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História Constellation Of Snakes - Capítulo 2


Escrita por: Ally_Venux

Capítulo 2 - Capítulo 2


Entramos no navio, e logo sinto um calafrio passar por minha espinha. O navio não era assustador, pelo menos não do lado de dentro, mas o ambiente era frio e úmido. Assim que entramos, Karkaroff vai em direção a lareira que ficava no fundo do que seria o salão comunal do navio, e a acendeu. As chamas logo se fizeram presentes iluminando completamente o lugar com um tom alaranjando. Estávamos abaixo do convés, o local tinha sido enfeitiçado por um feitiço de expansão. A parte de baixo do convés é dividida em cinco partes, o pequeno salão comunal, onde nos encontramos agora. E os outros cômodos abaixo do convés são os quatro cômodos que dividem os alunos das devidas casas. E na última parte inferior do navio ficava os suprimentos de viagem.

 Me joguei em um dos sofás, tirando meu casaco em seguida. Vejo Nicolai, um dos amigos de Viktor me olhar de cima a baixo. Já fazia um tempo que via o rapaz lançar olhares nada discretos para mim, eu até poderia me sentir lisonjeada, mas Nicolai não era meu tipo de cara, sabia que para ele, eu só seria uma mera conquista em sua longa lista. Não me importaria de ser mais uma em sua lista se eu realmente sentisse o mínimo de atração pelo loiro, mas o mesmo chegava a ser tão superficial e presunçoso, que me causava náuseas. Reviro os olhos, evitando seus olhos.

Vejo Viktor passar por ele, o encarando de forma quase raivosa, ele joga seu casaco sobre mim, cobrindo meu busto. O olho com ar de riso, colocando seu casaco sobre minhas pernas. Viktor me olha de forma brava, colocando seu casaco novamente sobre seu busto.

- Estou começando a concordar com o seu irmão, deveriam mudar esse uniforme. - O moreno cruza os braços carregando uma expressão de birra. Uma gargalhada sai de meus lábios, fazendo com que eu me sente para respirar.

- Então espero que você e o Draco não surtem quando eu usar o uniforme habitual. - Viktor me lança um olhar quase desesperado, me fazendo rir mais alto. O que atraiu alguns olhares curiosos para nós. - Qual é Viktor, não tenho mais 12 anos, em algum momento os meninos iam reparar em mim. - Vejo Viktor suspirar e concordar quase lamentavelmente com a cabeça.

- Eu sei, eu sei. - Mais um suspiro sai de seus lábios e seus olhos se grudam nos meus. - Mas não quero que algum babaca toque em você, só de pensar, meu estomago se revira. - Dou um sorriso gentil ao moreno, afagando seu ombro.

- Viktor, eu sei reconhecer um cafajeste, Durmstrang tem muitos para oferecer. - Aponto para Nicolai, que estava cercado por vários rapazes, a qual o loiro chamava de amigos. Ato que achava realmente precipitado. - E se em algum momento eu me propor a ficar com um cara como ele, acredite, eu vou ser tão cafajeste quanto ele. - Vejo Viktor soltar uma risada nasal, me abraçando pela cintura, se inclinando para deitar em meu busto.

- Acho que eu te ensinei direitinho. - Dou uma risada curta, concordando rapidamente com a cabeça.

Viktor realmente tinha me ensinado muito nesses anos de amizade, via como ele agia com algumas meninas e a história era sempre a mesma. Elas chorando ou gritando, o praguejando incansavelmente. Eu não queria ser como elas, me iludir achando que comigo seria diferente. Pensar que eu o faria mudar, sejamos razoáveis, nenhum homem mudaria tão simplesmente por uma mulher, pelo menos eu não acreditava nisso.

Viktor fazia um leve carinho em minha cintura, e nesse ponto, estávamos basicamente deitados no sofá. Meus dedos faziam ondas em seus cabelos, que se encontravam curtos no momento. Senti seus braços se afrouxarem ao redor de mim, deixando claro seu sono presente. O balanço na intenção de lhe acordar, mas a única resposta vinda do moreno foi um resmungo e um forte aperto em minha cintura. Faço um gesto de negação com a cabeça, carregando um arquear de lábios e me permitindo relaxar no local; Viktor não levantaria tão cedo.

