História Conspiração - Capítulo 4


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Categorias Alessandro "Alesso" Lindblad, Bastian Schweinsteiger
Tags Hot, Jogador De Futebol, Máfia
Visualizações 34
Palavras 1.393
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Preparem os lenços kk
Boa leitura
Nao deixem de comentar e fav é importante pra mim s2

Capítulo 4 - Sempre vou cuidar de você


Fanfic / Fanfiction Conspiração - Capítulo 4 - Sempre vou cuidar de você

 

Corro na esteira da academia nos cômodos no final do corredor, é incrível como pessoas erram sempre e parecem nunca serem punidas, já outras, erram uma vez e são punidas para sempre. Pensar depois de agir não parece ser inteligente, pelo contrario me faz sentir uma tremenda culpa por ter agido tão pelo impulso. Impulso feminino a se ver traída, será que outra faria isso no meu lugar? Ou simplesmente ignoraria. Eu deveria ter ignorado as traições de Bastian como sempre fiz, mas dessa vez ao vê-lo pareceu ser insuportável.

Agora Bastian não quer que eu o saia para vê-lo, muito menos me despedir. Alesso vai embora e eu não posso mudar as coisas. Mas se eu pudesse voltar atrás eu mudaria a maneira como agi.

Seco meu rosto misturado com lagrimas e dor, paro aos poucos a esteira e eo pegar uma garrafa com agua escuto som de moto, é ele, Alesso ainda esta por aqui. Sem me importar com a ordem de Bastian, corro para o quintal, mesmo sabendo que Bastian me disse com todas as letras que se eu saísse não precisava mais voltar.

Alesso esta com uma mochila enorme nas costas e pronto para passar pelo portão. Grito-o, ele não parece me ouvir ou esta me ignorando para que as coisas fiquem como estão e de fato é o melhor.

‘’Não acho justo’’ digo ao me aproximar.

Ofegante tento faze-lo me ouvir. Alesso desliga o motor e me encara ainda de cima da moto sem tirar o capacete por completo.

‘’Não devia ir embora’’

‘’É melhor assim Irina’’

‘’Não quero que vá’’

‘’Ele manda aqui’’

Sinto meus olhos marejarem e meu peito arder.

‘’Eu falo com ele e você fica.’’

Alesso tira o capacete e me olha nos olhos. Esse olhar me faz sentir toda minha pele estremecer. Ele se sente culpado.

‘’A culpa foi minha’’ digo levando as mãos em seus braços. ‘’Fique, por favor’’

‘’Vou ficar bem senhora Irina, cuide-se’’

Engulo o choro. Não sou mais uma menininha boba, não preciso agir como tal.

‘’Quero voltar a te ver’’

Ele coloca o capacete e volta a ligar a moto sem me dar uma resposta.

‘’Não pode ir assim! Eu disse que quero, mas na verdade eu preciso voltar a te ver’’

‘’Você o ama Irina, sei quem fui naquele momento, apenas uma vingança’’ sua voz se mistura com o som da moto e ele a guia lentamente para mais perto do portão. Minhas pernas tremulas e meu coração em pedaços não me deixa pensar no que fazer, sinto que quero pular ali na garupa e ir com ele, ir para um mundo novo, longe de Bastian e suas manipulações, mas sinto também que não posso deixar o homem que amo.

‘’Só quero que saiba’’ ele diz parando a moto e me olhando afastado. ‘’Que sempre te achei linda, inteligente e pouco valorizada’’

As lagrimas rolam meu rosto como cachoeiras, no fundo sei que ele tem razão, Bastian é maravilhoso comigo, sempre me tratou como uma princesa, mas suas infidelidades sempre me destruíram até o ponto de não suportar mais. Alesso sempre foi aquele homem bonito que eu observei de longe, sabia que ele me observava, por ser grato por sua vida, mas nunca pensei que teria coragem de agir como agi. Seduzir um homem, conspirar contra meu senhor e ainda desejar fugir com ele, não parece ser coisas que Irina faria.

‘’Quero ir com você’’  digo tendo a certeza de que é isso que quero, ir com ele, seja para onde for. Talvez seja mais uma decisão precipitada, não me importa, quero ir pra longe, quero conhecer uma nova vida.

‘’Some daqui!’’ ouço A voz De Bastian. Viro-me e ele tem em punho uma arma apontada na direção da moto. ‘’SOME DAQUI SE QUISER CONTINUAR VIVO           ‘’

O olhar estreito de Bastian me faz ter a certeza de que sim ele é capaz de apertar o gatilho e por um fim nisso tudo.

