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História Constelação 494 - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olaaa pessoas, eu não iria voltar hoje, por motivos de que os capítulos prontos estão acabando (T T) mas eu queria muito postar esse capítulo, então cá estou eu.

Hoje qualquer dúvida sobre o passado de Baekhyun (ou sobre ele) será esclarecida, então eu espero que gostem desse cap, irrá.

Playlist:
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Boa leitura ♡
*leiam as notas finais*

Capítulo 8 - Comece a caminhar.


No dia seguinte, Sehun acordou com a voz calma de Baekhyun o chamando, dizendo que já estavam na hora de se arrumarem para seguirem o rumo para a pacata cidade que moravam.

Entre vários resmungos e bocejos, acordou molenga após ouvir o último pedido para seguirem viagem de uma forma um tanto brusca – já que um travesseiro atingiu suas costas bruscamente –, sendo assim Sehun se pôs de pé antes que um abajur voasse em si, e pelo céus, quis morrer naquela hora. Vamos pensar, na noite passada ele é Baekhyun tiveram longos minutos de um sexo intenso e turbulento, certo? Agora, o que restaria para Sehun depois de ter sua entrada judiada por um membro nada pequeno? Bingo para quem disse dor.

Justamente naquela área destruída pela noite anterior, uma pontada dolorida pegou Sehun de jeito no primeiro passo que deu, sentindo todos os músculos praguejarem pela o esforço que foi feito para aguentar Baekhyun, e como havia dito, estava de fato mancando. Não tardou e um gemidinho dolorido escapou de seus lábios deixando claro que não estava bem embaixo. Era mais um das brincadeiras sem graça do universo.

Sorrateiramente, os olhos curiosos procuraram por Baekhyun no quarto, encontrando ele revirando alguma coisa na mochila antes de arruma-la. Sehun sorriu com a cena, ver ele inerte em seu mundo totalmente pelado era uma coisa que aquecia seu coração. E claro, regras de convivência e educação não faltaram em sua infância, por isso tratou logo de dar um “bom dia" caloroso a ele, mas adivinhem só.

— bOm dIa – falou, percebendo uma mínima rouquidão na voz. O som desajustado chamou a atenção de Baekhyun, que na mesma hora se levantou com uma muda de roupa nas mãos, aproximando-se de seu corpo.

— Bom dia – repetiu, com um sorriso sapeca bradando na ponta dos lábios – você está rouco?

— Acho que sim – respondeu, deixando a rouquidão arranhar a garganta de leve – e eu estou sentindo dor.

Por tudo o que era mais sagrado, na primeira foda que tivera como passivo saiu derrotado, quem dirá nas próximas, isso se haver outras. E Sehun tinha um temor absurdo só de pensar, pois os pensamentos vagavam para uma parte onde Baekhyun literalmente lhe quebrava ao meio.

Ah, claro, e falando no arromba pregas – nome esse que Sehun achou que caia muito bem como um apelido secreto – este apenas ria da pobre situação que o calouro se encontrava, e de fato isso o irritava muito, pois não era ele que estava com as pregas soltas e a garganta arranhada.

— Para de rir do meu estado, seu idiota – exaltou, jogando uns dos travesseiros que foram arremessado em si, diretamente na face do outro, porém os reflexos dele eram bons demais.

— Não fica com raivinha – debochou, segurando o travesseiro antes que acertasse seu rosto – no fundo eu sei que você gostou.

— Eu gostei, mas também não queria sentir uma pontada no meio da bunda a cada passo que eu dou – afirmou, cruzando os braços irritado, como uma verdadeira criança.

— Okay, eu me rendo, me perdoa – declarou, erguendo os braços para cima como redenção de seu ato impensado – prometo ser mais carinhoso da próxima vez, porém isso é tudo culpa da sua bunda, ninguém mandou ter uma bunda tão gostosa – expôs, cultuando aquelas ancas que tiravam o ar de seus pulmões.

— Vai a merda, Baekhyun – xingou, devolvendo um dedo médio para ele sem remissão.

— Tudo bem – ele continuava rindo, mesmo que baixinho ainda ouvia isso, então apenas ficou observando a silhueta dele com raiva e admiração ao mesmo tempo. Um misto de emoções quando o assunto era Baekhyun.

— Você vai tomar banho primeiro? – questionou, lembrando que não haviam tomado uma ducha quando acabaram de fazer o tal ato sexual, então era bom um banho naquelas circunstância que estavam

— Eu ia mas agora que você acordou eu pensei, se você conseguir também, que tal tomarmos juntos? – propôs, parando bem em frente ao corpo maior, erguendo os olhos até encontrar os sonolentos de Sehun. Baekhyun achou adorável aquele momento.

— Juntos? – questionou em seguida.

— É, eu e você no mesmo banho, o que acha? – explicou o óbvio, soltando um sorriso cativante para tentar convencer o mais novo.

— T-tá bom... – aceitou hesitante, afinal nunca tinha tomado banho com ninguém a não ser com os brinquedos que tinham quando mais novo – claro, vamos tomar banho juntos.

E como já estavam pelados mesmo, só restou os dois seguirem para o banho único, e claro, mesmo tendo exibido seu corpo para Baekhyun – totalmente – a ideia ainda causava um pouco de vergonha em seu âmago, porque em sua concepção Baekhyun era o ser humano mais bonito que já viu na vida, e vê-lo tão a vontade nu causava sensações em si. A porta não foi fechada pelo fato do banheiro ser pequeno e o corpo de Sehun não era nada miúdo.

Com o grande espelho em frente a pia, Sehun pode ver o tom arroxeado de um dos chupões que recebeu, e por insano que pareça gostou muito daquilo. Todavia, enquanto Baekhyun deixava as roupas que separou em cima do vaso sanitário e saia para pegar as toalhas, Sehun arriscou olhar sua situação traseira, arregalando os olhos ao ver vários pontinhos, alguns vermelho e outros roxos, distribuídos nas duas ancas. Céus, Baekhyun tinha destruído seu corpo ontem e agora as marcas deixavam nítido isso.

— Se continuar se olhando desse jeito vai levar outro tapa – revelou, retornando novamente para o cubículo com duas toalhas brancas nos ombros.

— Você me destruiu, Baekhyun! Olha só isso – exaltou, virando a bunda para que o veterano enxergasse bem o estrago que havia feito – só com seus tapas.

— Desculpa, mas se você tivesse a minha visão, me entenderia – ditou, explicando o motivo de seus tapas com força – Agora vem, vamos tomar banho.

Com a frase a ponta de vergonha voltou a aparecer no rosto de Sehun. O veterano percebeu isso em como Sehun dispensava os olhares para si de forma vergonhosa, entretanto não questionou, apenas puxou o calouro pela mão para que pudesse entrar no box branco junto a si.

Logo a água do registro foi ligada, deixando em uma temperatura amena, confortável para os dois. Os pingos de água bateram contra as costas marcadas de Baekhyun, causando uma dor incômoda nos vergões.

— Aí, porra – resmungou dolorido, torcendo a face na mesma expressão.

— O que foi? – inquiriu, tomando um susto com o resmungo do mais velho.

— Seus arranhões – explicou com uma leve irritação no tom – ou você esqueceu da merda que fez nas minhas costas?