                                                                                   {...}

Acordo no dia seguinte sentindo um alivio em meu peito, como se algo pesado tivesse sido retirado de cima do meu corpo. Abro os olhos lentamente, não havia muita luz no local, não o suficiente para incomodar meus olhos. Olho ao redor e logo vejo Viktor próximo à lareira, seus olhos estavam levemente inchados, indicando que acabara de acordar. Realmente havíamos passado a noite naquele sofazinho?!

Me sento, me espreguiçando e ouvindo minhas costas e meus braços estalarem. Levanto sentindo minhas pernas dormentes, Viktor realmente só podia estar de brincadeira comigo. Tantos lugares para dormir, precisava dormir logo em cima de mim?

- Bom dia estrelinha. - Viktor vem até mim, fazendo um rápido carinho em meus cabelos.

- Por favor, não volta com esse apelido. - Jogo a cabeça pra trás em frustração e Viktor só sorri.

- Eu gosto dele e vou usá-lo quando eu quiser usar. - Suspiro, revirando os olhos em seguida. - Agora vai lá tomar banho, Karkaroff já veio avisar que daqui a pouco vamos tomar café. - Concordo prendendo os cabelos e indo para o banheiro do dormitório feminino.

Tomo um banho rápido, vestindo meu uniforme, que consistia na mesma parte de cima da farda de ontem à noite acompanhada por uma saia preta, com uma listra vermelha como detalhe em sua barra. Coloco as meias 7\8 e meus tênis all star, ele não fazia parte do uniforme, mas eu odiava aqueles malditos sapatinhos de boneca.

Assim que saí do dormitório vejo Viktor sentado em uma poltrona, olhando para as cinzas farelentas da lareira. Me aproximo do mesmo, tocando seu ombro para chamar sua atenção. O moreno levanta passando o braço pelos meus ombros e me guia para fora do navio, indo até o saguão de entrada, em seguida me guiando até o salão principal. Ficava surpresa com o quão a memória dele conseguia ser boa.

Chegando ao salão principal vamos direto para a mesa da Sonserina, encontrando Draco, que estava sentado ao lado de um menino estranhamente familiar para mim. Quando cheguei mais perto reparei ser Willian, um dos amigos de infância do Draco. Ele era um dos poucos que não me tratava mal pelo fato de ser uma metamorfa. Me aproximo dele carregando um largo sorriso.

- Willian?! - Indago, tocando o ombro do rapaz.

- Aly? - Willian pergunta de forma surpresa, levantando em um pulo para me abraçar. - Como você tá diferente. - Seu sorriso era largo e familiar, o que só fez com que o meu sorriso se alargasse.

- Posso dizer o mesmo de você. - Olho bem para Willian, ele não era mais o mesmo menininho magro e desengonçado da nossa infância. Ele estava alto e corpulento, seus músculos eram evidentes, e sua extrema palidez foi substituída por um leve bronzeado vermelho em seu rosto, muito provavelmente de horas exposto ao sol. Ele tinha se tornado um rapaz muito bonito.

- Não esperava te ver, já faz tanto tempo, acho que não nos vemos desde que eu e o Draco viemos para Hogwarts. - Assinto tristemente, lembrando do meu primeiro ano em Durmstrang.

- Também não esperava, mas aqui estou eu. - Dou uma pausa, sentindo uma estranha sensação de ser observada. Olho para trás e meus olhos se encontram com o ruivo de ontem a noite, me fazendo sorrir minimamente. - Fico muito feliz em te ver novamente, de verdade.

- Posso dizer o mesmo, Aly. - Meu amigo de infância me puxa para a mesa, me ajudando a sentar.

Após o café, eu e Viktor voltamos para o saguão de entrada, na companhia de Draco. Viktor ia colocar seu nome no cálice, mesmo eu torcendo muito para meu amigo ser um dos três campões, também torcia para que o seu nome fosse o último a ser cogitado. O torneio não era um dos meus eventos bruxos favoritos e com certeza um dos mais perigosos. Mas se ele queria se inscrever, o que me restava além de apoiar e cuidar dele caso se machucasse?!