Alesso desce da moto, sinto meu coração disparar, ele tira o capacete e se aproxima de Bastian, não o suficiente, mas esta a uns dez passos do loiro armado.

‘’Não estou fugindo que fique claro.’’

‘’Ah não? Heroicamente resolveu ir embora?’’

‘’Irina me pediu para te matar e sabe? Naquela noite eu tive a oportunidade, lembra quando você saiu do quarto com a arma em punho? Eu estava bem escondido com uma metralhadora, por que se viesse para cima de mim eu ia acabar com você’’

Não consigo acreditar no que estou ouvindo. Por que ele tinha que contar isso? Merda.

‘’Agora, não pense que estou fugindo, estou apenas garantindo que vocês sigam como sempre, o casal feliz que sempre foram’’ sinto ironia nas palavras do moreno, Bastian não diz nada, mas seus olhos parecem que vão pegar fogo a qualquer momento.

‘’Ela não faria algo assim’’ Bastian me olha incrédulo.

‘’Pensa que a conhece’’ Alesso sorri. ‘’Mas não a conhece’’

‘’Você é um infeliz desgraçado! SOME DAQUI’’ Grita Bastian e dispara, mas antes do ato eu corro na frente de Alesso.

‘’BASTIAN, NÃO!’’ É a ultima coisa que grito antes de sentir meu peito ser perfurado por algo tão quente que me joga para trás.

 

 

Pov Alesso

‘’Faz alguma coisa!’’ grito, mas Bastian está paralisado, como se tivesse acabado de ser anestesiado olhando sua mulher morrendo no chão.

Irina sangra muito, pego meu celular discando para a emergência enquanto tento segurar seu corpo contra meu peito, ela não me deixou morrer, não posso deixa-la ir assim. Não tão jovem com tantas coisas ainda por viver.

 

Uma semana depois...

Bastian continua me caçando como se eu fosse o único culpado por Irina estar em coma quase a beira da morte. O tiro pegou uma artéria importante e se ainda esta viva é por milagre. Talvez minhas preces tenham sido ouvidas, eu odiava o fato de estar usando colete a prova de balas naquele dia e ela ter entrado na minha frente para me defender, odiava ter participado de seu jogo sedutor e tosco a fim de conseguir nada menos que o ódio do meu patrão. Uma das ultimas vezes que fui ao hospital, Bastian me viu, mas não impediu que eu me despedisse dela. Não voltei mais, soube que Irina despertou essa manhã, mas ainda esta sob observação e que seu estado ainda é grave.

Horas mais tarde um enfermeiro que paguei para que olhasse Irina de perto me liga e diz que conversou poucos minutos com Bastian, mas ao adormecer, não acordou mais. Sinto as lagrimas escorrerem por meus olhos sem conseguir evitar.

Um dia depois vou ao enterro, Bastian me vê, me olha furioso o tempo todo, mas depois do padre fazer o discurso com bela palavras sobre um mundo melhor para o qual Irina foi, vejo o loiro se aproximar.

Ele para ao meu lado e diz minutos depois.

‘’Ela disse que me amava, antes de morrer, disse que se caso não saísse dessa era para te dizer o que eu realmente não pensei em dizer naquele momento, mas agora, quero falar’’

Bastian esta frio como uma pedra, mas sei que por dentro esta desmoronando.

‘’O que ela disse?’’

Ele tira os óculos escuros e me olha nos olhos, suas olheiras provam o quanto esta sofrendo. Que assim como eu teremos de aprender  a lidar com essa dor, a dor de nunca mais poder ver Irina, aquela mulher linda e cheia de vida. Sorridente e maliciosa.

‘’Que você não é culpado de nada. Para que siga sua vida longe de mim, e me fez prometer que não faria nada com você’’

‘’E você prometeu?’’ pergunto com a voz embargada diante da informação que acabo de saber.

‘’Fique longe de Mim, Alesso’’ ele diz e se afasta.

Caio de joelhos sobre a grama deixando a água que começa a cair do céu lave meu rosto e leve com ela minha culpa.

Todos os meses no mesmo dia da morte de Irina trago flores e fico um tempo falando coisas sobre o que teria sido se ela tivesse vindo comigo e fugido, mas sempre chego a conclusão que Bastian nos caçaria ate a morte e isso não seria uma vida perfeita. Mesmo não querendo jamais aceitar sua partida tão cedo, começo a pensar que foi melhor. Agora ela é livre, esta cuidando de mim lá do céu como sempre fez aqui na terra.

 

 

 



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