— Você fala como se não tivesse me deixado todo aberto – rebateu contra a reclamação de Baekhyun, recebendo um risinho convencido do mesmo.

Entretanto, o veterano apenas virou de bunda para si, para que pudesse entrar na água gostosa que caia, molhando os cabelos e vendo de fato o estrago de cinco arranhões bem feitos e alguns mais fracos espalhado pelas costas. Aquela era um cena que os deuses tinha que contemplar para adicionar nos escritos. Baekhyun possuía uma bunda tão bem empinada que fazia Sehun deseja se enfiar ali dentro ou apenas tocar e sentir a maciez e gostosura daquela parte.

E como era o esperado, o tom rosado tomou as bochechas do calouro ao vê-lo daquele jeito tão a vontade em uma situação tão íntima. O que ele não esperava era que Baekhyun fosse virar o corpo para si justamente naquele momento.

— Você tá com vergonha? – indagou, visualizando a cor das bochechas tomarem um rosa bonitinho. Sehun só balançou a cabeça, expondo sua vergonha – Sehun, pelo amor de Odin, a gente fez sexo ontem, e agora você vem com vergonha?

— É-é que eu não tô acostumado... – disse, para então ver a face do Byun tomar uma estranheza no olhar. Depois, o corpo menor tentou sair do pequeno box que continha no banheiro para deixar Sehun a sós tomando seu próprio banho, mas era óbvio que mesmo com sua vergonha não queria que Baekhyun saísse dali – não, não vai embora. Você me entendeu errado.

— Então me explica, cabeção – disse sugestivo, por mais que estivesse certeza que daquilo fora mais um fato dos eu apelido.

— Eu não tô acostumado a te ver assim, tão a vontade do meu lado – declarou, tentando não tornar a situação ainda mais estranha – e não que isso é ruim, mas sim porque você é lindo demais, e me encanta muito isso.

Os lábios finos comprimiram em um sorrisinho muito bonito, para que depois um beijo carinhoso fosse depositado nos lábios de Sehun com ternura por Baekhyun. A língua não entrou em ação, apenas os lábios que se moviam, tomando um rumo singelo na carícia. E era tão gostosinha a forma como os membro meio eretos se tocavam de forma tímida, quando Baekhyun impulsionava o corpo para cima. As mãos do calouro tomaram um rumo até a cintura desenhada, puxando mais rente de si sentindo a fervura começar a inundar o corpo dele, mas o beijo findou depois de uma mordidinha no lábio inferior.

— Ainda está doendo? – indagou, Sehun demorou um pouco a raciocinar a pergunta por ainda está bêbado pelo efeito que aquela boca tinha – sua bunda, garoto.

— Está, por que? – perguntou, mas a resposta de Baekhyun foi totalmente ao contrário do esperado, pois de repente o menor começou a ficar de joelhos no chão gélido do box ficando frente a frente de sua ereção matinal. Sehun não era santo então sabia bem o que ele fazia ali, mas ainda sim precisou perguntar – o-o que você vai fazer?

— Te pedir desculpa – respondeu simplista, levando a palma em direção ao membro meio acordado, começando uma massagem lenta e gostosa. Depois de uma encarada, mais com uma permissão, a boca quente e macia engoliu toda a extensão tesa e recheada de prazer.

Oh, sim, agora sim poderia riscar um item de sua lista sexual pessoal; boquete no banho.

E ninguém precisaria saber que recebeu um puta boquete logo pela a manhã, iniciando o dia da melhor forma. E se Sehun negou? Necas, totalmente errado, pois tudo o que o marmanjo vez foi segurar os fios loiros e molhados ditando as chupadas, aceitando de bom grado o que aquela boca poderia fazer.

Somente aquele box contemplou os gemidos limpos de Sehun quando gozou tudo na boca de Baekhyun, vendo-o engolir tudinho sem reclamar da ação inesperada. E como um hábito que tornou entre eles, quando os joelhos saíram do encontro do chão, a primeira coisa que Baekhyun fez foi unir os lábios novamente, fazendo com que Sehun provasse mais uma vez de seu próprio gosto.

Aquele banho tinha sido o mais intenso e o mais quente que já tomou em toda sua vida.

Já devidamente vestido da cintura para baixo, Sehun penteava os cabelos negros de forma paciente pelo fato de conter alguns nós chatos em alguns fios. Enquanto isso, Baekhyun se perfumava no quarto e ajeitava a roupa escolhida livrando de qualquer defeito.

— Ficou tão bonito em você – disse, invadindo o banheiro sem permissão, afinal, como se precisasse disso.

— O quê? – questionou, brigando com um nó na ponta do fio, tomando todo o cuidado para não quebra-lo.

— O chupão – respondeu, alisando a pele avermelhada e judiada – ele me faz lembrar de absolutamente tudo o que fizemos na noite passada.

— Você acha que os meninos ouviram? – perguntou, pois isso algo realmente que tinha de se preocupar, ninguém queria passar por várias piadinhas.

— Sehun me diz quem não ouviu você gemendo meu nome todo manhoso daquele jeito? – disse com um sorriso atirado no canto da boca, expondo sem dó seu momento de prazer – Mas não diz nada, como eles pegaram o último quarto do corredor pode ser que eles tenham apagado antes da gente transar.

— E se eles ouviram? – reforçou novamente.

— É bom você preparar seus ouvidos, porque hoje você vai ouvir muitas piadinhas sobre isso.

Depois exatos de trinta minutos, os dois estavam no hall principal do hotel, junto com Chen esperando a boa vontade de Kyungsoo e Kai para terminarem de se arrumar e partirem estrada a fora. O horário bradava às uma hora da tarde, coisa que deixava Baekhyun irritado por ter que almoçar salgadinhos em vez de uma refeição de verdade, já Sehun e Chen se contentavam com os petiscos.

Os três aguardavam pacientemente – Baekhyun nem tanto – pelo restante dos membros em um sofázinho exclusivo para três pessoas. Até aquele ponto Chen não havia comentado absolutamente nada sobre gemidos ou sobre sexo, mas mesmo assim a desconfiança de Sehun não padecia um segundo, e praguejou muito por ter se deixar o levar pela a situação e não ter controlado os resmungos de prazer na noite anterior.

Contudo, era difícil demais segurar os resmungos de dor quando as pontadas dentro de seu interior se faziam presente, mesmo sentado. Baekhyun parecia sentir isso, sentir a dor que tomava conta daquele lugar, e por isso um dos braços acalentou seu corpo, passando o mesmo pela sua nuca. Tal ação fez com que um risinho da parte de Chen atraísse a atenção dos dois, mas nada saiu da boca do vocalista.

Entretanto, se ninguém havia assunto sobre, não pensava em começar, portanto esperava com o mesmo silêncio companheiro.

— Sehun? – uma voz feminina chamou a atenção não só do que foi citado, mas também como dos outros membros, visualizando quem o chamará.

— Yuqi – afirmou, sorrindo para a garota que cada vez mais se aproximava do trio sentado.

— O que estão fazendo aqui? A estadia de vocês terminaram? – inquiriu novamente, observando bem os outros dois corpo ao lado do Oh.