Quando chegamos, havia umas vinte pessoas espalhadas pelo saguão, algumas comendo, outras assim como eu, acompanhando pessoas para colocar seus nomes no cálice. Mas todas examinavam o cálice com veemência. O cálice havia sido colocado no centro do saguão, ficando sobre um banquinho. E em sua volta, uma fina linha dourada fora traçada no chão, formando um círculo de uns três metros de raio. Avistei Nicolai e logo me aproximei.

- Barkov! - O chamo e o mesmo se volta para mim, carregando um de seus costumeiros sorrisos sacanas. - Malfoy, a que devo a honra? - Seu tom só não era mais presunçoso que sua presença, que a poucos minutos atrás paquerava uma pobre menina de Hogwarts. A coitada realmente estava caindo sobre seus encantos.

- Sem sorrisinhos, Barkov. - Falo em um tom cortante, fazendo seu sorrisinho murchar. Mas não sumir completamente. - Só quero saber se alguém já colocou o nome do cálice.

- Todos no instituto já colocaram, mas ainda não vi nenhum dos francesinhos ou do pessoal de Hogwarts ter coragem para colocar. - Seu sorriso presunçoso voltou aos seus lábios, mas felizmente eu não era a causa dele dessa vez.

Assim que Viktor colocou seu nome, lhe dou um forte abraço, desejando boa sorte. Draco puxou Viktor, dizendo que algumas meninas das Sonserina queriam muito conhece-lo. Ele relutou por um instante em me deixar sozinha, mas o tranquilizei, não ia o privar de conhecer pessoas novas pela minha total falta de interesse.

Me sento próxima de uma garota morena, seus cabelos eram castanhos e volumosos, suas roupas estavam incrivelmente alinhadas e a mesma parecia completamente submersa em sua leitura. Reparei pelos detalhes de sua roupa que a garota era da Grifinória, o que na minha cabeça faz todo sentido, já que seus volumosos cachos lembravam uma juba.

Uma risada orgulhosa soou pelo salão, chamando tanto a minha atenção, quanto a da cacheada ao meu lado. E vejo a entrada de gêmeos, os mesmos gêmeos que havia visto ontem à noite. Meu olhar pausa sobre eles, os ruivos carregavam pequenos recipientes com um liquido cinza nada atrativo. Os dois viram os frascos em suas bocas, e por mais que a aparência do líquido fosse horrível, os gêmeos não expressarão nenhuma reação negativa a ela.

- Resolvido. - Escuto o ruivo com o qual troquei olhares ontem à noite. Não sabia como, mas tinha certeza que era ele. Talvez fosse só uma simples habilidade de gêmeos, já que eu e Draco somos gêmeos.

– Quê? – exclamou um menino igualmente ruivo, aparentemente mais novo que o gêmeo e mais baixo.

– A Poção para Envelhecer, cabeça de bagre – disse o gêmeo

– Uma gota cada um – acrescentou o outro gêmeo esfregando as mãos de alegria. – Só precisamos envelhecer alguns meses.

– Vamos dividir os mil galeões entre os três se um de nós vencer – disse um garoto moreno, de olhos castanhos e cabelo curto crespo. Com um largo sorriso.

– Não tenho muita certeza de que isso vai dar certo – disse a cacheada ao meu lado em tom de aviso. – Tenho certeza de que Dumbledore terá pensado nessa possibilidade. - Porém o trio de amigos pouco lhe deram atenção.

– Pronto? – perguntou o ruivo aos outros dois, tremendo de excitação. – Vamos então, eu vou primeiro...

- Duvido muito que isso dê certo. - Resmungo mais para mim do que para outra pessoa. Mas vejo que a cacheada ao meu lado concordar de forma involuntária.

Observo a cena em pura curiosidade, vejo o ruivo tirar um papel de seu bolso, sendo copiado pelo seu gêmeo. O garoto foi direto à linha e parou ali, balançando-se nas pontas dos pés como um mergulhador se preparando para um salto de quinze metros. Depois, acompanhado pelo olhar de todos que estavam no saguão, ele respirou fundo e atravessou a linha. Por uma fração de segundos, realmente achei que aquela ideia ridícula dera certo. Seu gêmeo certamente pensara o mesmo, já que soltou um berro de triunfo e correu atrás de seu irmão. Mas no momento seguinte, ouviram um chiado forte e os gêmeos foram arremessados para fora do círculo dourado, como bolas de golfe.

