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História Constellation Of Snakes - Capítulo 1


Escrita por: Ally_Venux

Capítulo 1 - Capítulo 1


Obs: Oie minhas vênus, tem alguns pontos importantes para entender a história.
Primeiro ponto: Voldemort foi derrotado na primeira guerra, quando ele foi tentar matar o Harry, ele morreu ali e não voltou mais.  
Segundo ponto: O Peter foi preso, junto com outros comensais, então o sirius ta livre, ta bem e o Harry mora com ele, e quase não tem contato com os tios.
Terceiro ponto: A fic se passa no quarto ano, ano do torneio. E como o tio vlad não está mais entre nós, graças a Merlin, não tem ninguém pra mandar colocar o nome do Harry no cálice, então resolvi deixar o Harry fora do torneio, mas relaxa que ele vai ser importante pra fic. 

A fic será atualizada duas vezes por semana, nas quartas e nas sextas. Não sei se terá um horário especifico, mas provavelmente a noite. Sim a Fic terá hots, mas vai demorar um pouco, o importante é que o hot vem. 

°Acho que isso é tudo, espero que gostem da fic e boa leitura <3

Alya Ellie Malfoy - P.o.V

Abro rapidamente as cortinas deixando a luz do sol invadir o quarto, sendo seguido por um alto resmungo. Giro nos calcanhares ficando de frente para a cama do moreno, ergo uma de minhas sobrancelhas e logo minhas mãos vão para minha cintura.

- Viktor Krum, levante já dessa cama. - Falo autoritária e logo vejo meu amigo cobrir os olhos com o lençol. - Viktor é sério, sai da cama, você já perdeu o café da manhã, quer mesmo perder as aulas? - Meu tom autoritário já havia cessado e se tornado persuasivo.

- Alya, eu estou com sono. - Viktor bufa e puxa o lençol para baixo com os pés, se sentando na cama. Vejo o mesmo coçar os olhos e logo os levar em minha direção. - Não podemos faltar hoje? Eu deixo você comer minha sobremesa no jantar. - O tom de Viktor era quase suplicante, o me fez rir.

- Primeiro, muita sacanagem me tentar dessa forma. - Vou até seu baú pegando suas roupas e jogando sobre o seu colo, o assustando. Já que ele ainda se encontrava em um modo, meio zumbi. - Segundo, não vou deixar você perder aula por que passou a noite transando em algum lugar do castelo.

- Você é cruel. - Ele fala em um falso tom de medo, que me faz revirar os olhos. Vejo o mesmo levantar e ir tomar seu banho, me sento em sua cama e me deito.

Também estava cansada, tinha passado boa parte da noite estudando os assuntos que vamos ver esse ano, pelo menos o que eu vou estudar. Esse ano seria o ano do torneio Tribruxo, O Torneio Tribruxo, é um campeonato entre escolas de magia, no qual é selecionado um representante (chamado campeão), através do Cálice de Fogo, para cada uma das três escolas participantes. Os campeões realizam, ao longo do ano, três tarefas diferentes e o vencedor recebe mil galeões. Foi criado cerca de 700 anos atrás como uma competição amigável entre a Escola de Bruxaria e Magia de Hogwarts, a Academia de Magia Beauxbatons, e o Instituto Durmstrang. A competição seria organizada por uma escola diferente a cada cinco anos, e os juízes seriam os diretores ou diretoras das escolas.
O último torneio Tribruxo foi em 1792, nesse torneio uma das tarefas foi pegar um cocatrece. Mas, no entanto, o animal foi em uma agitação e acabou ferindo três dos juízes, os diretores de Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang. O evento foi registrado no livro, Hogwarts: uma história, indicando que em 1792 o torneio possivelmente ocorreu em Hogwarts. O torneio foi cancelado após esse incidente, mas várias tentativas foram feitas para traze-lo de volta e agora, em 1994, ele está de volta e novamente será em Hogwarts.

Recebemos a notícia assim que chegamos das férias, alguns alunos foram selecionados para ir presenciar o torneio, obviamente a escola não poderia levar todos os alunos para lá. Viktor foi o primeiro aluno a ser selecionado, nosso diretor, Igor Karkaroff, tem grandes esperanças que Viktor seja o campeão do torneio. Na verdade, Viktor tinha se tornado seu favorito desde que entrou no time de quadribol da Bulgária ainda sendo um estudante, levando assim prestigio para o Instituto Durmstrang.

