História Constructive Love (jikook) - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Kookmin
Visualizações 61
Palavras 3.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - (10) Vendado


Música do Capítulo: I'll be good; Jaymes Young.


🐠


O bom humor desde de manhã era algo notável em mim. Eu e Jungkook estávamos bem com nossa amizade e parte de ficava extremamente feliz com isso. Depois de lembrar de tudo que conversamos na noite passada sobre dinossauros andarem na terra e hipóteses que jamais aconteceria eu não sei como tive coragem de olhar para ele pela manhã.

Chin está brincando com Pérola; sua peixinha. Ele me disse que não tinha dado muita atenção a ela ultimamente e que a partir de agora seria atenção redobrada.

Depois de ensina-lo o dever de casa e exigir que ele catasse os brinquedos, combinei que mais tarde assistiriamos algum filme de sua preferência.

Sigo alguns passos da receita eu tentava preparar fricassê para a janta. Eu estava inspirado e nada como usar essa inspiração na cozinha, cozinhando. Até então estava tudo correndo como o esperado.

A campainha toca e já presumo que seja Jungkook, porque afinal ele é o único que tem vindo mais aqui depois da Senhora Lee. Abro um sorriso na hipótese de pensar que ele estaria vindo aqui me atazanar e que me renderia uma boa companhia além do meu filho. Antes de abrir confiro se Chin está bem e continua entretido com sua peixinha. Abro a porta mas, meu sorriso se vai tão rápido quanto veio. A pessoa que estava na minha frente era a penúltima que eu esperaria ali.

Moon HwaYoung; Mãe de Moon Jiyoon, Minha ex-esposa.

O olha da se hora de idade é duro sustentando uma pose de autoridade e superioridade. Na verdade ela era nariz em pé demais para o meu gosto. Sua família tem dinheiro e por isso ela se acha superior a muitos, inclusive a mim na época que comecei a namorar sua filha.

Ela nunca gostou de mim por eu não vim de uma família rica, fluente. Sempre deixou claro que eu era a última pessoa que queria ver sua filha casada.

— Senhora Moon. — Sou o primeiro a dizer. Sua expressão continua impassível.

— Park Jimin. — Ela diz de volta. — Vim para ver meu neto.

Arqueio minhas sombrancelhas em total surpresa. Isso é inacreditável.
Ela era uma cobra pior que sua filha e ela vim aqui na minha casa e se referir ao meu filho como neto é a coisa mais ultrajante para mim nesse momento.

— Desculpe, mas não entendi. — Digo sabendo muito o que ela disse mas, na esperança de que eu tenha ouvido errado.

— Vim para ver meu neto, você não pode me negar isso. — Sua voz continua limpa sem qualquer fraqueza e seus olhos são tão cortantes quanto uma faca afiada. Eu não permitirei que meu filho se quer saiba que ele tem outros parentes, ele tem a mim e isso basta.

— Aqui não tem nenhum neto seu, Senhora Moon. — Falo com a voz firme. Eu não sou mais aquele garoto de antes que tinha medo de dizer algo em sua frente com medo de ser julgado. Eu era um homem feito agora e que adquiriu muita coisa por ter levado só facada nas costas das pessoas que ele menos esperava.

— Não seja infantil, Jimin. Eu sei que Chinhwa é meu neto, afinal ele é filho de minha filha. — Sinto nojo de ouvir meu filho ser colocado como filho daquela mulher que o negligenciou no seu parto. Eu era o único pai e mãe dele.

— Chinhwa é meu filho e apenas meu. — Sou claro em minha resposta e posso ver o descontamento em seu olhar. Eu sei que ela esperava aquele Jimin de anos atrás.

— Não seja tolo, Jiyoon gerou ele por nove meses é mais mãe que você é pai. Afinal ela passou por todo o processo com ele em sua barriga. — Fico completamente indignado com o que eu ouço. Mas, não esperava menos de uma mulher como ela.

— Escute aqui, HwaYoung. — Respiro fundo antes que eu perca qualquer postura. — Chin é meu, a única coisa que meu filho compartilhar com sua filha é o sangue. Ela o abandonou naquele hospital dias depois dele nascer apenas por ele ter apresentado uma deficiência que não é uma doença para ela ter o descartado como se ele fosse qualquer coisa. Ela carregou ele por nove meses mas, isso não diz muito na situação que ela própria se colocou. Eu cuidei de Chinhwa, eu que passei noites mal dormidas porque meu filho chorava de dor, eu que sou duro para sustenta-lo e lhe dar uma boa educação. Eu e apenas eu sou o pai dele.