Eles aterrissaram dolorosamente, a dez metros de distância no frio chão de pedra e, para piorar a situação, ouviram um forte estalo e brotaram nos dois longas barbas brancas e idênticas. O saguão de entrada ecoou de risadas. Até os gêmeos riram depois de se levantarem e dar uma boa olhada nas barbas um do outro.

– Eu avisei a vocês – disse uma voz grave e risonha, ao que todos se viraram e deram com o Prof. Dumbledore saindo do Salão Principal. Ele examinou os gêmeos com os olhos cintilando. – Sugiro que os dois procurem Madame Pomfrey. Ela já está cuidando da Srta. Fawcett da Corvinal e do Sr. Summers da Lufa-Lufa, que também resolveram envelhecer um pouquinho. Embora eu deva dizer que as barbas deles não são tão bonitas quanto as suas. Os gêmeos seguiram caminho para a ala hospitalar acompanhados por seu amigo, que rolava de rir. Eu e a cacheada também nos encontrávamos à gargalhadas, que demoraram para cessar.

- Tentei avisar que Dumbledore havia pensado em tudo. - Escuto a cacheada dizer ainda com ar de riso.

- Bem, pelo menos eles renderam boas risadas. - Respondo enxugando as discretas lágrimas que surgiram em meus olhos. A garota se vira para mim, nos deixando de frente uma para outra.

- Prazer, Hermione Granger. - Ela estende sua mão direita e logo a aperto, lhe oferecendo um sorriso.

- Alya, é um prazer. - A cacheada retribui meu sorriso e logo soltamos as mãos. Olho para o colo da cacheada um volume de Dom quixote, um conto trouxa a qual eu era verdadeiramente apaixonada. Achava incrível a forma que o autor descrevia sua paixão e sua loucura. - Eu amo esse livro! - Exclamo deixando a garota surpresa. - Já chegou no segundo volume? - Pergunto e ela nega, ainda com uma leve expressão de surpresa.

- Não, ainda não tive a oportunidade. - Ela responde com um sorriso tímido. - Mas estou adorando a história. - Seus dedos acariciam a grossa capa do livro com carinho. - Me desculpe perguntar, mas você é uma nascida trouxa? Não conheço muitos bruxos puro-sangue que conheça os clássicos trouxas.

- Não, não sou uma nascida trouxa. - Falo soltando uma leve risada ao fim da frase. Minha família não estava nem próxima disso. Apesar, que eu adoraria ser uma nascida trouxa, teria aproveitado o melhor dos dois mundos. - Quando eu era criança eu passava boa parte do tempo na casa da minha tia, que é casada com um nascido trouxa e completamente apaixonado pelos clássicos. Era impossível ouvir ele contar as histórias e não querer lê-las. - Falo e percebo que meu tom de voz havia se tornado nostálgico. - Sinto muito, estou falando demais, deveria ter parado no "não". - Coloco uma mexa do meu cabelo atrás da orelha, realmente temendo ser inconveniente.

- Tudo bem, não precisa se preocupar. Também falo pelos cotovelos quando o assunto é livro. - Seus olhos pareciam brilhar, só pela simples menção a palavra livro. - Apesar que não tenho muito com quem conversar sobre meus livros.

- Bem, pode comentar comigo se quiser. - Meu tom era inseguro, mas só com a expressão de felicidade vinda da cacheada, sabia que sua resposta seria positiva.

- Eu ia adorar, de verdade. - Trocamos sorrisos e logo voltamos a debater sobre os clássicos trouxas que nos interessava.

Hermione me chamou para ir até o salão principal, já que a mesma não tinha tomado café da manhã. Aceitei prontamente e assim seguimos o caminho.
A decoração do salão principal havia mudado, não estava mais em seu habitual como hoje mais cedo. Mas sim com uma nuvem de morcegos vivos esvoaçava pelo teto encantado, enquanto centenas de abóboras esculpidas riam-se em cada canto. E aí me lembrei, hoje é dia 31 de outubro, dia das bruxas.
Hermione me guiou até a mesa dos leões, me puxando para sentar no meio do mesmo menino ruivo que conversava com os gêmeos a algum tempo antes e de frente para um menino moreno, que reparando agora, tinha uma peculiar cicatriz na em forma de raio. Não! Não pode ser, será ele? Harry Potter?!