Esse ano também teve a copa Mundial de quadribol, e Viktor foi escalado para jogar. Eu e seus pais fomos assistir ao jogo, ficamos ao lado do camarote do ministro, onde meus pais e meu irmão Draco estavam. Infelizmente não pude me encontrar com Draco durante o jogo, já que meus pais ainda estavam zangados comigo por ter os "negado" e ter ficado de vez na Bulgária com os Krum.
Mesmo que eu tenha ficado triste com toda a infantilidade latente dos meus pais, a mesma logo passou assim que o jogo começou, Viktor parecia tão confortável sendo o centro das atenções, quem olhasse para ele nem diria o quão tímido e inseguro o moreno chegava a ser as vezes.
Infelizmente a Bulgária não ganhou a copa, perdendo para Irlanda. Mas ainda assim, fiquei muito orgulhosa do meu amigo quando o mesmo capturou o pomo de ouro.

Assim que a copa acabou vi Draco me acenar um desanimado "tchau", sendo puxado logo em seguida pelo meu pai. O olhar de Lucius caiu sobre mim por apenas um instante, mas foi o suficiente para me fazer tremer na base. Minha mãe nem se atreveu a olhar para mim, só puxando Draco contra ela e seguido seu caminho. Ela não falava comigo a um ano, ela nunca aceitou o fato de eu ter "abandonado" minha família. Acho que ela não conseguia enxergar que eles me abandonaram primeiro.

Meus pensamentos foram interrompidos por Viktor que joga sua capa em meu rosto, me assustando. Assim que consigo retirar a capa do meu rosto, o encaro com dúvida. E o mesmo parecia extremamente zangado comigo.

- Alya, o café nem terminou ainda. - O tom do moreno era quase explosivo, o que me fez gargalhar.

- Viktor, você é meu amigo desde o segundo ano, deveria saber que eu nunca deixaria você dormir até tarde. - As gargalhadas saiam entre as palavras, deixando meu melhor amigo vermelho de raiva. - Deveria me agradecer, o café da manhã é a refeição mais importante do dia. - Minha voz agora tinha assumido um falso tom de manha, o que fez Viktor se desarmar e rir abertamente.

- Ok, ok. - Sua risada se fazia presente, o que só me fazia ficar mais feliz. - Eu realmente não posso ficar perdendo aulas essa semana, é a última semana antes de irmos para Hogwarts.

- Exatamente, e por isso vamos estudar essa noite. - Pulo de sua cama me levantando e ficando de frente para ele. - Então já pode ir desmarcando com a ruiva da Haus Land. - Vejo seu sorriso murchar completamente, ato que me faz gargalhar internamente.

- Qual é Aly, eu estava louco pra conhecer aquela ruiva. - Viktor fala fazendo um enorme bico.

- Pode conhecer o interior dela depois, Viktor. - Falo autoritária e logo vejo ele abrir a boca para argumentar. - Viktor, precisamos estudar, você não sabe se será o campeão. E se você não for, vai ter que fazer as provas como todo mundo. - O moreno suspira e assente com a cabeça.

- Só você pra me fazer estudar durante a noite. - Viktor me puxa passando o braço pelos meus ombros e me abraçando de lado. - Mas graças a isso eu não reprovo. - Ele deposita um beijo em minha testa e logo me guia para fora do dormitório.

- O que seria de você sem mim? - Falo em um tom presunçoso, vendo Viktor acompanhar meu sorriso.

                                                                                            {...}

P.o.v George Weasley

Hoje era o dia que as outras chegariam, eu e Fred estávamos animados para ver a chegada dos outros alunos. Mas ainda não havíamos desistido de arrumar um jeito de entrar no torneio, Dumbledore citou um juiz imparcial. Bem, vamos fazer esse juiz aceitar nossa entrada nesse torneio.
Nossa última aula tinha acabado trinta minutos mais cedo, nos salvando por pouco de uma entrega de trabalho da qual existência nem sabíamos. Saímos da sala de transfiguração animados, indo rapidamente para a comunal da Grifinória. As escadas pareciam engarrafadas graças ao mar de alunos, nos deixando ainda mais ansiosos. Ouvia o pé de Fred bater compulsivamente em um dos degraus da escada, me fazendo repeti o gesto.

Quando finalmente conseguimos chegar a comunal, corremos para nosso dormitório, jogando nossas mochilas e os livros em nossas mãos sobre a cama e pegando nossas capas, assim como mandava as instruções que havíamos recebido. Logo descemos para o saguão de entrada, dando de cara com os diretores das casas organizando os alunos. Os alunos do primeiro ano estavam na frente, assim seguindo para o segundo e assim sucessivamente. Logo eu e Fred fomos colocados junto com os alunos do sexto ano, onde encontramos Lino, que parecia ainda mais ansioso que nós.

