História Consequência (Yoonmin) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jin, Personagens Originais, Suga, V
Tags Taejin, Yoonmin
Visualizações 169
Palavras 2.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi minha gente. Nem sei como estou postando isso. Eu não estou tendo tempo nem pra respirar, to tentando escrever desde que postei o outro. Então me perdoa qualquer coisa e não desisti de mim

Capítulo 2 - I


A noite caiu, os vidros ficaram mais embaçados e a escuridão tomou conta da sala de Yoongi. O bruxo já havia se acostumado com sua solitude e prezava muito por ela. Mas desde o momento em que conseguiu encontrar um certo garoto de rua que tinha um olhar sapeca e um sorriso travesso o pobre bruxo sentia que sua solitude estava se tornando solidão.

- O jantar está pronto Yoon, vamos comer sim? - Jin estava parado na porta com um candelabro em mãos, a luz iluminava apenas seu rosto e mais uma vez Yoongi se perguntou como seria sua vida se Jin soubesse de seu verdadeiro poder.

- Vamos é claro, mas antes me deixe tomar um banho, será rápido eu prometo.

- Claro. - Jin o deixou no escuro de seu escritório e Yoongi antes de sair do local - e mais uma vez naquele dia - deixou que a chama em sua mão lhe mostrasse ele.

Ele parecia feliz junto de seus amigos em um rodinha num beco qualquer com uma fogueira pequena que com toda a certeza não os esquentaria o suficiente durante a noite e talvez a garrafa de bebida que eles dividiam estaria ali por esse motivo mesmo, para que seus corpos pudessem se esquentar um pouco mais. Os cabelos do garoto estavam grandes, beirando o ombro, suas roupas sujas, o corte no super cílio e o olho arroxeado deixavam bem claro que ele havia aprontado ou roubado algo mais uma vez, e não que fosse a primeira vez que o visse daquela forma e talvez não fosse a última. Yoongi ficou alguns segundos admirando o sorriso alheio e se perguntando como seria se ele tivesse crescido ali com ele, entre os jardins e as escadas de pedra.

Yoongi puxou o ar com força e fechou a mão, se levantou de sua cadeira e saiu do escritório. Enquanto passava pelo corredor, seus dedos estalavam e os candelabros com velas suspensos na parede iam se acendendo e trazendo um pouco de luz ao mausoléu. Já em seu quarto, se despiu de suas vestes, caminhou até seu banheiro, colocou o suporte com uma vela sobre a pia de pedra e encheu sua banheira. Deslizou seus dedos sobre a água e a esquentou. Seu corpo deslizou pela cerâmica branca e ele passou a contar as estrelas pela janela que havia logo a sua frente quase tocando no teto. Lembrou-se de que não deveria demorar e logo seu corpo estava repleto de sabão com cheiro morango.

Os cabelos foram secados com uma toalha felpuda e macia e por seus braços um roupão de seda azul subiu sendo preso por uma fita na cintura. Um sapato muito confortável estava em seus pés e com um candelabro em mãos saiu de seu quarto e começou a andar pelo corredor do segundo andar que lhe dava uma visão perfeita do imenso hall de entrada. O local também estava escuro então com um simples movimento de dedos o grande lustre iluminou o ambiente que tinha vários tons de preto, vermelho e cinza.

Para desconhecidos aquilo seria deveras angustiante. Talvez por essas benditas cores, tantas lendas de um castelo mal assombrado e abandonado surgiam nas más línguas da região. Mas, ele é Jin não se importavam, já estavam acostumados com a escuridão que rondava o coração dele. Afinal o local agia e se manipulava de acordo com os seus sentimentos.

O jantar estava silencioso, mas agradável e a comida que Jin preparava era sempre deliciosa.

- Yoongi.

- Sim? - o moreno limpou o canto das bocas com um guardanapo e olhou para o primo.

- Eu estava pensando em uma forma de trazer o garoto para cá. - Jin bebericou seu vinho e esperou alguma reação de Yoongi.

- Prossiga. - o bruxo relaxou em sua cadeira e tocou a base da sua taça.