Lembro de Draco menciona-lo em uma de suas cartas no primeiro ano, na época tinha achado uma notícia incrível, quase inesquecível. Mas com o passar do tempo a informação foi apagada completamente de minha mente. Me fazendo ter a mesma reação de pura surpresa.

- Quem é? - Pergunta o ruivo que logo coloca uma colher de seu mingau de aveia na boca.

- Essa é a Alya, ela é de Durmstrang. - Hermione fala com um pequeno sorriso, enquanto apontava para mim com sua mão.

- Durmstrang?! - Ron pergunta quase se engasgando com a comida. Concordo e percebo seus olhos cintilarem. - Você conhece o Krum? - A pergunta fez um sorriso nasal sair.

- Sim, somos amigos. - O ruivo levou as mãos aos bolsos. Tirando rapidamente um pedaço de pergaminho e uma pena, ambos levemente amaçados. - Você poderia pedir o autografo dele pra mim? - O ruivo pergunta em um tom vergonhoso, porém animado.

- Ron! - Hermione o chama em tom de repreensão.

- Não precisa ficar brava Hermione. - Respondo na tentativa de diminuir sua expressão de repreensão. - É claro que eu posso pegar um autógrafo para você, Ron. Mas se você quiser, posso apresenta-lo para você. - O sorriso do ruivo parecia quase rasgar sua bochecha, o que me soltar uma leve risada.

- Sério? - O moreno pergunta surpreso.

- Claro, se você quiser ir. - Vejo Hermione dar um discreto tapa em sua testa e fazer um gesto de negação com a cabeça. Parece que ela não gostou muito da ideia.

- Bem, eu ia gostar muito, ele é um apanhador incrível. - Aparentemente Viktor tem muitos fãs em Hogwarts. - Ah, que falta de noção minha, nem me apresentei. Prazer, sou Harry, Harry Potter.

- Eu sei. - Agora eu estava envergonhada, não esperava que meu tom saísse tão direto. - Eu acabei reparando na sua cicatriz, sinto muito.

- Não precisa se desculpar, isso é bem comum. - O moreno me lança um sorriso de lado, acho que na tentativa de me tranquilizar e logo retribuo.

Uma garota alta e morena se sentou à mesa, ela carregava um sorriso satisfeito no rosto e alguns alunos da Grifinória que haviam entrado quase que no mesmo instante que ela a parabenizaram. Ato que deixou o trio de amigos que eu acabará de conhecer confusos.

– Bom, está feito! Depositei o meu nome! - A morena diz em tom orgulhoso.

– Você está brincando! – disse Rony, parecendo impressionado.

– Então você já fez dezessete? – perguntou Harry.

– Claro que sim. Você está vendo alguma barba? – respondeu Rony.

- Fiz anos na semana passada – Explica a morena.

– Fico feliz que alguém da Grifinória esteja concorrendo – comentou Hermione. – Espero sinceramente que você seja escolhida, Angelina! - Angelina, então esse era seu nome

– Obrigada, Hermione – Agradeceu Angelina, sorrindo para ela.

– É, é melhor você do que o Zé Bonitinho Diggory – disse um garoto aparentemente da nossa idade, com cabelos cor de palha e uma palidez notável, fazendo vários alunos da Lufa-Lufa que passavam pela mesa amarrarem a cara para ele. Ao que parece, esse tal de Diggory é da Lufa-Lufa e o preferido para eles.

- Pega leve Simas, o Diggory seria um bom campeão para Hogwarts. - Responde Angelina. - Mas eu seria melhor. - O tom de Angelina era de falsa presunção, o que nos fez rir. - Ei, ainda não tinha reparado em você. - Vejo seu olhar cair sobre mim de uma forma até curiosa. - Você veio junto com o pessoal de Durmstrang?

- Vim sim, é um prazer, sou Alya. - Estendo a mão e ela logo a aperta.

- Angelina Johnson. - Seu sorriso era branco e contagiante, ela realmente parecia feliz com o fato de ter colocado seu nome no cálice.

– Então, que é que vocês vão fazer hoje? – perguntou Rony enquanto saíamos da mesa, nos despedindo de Simas e Angelina.