O anoitece já estava caindo, uma lua transparente já se fazia presente em cima da floresta proibida. Conseguíamos ver de relance, Harry, Ron e Hermione na quarta fileira, de frente para trás.
Todos pareciam excitados e atentos, os olhares fixos nos jardins. Mas nada acontecia, nada se movia; tudo estava quieto, silencioso, como sempre.
O frio já começava a habitar nossos corpos, meus dedos já se encontravam gelados. Graças a minha maravilhosa memória, eu havia esquecido as luvas. A ansiedade agora se tornava um desejo latente de que os visitantes chegassem logo. Mas não duvidava que nossos visitantes estrangeiros estivessem planejando uma grande entrada.

Mas como se ouvisse meus pedidos quase desesperados pela chegada dos visitantes, a voz de Dumbledore soa alto da última fileira, onde ele e o resto dos professores aguardavam.

- Aha! A não ser que eu muito me engane, a delegação de Beauxbatons está chegando!

- Onde? - Perguntaram muitos alunos ansiosos, olhando em todas as diferentes direções.

- Ali! - Escuto Fred gritar atrás de mim, apontando para o céu acima da floresta. Me fazendo olhar em pura curiosidade para aquela direção.

Alguma coisa grande, muito maior do que uma vassoura (na verdade, maior do que cem vassouras) voava em alta velocidade pelo céu azul-escuro em direção ao castelo, e se tornava cada vez maior. "É um dragão" gritou esganiçada uma garota do primeiro ano. Mas não era um dragão. Quando a sombra gigantesca e escura sobrevoou as copas das árvores da floresta proibida, e as luzes que brilhavam nas janelas do castelo a iluminaram, vimos uma enorme carruagem azul-clara do tamanho de um casarão, que voava para nós, puxada por doze cavalos alados, todos acastanhados, cada um parecendo um elefante de tão grande.

As três primeiras fileiras de alunos recuaram quando a carruagem foi baixando para pousar a uma velocidade fantástica. Então, com um baque estrondoso que fez Neville saltar para trás e pisar no pé de um aluno do quinto ano da Sonserina, os cascos dos cavalos, maiores que pratos, bateram no chão. Um segundo mais tarde, a carruagem também pousou, balançando sobre as imensas rodas, enquanto os cavalos dourados agitavam as cabeçorras e reviravam os grandes olhos cor de fogo. A única coisa que tive tempo de ver foi que a porta da carruagem tinha um brasão (duas varinhas cruzadas, e de cada uma saíam três estrelas) antes que ela se abrisse. Um garoto de vestes azul-claras saltou da carruagem, curvado para a frente, mexeu por um momento em alguma coisa que havia no chão da carruagem e abriu uma escadinha de ouro.

Em seguida, recuou respeitosamente. Então vi um sapato preto e lustroso sair de dentro da carruagem – um sapato do tamanho de um trenó de criança – acompanhado, quase imediatamente, pela maior mulher que já vira na vida. O tamanho da carruagem e dos cavalos ficou imediatamente explicado. Algumas pessoas exclamaram. Só havia visto, até então, uma pessoa tão grande quanto essa mulher uma vez, e era Hagrid. Vendo a enorme mulher e imaginando Hagrid lado a lado, não houve dúvidas de que houvesse dois centímetros de diferença na altura dos dois. Mas, por alguma razão – talvez simplesmente porque estava habituado a Hagrid, esta mulher (agora ao pé da escada, que olhava para as pessoas que a esperavam de olhos arregalados) parecia ainda mais anormalmente grande. Ao entrar no círculo de luz projetado pelo saguão de entrada, ela revelou um rosto bonito de pele morena, grandes olhos negros que pareciam líquidos e um nariz um tanto bicudo. Seus cabelos estavam puxados para trás e presos em um coque na nuca. Vestia-se da cabeça aos pés de cetim negro, e brilhavam numerosas opalas em seu pescoço e nos dedos grossos. Dumbledore começou a aplaudir; os estudantes, acompanhando a deixa, romperam em palmas, muitos deles nas pontas dos pés, para poder ver melhor a mulher. O rosto dela se descontraiu em um gracioso sorriso e ela se dirigiu a Dumbledore, estendendo a mão faiscante de anéis. O diretor, embora alto, mal precisou se curvar para beijar-lhe a mão.

– Minha cara Madame Maxime – disse Dumbledore. – Bem-vinda a Hogwarts.

– Dumbly-dorr – disse Madame Maxime, com uma voz grave. – Esperro encontrrá-lo de boa saúde.

– Excelente, obrigado – respondeu Dumbledore.