— Sim, alugamos apenas para passar a noite depois do show – respondeu calmo, ainda se mantendo acanhado nos braços de Baekhyun.

— Ah sim, e esses são os outros membros, certo? O guitarrista e o vocalista.

— Baekhyun e Chen – disse, apresentando os dois outros companheiros de banda.

— É um prazer conhecer vocês, e por favor me deixem falar que vocês arrasaram naquele palco – afirmou, soltando um sorriso cativante dos lábios pintados de um batom rosa. Yuqi era uma pessoa simpática demais.

— Obrigada, nós ficamos sabendo que alguém cantou Lay Down com uma garrafa de cerveja sendo o microfone – expôs Chen, tirando risadas sopradas de Sehun.

— Oh – exclamou, tapando a boca da gargalhada que ameaçava sair – quem consegue se controlar com aquele som todo?

— Concordo – declarou, devolvendo o sorriso para a garota.

— E cadê os outros? Eu contei cinco no palco ontem – perguntou, sentindo a falta do baterista e do baixista ali no hall.

— Terminando de se arrumarem, mas desse jeito me faz pensar outra coisa – Chen proferiu, não se dando conta do que de fato havia acabado de falar, mas só depois de algumas gargalhadas de todos acabou se deixando levar pela fala impulsiva.

— Vocês são de Busan? – perguntou a garota.

— Não, somos de Donghan, algumas boas horas daqui – explicou Sehun, sabendo que possivelmente a garota mal saberia onde ficava a cidadezinha.

— Não acredito nisso eu sou de Donghan, mas vim para Busan para trabalhar aqui – disse, deixando que o sorriso mostrasse o quão estava surpresa com aquilo, assim como Chen e Sehun estavam, retribuindo o sorriso da garota – Você moram no centro?

— Não, na Praça velha, antes do centro – dessa vez Chen tomou a fala, intervindo Sehun.

— Meus pais moram lá, caramba, tem muito tempo que não vou a Donghan – declarou, sendo uma total felicidade ter encontrado mais pessoas que conheciam a cidade que cresceu.

— Quando for suas férias, tire um tempo para ir lá, quem sabe a gente acabe se esbarrando – aconselhou Chen, se levantando para poder esticar as pernas, evitando uma câimbra.

— Claro, quando eu for darei um jeito de encontrar com vocês – disse contente, carregando um sorriso no rosto.

Porém, duas figuras bem conhecidas chamou a atenção de acordo com os barulhos vindo das escadas, revelando Kyungsoo e Kai lado a lado com suas mochilas nas costas.

— Até que enfim – ditou Baekhyun, até aquele momento calado – vocês estavam fazendo o que, em? – interrogou, levantando-se do sofázinho aconchegante.

— Calma estrassadinho, você tem que brigar com Jongin, ele que enrolou no banho – apontou o baixista, librando a culpa de sua bunda – Ah, você é a garota da garrafa de cerveja? – questionou com divertimento na fala.

— Sim – respondeu Yuqi, envergonhada pelo seu flagrante.

— Prazer, sou D.O e esse é o Kai – apresentou o baixista, tanto a si como o baterista ao seu lado.

— Ótimo, agora que se conhecessem vamos embora, eu não aguento ficar aqui – exaltou Baekhyun, com a acidez escorrendo no canto dos lábios, agarrando a própria mochila com brusquidão.

Depois de uma intensa troca de olhares, e um pedido de desculpas vindo de Sehun a Yuqi, todos concordaram que estava na hora de ir e despediram da atendente simpática. Os membros seguiram com suas bagagens para fora do local, deixando Sehun por último por quase esquecer sua própria guitarra no sofázinho.

— Sehun – Yuqi chamou pelo o outro com calma – muito obrigada por me convidar para o show, vocês são demais! – expôs, enquanto segurava a mão fria do calouro, sorrindo em seguida – Você é um cara muito legal, espero que não perder contato com você, mesmo estando a três horas daqui.

— Você também é uma pessoa boa, Yuqi – pronunciou, não era mentira, mesmo tendo conhecido aquela figura apenas por horas.

— Me passe seu telefone, para assim que eu for a Donghan eu possa te ligar – propôs, indo para trás do balcão emadeirado e bem organizado, arrancando de lá um pedaço de papel de alguma agenda.

— Eu não tenho telefone, mas posso te dar meu endereço – sugeriu.

Yuqi concordou com um sorriso simpático, lhe entregando logo o papel e uma caneta. Sehun escreveu o mais rápido que pode pelo fato de estar atrasando todos, e devolveu o papelzinho rapidamente.

— Sehun! Vamos embora logo, porra – um resmungo ríspido pegou os dois de surpresa, vendo a figura de Baekhyun nervosa surgiu na entrada. Naquele momento Sehun sentiu que uma pontada de ciúmes bradava no tom da voz dele.

— Já vou – gritou simplista, vendo que a fala fez com que os olhos do menor revirassem nas pálpebras, se retirando dali em seguida – acho que é minha deixa...

— Seu namorado é bem ciumento – comentou, rindo da maneira como Baekhyun agiu.

— E-ele não é meu namorado – afirmou triste, abaixando o olhar por vergonha.

— Não? Nossa, então ele gosta muito de você, porque eu achei que ele ia voar no meu pescoço quando eu te chamei – comentou, pondo uma das mãos nos ombros largos do guitarrista – Vocês formariam um casal bonito, deveriam ficar juntos.

Deveriam, claro que deveriam ficar junto, mas a personalidade orgulhosa de Baekhyun não permitia isso, e tudo o que tinham agora era ficadas fixas como reataram na noite anterior. E puxa, Yuqi não queria nada amoroso consigo, era apenas uma garota que queria sua amizade e apenas isso, pois foi nítido em sua fala que as palavras sobre sua relação com Baekhyun que ela apoiava aquela relação, mesmo não sabendo a profundidade do Iceberg que era o veterano.

— Obrigada – agradeceu de coração, sentindo uma pena não poder mais manter contato com a garota – até breve, Yuqi.

— Até, foi um prazer conhecer vocês – despediu do recente e possível colega, já que passaram da barreira entre cliente e funcionário.

Sehun sorriu e saiu do hall do hotel, partindo para a Kombi que por sua sorte já estava estacionada perto da entrada, vendo que todos os outros lhe esperavam pacientemente, e claro, menos Baekhyun.

— Você demorou, aconteceu alguma coisa? – perguntou Kyungsoo que comandava o volante, assim que abriu a porta lateral e posicionou seu corpo no lugar vago.

— Não, eu só estava passando meu endereço para a Yuqi, caso ela for para Donghan vai saber onde encontrar a gente – disse, se consertando no assento. Porém uma coisa que chamou muito sua atenção, foi a face de Baekhyun torcida em uma feição de raiva misturado com incredulidade quando terminou sua fala.

Sehun não era bobo, ele não havia gostado das palavras que saíram de sua boca.

— Boa garoto, agora vamos eu tô louco para chegar em casa – disse Kai, esticando os braços no encosto do banco.