– Ainda não fomos visitar o Hagrid – lembrou Harry. Não sabia quem era Hagrid, mas pelo tom de Harry, era um amigo em comum entre os três.

– OK, desde que ele não nos peça para doar uns dedos aos explosivins. - Rony fala suspirando. Uma expressão de grande excitação surgiu de repente no rosto de Hermione.

– Acabei de me tocar, ainda não pedi ao Hagrid para se alistar no F.A.L.E.! – disse ela animada. – Me esperem aqui enquanto dou uma corrida lá em cima para apanhar os distintivos.

– Qual é a dela? – exclamou Rony, exasperado, quando Hermione saiu correndo escada acima.

– O que é F.A.L.E? - Pergunto curiosa.

- É uma organização que a Hermione quer fundar para ajudar na causa dos elfos domésticos, ela acha uma grande injustiça no tratamento dos elfos domésticos. Sabe, eles fazem tudo por nós e não recebem nada por isso. - Respondeu Harry. Eu tinha achado uma ótima ideia, era muito nobre o fato dela se importar tanto com eles.

- Eu acho que isso não vai dar certo, elfos domésticos tem a razão de vida de nos ajudar, os oferecer salários seria quase uma ofensa para eles. Ela mesma está se frustrando com eles, falar que eles merecem receber um salário e todos os direitos é como proferir a pior das atrocidades a eles. - Ron indaga em um tom cansado, como se já tivesse explicado isso várias vezes.

- Bem, eu acho uma ótima ideia. - Vejo os dois meninos me olharem surpresos. - Mudanças nunca são bem aceitas no início, pessoas não gostam de mudanças, gostam de conforto e para elas tudo bem não precisarem pagar os elfos. Até por que, o que seria melhor do que ter alguém para lhe servir e que não peça nada em troca? Não é por que é uma ideia difícil de se executar, que seja sem sentido.

- Acho que pode ter razão. - Ron fala e vejo suas orelhas ficarem levemente vermelhas, que foram acompanhadas de um tom envergonhado.

Ouvimos passos atrás de nós e logo nos viramos para ver o que estava acontecendo. Assim que viramos demos de cara com Madame Maxime, que estava acompanhado pelos seus alunos. Eles pararam no saguão e Madame Maxime os organizou em fila. As pessoas em volta do cálice abriram espaço para os deixar passar e logo um a um depositarão seus nomes, fazendo as chamas brancas-azuladas se tornarem avermelhadas.

– Que é que você acha que acontece com os que não são escolhidos? – murmurou Rony para Harry, quando a garota loira deixou cair seu pedaço de pergaminho no Cálice de Fogo. – Você acha que voltam para a escola ou ficam por aqui para assistir ao torneio?

– Não sei – disse Harry. – Ficam por aqui, suponho... Madame Maxime vai ficar para julgar, não é? - Depois que os alunos de Beauxbatons se inscreveram, Madame Maxime levou-os de volta aos jardins.

– Onde é que eles estão dormindo, então? – perguntou Rony chegando até as portas de entrada e acompanhando-os com o olhar. Um ruído de chocalho às costas dos dois anunciou a reaparição de Hermione com a caixa de distintivos do F.A.L.E. - Ah, bom, vamos logo. - Ron fala e desce alguns degraus aos pulos, mantendo os olhos fixados na loira que havia colocado seu nome no cálice.

- Gostaria de ir com a gente, Alya? - Hermione pergunta tentando arrumar os broxes dentro da caixa. - Vamos visitar um amigo nosso, Hagrid, ele é nosso professor de trato com as criaturas magicas.

- Eu ia adorar Hermione, mas preciso procurar meu irmão, acho que ele já apresentou Viktor para toda a Sonserina. - Falo soltando uma risada nasal ao imaginar Draco arrastando Viktor pelo castelo e se gabando por conhece-lo.

- Seu irmão é de Hogwarts? - Harry pergunta.

- Sim, vocês provavelmente se conhecem, entraram no mesmo ano. - Dou uma pausa rápida, vendo o trio enrugarem a testa em dúvida, como se pensassem em várias possibilidades. - Sou irmã gêmea do Draco Malfoy.

 

 

 



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