- Nós podemos usar a sua indução para...

- Espera Seokjin, você sabe que não posso usar meus poderes para traze-lo para cá, a legião foi muito clara com isso.

- Yoongi, eu estava lá. E minha memória diz que não foi bem isso que eles disseram.

- Mesmo assim Jin, eu não posso arriscar mais uma vez. - ainda segurando a base da taça Yoongi jogou seu corpo ainda mais para trás escorregando no assento e virou seu rosto para o lado

- Mas eu posso e vou com a sua ajuda. Me escuta pelo menos uma vez na vida, eu vou te contar meu plano, eu sei que você vai aceitar e eu vou tomar as providências. - Jin deixou seus ombros caírem em desânimo e desviou o olhar para o seu colo - Eu não aguento mais te ver assim.

Yoongi respirou fundo. Era só ouvir certo? Isso não iria lhe arrancar nenhum pedaço.

- Então me conte, eu sou todo ouvidos.

•••

Jimin já ria completamente alterado junto de três amigos conversando banalidades e tentando ignorar o frio que fazia os ossos tremerem e a boca se arroxear, foi quando viu que um dos garotos estava inerte e olhando fixamente para um ponto atrás de seu corpo. Quando virou seu rosto viu um belíssimo gato persa completamente negro de olhos amarelos, sentado os observando. Antes que Jimin pudesse ter uma reação devido a beleza incomum do animal seu amigo se levantou tropeçando nos próprios pés e pegou o felino no colo o esmagando contra seu corpo. A reação do pobre animal foi se debater e tentar a todo custo sair daquele aberto indevido, mas tudo o que ganhou foi um abraço mais apertado ainda.

- Tae, largue esse gato, deve tá cheio de doenças, você sabe como gatos de rua são imundos. - o gato ficou tão ofendido com aquelas palavras que arranhou o gosto do amigo loiro de Jimin que o soltou assustado.

- Pare com isso Jimin, ele ficou ofendido coitadinho. - Taehyung se abaixou a acariciou a cabeça do gatinho que esfregou seu focinho nele - Ah eu vou morrer olha isso! - as palavras saiam emboladas pela boca garoto junto de sua fala infantil. Taehyung era completamente apaixonado por gatos - Ei espera, ele não é de rua, olha essa coleira de seda prata e esse broche azul.

Seus amigos olharam para a pedra admirados, seus olhos dobraram de tamanho e todos eles pensavam em apenas uma coisa: o roubar e vender.

Um sorrisinho sacana adornou o rosto de Taehyung, mas no momento em que seus dedos brincaram com o broche, seus olhos foram de encontro com os do gato. O garoto sentiu seu corpo tencionar e sua mente desligar, o gato se virou e se pôs andar para fora do beco e Taehyung como um boneco de corda manipulado por alguém começou a seguir seu rastro. Seus amigos que ficaram no beco se viram confusos e desconfiados então se colocaram de pé, mas antes que pudessem sair do local Taehyung voltou todo sorridente com uma garrafa em mãos, bebida essa que eles nunca conseguiriam comprar em suas vidas. O brilho nos olhos dos três iluminou mais que do que a fogueira acessa

- Olha só o que eu achei bem ali. - Taehyung balançava a garrafa no ar e Jimin percebeu que o gato estava ao lado dele o olhando com seu rabo imóvel - E está lacrada.

- Então vamos beber esse preciosidade logo! - Bambam que era assim chamado por nunca ter ganhado um nome de batismo dava pulinhos em falso e batia as mãos.

- Espera, espera, não é bem assim. Não é todo dia que somos dignos de algo nesse patamar. Então só provará desse licor dos deuses quem tiver coragem de ir agora mesmo no castelo abandonado. - Taehyung falou aquilo com uma divina convicção, Jimin caiu no chão de tanto rir por não conseguir equilibrar de forma correta o próprio peso.

- Eu gosto de beber, mas não exagere meu caro amigo. - os outros dois concordaram com a fala de Jimin, que em estantes parou de rir e encarou o gato nos pés do amigo - Ah quer saber, vocês são uns frouxos! Essa garrafa já é minha, eu vou entrar lá e mostrar que é tudo conversa dessas velhas futriqueiras que não tem o que fazer em suas vidas.

