vocês devem estar se perguntando: que porra é essa, Giovanna?
Lê.

E outra, aproveitando a oportunidade: vocês leriam uma fanfic larry? Tipo, uma fanfic grande, não uma oneshot.
Respondam nos comentários, por favor💙💚

Espero que gostem, boa leitura anjos

Capítulo 1 - Capítulo Único - Sorry


Fanfic / Fanfiction Consequences - Larry OneShot - Capítulo 1 - Capítulo Único - Sorry

“E se eu te falasse que você é um dos motivos? Um dos motivos das minhas lágrimas diárias; um dos motivos da minha tristeza que nunca passa; um dos motivos da minha insegurança com relacionamentos; um dos motivos para, sempre que eu vejo meu reflexo, sentir ódio?

E se eu te falasse que você é o motivo?

O motivo do suor frio? Das bebidas diferentes em bares diferentes? O motivo de eu estar assim? Como você reagiria ao meu ouvir dizer que estou aos pedaços, e tudo é sua culpa. Como seus olhos falariam pela sua alma ou sua boca abriria mil vezes para dizer mil palavras vazias? Como seu corpo reagiria ao me ouvir dizer que, todo o sangue saiu do meu coração?

Meu coração sangra. Mas, não é sua culpa.

O ódio continua aqui, no meu reflexo. A tristeza virou algo tão rotineiro. A insegurança não me atrapalha mais, eu apenas ignoro – do mesmo jeito que eu faço com a sua ausência. As lágrimas não existem mais. Os bares viraram um refúgio. Eu estou aos pedaços enquanto o meu coração sangra, mas, infelizmente, não é sua culpa.

É minha.

É querido, minha culpa.

Se, naquela noite de domingo, eu tivesse ficado em casa? Se eu não tivesse aceitado sair? Se eu ouvisse Sarah? Se eu tivesse atendido alguma de suas quinze ligações? Se…

E se?

Se eu tivesse feito algo do que listei, ainda estaria aqui? Estaríamos juntos, nos abraçando e beijando? Estaríamos felizes? Pois, amor, não estávamos tão bem como antes, tão felizes como antes. Algo foi sumindo aos poucos, desaparecendo ao vento. Nós sabemos o que foi, sabemos o que causou.

E se, naquela tarde, não tivéssemos discutido como discutimos? Você teria saído de casa enfurecido, como saiu? Teria ido em algum bar qualquer e ficado bêbado, como ficou? Teria voltado para casa, completamente sem noção, como fez? E se, naquela tarde, eu tivesse apenas concordado com suas palavras? Você estaria aqui comigo?

Estaria vivo?

Foi difícil, no seu funeral as pessoas vinham até mim e me davam condolências. Falavam que sentiam muito, que o tempo iria curar tudo. Mas, um ano depois, nada aconteceu. Eu ainda continuo aqui, amando você intensamente e me odiando mais ainda. Eu fui um lixo, amor, sei que fui. Mas eu não pensei nas consequências.

Johannah sente tanto a sua falta, talvez mais que Robin. O aniversário de três aninhos dele foi temático, Batman. Ele disse que você teria apoiado, eu não consegui discordar de algo tão verídico. Johannah, que ainda não entende muito bem, concordou também, então, no segundo aniversário dela, ela fez de Mulher-Maravilha; você tinha falado que combinava com ela, exatas quarenta e oito horas antes.

Eu sinto muito, e é tarde demais para sentir.

Eu quero você aqui, Harry. Eu preciso de você aqui, nossos filhos precisam do pai deles. Alguém que dê exemplo, que alimente com coisas saudáveis. Alguém estável, não eu.

Você sentiria tanta vergonha de mim, céus!

Eu nunca te expliquei o que aconteceu realmente, né? A oportunidade não surgiu, você já tinha ido quando eu me dei conta do que havia acontecido; do que eu havia feito.

Foi no dia vinte e três, uma semana antes do acidente. Dylan tinha me chamado para uma festa, o plano era ficar chapado, entretanto, não transar com ninguém já que eu sou casado. Ou era.

Tudo saiu do controle, muita maconha e cigarro, vodkas e licores, whisky e cerveja barata. Tudo vinha tão fácil quanto descia, uma coisa atrás da outra e era irrecusável! Eu me sinto terrível agora, a situação tão tola! Caralho, eu tenho trinta anos, sou pai, casado, como não vi que tinha chegado ao meu limite?

