1. Spirit Fanfics >
  2. Consequências >
  3. Festa Beneficiente

História Consequências - Capítulo 12


Escrita por:


Capítulo 12 - Festa Beneficiente


Fui pra casa depois que me resolvi com Nathaniel. Ou quase.

Cheguei e vi meu pai na cozinha andando para cima e para baixo. Não sei se estava cozinhando ou procurando alguma coisa.

- Oi pai - falei largando minhas coisas no sofá.

- Ah, oi - falou parando esfregando as mãos no pano de prato.

- O que está fazendo? - falei indo até ele.

- O almoço - falou voltando a andar mexendo nos armários como se tivesse procurando algo - Você sabe onde está o sal? Sua mãe trocou de lugar e agora eu não estou achando - falou ainda procurando.

- Aqui - falei pegando em um canto.

- Obrigado - o mesmo pegou o sal e foi terminar de cozinhar.

- Vou subir para trocar de roupa - falei me referindo a sair.

- Como foi a escola? - perguntou o mesmo.

- Foi tudo bem - falei o olhando um pouco apreensiva, eu não queria contar para o meu próprio pai que meu ex-namorado havia voltado para a escola e que eu tinha um.

- E você conseguiu pegar a primeira aula? - falou concentrado no que fazia.

- Sim, consegui - falei.

- Sabe, eu tive que voltar para casa porque eu havia esquecido de algo - começou a falar dando de ombros - E encontrei sua mãe. Ela perguntou onde você estava e eu falei que eu havia te levado para a escola - falou por fim me olhando.

- Ah, ela te perguntou? - falei desviando o olhar.

- E ela riu então perguntei o que estava acontecendo - falou se aproximando - E falou que você nunca saiu aquele horário, então eu falei que você não conseguia pegar o primeiro tempo. E ela me falou que você sempre conseguia pegar  - falou por fim.

Estou começando a entender, ele vai me perguntar porque eu quis sair mais cedo.

- Então mocinha, o que tem a me dizer? - falou cruzando os braços.

- Eu não - comecei a falar, mas seu olhar era de "fale tudo agora" - Pai, é que eu só queria passar um tempo com você - falei.

O mesmo sorriu e me abraçou. Retribui o gesto.

- Eu entendo o porque - falou apoiando seu queixo na minha cabeça - Eu não sou a sua mãe, sei que ela não tem tempo e não passa muito o dia com você - o mesmo falou me fazendo olhá-lo - Mas eu não vou fazer o mesmo, quando precisar você pode contar comigo. Tudo bem que eu sou o pai e geralmente todas as garotas preferem falar com suas mães, você sabe que com a gente é diferente - falou sorrindo por fim. Assenti e o abracei novamente.

Isso era a mais pura verdade, sempre fomos unidos. Não escondemos nada um do outro. De repente eu me lembro do que minha mãe disse quando me contou o porque dos dois se separarem.

"Me… Mandaram um vídeo do seu pai com outra mulher."

Eu não acredito que tenha sido o meu pai. Ele sempre amou minha mãe, os dois viviam juntos como dois adolescentes. Até um ficar longe do outro. Do nada.

Sei bem de como é a sensação de perder alguém que você realmente ama, por uma simples ironia do destino. Acordei dos meus pensamentos e olhei para ele mais calma.

- Vou subir para trocar de roupa e já desço - falei e o mesmo se afastou assentindo.

(...)

Depois de ter almoçado e ajudado meu pai com a louça fui subir para meu quarto. Papai disse que não ia precisar voltar para trabalhar então me deitei um pouco para ver se eu tirava uma soneca.

Mas os pensamentos batucavam na minha cabeça, em relação ao 'problema" dos meus pais. Eu queria saber o motivo do término deles, eu sei que meu pai não faria isso.

Então pensei: E se eu procurasse esse vídeo no quarto da minha mãe?

Está aí, vou começar a investigar! Eu adorava esse tipo de coisa, eu vejo nos filmes e sempre quis fazer mas só que é diferente.

Me levantei e fui no quarto dela e comecei a vasculhar os armários, o guarda-roupa, criado mudo. Claro isso com muito cuidado, porque se meu pai entrasse aqui seria um caos.

- Nada - falei comigo mesma.

Mas tinha um lugar que eu não procurei. Dentro das cobertas!

Fucei, fucei e fucei, até que  finalmente achei.

- Bingo! - falei encontrando o notebook da mesma.

