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História Consequências - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Aniversário


Shikamaru tinha certeza de que estava viciado nela, Temari era como uma droga. Havia se passado um mês desde aquele dia em que ele conheceu as amigas dela e teve uma maior interação com os irmãos da loira e, desde então, tinha certeza de que estava com um problemão, pois não parava de pensar nela. Toda aquela história de envolvimento sem compromisso vinha fluindo bem, os dois transavam quando surgia a vontade, algo que acontecia com uma boa frequência.

Temari o acompanhava em seus almoços na casa dos pais e por isso seus domingos costumavam terminar com um bom sexo no apartamento dela. Era até curioso, na verdade. Bastava um olhar daquela loira e ele já sabia o que ela queria dele, e Shikamaru simplesmente não tinha forças — muito menos vontade — de negar o que ela queria: uma transa ocasional.

Eles costumavam almoçar juntos em alguns dias da semana e às vezes saiam para jantar com o objetivo de se familiarizarem, ambos concordavam que seria bom tanto para eles quanto para o bebê se se conhecessem bem e tivessem uma relação mais íntima. Assim, a criança cresceria sem traumas por conta de desentendimentos entre eles e os dois não seriam pais frios que mal se conheciam e só se falavam por conta do filho. Além disso, a atração sexual era inegável e nenhum dos dois parecia ser capaz de ignorá-la. A verdade tinha que ser dita, Temari era sensacional na cama.

Durante aquele mês, suas relações carnais que já eram incríveis, se tornaram ainda melhores com o avanço da intimidade. Shikamaru teve tempo para descobrir o que mais a excitava e ela o mesmo com ele — o Nara provavelmente nunca seria capaz de esquecer o maravilhoso boquete que recebera no sofá dela dois dias antes, por exemplo.

E agora, em meio ao caos completo no jardim da casa dos seus pais, ele tentava evitar que esses pensamentos pervertidos viessem à tona em sua mente se concentrando em executar bem as tarefas que sua mãe ou Ino davam a ele. Havia chegado o dia de seu aniversário e a festa começaria em poucas horas, mas ainda havia algo de decoração para pendurar pelo jardim e, por sua altura, ele e o pai eram as vítimas das duas mulheres histéricas.

— Escute aqui, Shikamaru, eu juro que se quando eu voltar esses balões estiverem tortos eu vou te matar! — disse Ino, extremamente séria — É bom você pendurar isso direito!

Ele bufou.

— Que problemático! — estreitou os olhos para a amiga — Espera um pouco, onde é que você vai?

Ino revirou os olhos.

— Eu vou pra casa me arrumar, idiota. Sou a aniversariante, tenho que estar bonita. — ela olhou as horas no celular — Além disso tenho unha marcada agora, já estou atrasada!

Dito isso, se virou e foi embora.

— Essas mulheres... — comentou seu pai, risonho, indo na direção dele após terminar de pendurar os balões que ficariam na entrada do jardim como sua mãe havia pedido, na verdade, praticamente ordenado.

— Nem me fale. — falou o Nara mais jovem.

A mãe dele passou rapidamente por eles junto com a dona do buffet contratado, elas pareciam estar discutindo onde exatamente colocar os petiscos e depois o almoço, nem prestando atenção neles. Mas os dois nem reclamaram, muito pelo contrário, ficaram aliviados por serem ignorados pelo furacão Yoshino em ação.

A festa seria um almoço — mais para churrasco, na verdade — durante toda a tarde e a piscina poderia ser usada. Sua mãe e Ino haviam contratado um buffet e um barman para fazer drinks variados para os convidados. Além disso, haveria docinhos de diversos tipos e um bolo de dois sabores: metade chocolate, como ele gostava, e metade doce de leite, como Ino gostava. A Yamanaka tinha escolhido a decoração e acertara, como sempre, em combinar o gosto dos dois. Havia balões de gás hélio transparentes pendurados pelo jardim, as mesas tinham vasinhos discretos de flores no centro e a mesa do bolo também estava belamente decorada com bonitos arranjos de flores e um bolo pelado de dois andares.