– Meus alunos – disse Madame Maxime, acenando descuidadamente uma de suas enormes mãos para trás. Minha atenção que estivera focalizada inteiramente em Madame Maxime, reparou, então, que uns doze garotos e garotas – todos, pelo físico, no fim da adolescência – haviam descido da carruagem e agora estavam parados atrás de Madame Maxime. Eles tremiam de frio, o que não surpreendia, pois suas vestes eram feitas de finíssima seda e nenhum deles usava capa. Alguns tinham enrolado echarpes e xales na cabeça. Pelo que pude ver de seus rostos (estavam à enorme sombra de sua diretora), eles olhavam para o castelo, com uma expressão apreensiva.

– Karrkarroff  já chegou? – perguntou Madame Maxime.

– Deve estar aqui a qualquer momento – disse Dumbledore. – Gostaria de esperar aqui para recebê-lo ou prefere entrar para se aquecer um pouco?

– Me aquecerr, acho. Mas os cavalos...

– O nosso professor de Trato das Criaturas Mágicas ficará encantado de cuidar deles – disse Dumbledore – assim que terminar de resolver um probleminha que ocorreu com alguns de seus outros... protegidos. – Logo pensei nos Explosivins que Ron insistia tanto em reclamar, o que não me surpreende, aqueles bichinhos eram realmente detestáveis.

– Meus corrcéis ecsigem... hum... um trratadorr forrte – disse Madame Maxime, com uma expressão de dúvida quanto à capacidade de um professor de Trato das Criaturas Mágicas em Hogwarts para dar conta da tarefa. – Eles son muito forrtes...

– Posso lhe assegurar que Hagrid poderá cuidar da tarefa – disse o diretor, sorrindo.

– Ótimo – disse Madame Maxime, fazendo uma ligeira reverência –, por favorrr inforrrme a esse Agrid que os cavalos só bebem uísque de um malte.

– Farei isso – respondeu Dumbledore, retribuindo a reverência.

– Venham – disse Madame Maxime imperiosamente aos seus alunos e o pessoal de Hogwarts se afastou para deixá-los subir os degraus de pedra.

– De que tamanho você acha que os cavalos de Durmstrang vão ser? – Ouvimos Simas Finnigan perguntar, esticando-se por trás de Lilá e Parvati para falar com Harry e Rony.

– Bom, se eles forem maiores do que esses, nem Hagrid vai ser capaz de cuidar deles – comentou Harry. – Isto é, se ele já não foi atacado pelos explosivins. Qual será o problema com eles?

– Talvez tenham fugido – arriscou Rony esperançoso.

– Ah, não diz uma coisa dessas – falou Hermione, com um arrepio. – Imaginem aqueles bichos soltos pela propriedade...

Após ouvirmos o pequeno dialogo do trio, continuaram parados, agora tremendo um pouco de frio, à espera da delegação de Durmstrang. A maioria dos alunos contemplava o céu, esperançosos. Durante alguns minutos, o silêncio só foi interrompido pelos cavalões de Madame Maxime que resfolegavam e pateavam. Mas então...

– Vocês estão ouvindo alguma coisa? – perguntou Rony de repente. Harry prestou atenção, um barulho alto e estranho chegava até eles através da escuridão; um ronco abafado mesclado a um ruído de sucção, como se um imenso aspirador de pó estivesse se deslocando pelo leito de um rio...

– O lago! – berrou Lino apontando. – Olhem para o lago! - E assim fiz, deixando meu olhar cair sobre o lago negro.

De sua posição, no alto dos gramados, de onde descortinavam a propriedade, tínhamos uma visão desimpedida da superfície escura e lisa da água – exceto que ela repentinamente deixará de ser lisa. Ocorria alguma perturbação no fundo do lago; grandes bolhas se formavam no centro, e suas ondas agora quebravam nas margens de terra. E então, bem no meio do lago, apareceu um rodamoinho, como se alguém tivesse retirado uma tampa gigantesca do seu leito... Algo que parecia um pau comprido e preto começou a emergir lentamente do rodamoinho... e então avistou-se o velame...

– É um mastro! – Falei animadamente para Fred e Lino, que trocaram rapidamente olhares comigo.

