História Consorte - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Tags Consorte, Dark!harry, Dócil, Harry Potter, Harryxtom, Mpreg, Siriusxsnape, Soulmate, Tomarry
Visualizações 1.354
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem ;3

Capítulo 1 - Liar


Harry estava cansado de toda aquela expectativa. Por um minuto, apenas durante esse pouco tempo, ele queria deixar de ser o-menino-que-sobreviveu para ser Harry, Harry.

 

Queria não ser tão famoso, não ter o destino de todos os bruxos em suas mãos, ou um peso como aquele sobre sua varinha.

 

Sentia falta de Sirius. E a solidão lhe fazia companhia desde que Edwiges havia se sacrificado.

 

Hermione e Rony continuavam a seu lado como dois pilares. Mas Harry sabia que seus dois amigos estavam chegando ao limite.

 

...

 

        Largo Grimmauld, nº12.

Era arriscado voltar a casa de seu padrinho, Harry tinha consciência disso. Mas seu extinto grifinório o guiou a ir até lá e aceitar se encontrar com o remetente da carta.

 

“Não ria de algo tão importante, seu idiota!” Reconheceu a voz de seu antigo professor de poções vinda do andar de cima.

 

“Não precisa de tanto” pensou ter ouvido errado, já que a outra voz se assemelhava a de seu padrinho. “É apenas o Harry, querido.”

 

“Eu sei” subiu a escada com suas pernas trêmulas. “Mas agora é diferente.”

 

“Se acalme, Severo” as mãos do garoto tremeram ao tocar a maçaneta. “Sei que meu sobrinho vai compreender, mesmo tento puxado o lado cabeça dura do outro pai, Harry me parece mais esperto do que James.”

 

“Olha só quem fala” ranhou.

 

“Professor?” Harry tentou ver o rosto da pessoa com quem ele conversava.

 

“Entre, garoto” se tornou ríspido. Indicando para que entrasse o quanto antes.

 

“Foi você quem me enviou essa carta?” Snape negou com um manear de cabeça.

 

“Fui eu, Harry” ele pensou estar sonhando ao ver Sirius na sua frente. “Que cara é essa?! Parece até que viu um fantasma.”

 

“V-Você está vivo” abraçou o padrinho com toda a sua vontade, com medo de perde-lo novamente num piscar de olhos. “C-Como?”

 

“Ainda tenho muita vida pela frente” o Black riu. “Agradeça a seu querido professor. Se não fosse por ele, eu não estaria aqui.”

 

“Não diga bobagens, Black” negou com a cabeça. “Só fiz o que qualquer outra pessoa faria.”

 

“Você salvou a minha vida, ranhoso” insistiu. “Tem toda a minha confiança.”

 

“Não é como se valesse muito.”

 

“Assim você me ofende.”

 

...

 

“Está me dizendo que eu não sou filho de Lílian?” Harry se negava a entender o que seu padrinho lhe explicava.

 

“Você não é filho de sangue dela. Apenas de James” concluiu. “Sei que é difícil de aceitar, mas é necessário. Há alguém mais que quer conhecer você.”

 

“Minha outra mãe está viva?” Sentia seus olhos pesares pelas lágrimas.

 

“Não é bem uma mãe” negou com pode. “Eu preciso que preste bastante atenção no que vou lhe dizer, Harry.”

 

“Estou ouvindo” coçou levemente seu nariz, ansioso.

 

“Seu pai se apaixonou por essa pessoa, antes de mesmo de conhecer sua mãe. Eles queriam ficar juntos, escolheram isso. Os anos foram passando, James e Lilian se tornaram próximos. Assim descobriram que eram consortes, e que suas magias estavam interligadas para sempre” suspirou ao ver o olhar brilhante do garoto, só por ouvir o nome de seus pais. “Lílian não queria acabar com o amor deles, então se manteve afastada, como uma boa amiga. Com o tempo, os sentimentos dos dois foram surgindo e James acabou se separando dessa pessoa, casando com sua mãe.”

 

“Se ele se casou com Lílian, como poderia...?”

