História CONSEQUÊNCIA - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Romance
Visualizações 35
Palavras 1.568
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Acho que finalmente o casal vai virar casal 🙊

Capítulo 6 - Curativo


Uma semana se passa depois daquela noite de tempestade. Agora Alyssa e Vicente tinham uma rotina sincronizada, ele continuava na casa anexo, mas os dois faziam as refeições juntos. Religiosamente o chef preparava a comida, Alyssa o ajudava cortando verduras frutas ou algo que ele pedisse, ela também caprichava ao arrumar a mesa com arranjos de flores ou algo que deixasse o ambiente mais bonito.

Vicente insiste em ensiná-la alguns truques na cozinha e mesmo rejeitando para fazer charme, a jovem adora receber as dicas. Mesmo inconsciente ele sabia que não passava de uma desculpa para tê-la por perto, gostava até das discussões que tinham diariamente sobre coisas corriqueiras. Sempre depois do almoço ela cochilava e ele se recolhia no anexo para responder e-mails ou ler um livro. A casa principal ficava sempre em total silêncio nesse meio tempo, mas ao final do dia a alegria voltava quando Vicente retornava para preparar o jantar. Costumavam finalizar a refeição com uma taça de vinho ou até mesmo licor. Religiosamente às 20h, se despediam com provocações ou apenas uma brincadeira sobre o cardápio do dia seguinte. Durante a última semana a rotina havia sido exatamente essa e ambos estava adaptados e felizes.

Era sexta-feira, de pijama, olhando para o teto, Alyssa afunda na cama e abraça o travesseiro. Ao longe uma música clássica tocava, Vicente costumava ouvir todas as noites antes de dormir, ela fazia questão de deixar a janela aberta para que o som entrasse em seu quarto. Os pensamentos começam a focar demais nele, deixando-a confusa, pois estava estranhamente gostando da presença do irmão de sua melhor amiga e dos momentos passados juntos. Às vezes, quando se encaravam, ela tinha a impressão que via desejo ou admiração masculina no olhar dele. Vez ou outra se tocavam e a pele parecia pegar fogo. Os pensamentos povoam na cabeça dela que fantasia como seria se tivessem um relacionamento. Mas, logo lembra a si mesma que ele era apenas o garoto que havia brigado com ela a adolescência inteira.

Na casa em anexo Vicente também pensa em Alyssa, ele sabia que estava se deixando encantar por aquela versão de menina legal e boa companhia. No fundo, sempre fora encantado por ela, desde sempre, mesmo que jamais admitiria em voz alta. O chef de cozinha pensa e relembra todas as brigas entre os dois quando mais jovens. Eram totalmente diferentes naquela época, o que não fazia sentido era estarem em tão afinada sintonia no presente. Uma semana havia se passado e os dois ficavam cada vez mais próximos. Atribuindo a proximidade ao fato que só tinham um ao outro naquela praia, ele balança a cabeça negativamente querendo expulsar a imagem dela da mente. Vicente apenas tenta, mas o sorriso da jovem e os gemidos sempre que provava um novo prato feito por ele, o perseguiam.

No dia seguinte, Alyssa volta da sua caminhada matinal e encontra o piso da cozinha sujo de sangue. O coração da contadora acelera e ela segue, apavorada, as manchas que somem na porta do banheiro social. Abrindo sem pensar, ela encontra Vicente com o dedo embaixo da água corrente da torneira. Ele estava sem camisa, os cabelos bagunçados, uma imagem sexy demais para Aly não notar.

- O que houve? – Finalmente ela pergunta depois de olhar cada pedacinho da que peitoral exposto.

- Me cortei e estou tentando lavar para não infeccionar, sujei um pouco a casa. – Fala pedindo desculpas - Achei que nesse banheiro teria gases, mas não encontrei. Você poderia me ajudar, Aly?

- Claro! – Ela confirma um pouco desnorteada por ver o sangue e por vê-lo tão másculo sem camisa. – Tem muito sangue na cozinha e...

- Foi mais profundo do que deveria, mas nada que me tire à vida.

- Não brinca! – Alyssa o repreende com voz dura.

- Desculpa! – Ele pede ao notar que a havia assustado.

- Tem ataduras no banheiro do meu quarto e alguns medicamentos, não se mexe, continua aqui. Já volto!

- Aly, não precisa ficar tão apavorada. Estou bem!

- Você não parece bem, está sangrando.

- É só um corte, pega os gases?

- Indo!

Girando em torno de si mesma um pouco atordoada, ela finalmente se vai, subindo as escadas correndo. Alyssa volta minutos depois e, após enxugar o local do corte, colocar medicação, isola o ferimento com cuidado. Fechando o curativo com esparadrapo e finalizando com um beijo.

Vicente engole seco quando ela beija o machucado sobre o curativo, sem acreditar que aquele gesto inocente poderia ser tão sensual e mexer com seu imaginário.

- Minha mãe sempre dizia que o beijo ajudava a curar. – Ela justifica.

