História Conspiratory - Capítulo 6


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E agora os universos estão fechados, boa leitura.

Música nas notas finais.

Capítulo 6 - File006


Fanfic / Fanfiction Conspiratory - Capítulo 6 - File006

A casa de bonecas era seu tesouro, Sana mantinha os cômodos assim como viu em suas visitas às casas de outras pessoas. A garota estava arrumando a casinha com muito cuidado, enquanto cantarolava uma melodia qualquer:

— Sana, está na hora de ir para a escola! – a mãe da garota a interrompeu.

— Já vou! – Sana a respondeu, enquanto pegava sua mochila e corria.

 

 

 

 

 

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Jihyo estava com suas amigas no portão do colégio, era um ritual diário se encontrarem naquele local e só saiam de lá após certa aluna chegar. Chaeyoung preparava seu estilingue ao avistar quem esperavam, logo foi possível escutar o impacto da pequena pedra lançada contra a garota:

— Bom dia, Sana, a estranha. – Mina se aproximava batendo palmas e sorrindo. Sana continuava calada, como sempre foi naquela escola, mas era possível ver sua irritação através do olhar.

— Esqueceram que ela é muda? – Jeongyeon comentou fazendo com que as outras rissem.

Era completamente comum aquela rotina para Sana. Em todas as escolas que frequentou, acabou sendo feita de chacota, porém na sua atual escola estava sendo muito pior, pois sofria com agressões diariamente.

 

 

 

 

 

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A aula de química estava completamente chata e Sana acabou pedindo permissão para ir ao banheiro, lá ela encontrou Jeongyeon, que havia gazeado aula e nem deu as caras na classe:

— Nem você aguentou aquela porcaria de aula. – ela falava, enquanto se sentava na pia.

— Não enche meu saco, Jeongyeon. – Sana se apoiou na parede.

— Tão agressiva... – Jeongyeon deu um pequeno sorriso.

— Vocês não cansam de me perturbar?

— Não.

— Vocês são idiotas mesmo.

— O que aconteceu para você estar tão valente hoje?

— Cansei de tudo isso, principalmente, por não haver motivos, nunca fiz mal a vocês.

— O motivo é nada demais, só por ser estranha. – Sana nunca sentiu tanta raiva naquele momento, porém respirou fundo.

— Tudo bem. – Sana sorriu, fazendo com que Jeongyeon estranhasse, pois nunca a viu ter esse tipo de reação. Logo, Sana se retirou do local.

 

 

 

 

 

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Jeongyeon estava em seu quarto, fazia pouco tempo que havia chegado do colégio, saiu para o banheiro, mas antes ligou o som. A garota morava praticamente sozinha e já não se importava tanto com tal fato, seus pais viajavam muito a trabalho, ficar sozinha não era novidade.

Tudo estava singelamente normal até que sentiu uma sensação nada agradável, saiu do banheiro e tentou achar a fonte desse sentimento. O som parou de funcionar e acabou se assustando, logo sentiu um peso nas costas e ao se virar não havia ninguém, porém escutou seu celular tocar.

 

 

 

 

 

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Não imaginava que estaria velando o corpo de uma amiga tão de repente, já havia chorado muito e agora só via o caixão indo para longe. Chaeyoung havia atirado na própria cabeça com a arma do próprio pai, as três amigas foram pegas de surpresa.

As investigações mostravam claramente que houve suicídio, o que não foi digerido pelas três, pois Chaeyoung não possuía nem mesmo algum laudo psiquiátrico ou mudanças no comportamento. Ir para a escola foi difícil, elas viviam caladas, nem mesmo zoar Sana era prazeroso.

 

 

 

 

 

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Mina era a que estava lidando pior com a morte de Chaeyoung, chegando a faltar quase um mês de aula e necessitando de acompanhamento psicológico. Estava em seu quarto, organizando alguns livros e inesperadamente suas mãos começaram a dar espasmos.

Não possuía mais controle sobre o seu corpo, não percebia qual era o cenário de seu quarto a partir do momento que subiu em sua cama em direção a uma corda. O pescoço da garota quebrou e não tinha ninguém para escutar o desespero dela, Mina morreu chorando, sem saber direito o que estava acontecendo.

 

 

 

 

 

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Todos conciliaram a morte de Mina com a de Chaeyoung como a garota que não suportou a perda da amiga, mas Jeongyeon e Jihyo sabiam que havia algo estranho. Mina estava mal, mas as outras tinham certeza de que ela não cometeria suicídio.

Jeongyeon estava desolada e não iria falar com a polícia, pois a cena era clara, não havia marcas de outra pessoa e tudo poderia ser relacionado ao seu estado emocional.

Jihyo estava fora de cogitação, a garota estava perplexa demais para ter disposição em ajudar a investigar as mortes de suas amigas. Jeongyeon poderia estar ficando paranoica, mas não iria se conformar tão fácil.

 

 

 

 

 

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Jeongyeon estava comparecendo sozinha à escola, pois Jihyo ainda não possuía estabilidade para ir ao colégio. As aulas ficavam cada vez menos interessantes, e sabendo que estava sem suas amigas na escola, Jeongyeon se via presa em um “looping” temporal. No intervalo, fez algo que nunca imaginou, foi até Sana, que sempre estava sozinha:

— Oi, Sana.