 

“Anos passaram, assim como tentativas. Lílian descobriu que era estéril e isso acarretou um desentendimento entre ela e James. Eles passaram um tempo separados e por uma coincidência, seu pai reencontrou aquela pessoa e eles acabaram tendo uma recaída” suspirou por entre suas palavras. “James estava tomado pelo desejo de ser pai. Sequer se preveniu durante a relação. O que acarretou em uma gravidez. No começo, sua mãe agiu como se estivesse tudo bem. Convidou a pessoa para que vivesse com ela e seu marido, para que assim pudessem acompanhar a gravidez.”

 

Harry apenas continuou ouvindo tudo calado.

 

“Durante a gravidez sem que seu pai percebesse, tomada pelo rancor, sua mãe começou a falar coisas para essa pessoa, a manipulando. Tentando faze-la se sentir culpada o suficiente ao ponto de abrir mão de você” era doloroso para Sirius contar aquilo ao garoto. “Quando você nasceu, essa pessoa o quis como filho, mesmo que sequer conseguisse segura-lo, com receio de tudo o que lhe foi dito. Lílian se aproveitou da fragilidade e convenceu James de que ela não tinha condições de tê-lo como filho. A afastando de você e tornando-o filho apenas dos dois.”

 

“Ela não podia ter feito isso” seu olhar perdido vagou o quarto.

 

“Ninguém mais além de seus pais, essa pessoa e eu, soube disso. Tanto que quando seus pais morreram, você foi entregue a seus tios. Essa pessoa não tinha o direito sobre você, já que sua mãe fez todos acreditarem que fosse filho dela.”

 

“Onde ela está?”

 

“Não é uma mulher, Harry” revelou. “Você tem outro pai. Um dócil, no caso.”

 

“Onde ele está?” Insistiu de outra forma. Não dando importância a detalhes bobos.

 

“Sou eu” a voz de seu professor rompeu pelo quarto.

 

Harry olhou para seu padrinho de forma suplicante, tentado a perguntar se era mentira. Ao receber uma confirmação, sentiu um bolo se formar em sua garganta.

 

Junto seu antigo professor de poções. O homem que sempre odiou.

 

Mas agora, todo aquele sentimento ruim que havia dentro de si parecia sumir. O que Harry mais queria era se agarrar as vestes de seu pai e chorar o tempo que lhe fora roubado.

 

“Posso lhe dar um abraço?” Snape concordou sem palavras. Ficando sem reação ao sentir o abraço apertado do garoto.

 

Sentiu o tecido sobre seu peito molhado, mas sequer se importou com isso. Retribuiu o contato com pode, abraçando-o de forma desajeitada. Havia esperado dezessete anos para tê-lo de novo em seus braços, e o momento enfim chegara.

 

Severo beijou os fios revoltos do garoto. Reparando pelo canto dos olhos em Sirius. Ele assistia a cena com um sorriso bobo nos lábios, feliz pelo reencontro de seu companheiro com o afilhado.

 

Aplausos interromperam o momento em família, fazendo Harry se afastar do professor.

 

“Por que não fui convidado, Severo?” Voldemort retirou seu capuz. “Sabe que tenho o mesmo direito.”

 

“Eu acabei de tê-lo de volta. Não pode tira-lo de mim agora” se colocou na frente do garoto.

 

“E eu não vou” negou. “Apenas quero ter o meu momento também. Ou não vai me deixar contar a nossa história?”

 

“Sobre o que ele está falando?” Questionou a seus dois guardiões.

 

“Parece que cheguei no momento certo.” Tom fez menção a se aproximar do garoto. “Seu pai ainda não te contou, garoto?”

 

“Sobre o que está falando?” Passou por Snape e se opôs a frente dele.

 

“Sobre nós” tocou com a ponta dos dedos as bochechas coradas “... sermos consortes.

 

“Você está mentindo!” Se negou a aceitar, afastando-se bruscamente dos toques alheios.

 

“Pergunte a seu pai, se não confia nas minhas palavras. Você é tão dócil quanto ele.”

 

“E-Ele está mentindo, não está?!”

 

“Nós não escolhemos nossos companheiros, Harry.” Snape foi brando ao lhe falar. “Eu não escolhi ser consorte de Sirius.”

 

“T-Todo esse tempo”

 

“Você foi forçado a lutar contra sua alma gêmea, Harry.” Sirius completou.

 

 



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