Lenta e imponentemente o navio saiu das águas, refulgindo ao luar. Tinha uma estranha aparência esquelética, como se tivesse ressuscitado de um naufrágio, e as luzes fracas e enevoadas que brilhavam nas escotilhas lembravam olhos fantasmagóricos. Finalmente, com uma grande espalhação de água, o navio emergiu inteiramente, balançando nas águas turbulentas, e começou a deslizar para a margem. Alguns momentos depois, ouviram a âncora ser atirada na água rasa e o baque surdo de um pranchão ao ser baixado sobre a margem. Havia gente desembarcando, vimos silhuetas passarem pelas luzes das escotilhas. Os recém-chegados pareciam ter físicos semelhantes aos de Crabbe e Goyle... mas então, quando subiram as encostas dos jardins e chegaram mais próximos à luz que saía do saguão de entrada, vi que aquela aparência maciça se devia às capas de peles de fios longos e despenteados que que estavam usando.
Mas o homem que os conduzia ao castelo usava peles de um outro tipo; sedosas e prateadas como os seus cabelos.

– Dumbledore! – cumprimentou ele cordialmente, ainda subindo a encosta. – Como vai, meu caro, como vai?

– Otimamente, obrigado, Prof. Karkaroff.

O homem tinha uma voz ao mesmo tempo engraçada e untuosa; quando ele entrou no círculo de luz das portas do castelo, vimos que ele era alto e magro como Dumbledore, mas seus cabelos brancos eram curtos, e a barbicha (que terminava em um cachinho) não escondia inteiramente o seu queixo fraco. Quando alcançou Dumbledore, apertou-lhe a mão com as suas duas.

– Minha velha e querida Hogwarts! – exclamou Karkaroff,   erguendo os olhos para o castelo e sorrindo; seus dentes eram um tanto amarelados, e reparei que seu sorriso não abrangia os olhos, que permaneciam frios e astutos. – Como é bom estar aqui, como é bom... Vítor, venha, venha para o calor... você não se importa, Dumbledore? Vítor está com um ligeiro resfriado... - Karkaroff    fez sinal para um de seus estudantes avançar. Quando o rapaz passou, consegui ver de relance um nariz grande e curvo e sobrancelhas escuras e espessas.

Não precisava do soco que Ron deu no braço de Harry, nem do cochicho nada discreto para reconhecer aquele perfil.

- Harry, é o Krum! - Ouvimos Ron exclamar animadamente. Nosso irmãozinho realmente estava apaixonado pelo jogador. Ri com esse pensamento, mas logo meu sorriso sessou ao ver uma garota ao lado de krum. Suas vestes eram idênticas, mas nada se comparava a beleza daquela menina. Ela tinha cabelos longos e azuis, azuis como miosótis. Seu corpo carregava lindas curvas, que se faziam presentes graças ao uniforme colado ao seu corpo. Ela claramente era mais nova que Krum, parecia ter no máximo quinze anos. Vi os olhos da mesma correr rapidamente pela multidão de alunos de Hogwarts, e por um mínimo instante seus olhos caíram sobre mim, fazendo com que eu visse seus lindos olhos purpuras. Não consegui reparar nos detalhes de seu rosto, mas eu esperava muito ver aqueles olhos novamente.

                                                                                           {...}

– Eu não acredito! – exclamou Rony, em tom de espanto, quando os alunos de Hogwarts se enfileiraram pelos degraus atrás da delegação de Durmstrang. – Krum, Harry! Vítor Krum! - Quanto mais vejo a animação do nosso irmãozinho caçula, mais eu acho que está apaixonado.

– Pelo amor de Deus, Rony, ele é apenas um jogador de quadribol – disse Hermione.

– Apenas um jogador de quadribol? – exclamou Rony, olhando para a amiga como se não pudesse acreditar no que ouvia. – Mione, ele é um dos melhores apanhadores do mundo! Eu não fazia ideia de que ele ainda estava na escola! - E bem, pelos meus cálculos ele não deveria, deveria ter terminado ano passado, assim como Percy. O que provavelmente signifique que ele reprovou um ano.

Quando eles atravessaram o saguão com os demais alunos de Hogwarts, a caminho do Salão Principal, vi Lino pulando nas pontas dos pés para conseguir ver melhor a nuca de Krum. Várias garotas do sexto ano apalpavam freneticamente os bolsos enquanto andavam:

– Ah, não acredito, não trouxe uma única pena comigo... Você acha que ele assinaria o meu chapéu com batom? - Umas das meninas exclama segurando o batom entre seus dedos.

– Francamente! – exclamou Hermione com ar de superioridade, ao passarem pelas garotas, agora disputando o batom.

– Vou pedir um autógrafo a ele se puder – disse Rony – você tem uma pena, Harry?

– Não, deixei todas lá em cima na mochila – respondeu Harry.