— Quem você chamou para vir hoje? — perguntou seu pai.

— Os amigos de sempre, Temari e os irmãos. — respondeu, acrescentando com uma careta — Acho que o pai dela também vem.

— Achei que vocês dois ainda não tinham conversado.

— E não conversamos, mas Temari achou melhor que ele venha hoje e haja somente uma meia conversa. — explicou — Eu queria conversar de verdade com ele, como manda a responsabilidade, uma coisa de homem pra homem, mas ela meio que me proibiu. Pelo que ela disse, Rasa ainda está se acostumando com a gravidez e é bastante rabugento, então ela não quer que ele tenha muito contato comigo. — ele parou por um segundo — Na verdade, acho que nem ela quer ficar mais do que o necessário perto dele.

— Então por que ele vem hoje?

— Teoricamente é pra fingir que houve uma apresentação entre nós dois, basicamente Temari está fugindo de uma conversa mais prolongada entre mim e o pai dela. Aparentemente Rasa ainda não se conformou muito com a separação dela e detestou o fato de terem que lidar com dois escândalos sociais de uma vez.

Shikaku riu.

— Essa garota é esperta. — olhou para Shikamaru — Não se preocupe, vou tentar distraí-lo e aliviar a situação pro lado de vocês dois.

— Obrigado, pai.

Yoshino passou com a moça do bufê novamente e pediu para os dois pendurarem mais alguns balões

— E quanto a você e Temari? — inqueriu o mais velho enquanto faziam o que sua mãe tinha mandado.

— Estamos bem. — respondeu simplesmente, a fim de evitar que o assunto se estendesse.

Shikaku ergueu uma sobrancelha.

— Namorando?

— Não, pai.

— Ficando?

— Sim...

— Você deveria tomar uma atitude e tentar algo sério com ela.

Shikamaru suspirou.

— Não tem por que nos precipitarmos. — Shikaku o encarou — Além disso, por enquanto, ela só quer sexo casual.

— Então vocês conversaram?

— Sim. E definimos que nada sério por enquanto, tudo sem compromisso. Estamos livres para ficar com outras pessoas e fazermos sexo entre nós sempre que desejarmos. — decidiu contar para o pai com o objetivo de desencorajar qualquer especulação sobre sua vida.

Shikaku coçou a barbicha, aparentando estar pensativo.

— Entendi... e você ficou com outras pessoas?

Shikamaru travou por um momento e teve certeza de que o pai percebeu, era um homem muito observador afinal.

Como ele poderia dizer para o pai que ele — logo ele que sempre tinha vários casinhos ocasionais, contudo discretos, com diversas mulheres que conheceu ao longo da vida — estava viciado em Temari e simplesmente não se interessava por ninguém mais? Nem mesmo suas amantes mais frequentes, como Tayuya, por exemplo, com quem ele saia desde os vinte anos, ou Shion, que havia se tornado uma companhia excelente em diversas das suas noites de sexta-feira no último ano, haviam despertado seu interesse quando as vira ocasionalmente na empresa.

Shikamaru não era nenhum cafajeste, ele sempre deixara claro para as mulheres com quem se envolvia que o que teriam seria algo casual e discreto, que só eles e os amigos mais íntimos deveriam saber. Ele nunca se envolvia com mulheres que estivessem atrás de um compromisso porque sabia que poderia acabar machucando alguém e não desejava isso, detestava ver uma mulher chorar e se odiaria por saber que era o culpado pelo sofrimento de alguém. Não que o jovem Nara fosse avesso a relacionamentos, tivera até então duas namoradas: uma na escola e outra na faculdade, contudo esses envolvimentos não tinham dado certo e Shikamaru não fazia questão de sair por aí procurando uma namorada. Para ele, se um dia aparecesse uma moça que lhe despertasse maior interesse, um envolvimento poderia sim vir a acontecer, caso contrário, ele se contentaria com seus casinhos ocasionais.