Quando percebi já estava praticamente gritando em frente a minha ex-sogra e sua expressão era de surpresa e incredulidade. Eu não me importo de estar parecendo um louco, mas vim até aqui e dizer coisas absurdas é pedir para ouvir verdades que nunca foram ditas. E HwaYoung merecia muitas verdades ainda a serem jogadas em sua cara.

— Que tipo de pai você quer ser para o meu neto se comportando desse jeito? — Sua pergunta soa desafiadora e eu juro que queria bater a porta em sua cara, mas eu ainda queria dizer muita coisa que ficou entalada dentro de mim durante todos os anos que fui humilhado por ela.

— Eu sou o melhor pai que ele poderia ter e melhor mãe também. E acredite ele está muito melhor sem pessoas como você e sua filha por perto. Pessoas tóxicas. — A raiva se torna evidente nos olhos de Moon e sei que ela está lutando para não perder sua pose de mulher elegante.

— Você é uma má influência para ele. — Ela diz em seu sarcasmo presente. Aí estava uma das caras horríveis dessa cobra. — Fica trazendo delinquentes e pecadores para dentro da casa que meu neto mora.

— Como é?

— Isso mesmo, você fica trazendo homossexuais para serem uma influência para Chinhwa. Você é o pior tipo de homem Jimin, se deitando com outros homens dentro da própria casa do seu filho. — Sua risada seca sai e isso me tira totalmente do sério. — Chinhwa deveria vir morar comigo.

— Nunca na sua vida. Ele é meu e você jamais, escute bem, JAMAIS irá chegar perto dele. — Nesse momento eu estava gritando. Alguns vizinhos já estavam em suas janelas observando o barraco que estávamos causando ali em frente a minha porta. Mas, eu não poderia ligar menos.

— Eu vou entrar na justiça para pegar a guarda de Chin.

Ouvir aquilo foi o estopim para mim.

— Entra, eu quero mais é que você entre, pois vou poder expor para todos como são as verdadeiras pessoas da família Moon, o quanto são nojentas e preconceituosas. — Cuspo aquelas palavras nela e sei que se não fosse por sua elegância ela teria voado em cima de mim. — Você não tem a menor chance de ganhar esse processo, sua filha abandonou meu filho por ele ser deficiente auditivo e você mesmo depois sabendo de tudo não fez nada e só veio procurar ele cinco anos depois. Eu quero ver que juiz vai conceder a guarda de uma criança a pessoas nojentas como você. E quer saber, passar bem.

Dito isso bato a porta na cara de minha ex-sogra. Meus nervos estão á flor da pele. Meu corpo treme e eu passo as mãos por meu rosto em uma tentativa de afastar aquele incômodo. Olho para Chin que ainda está distraído brincando e sei que ele não ouviu nada da minha discussão na porta.

Decido que devo voltar para a cozinha e terminar o que estava fazendo antes de ser atazanado por aquela mulher. Minhas cabeça estava a mil e nem percebi que meus olhos já haviam enchidos de água e que estava prestes a chorar. Chorar de alívio por ter dito tudo que eu sempre quis antigamente mas, sempre havia me faltado coragem.

Enxugo meus olhos disposto a não deixar uma lágrima sequer cair.

[🐠]


Após o almoço e gastar meu início de tarde brincando e assistindo alguma animação com Chin, meu pequeno acaba pegando no sono e eu resolvo gastar esse tempo com algo que eu havia parado mas, que na minha mente a necessidade falou mais alto.

Eu sei que não devia ter isso guardado aqui e que nem me lembro quando comprei, mas eu sabia que quando paguei por isso é porque eu iria usar em um momento onde eu deixasse o passado tomar conta de mim.

Me sento no chão da cozinha escondido atrás do balcão e arranco a tampa da garrafa de vodka. O cheiro do álcool me embrulha o estômago mas, não que me faça parar. Fecho os olhos e levo o bico da garrafa a meus lábios e dou um grande gole. Quase vômito tudo para fora pelo péssimo costume que eu tinha de beber aquilo.

Senti meus olhos se encherem de água pela bebida e por meus sentimentos bagunçados em lembranças do passado.