- Aly... – Geme o nome dela baixinho, hipnotizado.

Os dois estavam perto demais, poucos centímetros os separavam. A jovem ainda segurava a mão dele entre as suas e os olhos mergulham um no outro. Sentiam-se incapazes de se moverem, Vicente não consegue resistir quando ela abre os lábios em um convite mudo. Uma das mãos dele puxa-a pela cintura enquanto a outra se encaixa na nuca, trazendo o rosto de encontro ao seu até os lábios estarem colados.

O beijo começa um pouco tímido e lento, quase como apenas um roçar de bocas. Aos poucos, o sangue parece esquentar, as entranhas se remexem e os dois revezam entre línguas, lábios desejos e gemidos. Vicente a aperta contra o corpo, Alyssa remexe os quadris e grunhe quando ele explora sua boca com a língua ávida. As respirações estavam arfantes, os sussurros de ambos ecoam pelo banheiro. Em um gesto firme, ele troca de lugar com ela e a encurrala entre o corpo e o balcão da pia. Estavam esquecidos do mundo, só aquele beijo e o tesão que os incendiava importava naquele instante. O contato das bocas e línguas faz barulho, barulhos que denunciavam o quanto o beijo estava molhado e intenso.

Uma eternidade se passa até que finalmente as bocas se separam, mas os corpos permanecem colados. Vicente encosta a testa na dela e os dois suspiram, ficando em silêncio por alguns instantes.

- Vicente, o que foi isso? Nós dois... nós...

- Não sei explicar, Aly.

- Foi um erro, Vicente.

- Não! Não foi um erro. A cada dia que passa... sinto algo que... Alyssa, eu queria te beijar desde aquela noite da tempestade... aquele dia te coloquei na cama.

- Eu estava bêbada. Agora... esse beijo ... foi...

- Não foi um erro, foi nossa vontade falando mais alto Aly.

- É loucura, não podemos.

- Por que não?

- Por que ... por que... – Ela tenta, mas não acha palavras para explicar.

- Sei que você também sente essa atração entre nós, estou errado?

- Estamos nós dois aqui, não temos opções de outras pessoas, o isolamento está nos deixando carentes e por isso esse beijo.

- Não é isso, Aly.

- Claro que é Vicente.

- Tem algo acontecendo, essa semana foi especial. Eu adoro acordar e preparar seu café, ficar te esperando voltar da caminhada. Gosto de inventar algum prato para o almoço e te ver fechando os olhos enquanto prova tudo que faço e... o jeitinho que você geme quando gosta do tempero e da comida... posso ficar te olhando por horas – Ele confirma, voltando a roçar a boca na dela.

- Ahhhhhhh! – Tomada pelo desejo, Alyssa se joga e o beija com vontade mais uma vez. A forma selvagem que ela invade a boca dele com a língua, arranca um tesão desesperador do chef.

Correspondida na mesma intensidade, a jovem sente uma mão entrar por baixo da blusa e atingir seu top que usava para a caminhada matinal. Ela crava as unhas nas costas dele, mexendo os quadris de encontro aquela excitação masculina. A coisa toda vai esquentar até que de repente ela parar e tentar se afastar.

- Espera! – Ela pede.

- Aly, eu fui rápido demais. Desculpa se te ofendi... eu... desculpa? – Diz, tirando as mãos dos seios dela.

- Tudo bem! Só que... acho melhor irmos devagar com isso, Vicente.

- Claro, claro...e tenho o seu café da manhã para preparar.

- Com seu dedo machucado? Não! Hoje “eu” preparo a comida, tá?

- De jeito nenhum, você é um desastre. – Ele diz em tom de brincadeira e os dois gargalham, ainda coladinhos um no outro.

- Não seja ridículo, posso não ser uma chef de cozinha, mas sei preparar um café da manhã. Agora vem comigo, aproveita e me conta como se cortou. Que tipo de chefe se distrai tanto que se corta assim? – Instintivamente Alyssa pega na mão dele que não estava machucada e vão para cozinha de mãos dadas.

Decidida, ela o obriga a sentar na cadeira e esperar até que limpe todo o chão. Em seguida, já com tudo limpo, ela se concentra em preparar ovos mexidos. Como se fosse natural, enquanto Alyssa faz o café de ambos, os dois sorriem de piadas bobas, conversam animados, discordam por bobagem e trocam selinhos e carinhos furtivos quando ele não aguenta e se posiciona por trás dela para “ajudar” a preparar os ovos. Quase deixam a frigideira queimar quando se distraem com um beijo mais profundo e apaixonado, Alyssa desliga o fogão, tentando se concentrar nas torradas. Mas logo esquecem a comida ao encostarem as bocas e começarem uma sequencia de beijos sem fim. O sabor da boca dele parecia estar deixando-a viciada, o mesmo acontecia com ele... não conseguia pensar em mais nada que não fosse beijar aqueles lábios carnudos.


Notas Finais


Eita que fogo 🙊


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