O ronco do motor da Kombi aguçou os ouvidos de todos, e a primeira marcha foi dada para que as rodas começassem a andar pelo asfalto de Busan em direção a Donghan. Como era de costume, sempre que estavam andando com a Kombi era quase uma lei ligar o som e deixar que uma música aleatória do rádio ecoasse estrada a fora, então Kai tomou a postura e ligou o rádio em uma emissora qualquer. O começo de “Boys Don't Cry" do The Cure ecoou no ambiente.

Baekhyun adorava essa música com todas as letras e acordes da guitarra. Mas mesmo com a música ele não moveu um dedo, não demonstrou sua admiração pela a tão amada melodia, apenas ficou vendo a paisagem da cidade passar pelas as janelas da Kombi. Naquela altura, Sehun sabia que ele não estava bem.

Contudo, seu primeiro instinto protetor foi tentar procurar a mão dele discretamente, para que nenhum dos membros desconfiasse de que alguma coisa estava muito errada no banco de trás. Procurou, procurou e quando achou a palma quente do outro, tudo o que recebeu foi um cortada daquelas, já que Baekhyun simplesmente afastou a mão de perto da sua, deixando nítido que não queria contato consigo. Aquilo magoou Sehun de uma tal forma indescritível.

— O que houve? Eu fiz alguma coisa de errado, Baekhyun? – indagou quase em um sussurro triste.

— Não, você não fez nada não, Sehun – disse, nem sequer dando o trabalho de encarar sua face.

— Então porque esta assim todo estranho? Não me parece uma atitude normal – disse, tentando conversar com ele e ver o que estava de errado.

— Só me deixa em paz! – exclamou alto, dessa vez sim olhando bem fundo em seus olhos deixando claro sua irritação.

— Baekhyun, não seja assim, vamos conversar! Se eu fiz alguma coisa errada eu quero consertar.

— Vai ajudar se você me deixar quieto.

Aquilo foi o suficiente para que Sehun concordasse silenciosamente com ele, acatando o pedido. Porém, é difícil você estar ao lado de quem gosta sem ao menos poder tocar essa pessoa ou até mesmo conversar. Mas se Baekhyun queria ficar assim, a única maneira era aceitar.

Um suspiro longo saiu de seus lábios, deixando que o peso esvaziasse um pouco as costas, porém nada adiantou, o maldito fardo continuava ali. Sehun se viu perdido quando encontrou os olhos de Kai lhe encarando pelo retrovisor, entendendo bem sua situação.

Já estava duas horas na estrada. Os salgadinhos já haviam acabado, o que não restava nada para comer por um hora até que chegassem em casa, então tinham que manter o estômago apenas com água e alguns pirulitos de Baekhyun – claro que isso só foi depois que ele dormiu, uma hora depois da última palavra dita para si. Agora, trazendo um clima melancólico e esmagador “More Than Words" do Extreme tocava no fundo do rádio.

A volta estava sendo ainda mais insuportável do que a ida, os membros estavam quietos já que com certeza ouviram a mini discussão no banco traseiro, entendendo a situação, e o clima chato pegou todos de um vez, tudo o que era possível ouvir naquelas horas era as bufadas de um ou outro alternadas, logicamente, um tédio descomunal.

Sehun segurava para não passar a mão pela nuca de Baekhyun e aconchega-lo em seus braços, para que ele pudesse dormir confortavelmente, mas não podia.

— Não fica assim, ele só está com ciúmes da Yuqi – disse Kai, enquanto o olhava pelo retrovisor, atraindo o olhar dos outros membros.

— Se ao menos ele me deixasse explicar, tudo estaria bem – comentou irritado, olhando a face dorminhoca daquele ser tão complexo que Baekhyun era.

— Se acostume com isso, lembra do que lhe contamos naquele ensaio? – indagou Kyungsoo, referindo-se ao dia que soube do passo fático do veterano.

— Baekhyun é um labirinto, Sehun. Você só vai compreende-lo completamente quando entender sua história – comentou Chen, enquanto ainda prestava atenção na estrada.

— Eu entendo que ele não teve um dos melhores passados – pronunciou, acariciando a mão solta no estofado do banco – eu gosto demais dele, gente.

— Sabemos disso, e ele também gosta de você... – afirmou Jongin, dando-lhe um sorriso de aprovação pelo retrovisor – demais, Sehun.

— Vocês voltaram a ficar, não voltaram? – perguntou Kyungsoo.

— Pera aí, eles ficavam e não me contaram nada? – Chen interrompeu a pergunta do baixista, direcionando para os dois membros da frente.

— É uma longa história, Dae. Depois eu te conto – falou o baterista, vendo que não era as melhores circunstâncias para aquilo.

— Vão me pagar por isso – ameaçou os dois – mas aí está uma coisa que eu nunca vi acontecer... o Baek voltar a ficar com a mesma pessoa.

— Verdade quando ele coloca um fim é isso e acabou! Nada faz ele mudar de ideia – completou Kyungsoo, olhando pelo retrovisor.

— Se considere o único e um sortudo por ele ter atado as coisas com você – finalizou Kai.

O assunto cessou com um espasmo repentino de Baekhyun, e todos acharam bom terminar o assunto ali mesmo e só prosseguirem quando estivessem a sós. E porra, como assim Baekhyun gostava de si? Céus, como aquela notícia deixou o pobre coração alegre; mesmo não tendo nenhuma confirmação exata sair da boca do veterano, era bom o gostinho de que seus sentimentos eram recíprocos.

Quando chegaram em Donghan, o horário já permeava entre às quatro horas da tarde, indicando que a tarde já estava indo embora e o anoitecer logo aparecia rasgando o céu com seu tom escuro. Baekhyun acordou minutos depois, totalmente perdido perguntando aonde estavam. Mesmo com a cara toda amassada e inchada ele continuava lindo aos olhos de Sehun, ah, e mesmo depois de horas de sono, a coisa de não falar consigo continuava ainda.

Ele nem sequer olhava em seus olhos, mas Sehun já tinha aceitado o jeitinho carrasco do veterano e era assim que gostava dele, infelizmente.

O guitarrista solo pediu para que deixasse ele primeiro, coisa que assustou Sehun, pois geralmente eles eram os últimos a serem entregues e poxa, não queria ir para casa sem ao menos conversar com ele e explicar a situação. Portanto não mediu as palavras e rasgou um: “posso ficar na sua casa?” atraindo os olhos de todos para si. O orgulho dele era estrondosamente grande que ele nem sequer respondeu com palavras, apenas com um balançar positivo da cabeça.

Assim, minutos depois os dois foram deixados em frente à casa que era bastante conhecida por ambos. Sem dizer coisa alguma, os pés do veterano moveram para a varanda, destrancando a porta principal e andando para dentro da casa enquanto carregava a case e a mochila nas costas. Em seguida, os objetos foram despejados em cima do sofá verde musgo da sala. Sehun deixou os sapatos na porta para entrar na casa com um silêncio absoluto, deixando seus objetos junto aos do veterano. Logo o corpo de Baekhyun percorreu os corredores até alcançar a cozinha, e Sehun sabia que ele iria fazer café pois sempre fazia quando estava consigo na casa.

O calouro preferiu ficar apenas encarando as decorações que haviam na casa, pensando no que iria dizer para que Baekhyun entendesse o que de fato aconteceu. Todavia, inerte em seus pensamentos, foi surpreendido por uma caneca estendida em sua frente.