Abri e o que eu esperava, pedia senha. Tentei o nome do meu pai mas não, tentei o dela, também não. Tentei o nome da empresa, cartão de crédito e nada.

Então resolvi tentar o meu nome e olha, abriu. Fui em arquivos e nos recebidos, tinha um vídeo diferente. Abri e assim pude ver o vídeo. Vi detalhadamente, uma pessoa que se dizia meu pai estava beijando uma mulher loira, jovem e bonita.

- Filha eu vou ter que...  - ouvi a voz do meu dei um pulo e escondi o notebook embaixo dos travesseiros - Onde você está? - falou o mesmo me procurando.

- Aqui pai - falei me deitando na cama.

- Ah, você está  aí - falou dando de ombros - O que está fazendo? - perguntou.

- Deitada - falei um pouco apreensiva e o mesmo me olhou desconfiado - É que aqui  é melhor de dormir por causa do barulho - argumentei. O mesmo assentiu.

- Eu vou ter que sair. Vou estar de volta daqui a pouco está bem? - falou.

- Sim, tudo bem - falei aliviada por estar sozinha em casa, assim posso ver o que realmente é esse vídeo - Eu vou dormir mesmo - falei o tranquilizando.

- Ok - falou saindo e fechando a porta - Tchau.

- Tchau - falei fingindo fechar os olhos.

Depois que eu escuto a porta principal do andar de baixo bater, logo me levanto e vou dar uma olhada pela escada se havia alguém.

- Pai? - falei tentando escutar algo. Sem resposta.

Isso! Era o que eu queria. Peguei novamente o notebook e enviei aquele vídeo para o meu email.

Porque seria mais fácil de se ver o vídeo inteiro completo. Mas antes fui até meu quarto e peguei um pendrive que Armin uma vez tinha me dado, caso eu quisesse hackear alguma coisa como: Senhas dos cartões dos meus pais, alguma empresa, ele pensava em tudo, até que isso me fez uma imensa ajuda.

Pluguei o pendrive no computador da minha mãe e comecei a procurar o endereço do destinatário que enviou essa mensagem. Parece que precisa ter uma senha para poder mexer nesse tipo de coisa, tentei algumas, até mesmo as mais idiotas possíveis.

Tentei até o nome do meu pai mas, não rolou. Ouvi alguns barulhos vindo do andar de baixo, apenas apago o que eu enviei para mim e até o lixo eletrônico.

Tiro o pendrive fecho as janelas que abri e guardo o mais rápido possível. Coloco o no mesmo lugar em que achei e fecho as portas, gavetas dos armários dela e pulei para cama para fingir que estou dormindo.

A porta se abre.

- Clara? - me chamou mas parou instantaneamente quando me viu dormir.

Fingi me mexer e me acordar aos poucos.

- Hum - falei abrindo os olhos devagar e fingir me espreguiçar.

- Oi, eu não queria te acordar - falou se aproximando - Porque está dormindo aqui? - perguntou se sentando na beira da cama.

- No meu quarto tinha muito barulho - falei fingindo a voz de sono. A mesma murmurou "Ah" e se levantou.

- Vou deixar você dormir então - falou indo até a porta - Qualquer coisa estou no andar de baixo. Assenti e voltei a "dormir".

Escutei  porta sendo fechada, eu não podia pegar e continuar investigando até porque é muito arriscado. Comecei a pensar no que fazer e eu tenho certeza que meu pai não fez aquilo eu o conheço e é por isso que eu preciso ver o que tem por trás de tudo isso.

Meus olhos pesaram e então dormi.

 

(...)

 

No dia seguinte eu me acordei e logo fui tomar um banho e me arrumar para a escola. Ontem eu tinha dormido mesmo no quarto da minha mãe depois que ela chegou, mas acordei com os berros para me chamar para jantar. Jantamos como pessoas normais, apesar de estarem separados eles sabem se comportar. Depois disso fui tomar um banho e assim deitar e dormir, o que não demorou muito.

Depois do banho quente e demorado fui ao meu quarto trocar de roupa. Escolhi uma calça clara e uma blusa larga preta.Sequei meus cabelos na toalha e os penteei. Passei um pó e um corretivo no rosto porque a minha cara está toda amassada.

Peguei minhas coisas e desci para pegar uma fruta porque estou meia atrasada. Desci as escadas correndo e indo com uma certa pressa até a cozinha, encontrei meu pai.

- Bom dia pequena - falou arrumando sua pasta.