Os garotos se dirigiram à mesa da Grifinória e se sentaram. Rony tomou o cuidado de se sentar de frente para a porta, porque Krum e seus colegas de Durmstrang ainda estavam parados ali, aparentemente sem saber onde se sentar. Os alunos de Beauxbatons tinham escolhido lugares à mesa da Corvinal. Corriam os olhos pelo Salão Principal com uma expressão triste no rosto. Três deles ainda seguravam as echarpes e xales que cobriam a cabeça.

– Não está fazendo tanto frio assim – comentou Hermione que os observava, irritada. – Por que não trouxeram as capas? - A morena perguntou revirando os olhos

– Aqui! Venham se sentar aqui! – sibilou Rony. – Aqui! Mione chega para lá, abre um espaço...

– Quê? - Hermione exclama indignada.

– Tarde demais – disse Rony com amargura. Vítor Krum e os colegas de Durmstrang tinham se acomodado à mesa da Sonserina. Logo vi que Malfoy, Crabbe e Goyle pareciam muito cheios de si com isso. Enquanto observava, vi que Malfoy se curvou para falar com Krum. E não posso negar que achei tal atitude hilaria, Malfoy é realmente ótimo em puxar o saco dos outros.

Mas logo meu sorriso se desfaz assim que vejo a mesma garota que estava grudada a Krum na entrada, pulando nos braços do Malfoy, que enlaçou sua cintura com veemência. Malfoy a levantou do chão, a girando levemente no ar, mas logo a devolveu ao chão. A garota dos olhos purpura se vira para Krum apontando para ele e para Malfoy alternadamente, como se os apresentassem. Ato que causou uma grande curiosidade em mim, Malfoy conhecia a garota dos olhos purpura?

P.o.v Alya

Assim que entramos no salão principal meus olhos se encantaram, Hogwarts é realmente linda. O salão principal tem muros altos que chegam até o teto, que é coberto com velas e um encantamento para parecer com o céu acima. Na parte da frente do salão, é a tabela de funcionários, ou a mesa principal (Não sei como chamam aqui.) que é projetada para abrigar toda a equipe de Hogwarts.

Olho em volta e vejo a mesa da Sonserina, eu estava atrás de Viktor, então logo murmuro para ele ir para a mesa com os alunos com vestes detalhadas com verde e prata, o moreno assente e logo se desloca até lá, fazendo o resto dos alunos o seguirem. Assim que chegamos lá, Draco avista Viktor e se curva para cumprimenta-lo. Levo a mão ao rosto em forma de vergonha, mas logo dou um passo à frente, ficando de frente para Draco. Pulo em seus braços, me agarrando em sua nuca e logo sinto seus braços rodearem minha cintura e me erguerem no ar.

Uma felicidade desigual preencheu meu peito, eu estava com tanta saudade dele que chegava a doer. Eu não havia conseguido vim para Londres nas férias, graças a copa de quadribol. Mas eu realmente tinha esperanças de que eu pudesse vê-lo na copa, não só vê-lo, mas também falar com ele. Mas infelizmente não foi possível. E saber que passarei todo esse ano letivo junto dele em Hogwarts, aquece meu coração.

Draco me coloca no chão se afastando de mim, me dando um pequeno sorriso. Me viro para Viktor apontando para Draco, depois para ele, os apresentando. Viktor estende a mão para Draco, que a aperta de forma quase emocionada. O que me fez gargalhar internamente, as vezes eu realmente esquecia que Viktor era famoso.

Sentamos na mesa da Sonserina, assim me deixando no meio dos dois garotos. Vejo os meninos de Durmstrang tirarem seus casacos e só aí lembro o motivo de estar sentindo um leve calor me invadir. Tiro meu casaco, deixando amostra minha camisa branca de mangas longas, que era coberta por um espartilho preto, que deixava evidente a curva de minha cintura. Assim que tiro o casaco, o olhar de vários meninos da mesa da Sonserina caíram sobre mim, fazendo Draco e Viktor os encararem carrancudamente, os meninos desviarem o olhar assustados.

- A sua escola deveria repensar o uniforme feminino de vocês. - Draco fala de forma desgostosa, olhando meu corpo de cima a baixo. - Não quero meus amigos olhando para minha irmã como se fosse um pedaço de carne. - O comentário de Draco me faz soltar uma risada nasal, quase uma gargalhada.

- Draco, eu não tenho mais 10 anos, não precisa mas me proteger. - Falo colocando minha mão sobre a sua, vendo o mesmo entrelaçar nossos dedos. - Nenhum garoto vai tocar em mim se eu não quiser. - Draco assente, fazendo sua expressão relaxar. - Mas se eu quiser, nem você vai impedir que ele me toque. - Vejo Draco cuspi sua bebida, me olhando indignado.