O problema era que, desde que transara com Temari pela primeira vez, não conseguia mais sentir um grande desejo por ninguém. Ele saíra com Tayuya uma semana depois da festa da empresa da loira, todavia o sexo com a ruiva, que costumava ser ótimo, havia sido um tanto... desinteressante. Nem um pouco memorável. E depois que Shikamaru e a Sabaku começaram a ficar de vez, sua disposição para ver outras mulheres se tornou inexistente.

— Não, pai... não tenho ficado com ninguém não. — respondeu um pouco encabulado.

Shikaku mirou aqueles olhos sábios nele, como se lesse a sua alma. Shikamaru preparou-se para as palavras que certamente viriam: alguma zombaria ou comentário sarcástico. Contudo o que ele disse foi simplesmente:

— Entendi.

O mais jovem riu nervosamente, mal conseguia disfarçar o desconforto. Os dois voltaram a pendurar os balões em silêncio.

— E ela? — perguntou seu pai após alguns minutos — Ela tem saído com outras pessoas?

— Não sei, mas acho que não.

— Teria problema se ela estiver ficando com outro?

Shikamaru pensou no que dizer enquanto lutava contra o desconforto que a ideia de ver Temari saindo com outro lhe causava.

— De acordo com o nosso combinado não.

Ficou implícito e seu pai sem dúvidas percebeu. Mesmo que o entendimento entre eles deixasse claro que poderiam ter outras pessoas, essa ideia não deixava Shikamaru muito confortável.

— Entendi. — disse seu pai novamente.

É claro que ele tinha entendido, era óbvio, inclusive para Shikamaru, que ele estava viciado naquela mulher. Todavia, nenhum dos dois tocou no assunto novamente.

 

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Mais tarde, a casa estava cheia de gente. Seus amigos da escola e faculdade, que também eram colegas de Ino, estavam presentes, alguns familiares e amigos das duas famílias também. Todos se divertiam e os mais jovens já haviam caído na piscina sem nenhuma cerimônia, ele próprio inclusive.

Dirigiu-se até o bartender para pegar um drink e assim que o homem terminou e lhe entregou o copo Shikamaru a avistou chegando junto do pai e dos irmãos. Ele aproximou-se do grupo devagar.

— Feliz aniversário, Shikamaru! — disse Temari assim que estavam frente a frente. Ela o beijou nas bochechas e lhe estendeu um presente — Para você.

— Obrigado. — ele abriu e viu que era uma camisa social cinza. Reparou que era da marca que ele costumava usar, aparentemente Temari tinha ficado atenta a seus gostos.

Ela sorriu. Kankuro e Gaara lhe cumprimentaram com grande familiaridade e logo entraram na festa, alegando estarem querendo rever alguns conhecidos que estariam presentes e ir para a piscina com eles. Shikamaru lembrou-se de que Gaara e Naruto foram próximos na época da faculdade, porque os dois participaram do time de basquete masculino, e se davam bem mesmo que não fossem exatamente amigos próximos atualmente. Sorriu ao pensar que o fato de ele logo ser papai estava reaproximando algumas pessoas que não se falavam direito desde a universidade.

— Shika você já conhece o meu pai. — disse Temari, parecendo um pouco apreensiva.

— Senhor Sabaku. — falou o Nara estendendo a mão, que prontamente foi apertada pelo outro homem.

— Pois é, Shikamaru, fiquei sabendo que engravidou a minha filha. — disse o homem, sem esboçar reação alguma.

— Pai! — repreendeu Temari, corando.

Shikamaru engoliu em seco tentando formular uma resposta. Todavia, felizmente, seu pai foi ao seu socorro.

— Rasa! Ao que parece nós vamos ser vovôs! Não é incrível como tempo passa rápido? — ele passou um braço pelo ombro do ruivo, sorrindo como se fossem velhos amigos — Parece que foi ontem que nós saímos no soco no ensino médio, você lembra dessa briga? Nossas escolas fizeram uma festa juntas e no final foi um brigueiro só, todo mundo saiu na porrada e nós dois fomos a vítima um do outro. — Rasa riu, parecendo achar graça do ocorrido — E agora vamos ser vovô Rasa e vovô Shikaku... temos que beber para comemorar nossa velhice!