— Eu não coloquei tanto açúcar dessa vez – disse, parecendo estar entalado pela a forma como as palavras saíram da boca. Sehun apenas concordou e pegou a caneca com bom grado, bebericou um pouco e sorriu pois ele ainda lembrava do jeito que gostava do café. Forte e quase sem açúcar.

O silêncio que estabeleceu no cômodo durou pouco, já que o calouro pigarreou, pronto para desenrolar o que estava preso na laringe.

— Baekhyun – chamou, mas como já era o esperado foi ignorado completamente por ele que bebericava arduamente o líquido escuro – ei, fala comigo.

As mãos procuram por Baekhyun novamente, tendo o mesmo rejeitamento anterior.

— O que você quer? Você e a Yuqi pareciam ser tão amigos, vai atrás dela – falou com a rispidez apontando na língua.

É, ele estava em meio a uma crise de ciúmes, sim.

— Ela ‘tá a quilômetros daqui, não tem como falar com ela – comentou, e Sehun viu no olhar dele que não era aquela resposta que ele queria ouvir, fazendo com que a face bonita forcasse uma expressão raivosa – vem cá, não vamos brigar por isso. Acabamos de voltar e eu não que-

— Por acaso você quer que ela venha para cá para a ver? – exaltou do nada, não permitindo que Sehun terminasse a fala.

— Claro que eu quero, ela é uma boa pessoa, Baekhyun. E ela já queria vim pra Donghan e eu só ajudei – continuou, perdendo novamente para a face tomar a mesma feição de que não era essa a resposta que esperava.

A xícara foi abandonada na mesa de centro que a sala possuía bruscamente, logo as chaves Dodge estavam nas mãos dele.

— Pega suas coisas, vou te levar ‘pra casa – falou simplista, movendo seu corpo até perto da porta, porém a mão de Sehun impediu que ele continuasse aquela ação compensada.

— Não, eu não vou embora – ditou com uma seriedade nunca experimentada – sério que por causa dela vamos brigar?

— Pensasse antes de sair oferecendo seu endereço a qualquer um – pronunciou, puxando o próprio braços dos dedos de Sehun – francamente, tem certeza que você não corta ‘pros dois lado?

— Para de ciúmes Baekhyun, e eu nem gosto de mulher, por Odin.

— Não interessa, eu já fui traído antes sei como essa merda funciona – cuspiu as palavras ao vento, não se dando conta que aquilo poderia magoar o calouro.

— Baekhyun! Para com isso, você viu o que você acabou de dizer? Tá maluco? – se irritou, as mãos seguraram o corpo de cada lado, prendendo o Byun ali para que ele não tivesse escapatória – Porra, eu gosto demais de você, e nunca faria uma coisas dessa com você. O que te faz pensar Isso de mim?

— Yuqi me fez pensar assim, sua aproximação do nada com ela me faz pensar assim – falou, apontando o dedo indicador para Sehun, como forma de acusação.

— Baek, pelo amor, ela não quer nada comigo – admitiu, querendo que a frase fosse uma ajuda para cessar aquela crise de ciúmes.

— Qual a certeza disso? – indagou nervoso.

— Não totalmente certa, mas de uma coisa eu tenho... a certeza gosto de você demais, posso até arriscar dizer que eu amo, e que nunca, nunca eu faria mal algum ‘pra você. Poxa, tem noção que eu me entreguei de verdade ‘pra você? Fiz aquilo ontem porque eu gosto de você, e ninguém foi capaz de mudar isso, aliás ninguém vai ser – ditou, com as mais verdadeiras palavras. Vendo que as mesmas atingiram Baekhyun como nunca atingiu, quando um filete singelo de uma lágrima riscou as bochechas já rosadas

— Cala a boca – disse com a voz embargada.

— Baekhyun, eu fiquei um ano inteiro ao seus pés, achando que nada disso aconteceria, e agora que aconteceu você acha mesmo que eu vou terminar? Porra, isso era meu sonho.

Depois de assumir seus sentimentos, o olhar do veterano pesou e mãos finas empurraram Sehun para longe de si rapidamente, virando o corpo de costas em seguida. Podia não ver nada, mas as fungadas e os movimentos de Baekhyun denunciavam o que estava acontecendo. Ele estava chorando. Sim, exatamente, derramando lágrimas.

— Você está chorando? – perguntou o óbvio com preocupação no tom das palavras, não recebendo a resposta na hora.

Sehun estava estático e até um pouco assustado. Era a primeira vez que virá Baekhyun chorando de verdade. Era óbvio que ele chorava, mas era algo tão raro que já até se perguntou mentalmente se era possível que as lágrimas dele tinham secado. Mas era óbvio que não.

— Ei, vem cá – disse, enquanto os braços viraram o corpo miúdo e sentimental de frente para si, visualizando bem as lágrimas grossas que escorriam dos olhos pequenos.

Céus, era a primeira vez que virá a face dele torcer em uma tristeza sem igual, e aquilo não agradou Sehun nem um pouco, pois nunca em sua vida queria ver um sentimento tão ruim no rosto bonito que ele possuía.

— N-não, eu não choro, você sabe disso – ditou, enquanto secava as teimosas lágrimas que escorriam pela face, tentando engrossar o tom da fala.

— Você está lavando os olhos, então? – brincou, tirando um sorriso abobalhado de Baekhyun em meio aquela poça de água salgada que tinha nos olhos.

— Eu te odeio demais, garoto. Principalmente por me fazer chorar dizendo essas coisas clichês e xexelentas – afirmou, dando leves soquinhos no peitoral do mais alto.

— Vem cá me dar um abraço – disse, abrindo os braços para que o corpo menor encaixasse ali.

— Não, você não merece esse privilégio meu – recusou.

— Eu ainda estou esperando pelo meu abraço – brincou, vendo um sorriso tímido aparecer nos lábios.

Baekhyun revirou os olhos, e com passos lentos andou até a porta da própria casa, enlaçando os corpo magro e alto com carinho. As palavras proferidas pelo calouro, atingiu uma parte muito sensível de si, e as lágrimas só foram a comprovação de que gostava demais daquele garoto de quase dois metros de altura, e que nele via de verdade o amor que nunca recebeu.

— Ainda quer ficar comigo? – indagou, sentindo os braços ao redor de sua cintura e a respiração baixa rente ao ouvido. Um sorriso discreto brotou em na face de Sehun ouvindo a carência na pergunta, claramente rendido.

— Sem dúvida!

Um mês se passou, o inverno ainda permeava no mês, o diferencial era que agora as temperaturas já não estavam agressivas como no começo, pelo fato de ser o último mês da estação. Alguns coisas haviam acontecidos e até mudado no último mês.

Os Dodgers haviam feito mais alguns shows durante o período que voltaram de Busan, como o show na grande cidade havia sido um sucesso, o nome da banda corria pouco a pouco pela pequena cidade. E claramente todos os membros estavam felizes em como as coisas tomaram um rumo totalmente positivo. O sonho grupal estava se tornando realidade com o tempo, e mesmo sem um grande popularidade, estavam satisfeitos com os fãs que adquiriram com o tempo.