- Bom dia - falei pegando uma maçã - Tchau, bom trabalho - falei saindo.

- Quer que eu te leve? - perguntou pegando a chave do carro.

- Não vou te atrapalhar? - perguntei segurando as minhas chaves que eu havia pegado na estante da cozinha.

- Não, tudo bem - falou pegando sua pasta - Eu não tenho um horário para chegar - falou dando de ombros.

- Tá bom - falei.

- Vamos - falou saindo.

- Vamos - falei saindo também.

O trajeto foi tranquilo, pelo menos os sinais estavam todos verdes, assim não vou me atrasar mais. Meu pai parou o carro na frente do colégio e murmurou um "está entregue" agradeci e lhe desejei um bom trabalho e sai do carro.

(...)

POV CLARA OFF

 

POV CASTIEL ON

As aulas passaram tão devagar que eu queria sair da sala e nunca mais voltar. Não sei também porque eu voltei, está meio chato ver os professores todos os dias.

Lysandre apesar de ser um bom amigo, ele também me salva de algumas aulas. Hoje não vi a Clara, não tenho mais as mesmas aulas que ela, bom eu tenho que parar de pensar o que ela está fazendo não vim por ela.

A hora do intervalo havia chegado e eu e Lysandre fomos para o armário dele, ele queria pegar alguma coisa então o acompanhei. Ao olhar para o outro lado vejo quem eu menos esperava ver hoje, apesar de não termos cruzado em trocas de períodos, e ela nunca responder minhas perguntas.

Clara. Ela e Rosalya conversando enquanto Clara coloca seus livros no armário. Me remexo um pouco para ver melhor.

Pronto! O tio chiclete chegou e já vou dando abraços nela. Não sei porque mas isso me incomodou.

Ali estava, os dois, abraçados sorrindo e conversando como dois apaixonadinhos. Rosa de vela, eu de ex-namorado invejoso... Invejoso não, eu não tenho mais nada haver.

 

Rosa puxa Clara e a mesma murmura algo para o representante de merda e lhe dá um beijo, confesso que virei o rosto essa hora. O chicle desgruda e a olha sorridente, logo ele me olha e fecha a expressão e já sai batendo os pés.

- Castiel, é melhor você tomar cuidado com que está fazendo - falou Lysandre me tirando do transe.

- O que? - falei sem entender.

- Não se faça de tonto, você olha muito pra ela, se quer continuar tendo olhos... É melhor usá-los discretamente - falou ao sair.

- Até parece - resmunguei para mim mesmo.

POV CASTIEL OFF

 

POV CLARA ON

Depois das aulas terem terminado eu pego minhas coisas e vou embora. Hoje meu pai me trouxe para casa e eu estou querendo continuar a minha "pesquisa".

- Clara - escutei alguém me chamar. Me virei para ver quem era.

- Ah, Nath - falei pegando o dinheiro da passagem de ônibus.

- Eu queria te perguntar se você não quer passar a tarde comigo - falou esperançoso.

- Puxa! - falei lamentando. Eu queria ficar sozinha - Pode ser outro dia? Tenho muitas coisas pra fazer hoje - falei dando uma desculpa. Uma desculpa não,  eu ia fazer alguma coisa.

- Tudo bem - falou um pouco triste - Ok, pode ser sim - falou entendendo.

- Eu vou te recompensar - falei lhe dando um selinho. Quando eu ia saindo ele novamente me chamou.

-  Ah espera Eu ia te falar mas eu havia me esquecido vai ter uma festa para arrecadar fundos para uma empresa queria saber se você não pode ir comigo - falou rapidamente -  uma banda nova vai tocar nesse evento e meus pais Querem muito que eu vá então você pode ir? - perguntou.

- Bom, eu tenho que ver com a minha mãe mas qualquer coisa eu te ligo tá bom - falei -  eu tenho tchau - falei saindo. O mesmo murmurou um tchau e assim eu saí.

Eu  precisava descobrir o que era aquele vídeo eu não podia perder mais tempo.

 

(...)

 

O dia passou, e eu novamente cai no sono da minha cama. Eu estava muito cansada porque foram horas e horas de muitos códigos e nada, pelo menos nada que me interessasse. Acordei no susto fechei rapidamente o meu notebook e tirei o pen drive que estava plugado no objeto Dessa vez ninguém foi ao meu quarto me avisar que o jantar está pronto, novamente me acordei na hora do jantar, nossa isso me deixa realmente cansada.