Dou mais um gole grande na bebida e fazer careta pelo gosto quente e descendo queimando em minha garganta é inevitável. As imagens do que eu havia sofrido quando namorei Jiyoon vieram em meus pensamentos. Todas as humilhações que eu passei por amor.

Me levanto do chão mas sem soltar a garrafa. Mais um gole eu dou e mais um passo em direção a sala eu ando. Eu queria que Jungkook estivesse aqui. Que me desse algumas de suas boas palavras que aquece meu coração. Dizendo que eu superei tudo aquilo que deixei no passado e me transformei em um homem forte pelo meu filho.

Me aproximo da janela que dá em frente a sua e tento achá-lo.

Pare Jimin.

Jungkook não é um ombro para você chorar. Eu não preciso do Jungkook para superar as coisas que me assombram há anos atrás. Eu lidei até hoje sem ele e vai continuar sendo assim. Mas, aqueles olhos de jabuticabas e sua boca vermelhinha com aquela argola de piercing sem sendo puxada quando ele sorria. E seu sorriso que era o que eu mais gostava nele. Eu gostaria de dizer para ele que o sorriso dele faz alguma coisa bem lá no fundo do meu estômago se revirar.

Limpo às lágrimas que caiam e molhavam alguma parte da minha roupa.

Vejo Jungkook aparecer em frente a janela de sua casa que dá para a que eu estou. Ele coloca alguma coisa na pia e começa a lavar, seus olhos se concentram naquilo que ele faz e eu só queria que se encontrasse com os meus.

Como se minha prese fosse ouvida ele levanta seu olhar e me encara. Seu sorriso aparece para mim, exclusivamente para mim. Mas, eu não devolvo, pois tudo que consigo e chorar. A expressão de Jungkook muda para uma preocupada e ele se do meu campo de visão. Minutos mais tarde ele bate na porta e eu vou abrir o mais rápido que eu posso.

Parado em frente a ele sem conseguir dizer nada e apenas segurando a garrafa de vodka ele me olha preocupado.

— Jungkook...— Minha voz sai em um rastejo embargada.

Ele reage ao meu chamado me abraçando. Entrelaço meus braços ao seu redor e aperto como se isso fosse fazer toda a dor que eu estou sentindo sumir.

— Não chore, Jimin. — Sua voz é calma e eu gosto tanto dela.

Viro meu rosto ficando com o nariz encostado em seu peitoral. Minhas lágrimas continuam a cair e molham sua roupa. Sinto seu cheiro que é tão bom.

— Estou molhando sua blusa com minhas lágrimas tolas. — Murmuro, mas sem me afastar. — Seu cheiro é tão bom.

Completo esfregando meu nariz em sua roupa a fim de gravar mais daquele cheiro para mim.

— Vem, vamos sentar ali no sofá.

Eu não me movo e Jungkook teve força o suficiente para me arrastar para dentro e fechar a porta. Nós conduziu para o sofá onde sentamos e continuamos abraçados.

— Onde está Chin? — Ele pergunta depois de uma pausa.

— Dormindo.

— O que aconteceu, meu bem? — A forma que ele me chamou causou algo lá no meu interior que me fez tremer.

— A mãe de Jiyoon veio aqui. — É tudo que eu respondo.

—  Quem é Jiyoon?

— Minha ex-mulher.

O silêncio se faz de novo e só sinto uma das mãos de Jungkook acariciar meu braço na tentativa de me acalmar.

— Eu não gosto dela e nem ela de mim. — Continuo — Ela foi muito mal comigo quando eu namorava sua filha. Eu não vinha de uma família com dinheiro, eu não tinha nem onde cair morto direito. Meus pais não tinham tanto dinheiro, mas o suficiente para que vivêssemos com algo para comer todo dia. Quando conheci Jiyoon foi em um evento que a igreja que eu frequentava realizou. Por coincidência a família dela estava passeando pelo local e então nós encontramos e eu disse para mim mesmo naquele dia que ela seria o meu amor da vida toda. — Solto uma risada sem emoção alguma e seca. — O quão errado eu estava sobre isso?

— O futuro é incerto. Faz parecer que é uma coisa que planejamos mas, ele não é aquilo que queremos muitas das vezes.