Kai e Kyungsoo faziam seus dezenove anos e comemoraram o aniversário dos dois com ovos e muita farinha em cima deles, e depois, claro, pararam em um bar e encheram a cara. Agora só restava Sehun para se tornar maior de idade, e ele ansiava isso mais do que tudo.

Kris havia arrumado outra namorada, e afirmava de pé junto que aquilo duraria até os último anos de sua vida. Sehun ficou muito contente pelo fato do amigo ter aquietado o fogo incessante que possuía, e até mesmo gostou da garota que no que notará era chinesa igual o amigo.

E em meio de tantas notícias boas, tinha que vir uma ruim, pois esse era o ciclo maldito da vida, você nunca poderia ter a felicidade por muito tempo.

As dores no corpo pioraram drasticamente, havia dias que Sehun nem aguentava tocar mais de uma hora que já pedia um tempo para os meninos, senão bastasse isso tinha pegado uma virose daquela duas semanas atrás, precisando urgentemente ficar de cama. As tonturas e sensação de desmaio pioram muito, e por diversas vezes Sehun tinha que fingir que estava bem quando o corpo estava a um triz de cair desfalecido no chão. Não compreendia o que estava acontecendo consigo mas pensou que deveria ser a época do ano, já que quando criança passava muito mal quando o inverno chegava.

Mas entre todas as coisas ruins, uma muito especial estava seguindo bem, sua relação com Baekhyun.

Não estavam namorando, mas também não aceitavam serem apenas amigos que se pegam e intitularam o que tinham como um amizade colorida mais séria, que por mais que nunca foi dito com clareza, havia muito mais do que desejo naquela relação; havia amor. Sehun podia dizer que nesse meio tempo que voltaram ele adquiriu algumas coisas da personalidade de Baekhyun, como a de que o Superman era visto como um herói agora e outras mais íntimas.

Sehun gostava quando depois dos treinos, ficavam sozinhos e a vontade para fazerem o que quiserem, já que agora tinham intimidade suficiente para isso. Gostava quando ele preparava seu café do jeitinho que gostava ou quando ele ia em sua casa com a desculpa que estava um tédio ficar sozinho na própria. Gostava da forma como Baekhyun dizia “eu gosto de você” mesmo que sem falar isso de fato.

Se antes estava apaixonado pelo veterano, Sehun experimentou outro nível de paixão. Tão forte quanto uma corrente metálica.

Baekhyun era tudo para si, já tinha aceitado isso depois do terceiro beijo, da terceira foda e do terceiro “você é minha constelação predileta". Ou seja, depois de tudo que passou com ele. E mesmo com os desafios que passaram, estavam juntos e somente isso importava.

E nem precisava se preocupar com a progenitora, já que a mulher afirmava com tudo que a presença de Baekhyun em sua casa era totalmente liberada a hora que quisesse. Sehun agradeceu aos céus pelos os “santos" terem batido na hora que se conheceram, já que agora podia contemplar a visão da mãe e de Baekhyun preparando diversos biscoitos, bolos e por vezes o almoço ou a janta. Era como viver em um conto de fadas, onde tudo era flores. Onde Sehun implorava para que esse sonhos nunca tivesse um fim.

Já estava tão acostumado com as idas repentinas em sua casa, que nem estranhou o fato de que durante uma tarde de sábado, o ritmo de um batida que criaram fora ouvida por si. A mãe nem precisava perguntar quem era, pois já estava bem sabida da batida na porta que o filho e o Byun já tinham combinado.

Naquele dia Baekhyun apareceu em sua casa com um convite de irem a um passeio, apenas para aproveitarem o restante das horas de sábado. E vamos ressaltar a parte de que não foi preciso implorar nada, já que o veterano estava mais que familiarizado com a genetriz do calouro. Portanto, depois demais alguns minutos os dois partiram em um passeio, que novamente era um segredo para Sehun.

Oh não fazia a mínima ideia de onde estavam indo, apenas via a paisagem das casas e árvores passando pela a janela rapidamente. A única coisa que tinha em mente era que aquela estrada dava direito para o centro da pacata cidade. Não que o local fosse igual a Busan, mas era o suficiente para os moradores poderem fazer compras e outras coisas aleatórias, como passeios. No rádio tocava “Jessie’s Girl” do Rick Springfield, a queridinha dos Dodgers. Baekhyun imitava animado o começo da música, movendo os dedos em um baixo imaginario, sendo acompanhado segundos depois por Sehun que imitava uma bateria.

Os dois se divertiam combinado com os movimentos desajeitados dos corpos quando o Dodge parou obrigatoriamente em um semáforo. Atraindo os olhares dos motoristas ao lado, alguns riram e até cantavam a música e outros não davam a mínima para o que estava acontecendo ali. Mas só os dois compartilhavam a mesma alegria de poderem curtir o gosto musical muito parecido. Logo a voz do vocalista original ressoou pelo ambiente e o semáforo abriu, Baekhyun engatou a primeira e ultrapassou o sinal verde.

— Se o Jongin te visse imitando essa bateria você seria um homem morto – comentou o veterano rindo da apresentação cômica dos dois.

— Kyungsoo também estaria decepcionado com sua apresentação.

— Vai a merda – ricocheteou, rindo quanto capturava os dentes branquinhos e bonitos do calouro em um bonito sorriso.

Mais alguns minutos com a melodia no espaço e presos em um curto engarrafamento, o calouro percebeu que depois que Baekhyun olhou para algum ponto muito interessante, tanto que depois de segundos o Dodge parou bruscamente no acostamento da rua. Baekhyun nunca perdia o hábito de suas encostadas brutas na rua, assustando Sehun.

— Por que paramos? – indagou preocupado, achando que alguma coisa grave havia acontecido.

— Vou garantir que nossos estômago fiquem bem cheio hoje – disse sorrindo, enquanto separava algumas notas da carteira de couro.

Sabia que não adiantaria dizer nada tanto que Baekhyun simplesmente saiu do automóvel, o deixando sozinho.

Sehun acompanhou os pés do veterano curioso demais para ver o que ele estava aprontando, observando bem o momento em que ele entrou em um mercado famoso do centro. Demorando cinco minutos e a figura pequena apareceu na rua novamente, segurando sacolas carregadas de diversas besteiras como salgados, doces e tudo o que era ruim para o corpo. Sehun quis matar Baekhyun por ter comprado aquilo, mas também entendia que ele só estava querendo agradar. Essas era uma das formas que Baekhyun retribuir seu amor.

Logo, a figura atrapalhada apareceu ao seu lado, estendendo as sacolas cheias de felicidade e porcaria ao mesmo tempo.

— Segura por enquanto, nosso passeio começou agora.

Não foi preciso questionar nada, sentindo as rodas do Dodge comer o asfalto do centro. Sehun olhava os produtos todo bobo, animado demais com o possível primeiro encontro que estavam tendo, mesmo de fato ninguém argumentando sobre.

— Você acharia chato se a gente fosse para o parque? – questionou Baekhyun, entrando na rua onde sugava o local esverdeado.

— Seria incrível – disse animado.

O parque era um ambiente aberto e com a grama muito bem cuidada, onde diversas famílias e casais aproveitavam o tempo que tinham juntos para fazerem piqueniques ou apenas curtir a paisagem. Um cenário bonito demais para contemplar a sós. Portanto, minutos depois a paisagem bonita da grama verdinha e baixa se fez presente nos olhos do calouro.