E saiu levando um Rasa menos rabugento para beber alguma coisa.

— Você sabia dessa história? — perguntou Temari, quase gargalhando depois que os dois homens já estavam distantes o suficiente para não escutarem.

Ele negou com a cabeça, também rindo daquela história inusitada. Seu sempre tão calmo pai se metendo em uma briga entre moleques de escolas rivais era bastante cômico.

— Trouxe bikini? — perguntou assim que os dois começaram a andar até a festa. Ela assentiu — Que bom porque todos os meus amigos estão na piscina. Hinata veio também.

Temari cumprimentou sua mãe, a qual passou por eles sorridente e levou o presente que ela deu a ele para guardar, e logo os dois estavam na área da piscina.

Gaara e Kankuro já estavam dentro d’água, divertindo-se em algum tipo de desafio com Naruto e Kiba sobre quem ficava mais tempo submerso plantando bananeira.

— O pessoal aqui são todos meus antigos colegas da escola e da faculdade. Seus irmãos de vez em quando andavam na faculdade com a gente por causa de Naruto.

— Pois é quando a gente se mudou de Suna eles ainda estavam na época da faculdade, eu já tinha me formado. — ela deu aquele sorriso em que seus olhos ficavam fechados para ele — Se fosse um ou dois anos antes eu provavelmente teria te conhecido nessa época também.

— Eu tinha esquecido que vocês eram de Suna.

— Minha família é de lá, vivíamos meio sozinhos sendo criados pela nossa avó até meu pai dar o ultimato de que queria todos nós em Konoha ajudando-o na sede da empresa.

De repente, Ino apareceu saltitante do lado deles.

— Ai por Kami! Você é a Temari? Eu sou Ino, a outra aniversariante! — disse com um sorriso grande.

Temari sorriu para ela.

— É um prazer! Shikamaru sempre fala de você.

— Ah ele sempre fala de você também! — o Nara ficou vermelho e tossiu para disfarçar. Ino pareceu perceber a mancada — Por causa do bebê, claro! Ele tem que cuidar de vocês dois.

Temari não pareceu perceber nada e Shikamaru ficou grato por isso. Ino sabia, assim como Choji e Naruto, sobre o envolvimento deles além do bebê e era sua grande confidente, ele sempre recorria à amiga quando tinha pendências com mulheres e dessa vez não era diferente. Em resumo, a Yamanaka sabia que o Nara estava viciado em Temari.

— Ai nem acredito que o Shika vai ser pai sabe... fiquei tão feliz quando ele contou pra mim e pro Choji! — ela franziu as sobrancelhas — Você conhece o Choji?

Temari negou e Ino gritou chamando por Choji, que estava comendo uns petiscos na beira da piscina. Ele logo estava ao lado deles, afinal, não se contraria uma ordem de Ino, os dois aprenderam isso na marra.

— Temari esse é o Choji, nós três somos amigos desde que usávamos fraudas. — disse Ino.

— É um prazer, Temari. — disse o Akimichi, sorrindo afetuosamente para ela.

Ela sorriu de volta e Ino voltou a tagarelar.

— Está muito quente hoje, não estou aguentando ficar aqui no sol não. Vamos pra água! Temari, você trouxe bikini? — a Sabaku assentiu — Ótimo então, vamos logo porque eu estou fritando! Sai você chegou! — essa última parte foi praticamente gritada e Ino saiu correndo até o namorado.

— Sai é o namorado dela. — explicou Shikamaru, vendo a confusão de Temari.

Choji se retirou falando que ia pegar mais alguns petiscos.

— Tem algum lugar em que eu possa me trocar? — perguntou a loira.

— Tem um banheiro lá dentro, eu te levo.

Os dois entraram na casa e foram até o lavabo do andar de baixo, perto da sala, contudo ele estava ocupado. Era Lee, que estava com diarreia.