- Como?! - Viktor gargalha e passa o braço pelos meus ombros, me puxando contra ele.

O som da porta de entrada do salão principal atraiu nossa atenção e logo Madame Maxime adentrou o salão, junto com Dumbledore e Karkaroff,   que eram seguidos pelos demais professores. Quando a diretora apareceu, os alunos de Beauxbatons se levantaram imediatamente. Alguns alunos de Hogwarts riram. Mas delegação de Beauxbatons não pareceu se constranger nem um pouco e não tornou a se sentar até que Madame Maxime estivesse acomodada do lado esquerdo de Dumbledore. Este, porém, continuou em pé e o Salão Principal ficou silencioso.

– Boa-noite, senhoras e senhores, fantasmas e, muito especialmente, hóspedes – disse Dumbledore sorrindo para os alunos estrangeiros. – Tenho o prazer de dar as boas-vindas a todos. Espero e confio que sua estada aqui seja confortável e prazerosa.

Uma das garotas de Beauxbatons, ainda segurando o xale na cabeça, deu uma inconfundível risadinha de zombaria.

– Ninguém está obrigando você a ficar! – murmurei, com raiva. Ele só estava tentando ser gentil

– O torneio será oficialmente aberto no fim do banquete – disse Dumbledore. – Agora convido todos a comer, beber e se fazer em casa! Ele se sentou, e vi Karkaroff    se curvar na mesma hora para a frente e iniciar uma conversa com o diretor. As travessas diante de nós se encheram de comida.

– Que é isso? – Perguntou Viktor, apontando uma grande travessa com uma espécie de ensopado de frutos do mar ao lado de um grande pudim de carne e rins.

– Bouillabaisse – Respondi com o tom mais monótono possível.

– Para você também! – respondeu Viktor, o me fez rir, as vezes ele era muito lento.

– É francesa – Explico ainda com um tom de sorriso. – Comi na mansão uma vez, é muito gostosa. Vejo Draco concordar com a cabeça e logo encher o prato

– Acredito – retrucou Viktor, usando seu tom irônico, mas ainda assim servindo-se do ensopado.

Depois que os pratos de ouro foram limpos, Dumbledore se levantou mais uma vez. Neste momento, uma agradável tensão pareceu invadir o salão. Senti um tremor de excitação só de imaginar o que viria a seguir. A algumas cadeiras de distância, vi alguns amigos de Viktor se curvaram para a frente, observando Dumbledore com grande concentração.

– Chegou o momento – disse Dumbledore, sorrindo para o mar de rostos erguidos. – O Torneio Tribruxo vai começar. Eu gostaria de dizer algumas palavras de explicação antes de mandar trazer o escrínio...

– O quê? – murmurou um dos amigos de Draco, que se não engano se chama Goyle. Draco deu de ombros.

– ... apenas para esclarecer as regras que vigorarão este ano. Mas, primeiramente, gostaria de apresentar àqueles que ainda não os conhecem o Sr. Bartolomeu Crouch, Chefe do Departamento de Cooperação Internacional em Magia – houve vagos e educados aplausos –, e o Sr. Ludo Bagman, Chefe do Departamento de Jogos e Esportes Mágicos. Houve uma rodada mais ruidosa de aplausos para Bagman do que para Crouch, talvez por sua fama de batedor ou simplesmente porque ele parecia muito mais simpático. Ele agradeceu com um aceno jovial. Bartolomeu Crouch não sorriu nem acenou quando seu nome foi anunciado. – Nos últimos meses, o Sr. Bagman e o Sr. Crouch trabalharam incansavelmente na organização do Torneio Tribruxo – continuou Dumbledore – e se juntarão a mim, ao Prof. Karkaroff e à Madame Maxime na banca que julgará os esforços dos campeões. À menção da palavra "campeões", chamou a atenção dos estudantes que ouviam. Talvez Dumbledore tivesse notado essa repentina imobilidade, porque ele sorriu e disse: – O escrínio, então, por favor, Sr. Filch. - Filch que andara rondando despercebido um extremo do salão, se aproximou então de Dumbledore, trazendo uma arca de madeira, incrustada de pedras preciosas.

Tinha uma aparência extremamente antiga. Um murmúrio de interesse se elevou das mesas dos alunos; um menino da mesa da Grifinória (percebi pelos detalhes vermelhos e dourados em suas vestes) chegou a subir na cadeira para ver direito, mas, por ser tão miúdo, sua cabeça mal ultrapassou a dos outros.