— Olá, Jeongyeon. – ela nem mesmo olhava em seus olhos.

— Tudo bem? – sentou-se ao lado da garota.

— Sim, principalmente por não ser perturbada.

— Gostou das minhas amigas terem morrido? – Jeongyeon se demonstrava indignada.

— Claro que não, eu estou triste por conta disso. – ela continuava falando sem demonstrar emoção.

— Sem chance, você é a pessoa que mais desejaria a morte de todas nós.

— Você me julga muito mal. – Sana a olhou. – Vocês eram chatas? Sim, mas não quer dizer que eu desejasse a morte de vocês.

— Tudo bem. – Jeongyeon se sentiu constrangida. – Você poderia nos desculpar?

— O que você quer?

— Seu perdão.

— Pare de mentir, você quer ajuda com o quê?

— Você é tão valente quando está só comigo...

— É fácil lidar com uma, com mais três fica difícil.

— Então é assim...

— Fala logo o que você quer.

— Me ajude a investigar as mortes de Mina e Chaeyoung.

— Você acha que estão interligadas?

— Como sabe?

— Porque eu pensei o mesmo.

— Então vai me ajudar?

— Você acha que eu vou?

— Acho que sim. – deu de ombros.

— Sim, vou. – Jeongyeon não escondeu a surpresa.

— Certo. – ela engoliu em seco. – Podemos sair daqui até minha casa para nós vermos os dois casos com mais calma.

— Ótimo.

A conversa foi estranha, mas logo foi substituída por assuntos aleatórios graças à Jeongyeon, tudo na tentativa de se aproximar da garota e sempre se desculpar quando tiver a chance.

 

 

 

 

 

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— Seu quarto é irado. – Sana falava ao entrar no quarto de Jeongyeon.

— Obrigada. – ficou sem jeito.

— Chamou a Jihyo?

— Não, ela ainda está muito mal.

— Imagino.

O clima começou a ficar tenso, as duas se sentaram na cama e não mantinham contato visual, nunca esperariam estar juntas por conta de uma situação tão adversa:

— O que achou de estranho nos dois casos? – Jeongyeon perguntou.

— Tudo, principalmente o suicídio. – observava atentamente o quarto. – Elas não parecem que cometeriam algo assim, eu sou bem observadora.

— Me conte mais.

— Bem, Chaeyoung era minha vizinha e ela não tinha problemas familiares, além de que eu sempre a via ocupada, já que nossas janelas ficam de frente para a outra. Mina sofreria, mas não chegaria a tal ponto.

— Você estava em casa quando aconteceu?

— Eu estava na cozinha com minha mãe, mas eu escutei tudo, inclusive ficamos assustadas quando ouvimos o tiro.

— Deve ter sido.

— Sim, achávamos que era algum ataque.

— Enfim... – cruzou os braços. – O que Chaeyoung fazia no quarto? Ela dizia que tinha medo de você quando te via pela janela.

— Ela não deveria ter, eu só ficava estudando. – deu uma leve risada. – Deve ser por isso que me odiava, devia me achar obcecada com ela, talvez.

— Talvez, mas isso não interessa.

— Sim. – respirou fundo – Ela mexia no computador durante várias horas e depois estava compondo ou desenhando, lendo ou se Mina estivesse lá, elas estariam se pegando.

— Hã? – Jeongyeon foi pega de surpresa.

— Eu passo o dia estudando, por isso sei e ela acha que eu não via as sombras na cortina dela? Ainda bem que eu não conseguia escutar o que elas estavam fazendo.

— Eu não fazia ideia de que elas estavam tendo um caso.

— Elas tinham medo.

— Você parece ter poderes, escuta tudo e vê tudo.

— Eu disse que era uma pessoa muito observadora.

— Elas tinham medo de quê?

— Não se faça de idiota, eu não preciso responder essa.

— Está bem, sem estresse.

As duas pegaram folhas e canetas, tentavam encontrar alguma ligação entre os casos, mas parecia que não saiam do lugar. Jeongyeon ainda achava Sana estranha, porém não era chata como imaginava, estava longe disso.

 

 

 

 

 

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Sana chegou à sua casa perto do anoitecer e sua mãe ainda não havia voltado para casa. Foi em direção ao seu quarto para conferir como estavam suas bonecas, já que seu gato mexia no local, de vez em quando.

 

 

 

 

 

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Jeongyeon estava jantando e sentia-se sem sono, após comer foi ao banheiro levando um copo de água para beber um comprimido para conseguir dormir. Ao abrir o armário, visualizou vários medicamentos, alguns eram de sua mãe, outros considerados pesados.

Subitamente sentiu nenhum controle sobre seu corpo, suas mãos pegavam as pílulas proibidas e logo eram levadas em direção à boca. Jeongyeon só conseguia chorar, enquanto estava consumindo todos aqueles comprimidos sem sua vontade.

 

 

 

 

 

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Sana retirava uma de suas bonecas de um quarto, onde o objeto estava transpassado por algo pontiagudo e rapidamente se virou para a outra boneca que havia mexido fazia pouco tempo, ela estava a levando para outro cômodo que se parecia muito com o de Jeongyeon.

 

 

 

 

 

 

 

A boneca estava agora deitada no chão do quarto, morta, por overdose de remédios.

 

 

 

 


Notas Finais




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