Chegando na cozinha ouvi algo sobre uma festa para arrecadar fundos então eu perguntei:

- Que festa é essa? -  falei me sentando na cadeira.

-  É um show de uma banda muito conhecida que a pouco tempo alcançou muitos fãs. Vão tocar nesse evento - meu pai falou.

- Ok mas, porque que a banda foi chamada para tocar? O dinheiro para eles? - falei me servindo.

- Não, mas acham que com eles tocando neste assunto as pessoas vão querer doar - falou o mesmo dando de ombros -  Acham que é o método inteligente.

Deu de ombros também.

- E isso significa? - perguntei.

-  Significa que seu pai foi convidado para ir e quer que vamos com ele - disse minha mãe se sentando na mesa.

- Tudo bem. Pode ser interessante - falei comendo.

- Sério? - disse meu pai.

- Sim - disse com a boca cheia - Nathaniel me falou disso - falei engolindo a comida.

- Seu namorado? - o mesmo falou levando uma garfada de comida na boca.

- Sim - respondi - Foi dele que te falei aquele dia - falei por fim.

A conversa durante a janta foi muito boa, conversamos sobre o evento e outras coisas. Minha mãe falou que teria que comprar uma roupa porque não dava para usar as delas de tão velhas, ri com isso.

Depois da janta fui dormir novamente, hoje era quarta-feira, então tenho tempo o suficiente para comprar um vestido já que a festa era essa sexta-feira a noite.

 

POV CLARA OFF

 

POV CASTIEL ON

 

- Quando vai ser essa festa? - Debrah perguntou.

- Sexta-feira - disse Viktor.

- E é para o que? - perguntei.

- Arrecadar fundos para uma instituição de caridade - falou - Confirmei a presença de vocês, por favor compareçam - falou o mesmo saindo.

- Perfeito! - Disse Debrah - Vou sair e comprar algumas coisinhas para estar bonita no dia - falou a mesma animada. Dei de ombros.

 

(...)

 

POV CASTIEL OFF

 

POV CLARA ON


 

O dia da festa chegou e sinceramente eu estou nervosa. Eu e minha mãe fomos ao shopping e ela escolheu um vestido vermelho para ela e eu resolvi ficar com um rosa mais claro, puxado para um cor de pele.

Tiramos o dia para nos arrumar, no caso minha mãe no salão e eu em casa. Ela disse que me pagava, mas eu lhe disse que Rosa me ensinou muita coisa, então que confiasse em mim.

 

(...)

 

 

Me olhei no espelho e pronto. Estou eu aqui, com o cabelo preso e as franjas onduladas na frente.

O vestido estava lindo eu não podia negar. Eu estava me sentindo bonita e "chique".

- Filha - falou minha mãe entrando no quarto - Nossa!  - exclamou.

Sorri pra ela colocando os brincos que peguei emprestado dela.

- Oi - falei terminando de colocá-los.

- Meus brincos? - falou se aproximando.

- Eu sei, mas eu não tenho então peguei emprestado - falei rapidamente - Se importa - perguntei.

- Não - falou negando com a cabeça.

- Tá muito bonita - falei a olhando de cima a baixo.

- Obrigada, eu amei esse vestido - falou sorrindo passando a mão no vestido - E o Nathaniel? - perguntou.

- Ele vai nos esperar lá,  falei com ele ontem a noite - disse colocando uma pulseira que ganhei a muito tempo do meu pai.

- Ah bom - falou se olhando no espelho da penteadeira.

- Bom, vou descer - falei mencionando sair.

- Ok, já desço - falou arrumando seus cabelos.

Assenti e desci. Meu pai estava nervoso, andando de um lado para o outro.

- Pai? - falei descendo o último degrau da escada o mesmo olhou para mim - Tudo bem? - perguntei preocupada.

- Sim, tudo bem - falou com meio sorriso.

Fui pegar minha bolsa de mão e escutei minha mãe descer, quando eu olho para meu pai ele está quase babando. Seus olhos brilhavam e ele esboçava um sorriso.

Olhei sorrindo para os dois que notaram minha presença aí então logo se recomporam.

- Vamos? - falou meu pai.

- Vamos - falei fechando a bolsa e sai.

- E o Nathaniel filha? - falou meu pai.

- Ele vai nos esperar na frente do salão - falei entrando no carro.

- Ok - respondeu por fim.

E assim fomos até o salão.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...