Dessa vez, Baekhyun estacionou o carro com delicadeza fazendo uma baliza perfeita ao estacionar entre dois carros de preço salgado. Os dois saíram do automóvel e seguiram em direção ao espaço menos cheio que encontraram juntos, como ainda era inverno a brisa estava gelada e havia poucas pessoas ali, então não foi muito difícil encontrar um lugarzinho para poderem aproveitar a presença um do outro. Como não haviam trago nenhum pano, Sehun agradeceu o fato de estar de jeans grosso para que a grama não pinicasse sua bunda.

— Pronto, o lugar perfeito para um primeiro encontro – Baekhyun comentou, após sentar-se lado a lado com o corpo grande de Sehun.

— Então esse é o nosso primeiro encontro? – questionou risonho, já que ele finalmente afirmou que aquilo era um encontro, mesmo não sendo a primeira vez que saiam juntos.

— É, tomei vergonha na cara.

— E àquela vez que fomos ao Dance Burger? – relembrou da noite mais animada que teve com ele.

— Eu não estava tão decidido em questão dos meus sentimentos, então não conta – respondeu, abrindo uma sacola com os petiscos – Foi uma estratégia para conhecer você melhor.

— E eu saí injuriado por não saber nada sobre você.

O silêncio pegou os dois, mas não de maneira incômoda, apenas para que começassem a pegar as guloseimas das sacolas e se deliciarem com o que quiser. Sehun apenas pegou um chips que já conhecia e um refrigerante de uva, abrindo os dois em seguida para encher o estômago faminto. Tudo o que era possível ouvir naquela hora era o barulho de mastigação e a sugadas nos canudos.

— Você está certo – disse Baekhyun, meio incerto se queria começar aquele assunto.

— Sobre o quê? – indagou, colocando uma boa quantidade de chips na boca.

— Eu sei quase tudo sobre você, e durante esse tempo todo você não sabe nada sobre mim – explicou, olhando para Sehun com os olhos expressivos e ansiosos.

— Baek, se você não quiser contar não tem problema nenhum.

— Não, eu tenho que te falar, Sehun – disse, sugando o liquido cítrico do suco de limão – eu não posso guardar isso com você do meu lado.

— Tudo bem, quando você quiser, eu faço as perguntas.

Segundos depois de silêncio, um suspiro longo deixou os pulmões dele, se preparando mentalmente para relembrar as piores lembranças de seu passado, o que tranquilizava seu interior era a presença do calouro ao seu lado.

— Manda a ver – disse por fim, preparando-se para a primeira pergunta.

— Agora? – questionou desconfiado, analisando bem as expressões de Baekhyun – tem certeza?

— Vai logo – respondeu curto, com uma leve acidez na fala.

— Hum, certo... bom... Você sempre morou com seus pais? – perguntou, queria ir direto ao ponto e montar de vez o quebra-cabeça.

— Não, eu e minha irmã vivíamos com nossa avó, éramos grudados demais nela porque meus pais trabalhavam com muitas dificuldades, sempre tentando arrecadar alguma coisa ‘pra casa – respondeu calmo, para depois encher a boca com o donut de chocolate.

— Eles viajaram, não é? – afirmou, relembrando do que os membros disseram para si.

— Sim, para China.

— Por quê?

— Meu pai os arrastou para lá pelas condições serem bem melhores do que aqui — dizia enquanto gesticula com as mãos carregando um donut e a outra um suco.

— Você tinha quantos anos? – perguntou, sugando o liquido roxo da garrafa, prestando atenção nas reações de cada pergunta em Baekhyun.

— Cinco.

— Sua avó que cuidou de você então...

— Sim, ela cuidou de mim todo esse tempo... – confirmou, bebendo o liquido azedo da garrafinha – me ensinou, me corrigiu, me fez ver as coisas certas da vida. Tudo o que eu sei é por causa dela...

— Ela está viva? – inquiriu, temendo magoar o coração do veterano com a pergunta sensível.

— Não, ela morreu dois meses depois meu aniversário de catorze anos. Ela já estava debilitada e idosa e cuidar de mim estava sendo difícil, e para melhorar ela já tinha um problemão com pressão alta – disse com cautela, afinal, tocar no assunto de sua avó era um ponto fraco tremendo para si. Sehun praguejou mentalmente.

— Você não falou com sua mãe nesses anos todos? – questionou, mudando de assunto rapidamente.

— Não, eu não sei onde ela mora então não podia mandar uma carta e eu também não recebia nada. Hoje eu já nem sei se eles estão vivos – declarou cabisbaixo, pois a ausência de um carinho materno machucava sua mente, assim como todas as outras coisas.

— Quando você começou a tocar? - perguntou mudando de assunto novamente, afinal, não queria que aquela conversa terminasse em lágrimas.

— Eu era um pirralho, tinha só dez anos quando eu conseguir ter meu primeiro violão – disse, devorando o último pedaço do pobre donut para abrir um pacote de chips apimentado em seguida – minha avó gostava de música e por isso ela tinha diversas revistas de cifras e até anotações, e juntos ela me ensinou a tocar. E eu pegava muito rápido as cifras e fui aprendendo cada vez mais

— E a Gold DC?

— Veio dois anos depois – ditou com a boca cheia de massa, sendo engraçado a pronúncia – Acho que ele percebeu que eu sempre ficava plantado na janela quando tocava e começou a me ensinar. Lembro até hoje dele, Heechul, hoje ele é velho e provavelmente nem lembra de mim. Ele me ensinou tudo de guitarra, desde notas e acordes até eu conseguir pegar minha primeira música.

— Boys Don't Cry? – indagou, não sendo uma surpresa se essa fosse a música.

— Exatamente, foi minha primeira música. Depois disso não parei mais, sempre ia na casa dele ensaiar e pegar as mais diversas músicas – pausou novamente para boicotar ao chips sabor pimenta – até que um dia do nada ele me deu a Golden DC e esse foi o dia mais feliz da minha vida.

— Foi nessa época que você conheceu os meninos? – perguntou, pegando um pouco dos salgadinhos apimentados.

— Conheci eles quando eu tinha treze anos – afirmou, mastigando – nós ficamos amigos muito rápido porque tínhamos o mesmo desejo, a música e depois de um tempo ficamos populares na escola. A gente já sonhava com nossa banda naquela época.

— Deveriam ter montado a banda naquela época – disse brincando.

— Mas assim você não estaria lá e não teria graça – comentou, lançando um sorriso cativante e acolhedor para o calouro.

— E o tal amigo apaixonado? Foi quando?

— Eu ainda tinha treze anos. Eu já sabia que eu não sentia vontade de ficar com as meninas da minha turma ou de outras, tudo o que eu apreciava era os meninos então não deixei a oportunidade escapar.

— Vocês continuaram a ficar? – questionou. Seria tolice sentir ciúmes disso depois de tantos anos?

— Sim, só que não durou muito. Depois dele eu quis mais daquilo e assim eu comecei a pular de galho em galho, só não contava que meu pai tinha posto alguém para me vigiar.

— Foi assim que ele soube de você então...