— Foi mal cara, não vou sair daqui tão cedo.

Shikamaru riu.

— Tudo bem Lee, nós vamos lá em cima. — falou e ouviu uma concordância constrangida vinda do outro lado da porta de madeira.

Neji apareceu no corredor.

— O Lee tá aí dentro? — os dois assentiram — Lee, precisa de alguma coisa? — o sobrancelhudo resmungou um não. Neji deu de ombros. — É um prazer vê-la, senhora Sabaku. — comentou casualmente — TenTen contou sobre a sua gravidez, fiquei surpreso quando soube que o Shikamaru era o pai.

— Não sabia que você e Shikamaru se conheciam.

— Faculdade. Fizemos direito juntos. — informou o Hyuuga.

Depois disso, Shikamaru e Temari foram para o segundo andar.

— Acho engraçado como nossos mundos se conectam, mas nós nunca havíamos nos encontrado antes. — disse Temari enquanto subiam as escadas — Você era colega de meus irmãos na faculdade, nossos pais se conheceram em algum momento no ensino médio e saíram na porrada — ele riu — Sua empresa presta serviços de direito tributário para a minha e você é amigo de Neji, que trabalha na minha empresa e pega a minha melhor amiga. Além disso, o noivo de Hinata, aquele descabeçado do Naruto, é seu amigo e conhece os meus irmãos também.

— É realmente surpreendente que não tenhamos nos esbarrado antes. — concordou ele, abrindo a porta de um quarto — É uma suíte, pode usar o banheiro. Vou te esperar aqui fora.

Ela entrou, olhando em volta com curiosidade.

— Era o seu quarto?

Shikamaru assentiu. Temari entrou no banheiro e fechou a porta, alguns minutos depois ela abriu.

— Pode me ajudar a amarrar a parte de cima do bikini? — perguntou andando até ele. Ela segurava a peça para que não caísse.

Ele adiantou-se e Temari ficou de costas. Ela suspirou quando os dedos de Shikamaru encostaram em sua pele e ele tratou de ignorar isso enquanto fazia o nó.

— Faz um tempo que a gente não se vê, desde domingo passado. Não almoçamos essa semana. — disse ela.

— Desculpe, não tive tempo, eu te disse que estava enrolado com o trabalho. — falou, se afastando depois de terminar o nó.

Temari virou-se e mordeu o lábio inferior, praticamente o comendo com os olhos. Shikamaru suspirou, maldita mulher problemática, estava o deixando tentado.

— Sabe que não podemos fazer isso agora...

— Estou com desejo... de você. Não vamos demorar.

— Temari... — repreendeu baixinho.

— São os hormônios da gravidez! A vontade dos hormônios não pode ser ignorada! — disse divertida, fazendo um biquinho com a boca, pidona. 

Shikamaru riu.

— Tudo bem, problemática... uma rapidinha então.

Ele trancou a porta e levou Temari até a cama do quarto. Jamais seria capaz de negá-la sexo, era sua fraqueza.

Os dois se beijaram com luxúria e Shikamaru acariciou a intimidade dela debaixo do bikini, notou que Temari já estava inchada e que sua entrada estava úmida.

— Já? — perguntou divertido.

— Eu disse que seria rápido. Anda logo que não temos tempo a perder!

Ele continuou a acariciar aquela região e enfiou um dedo, fazendo-a gemer sobre o lençol. Tirou a calcinha do bikini e, assim que sentiu as paredes dela apertarem o dedo, abaixou o short e penetrou-a, começando a estocar.

Alguns minutos depois os dois já tinham gozado e se recuperavam do orgasmo recente deitados lado a lado na cama.

— Temos que descer. — disse Shikamaru.

Ela assentiu e começou a recolocar a roupa de banho.

 

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Mesmo depois de mais de um mês ficando, Temari não tinha enjoado de Shikamaru como achou que aconteceria, muito pelo contrário, parecia que ela ficava a cada vez mais viciada naquele homem.