•••

Agora com os quatro parados em frente ao imenso portão de grade que protegia o local Jimin começou a sentir que toda aquela coragem que estava sentindo queria deixar de existir. Olhou para frente e viu o longo caminho ingrime, escuro e repleto de mato e teve desejo dar meia volta e sair correndo o mais rápido que podia. Mas o gato que estava os acompanhando entrou para dentro da propriedade com certa calmaria, se sentou e olhou direitamente para Jimin. O garoto viu os olhos amarelos serem tomados por um brilho sinistro, iria perguntar para os amigos se eles também estavam vendo ou sentindo aquilo, mas não o fez, Jimin simplesmente se viu hipnotizado e antes que se desse conta já havia retirado o imenso cadeado com facilidade, já que era muito acostumado com essas coisas, ele só não esperava que nessa atitude suspeita de seu corpo que se movia sem sua permissão, seus amigos iam ficar trancados para fora.

Mas como em um transe Jimin simplesmente continuou a andar sem parar, quase chorando de medo a cada estalar nos matos ao redor e tremendo em desespero a cada balançar de árvores por conta do vento. Jimin queria correr, chorar, gritar e pedir por colo, mas seu corpo apenas ia.

Então engoliu em seco ao se deparar com as imensas portas de mogno que estavam emaranhadas por folhas e raízes finas, sentiu um calafrio em apenas uma perna e soube que coisa boa não estava por vir. Quando sentiu que havia retomado o poder de seu corpo o garoto não pensou duas vezes em dar meia volta e descer a ladeira de pedregulhos, mas o gato preto estava parado e ele jurou que um simples animal tão pequeno, seria capaz de dilacerar suas vísceras e comer seu coração, coração esse que falhou uma batida quando um ranger de portas atingiu em cheio seus tímpanos. Jimin segurou a respiração e se virou tão lentamente que deu a sensação de que a noite iria virar dia e ele ainda não teria dado a volta completa.

Ele deveria começar a correr e sei que você também pensou nisso, mas como todos nós sabemos ele não escolheu o caminho racional e em seu inteiror ele iria culpar a bebida pela escolha errada que iria fazer.

Jimin engoliu em seco e colocou um pé sobre o piso escuro do hall de entrada, olhou para trás e o gato havia desaparecido, colocou outro pé e sim ele quase deu meia volta, mas a curiosidade fora mais alta, afinal quem está na chuva é para se molhar não mesmo?

Ele deu mais alguns passos para dentro do total breu e um grito nada másculo lhe escapou da boca carnuda quando a porta fechou em um baque surdo e o vento que o ato repentino proporcionou bagunçou seus cabelos. Agora ele estava sozinho em um local completamente desconhecido e no mais absoluto breu.

- Se existe alguém aqui, que me mate logo e rápido, por favor, não me deixe sentir dor! - o pobre garoto falava girando pela sala com os braços esticados como se aquilo fosse lhe salvar.

Uma risada ecoou por todo o grande salão e Jimin sentiu o pavor lhe tomar todo o corpo quando sentiu algo lhe assoprar a nuca.

- Por favor não me mata! - ele já se encontrava em completo desespero e totalmente bipolar.

- Eu não vou te matar. - o imenso lustre se acendeu e Jimin ergueu seu olhar cheio de lágrimas para um corredor que havia no segundo piso que dava uma visão ampla de onde ele estava - Mas invasores merecem ser punidos não acha?

Jimin ouviu a própria morte lhe falar ao pé do ouvido quando seus olhos se cruzaram com os de Yoongi que tinha uma taça de vinho nas mãos e um sorriso indecifrável no rosto magro e pálido. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, e agora em Jimin meu filho? E esse gato ai hein?

Opa, opa que eu esqueci de avisar que a fic mudou de nome minha gente. Desculpem por isso, mas, é que eu sou louca das ideia e só depois fui ver que esse nome ia ter mais lógica viu?


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