— Foi... duas semanas depois que eu fiquei com um garoto, eu cheguei da escola e vi meu pai lá, eu corri para abraça-lo mas eu deveria ter prestado atenção no rosto da minha avó e corrido daquela casa... – disse cabisbaixo, sentindo novamente a tristeza e raiva daquele dia.

— Ele te bateu, não bateu? – perguntou triste, sentindo a melancolia naquelas palavras.

— Me deu uma surra, tão bem dada que eu fiquei dois dias de cama sentindo dor em todos os lugares que o soco dele atingiu. O pior não foi eu estar todo quebrado no chão, o pior foi ver minha Golden DC estraçalhada do meu lado... – relembrou, tomando a raiva que sentiu do pelo o pai aquele dia.

— Sua avó cuidou de você depois? – questionou, se preocupando com a situação passada.

— Foi, cuidou de mim até o último machucado cicatrizar e até o último roxo sair. Eu fiz catorze e alguns meses depois ela morreu... – disse baixo, não aguentando o peso que da verdade que carregava naquelas palavras.

— Quem cuidou de vocês nesses anos? – perguntou, erguendo as mãos até que os dígitos encontrassem com a mão pálida de Baekhyun.

— Meus tios.

— E seus pais? Não veio para o velório? – indagou novamente, essa do quebra-cabeça estava incompleta.

— Não, eles sabiam mas não vieram para o velório – cuspiu, não entendendo como a ingratidão foi tremenda por parte deles – eu só sabia chorar e não queira saber de escola, o que trouxe péssimas notas e eu reprovei. Eu só vivia trancado no quarto e não queria saber de nada, os meninos que me ajudaram bastante nessa época.

— É por isso que você é atrasado... – murmurou, pensando alto demais.

— Sim, porque eu larguei a escola com quinze anos, e foi aí que eu comecei a ver as merdas da vida. Bebida, sexo... Eu continuei ficando com garotos as escondidas e me divertindo – explicou sem vontade de prosseguir naquele assunto pesado, no entanto tinha.

— E sua tatuagem? Por que fez ela?

— Só cheguei no estúdio e pedi – comentou rindo sozinho da própria idiotice – Mas por causa dela eu quase fui chutado ‘pra fora da casa dos meus tios. Foi então que minha tia me disse que se eu quisesse viver uma vida, eu ia começar a trabalhar com meu tio no cinema para ter meu próprio dinheiro.

— Não acredito que já trabalhou cinema – comentou, tentando imaginar a cena de um Byun Baekhyun todo uniformizada e dizendo frases tipo robô.

— Eu já, e por dois anos, mas vazei no ano que iria fazer dezoito – declarou, bebericando o refrigerante quente de Sehun.

— Por quê?

— Meus tios resolveram ir para a China. Eu não queira ir junto com eles, então me deram a opção de ficar com a casa deles, com a condição de terminar os estudos e se comportar.

— Pera, tá me dizendo que aquela casa é a dos seus tios? – indagou totalmente surpreso.

— É, ele pagaram o lote e eu pagava as contas com meu antigo salário. Na época eu me distanciei dos meninos para focar na escola, e assim eu com dezoito anos, estava no último ano do ensino fundamental – orgulhou-se, mesmo estando acima do comum – Era até engraçado, por que eu era o adulto em meio de pirralhos.

— Eu imagino a cena – gargalhou, realmente imaginando a cena em uma sala cheia de adolescentes –E ai chegamos no colegial, certo?

— Sim, e a vida foi seguindo, até eu reencontrar os meninos e conhecer você – disse, soltando um sorrisinho tímido de lado, fazendo Sehun corar com a fala.

— Onde entra o Dodge no meio dessa história toda?

— O Dodge veio antes dos meus tios viajarem. Aprendi a dirigir com dezessete, não passei por escola nenhuma porque meu tio conhecia todos no bairro, então não foi difícil conseguir minha carteira com um bom papo – piscou com um olho, revelando sua façanha com o bom papo que escutou do tio – Meses depois, apareceu uma carcaça feia do ferro velho na nossa garagem, nós consertando e hoje é meu carro – disse, sugando o último caldo do copo, largando o objeto entre os dois.

— Tudo na sua vida tem uma história surpreendente – reafirmou, afinal a vida de Baekhyun daria um livro – E os Dodgers?

— Chanyeol sempre quis montar uma banda, seguir carreira como um produtor. Eu já sabia tocar guitarra, Kyungsoo se encantou no baixo, Jongin quase morreu quando comprou sua bateria e o Chen tinha um talento na voz, então juntamos o útil e o agradável. O pai dele também tinha uns esquemas, então foi fácil conseguir nosso primeiro show, por isso eu não terminei com ele, só depois da traição.

— Park Chanyeol é um otário – ditou aquele fato que todos deveriam conhecer por de trás daquele rosto bonito.

— Sabe, Sehun – disse baixinho, chamando a atenção do calouro – você é a primeira pessoa sem ser os meninos que sabe disso, da minha história inteira.

— Eu fico feliz por ter me contato – sorriu, entrelaçando os dedos nos de Baekhyun.

— E você sabe porque eu contei? – questionou ele, bebendo o resto de seu refrigerante quente.

— Por que confia em mim? – apostou.

— Também – declarou calmo – mas acho que depois desses meses que eu passei sem ver você, eu pensei bastante e tive a certeza de uma coisa...

— Do quê? – perguntou ansioso, não sabendo o que esperar da última fala dele.

— De que você é um garoto bom demais 'pra mim e eu quero dar uma chance a isso que estamos tendo.

Sehun estava paralisado com a afirmação tão repentina e verdadeira de Baekhyun. E não, não por que rejeitava o amor dele, só não esperava ouvir tão cedo essa confissão. Oras, havia passando dois anos que gostava daquele baixinho rebelde e agora sabia que os desejos e sentimentos eram recíprocos, claro que surtaria.

— Baekhyun... ‘tá falando sério isso? – questionou quase soltando fogos pela boca.

— Tô, eu quero ficar com você, Oh Sehun – repetiu a fala rindo de como a face do calouro estava inerte em um espanto eminente, mas que logo tornou uma expressão alegre com o belo sorriso que surgiu nela.

E óbvio, foi impossível segurar a vontade latente de abraçar aquele corpo que tanto amava, portanto, Sehun de abraços abertos, atacou o corpo minúsculo de Baekhyun sentado na grama derrubando os dois corpos. E o que todos pensavam que Baekhyun iria odiar aquela ação, estavam totalmente errados pois ele esperava já de peito aberto por isso.

Porque o amor molda, e o amor e carinho de Oh Sehun estava moldando Baekhyun pouco a pouco. Porém, o tempo estava acabando. 


Notas Finais


Bom se restou alguma dúvida, calma que vai ser esclarecida.

E bom, eu tenho que dizer que a história entrará em um pequeno hiatus apenas para que eu consiga organizar os últimos capítulo e trazer novidade para vocês. Okay? ><

Entre em contato comigo quando quiserem, estou a disposição para desabafos, surtos ou qualquer outra coisa: https://twitter.com/babaloww1?s=09

Espero que tenham gostado, até a próxima (sabe god quando) KiSSES ♡


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