Quando ele esbarrou os dedos na pele nua de suas costas foi sua perdição, ela simplesmente precisava dele naquele momento. Era incrível como até uma rapidinha com ele era absurdamente prazerosa, verdade seja dita: o Nara sabia transar com maestria.

Assim que os dois chegaram na piscina, Gaara olhou para ela e somente riu e balançou a cabeça. Temari corou um pouco.

— Vou falar com Hinata. — disse antes de ir para perto da amiga.

— Vocês acabaram de transar, não é? — perguntou a morena, rindo, assim que ela se sentou ao lado da Hyuuga numa das mesas da piscina.

Temari sorriu, envergonhada.

— Amiga, ele me deixa louca. Tenho vontade de transar o tempo todo, pareço uma adolescente. — confessou.

— Eu sou assim com Naruto também.

Temari franziu o cenho.

— Está insinuando o que eu acho que está?

— Temari, só admite que você está na dele.

— Eu não estou apaixonada! Só sinto um tesão grande!

Hinata riu.

— Eu não disse que você está apaixonada, amiga. Mas sabe... acho que esse tesão absurdo é um sinal de que vocês têm química, pensa nisso.

Temari não respondeu e após algum tempo Ino chamou-as para entrar na água.

O restante da tarde passou bem. A Sabaku se divertiu bastante com os amigos de Shikamaru. Ino era uma falante nata e a tratava como se se conhecessem havia anos, Choji era muito gentil e simpático — sempre lhe oferecendo comida — Neji era mais contido, mesmo assim muito educado. O tal Lee melhorou da dor de barriga e era uma figura, bastante falante e engraçado. Kiba Inuzuka dera em cima dela descaradamente, contudo parou cantá-la assim que Naruto disse para ele que ela era “a mulher do Shikamaru”, fazendo o Nara e ela ficarem sem graça. Aparentemente entre eles existia alguma camaradagem implícita de que não poderiam flertar com a “mulher” um do outro, mesmo que não houvesse nada sério entre eles.

Havia também um rapaz quieto chamado Shino e outro cujo nome era Sasuke, contudo esse último parecia ficar mais falante perto de Naruto. Além disso, ela foi apresentada ao Sai, o namorado de Ino.

Seu pai parecia ter bebido e estava muito alegrinho, elogiando Temari para todos os seus conhecidos presentes no evento.

— É a melhor filha que um homem poderia pedir. — declarou ele para um grupo de homens — Sempre tão dedicada! Uma pena que não tenha dado certo com Sasori, mas quem sabe um dia eles voltam... esses jovens... vocês sabem como eles são...

Temari e os irmãos só riam da embriaguez do pai.

— É bizarro o quanto ele se transforma quando fica bêbado. — comentou Kankuro — Nem parece aquele homem rabugento de sempre.

— E agora vou ser avô! — dizia ele, gesticulando muito com as mãos — Estou muito feliz! Sou um homem abençoado!

Os três ficaram chocados. Temari bufou, mas riu.

— Esse desgraçado do nosso pai... não faz nem três horas estava reclamando da minha gravidez e agora, depois de umas doses de sei lá o que, virou o avô do ano.

— Aproveite esse bom humor, Temari. Nem reclame. — disse Gaara.

Ela viu Shikaku piscar para ela ao lado de Rasa e não pôde deixar de sorrir pela ajuda daquele homem. Os três viram Shikamaru passar pelo grupo e ser puxado por Rasa, que lhe deu um abraço forte.

— Esse aqui é o cara que engravidou a minha filha! Esses jovens... — Shikamaru não parecia saber onde enfiava a cara. Ele olhou para o pai como se pedisse socorro — Mas pelo menos ele assumiu a criança! É um rapaz de respeito.

O Nara se dirigiu até eles assim que conseguiu se desvencilhar de Rasa.

— Por Kami, o que deu no pai de vocês? — perguntou, ainda constrangido.

Os três riram.

— É a bebida, mais tarde ele volta a ser o chato de sempre. — explicou Kankuro.