– As instruções para as tarefas que os campeões deverão enfrentar este ano já foram examinadas pelos Srs. Crouch e Bagman – disse Dumbledore, enquanto Filch depositava a arca cuidadosamente na mesa à frente do diretor – E eles tomaram as providências necessárias para cada desafio. Haverá três tarefas, espaçadas durante o ano letivo, que servirão para testar os campeões de diferentes maneiras... sua perícia em magia, sua coragem, seus poderes de dedução e, naturalmente, sua capacidade de enfrentar o perigo. A esta última palavra, o salão mergulhou num silêncio tão absoluto que ninguém parecia estar respirando. – Como todos sabem, três campeões competem no torneio – continuou Dumbledore calmamente –, um de cada escola. Eles receberão notas por seu desempenho em cada uma das tarefas do torneio e aquele que tiver obtido o maior resultado no final da terceira tarefa ganhará a Taça Tribruxo. Os campeões serão escolhidos por um juiz imparcial... o Cálice de Fogo. - Dumbledore puxou então sua varinha e deu três pancadas leves na tampa do escrínio. A tampa se abriu lentamente com um rangido. O bruxo enfiou a mão nele e tirou um grande cálice de madeira toscamente talhado. Teria sido considerado totalmente comum se não estivesse cheio até a borda com chamas branco-azuladas, que davam a impressão de dançar. Dumbledore fechou o escrínio e pousou cuidadosamente o cálice sobre a tampa, onde seria visível a todos no salão. – Quem quiser se candidatar a campeão deve escrever seu nome e escola claramente em um pedaço de pergaminho e depositá-lo no cálice – disse Dumbledore. – Os candidatos terão vinte e quatro horas para apresentar seus nomes. Amanhã à noite, Festa das Bruxas, o cálice devolverá o nome dos três que ele julgou mais dignos de representar suas escolas. O cálice será colocado no saguão de entrada hoje à noite, onde estará perfeitamente acessível a todos que queiram competir.

-Para garantir que nenhum aluno menor de idade ceda à tentação. -Continuou Dumbledore, -Traçarei uma linha etária em volta do Cálice de Fogo depois que ele for colocado no saguão. Ninguém com menos de dezessete anos conseguirá atravessar a linha. E, finalmente, gostaria de incutir nos que querem competir, que ninguém deve se inscrever neste torneio levianamente. Uma vez escolhido pelo Cálice de Fogo, o campeão ficará obrigado a prosseguir até o final do torneio. Colocar o nome no cálice é um ato contratual mágico. Não pode haver mudança de ideia, uma vez que a pessoa se torne campeã. Portanto, procurem se certificar de que estão preparados de corpo e alma para competir, antes de depositar seu nome no cálice. Agora, acho que já está na hora de irmos nos deitar. Boa-noite a todos.

– Uma linha etária! – exclamou Viktor. - Faz todo sentido, Dumbledore é realmente genial.

- Acho uma tolice, qualquer um deveria poder participar desse torneio. - Draco exclama em um tom chateado, o olho seriamente, fazendo meu gêmeo me encarar com dúvida.

- Draco, não acho que alguém com menos de 17 anos deva competir, o torneio é muito perigoso. Teve um motivo pra ele ter ficado abolido por tanto tempo. Pessoas já morreram nesse torneio, campeões e jurados se machucaram. Isso não é brincadeira, então por favor, pelo amor de Merlin, não tente ultrapassar aquela linha.

- Juro que não vou. - Draco fala em um tom birrento, mas logo me puxa para seu ombro, deitando minha cabeça ali. Levo meu olhar para Viktor que apreciava a cena com certo ciúme, mas tentava relevar por mim. Logo vejo Karkaroff vindo em nossa direção e me separo de Draco.

– Voltamos ao navio, então – Disse Karkaroff  em seu tom tedioso e gélido. – Vítor, como é que você está se sentindo? Comeu o suficiente? Devo mandar buscar um pouco de quentão na cozinha? - O moreno sacode a cabeça negativamente e tornar a vestir seu casaco. Copio seu ato, junto com os restos dos alunos e abraço Draco me despedindo do mesmo.

Enquanto saíamos do salão sinto um olhar queimando em minha pele, e olhando para lado, na mesa da Grifinória, vejo um garoto ruivo me seguir com olhos. Olhando bem para ele, ele era muito bonito. Mas logo reparei que ao seu lado havia um garoto idêntico a ele, claramente um irmão gêmeo. Volto meu olhar para o gêmeo que me encarava, sentindo minhas bochechas queimarem em vergonha, pelo tempo que o ruivo estava gastando olhando em minha direção. Antes de passarmos pela porta do salão principal lhe dou um sorriso, que logo foi correspondido de uma forma surpresa.  

 



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