— Eu percebi...Depois de nos encontrarmos trocamos nossos números e começamos a conversar e depois começamos a nos encontrar. Até que um dia estávamos namorando. Ficamos um mês namorando escondido e depois quando decidimos contar para sua família eu fui humilhado por não ser aquilo que HwaYoung queria para sua filha. — Meus olhos se enchem de novo e eu luto para não deixar que aquelas lágrimas caísse. — Eu e Jiyoon lutamos contra sua mãe pelo nosso amor e ela como não teve outra alternativa a não ser aceitar, já que ela ama muito à filha. Mas, claro que ela atormentou minha vida ao máximo até fazer eu desistir e pular fora. Eu amava muito Jiyoon e jamais a abandonaria e foi isso que aconteceu, depois de alguns anos juntando dinheiro eu decidi pedir ela em casamento e quando noivamos foi como se eu tivesse acendido uma vela para o capeta porque foi muito pouco para HwaYoung querer me matar.

— Essa mulher é horrível. — Jungkook diz, ouvindo tudo que eu conto com toda calma do mundo. Sua expressão eu não já que olho para o assoalho da cozinha.

— Horrível é até um elogio. Depois que casamos e eu comprei um apartamento para morarmos, HwaYoung vinha todo dia nos visitar e fazia questão de dizer o quanto desprezível era por fazer a filha dela morar em um lugar imundo. — Fungo já que meu nariz está completamente entupido e respirar se tornou algo complicado. — Depois que Jiyoon engravidou de Chin foi mais um dos motivos para ela me atormentar. Meu relacionamento com Jiyoon estava se tornando frio por conta do envenenamento de sua mãe. Eu achava que depois que tivéssemos Chinhwa tudo iria melhorar, mas ela me deixou.

Comecei a chorar ouvido meus soluços serem abafados pelo peito de Jungkook. O moreno me abraçava contra seu peito e eu agradecia por ele está sendo algo onde eu possa está me escorando nesse momento. Eu não tinha ninguém era eu e Chin. Sempre nós dois. Nós dois e Pérola.

— E-Ela me deixou naquele hospital com nosso filho, sozinho e sem saber o que fazer. Eu entrei em desespero e quis ir embora também mas, eu não podia deixar parte de mim para trás. Ele não tinha culpa de onde eu tinha me metido e quando eu olhava para ele, eu me xingava todas as vezes por ter pensado em um segundo em querer abandona-lo. Eu seria um monstro como Jiyoon foi, Jungkook.

— Você não se tornou um monstro, pequeno Jimin. — Jungkook acaricia meus fios e agarro mais forte sua blusa contra minha mão.

— Eu ainda me culpo por ter pensado em abandonar ele, ele é tudo para mim. — Seguro derrepente o rosto de Jungkook entre minhas mãos e estamos tão perto que posso sentir sua respiração contra meu nariz. Meus olhos estão desesperados e os de Jungkook surpresos. — Eu sou uma pessoa horrível.

— Não, você não é.

— Eu cheguei a repudiar você em um segundo da minha apenas por você gostar de homens. — Eu já não controlava o que eu dizia e o álcool encorajava coisas estúpidas a saírem de minha boca.

— Eu não te culpo-

— Você não pode ser assim. Você tem que me repudiar como fiz com você. Tem que dizer verdades na minha cara como HwaYoung dizia. — Eu apertava minhas mãos contra os dois lados da face de Jungkook. E então seu olhar se suavizou e ele colocou suas mãos sobre as minhas.

— O que ela fazia era covardia e não verdades. Tudo que ela disse sobre você é mentira, é apenas palavras mortas saindo de alguém que é morto por dentro de sentimentos.

O que Jungkook disse foi apenas mais um gatilho para eu chorar mais e mais. Ele era tão bom e eu era uma pessoa horrível. Não merecia sua amizade.

— Pare agora de pensar seja o que for que esteja pensando. Você é alguém maravilhoso, Jimin. — Era a vez de Jungkook segurar meu rosto. — Olhe para mim.

Meus olhos se apertam mais e nego com a cabeça. Não quero olhar para ele, estou envergonhado de meus pensamentos.

— Por favor, me deixe dizer o que tenho para dizer olhando para seus olhos. — Sua súplica vence o debate que fazia comigo. Ergo meus olhos que deviam estar mais vermelhos que uma rosa vermelha.

Os olhos de Jungkook brilhavam como se houvesse um universo ali dentro. Ele transbordava tanta coisa com um simples olhar.