Eles foram até a piscina. Gaara e Kankuro pularam na água como duas crianças e Shikamaru e Temari se sentaram na borda.

— Quando é a próxima consulta? — perguntou ele.

— Daqui a duas semanas. Acho que vai dar pra ver o sexo do bebê. — respondeu, sorrindo largamente.

— Já? Achei que demorasse mais.

— Se for menino é mais fácil de ver, aí dá pra saber logo. Se não der pra ver com clareza agora tem que esperar pra ter certeza. — explicou.

Ele assentiu.

— O que você acha que vai ser?

— Acho que será menino! — afirmou Temari com convicção.

— Como pode ter certeza?

— Não tenho, é só um palpite.

Na hora do parabéns, Shikamaru e Ino sopraram as velas juntos. A loira parecia adorar a atenção que recebia por ser aniversariante enquanto Shikamaru nem ligava, mais diferentes impossível.

De noite os convidados já haviam ido embora e Temari sussurrou para Shikamaru quando foi despedir-se:

— Se quiser, passa lá em casa quando sair daqui.

Ele sorriu.

— Pode apostar, problemática.

 

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—Sabe filha... até que eu gosto desse Nara. Fico feliz que ele seja o pai de seu filho.

Os três irmãos se olharam dentro do carro.

— Que bom, pai! — disse Temari.

— Eu não sou o mais animado dos pais, mas vou tentar ser um bom avô. Tudo bem? — falou olhando diretamente para ela.

— Fico feliz, pai.

— É claro que eu preferia que essa criança tivesse sido feita dentro dos conformes de um casamento..., mas já que não tem jeito, né...

Ela revirou os olhos.

— Não vou voltar com Sasori, pai, perca essas esperanças. E estou feliz que meu bebê não seja dele.

— Que seja, filha, você é quem sabe.

E a conversa terminou ali mesmo. Contudo, Temari sabia que seu pai não mais seria um problema.

 

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No dia seguinte, Shikamaru sentiu-se ser cutucado.

— Acorda dorminhoco, já são dez da manhã.

Abriu os olhos e viu Temari ajoelhada na cama, sorrindo para ele. O Nara levantou-se devagar e pôs sua roupa.

— Fiz café. — anunciou ela antes de sair do quarto.

Ele encontrou-a na cozinha eles tomaram o café da manhã.

— Vamos sair pra almoçar?

— Tudo bem. — disse ele.

Eles decidiram ir comer em um restaurante perto da orla da cidade, no píer. O local era simples e com uma cara praiana, mas a comida era deliciosa e Temari estava com uma vontade grande de comer peixe, especialmente o daquele lugar, pois era delicioso.

Os dois conversaram bastante antes de os pedidos chegarem, só jogando conversa fora.

— Juro pra você. — disse ele, sorrindo, enquanto Temari se controlava para não gargalhar — Foi provavelmente o momento mais constrangedor da minha vida.

Ela limpou as lágrimas de riso que caíam de seus olhos.

— O que aconteceu depois?

— Bom o pai dela quis me bater, saí correndo da casa só de cueca.

Temari riu alto, chamando a atenção de algumas pessoas.

— Mas ele não tinha ido viajar?

— Ele foi, mas esqueceu alguma coisa e voltou para pegar. — explicou — Ela me chamou pra ir e eu fui né, tinha 17 anos, os hormônios a flor da pele... falou que o pai viajou e estava sozinha. Porra eu era um moleque, travei quando ouvi a porta abrindo. O homem gritava comigo e partiu pra cima de mim, só deu tempo de vestir uma cueca, pegar o celular e me mandar.

— Como você chegou em casa?

— Tive que ligar pro meu pai... ele me pegou no quarteirão da casa dela, só de cueca, escondido em um beco pro pai dela não me achar. O homem fez ronda na rua pra me procurar, eu ouvia os berros dele de longe. Quando meu pai apareceu eu entrei no carro igual a um louco.

Temari ainda ria muito.

— O que seu pai falou?