Acontece que, Harry, eu não percebi. Continuei e continuei, e me odiei depois. Quando acordei na cama do Cole, completamente suado, melado, dolorido e sem roupas vi que tinha feito a maior burrada da minha vida. Voltei pra casa assim que recuperei meus sentidos, acordei todos naquela maldita casa. Eu dirigi tão rápido naquele dia, não sei como que eu não morri também.

Quando cheguei em casa, você dormia no sofá com a televisão ligada em um desenho qualquer, Johannah e Robin dormiam por cima e ao seu lado. Tão serenos, calmos. Era ali que eu pertencia, minha casa era ali; é ali.

Eu corri para o banheiro, tomei um banho longo e gastei todo o sabonete tentando tirar aquele cheiro que estava impregnado em mim. Eu fedia a maconha, a sexo, a decepção. As roupas eu coloquei para lavar com todos os amaciantes que tinham no balcão, qualquer coisa que tirasse aquele cheiro insuportável. Mais de cinco minutos escovando os dentes, flour, pasta, fio dental; qualquer coisa que tirasse o cheiro da bebida e me deixasse com um hálito aceitável.

Coloquei sua calça de moletom naquela manhã, você disse que eu tinha ficado lindo. Estou usando ela agora, do mesmo jeito que uso sua camiseta branca com uma smiley face no centro, conhece? São confortáveis, de qualquer jeito.

Durante a semana eu te tratei como nunca, o medo de tudo vir à tona me sufocava. Eu não soube o que fazer! Então eu menti. Menti pra você; menti para nossos filhos; menti para minhas irmãs. Menti para mim mesmo que iria ficar tudo bem, eu fui idiota Harry. Você não merece um idiota.

E então você descobriu.

A nossa briga foi horrível, as crianças foram para a casa da Fizzy por causa do medo. Elas acharam que iríamos nos separar, olha que ironia. Você dirigiu irritado até o bar mais próximo, encheu a cara e tentou vir pra casa. Sem noção.

Você me ligou quando o carro bateu, eu fui o primeiro que você procurou para pedir ajuda. Mas eu estava ocupado demais com Cole, tão estúpido! Não vi o celular tocar, mas Gemma viu. Em pouco tempo a ambulância chegou no local junto com Gemma e Lottie. As crianças ficaram na casa da Anne, ela estava uma pilha de nervos.

Gemma me ligou do hospital, ela chorava e me xingava durante toda a ligação. Lottie também. Eu não pensei nas consequências que aquilo iria trazer para nós ou nossos filhos, eu fui fraco. Quando cheguei no hospital, você estava em cirurgia. Iria ficar tudo bem, afinal. Mas sabia que não poderíamos mais ficar juntos, não depois de Cole e das minhas escolhas estúpidas. Eu fui tão burro, Harry.

A cirurgia ocorreu bem, superficialmente. Nossos filhos e Anne foram os primeiros a te ver, você parecia bem. Lembra? Depois Gemma e Lottie, ao ver a sua irmã você ficou radiante. Depois eu.

Nós discutimos, de novo. Eu saí do quarto batendo porta, tão imaturo. Você teve um ataque de asma cinco minutos depois, suas últimas palavras para mim foram:

– Eu te odeio Louis Tomlinson, mas me odeio ainda mais por não conseguir admitir que não odeio.

Eu disse que te amava, mas não dava certo. E saí.

Suas últimas palavras para os médicos foram: eu o perdoo.

Você me perdoou, seu último fôlego foi para me perdoar. Os médicos não conseguiram parar o ataque, as crianças gritavam, Gemma abraçada na Lottie soluçando, Anne…

Eu nunca tinha visto sua mãe daquela maneira, nem mesmo quando você experimentou maconha pela primeira vez. O olhar de decepção. Ela sabia, sabia que a culpa era minha.

Você morreu no dia trinta e um de janeiro, faltando dois dias para o seu aniverário, há uma hora da manhã.

Eu não conversei mais com Anne. Nossos filhos ficam lá e nas tias deles mais do que em casa, que é outra; eu vendi a nossa casa. Anne comentou sobre pegar a guarda das crianças com Gemma.

Anne Styles, a guarda de Johannah e Robin Tomlinson Styles são sua. Gemma e Lottie, auxiliem ela. Eu amo vocês cinco. A minha casa fica para a Felicité, ela precisa mais do que eu.

Eu sou fraco, amor. Fraco o bastante para dizer que eu não aguento mais.

Me perdoe.

Eu sinto muito.

Te vejo em breve, Sun.

Eu te amo.

Com amor,

Louis.”


Notas Finais


=)


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