— Eu te acho a pessoa mais incrível desse mundo e eu já conheci muitas pessoas. Você é a pessoa mais forte e com uma alma pura que não merece ser contaminada pelas maldades do mundo. — Meus olhos se abrira mais em surpresa com a declaração de Jungkook. Ninguém havia me dito tanta coisa boa sobre mim e para mim em tanta abundância assim. — Eu sei que você disse que não poderia haver sequer uma chance entre nós e eu... — Ele faz uma pausa como se ponderasse realmente dizer aquilo. — Tento dizer isso para o meu coração todos os dias, mas ele é tão teimoso quanto você em aceitar as coisas. Ele em aceitar que não pode ter aquilo que quer e você por não aceitar e enxergar em o quão perfeito é.

Jungkook respirava mais rápido como se aquilo que tivesse dito fosse algo que tivesse guardado por um tempo. Sua testa estava encostada na minha e seus olhos continuavam fixos nos meus. O tempo parou por um segundo e só voltou a acelerar quando o moreno em minha frente se afastou.

— Jungkook.

— Eu gosto de você e muito. Você é tão especial em tantos sentidos que não teria como eu não me apaixonar. — Suas palavras são ditas mais pelo seu coração do que simplismente jogadas para fora. — Se você se condena por achar que é alguém desprezível eu irei me condenar por ter em um segundo pensado em querer ter nascido mulher, porque assim eu talvez teria alguma chance com você, mas isso seria um absurdo de se pensar, da mesma forma que é um absurdo você pensar tanta coisa ruim de você.

— Me desculpe.

— Não tem pelo que se desculpar, eu que peço desculpa por ter me apaixonado por você e estar causando um conflito em sua mente. — Seu sorriso é melancólico.

— Eu acho que bebi demais.

— Mas a garrafa ainda está cheia. — Ele diz com um pouco de humor na voz e eu sorrio bem pequeno.

— Demais para fazer eu fazer da minha mente um labirinto.

— Você devia tomar um banho e dormir um pouco também, igual Chin. — Jeon aconselha e minha mente se anima com a ideia de se apagar no travesseiro.

— Você é tão bom, Jungkook.

— Eu sei. — Seu sorriso aumenta e isso faz o meu se abrir mais.

— E tem um péssimo gosto.

— Pelo contrário, meu gosto é até bom de mais. — Minhas bochechas resolveram ganhar uma coloração mais escura porque sinto ela queimar um pouco.

— Não gosto disso.

— De quê?

— De me sentir envergonhado diante disso. — Confesso — Vou tomar um banho e se quiser pode comer algo na cozinha.

— É tentador, mas eu terei que ir. Deixei minha filha sozinha em casa e eu torço para que minha casa ainda esteja organizada. — Rimos e então lembro de quão imperativa é a cadela de Jungkook. Mas ainda é um filhotinho então é de sua natureza.

— Torço para que ela tenha mordido os pés das cadeiras.

— Você é mal.

— Só as vezes.

Jungkook e eu levantamos e nos encaramos em um silêncio mais confortável agora. Sou o primeiro a dar o primeiro passo e eu vou em sua direção e lhe abraço.

— Obrigado.

Sinto seus braços ao redor dos meus ombros.

— Sempre, pequeno Jimin.

Jungkook eu sempre me questionei que tipo de pessoa ou ser você seria. Meus dados apontaram que você é um anjo. Anjos são destinados a cada pessoa para protege-las mas sem intervir de um jeito direto. Eu me pergunto se as outras pessoas tem a sorte de ter um anjo igual a você. Eu me sinto a pessoa mais sortuda por tê-lo e não escondo isso estando sempre disposta a lembra-lo. ¹

[🐠]


¹. Esse trecho no final é do meu livro “Not About Anagels” e eu achei essencial colocar essa passagem aqui porque para mim ela se encaixou tão bem. Então dêem uma passadinha lá, é uma oneshot pequena mas muito linda.


...


Oi minhas flores, demorei mas finalmente estou aqui.🐠💛


Queria dizer que eu mudei os títulos de todos os capítulos e se vocês perceberem são todos iguais e isso tem um significado por trás que será esclarecido no último capítulo da história.

O que vocês estão achando da história e do desenvolvimento dos personagens? Preciso da sinceridade de vocês para saber como estão lidando. 



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