— Nada. Ele não conseguia parar de rir. — sorriu como se lembrasse da cena — Teve que parar o carro mais na frente porque estava tão descontrolado que teve medo de bater. Riu durante mais de meia hora e depois fomos pra casa. Em casa ele me pediu pra explicar com detalhes e eu contei o que tinha acontecido. Ele só me levou até o quarto dele e me deu várias camisinhas falando pra eu me prevenir de três coisas dali pra frente: gravidez, doenças e de pais conservadores.

— O seu pai é incrível. — disse ela.

— É verdade, mas eu gostaria mais dele se não tirasse sarro de mim por causa disso até hoje. — falou brincando.

— Shikamaru, não tem como não zoar você por causa disso!

Ele bufou, fingindo irritação, contudo sua encenação foi para os ares depois do sorriso que deu.

— E você? Sem histórias constrangedoras sobre sexo? — perguntou interessado.

— Só mais do mesmo, algumas transas horríveis em carros e banheiros na época da faculdade. — ela revirou os olhos, lembrando dos ocorridos — Nada tão interessante como essa sua história, te garanto.

Depois do almoço os dois foram caminhar pelo píer e tomaram um picolé. Para qualquer um que olhasse, eram um casal comum. Eles caminharam em silêncio durante um bom tempo, somente apreciando a paisagem e a companhia um do outro.

— Seu pai falou mais alguma coisa ontem? — perguntou ele após um tempo.

Temari sorriu.

— Disse basicamente que preferia que eu estivesse casada, mas que não vai se meter. E também que vai ser um avô melhor do que um pai, o que pra mim já é mais do que o suficiente.

Shikamaru olhou para ela.

— Ele é um pai tão ruim assim?

— Ele foi muito ausente e só soube cobrar, raramente demonstrando afeto. — ela suspirou — Nunca soube realmente criar os filhos, deixou nossa avó cuidar de tudo e só cobrava boas notas e bom comportamento. De resto ele nunca pareceu ligar muito.

— E sua mãe? — ficou meio receoso ao fazer essa pergunta.

— Não lembro direito dela, morreu no parto do Gaara. Eu tinha três anos. — seu olhar ficou um pouco triste.

— Sinto muito.

Temari sorriu para ele.

— Tudo bem.

Andaram em silêncio por mais um tempo.

— Meu pai pareceu se importar mais quando eu apareci namorando Sasori. Era o genro dos sonhos dele. — confessou ela.

— Como vocês se conheceram?

— Numa festa. Eu tinha vinte e três anos e ele vinte e sete. Sasori deu descaradamente em cima de mim e começamos a conversar, depois de um tempo de papo descobri que ele era sócio da Akatsuki e contei de quem eu era filha. As coisas foram se desenrolando depois disso. — fez uma pausa, olhando para o horizonte — Ele parecia o namorado perfeito... bonito, rico, gente boa. Eu era louca por ele e nos casamos assim que eu fiz vinte e cinco anos. Nunca imaginei que ele me traísse com metade de Konoha.

Shikamaru não falou nada, só ficou olhando para ela.

— Mas agora estou divorciada, graças a deus. E minhas prioridades são outras. — Temari pôs a mão sobre a barriga e acariciou.

Ele sorriu para ela. Temari pegou a mão dele e pôs sobre a barriga dela. Shikamaru fez carinho ali, sem tirar os olhos dela.

— Obrigada por não surtar e me deixar sozinha. — disse ela.

— Obrigado por me contar que eu teria um filho, você podia muito bem ter escondido isso de mim. E obrigado por permitir que eu faça parte de tudo. — ele levou uma mão à bochecha dela e colou seus lábios em um selinho rápido.

Os dois tiveram a certeza naquele momento de que, por mais que a gravidez tivesse sido uma grande surpresa, ambos já estavam confortáveis com a situação e de que aquele bebê seria muito amado.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Pra quem não sabe eu tenho outra fic Shikatema, tá aqui o link https://www.spiritfanfiction.com/historia/alianca-de-sangue-19740757


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