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História Construindo meu futuro - HARMIONE - Capítulo 14


Escrita por: danipotter_black

Capítulo 14 - 12 - "Revelações e testes de quadribol".


Haviam se passado duas semanas desde o começo das aulas. Se alguém perguntasse como estava sendo para os queridíssimos viajantes no tempo eles lhe responderiam sem hesitar.

- INCRÍVEL!

Certo, do ponto de vista acadêmico não estava lá essas maravilhas, já haviam aprendido muitas coisas das quais eram ensinadas, no entanto, no quesito companhia.... Céus era indescritível!

Nas aulas os Marotos sempre se revezavam para se sentarem com Tiago, a mesma coisa acontecia com as meninas e Bela, haviam vezes que misturavam os grupos também.

Harry sempre prestava muita atenção quando se sentava ao lado de sua mãe, Hermione, Alice ou Remus. Agora céus era uma missão quase impossível prestar atenção nas aulas quando estava ao lado de seu pai, padrinho ou Peter. James e Sirius sempre tinham algum comentário espertinho ou uma piadinha que lhe fazia ter que morder a bochecha para não rir enquanto o professor falava, eles conseguiam fazer até Hermione desviar à atenção da aula.

[HOGWARTS – SALÃO COMUNAL DA GRIFINÓRIA.]

Estavam todos reunidos no salão comunal da Grifinória.

Lily estava sentada no chão, Marlene estava deitada em seu colo quase dormindo com o cafuné que a ruiva fazia em suas madeixas loiras. Alice estava sentada em um sofá aconchegada em Frank.

Frank, apesar de ser namorado de Alice desde a quarta série, só neste ano, mas, especificamente com a chegada de um casal um tanto misterioso, que ele se aproximou mais do grupo, sempre tivera uma relação boa com as meninas, mas nunca foram tão próximos. Estava adorando tê-los assim pertinho, por mais travessos que os Marotos pudessem ser era inegável que eram ótimos amigos, além do mais as meninas até conseguiam dar uma controlada neles.

Como? Nem Merlin sabia.

Geralmente Harry fazia dupla com Frank nas aulas de Herbologia e conseguia ver que seu amigo Neville herdara à paixão por plantinhas de seu pai.

Os meninos estavam dividindo outro sofá, Hermione estava sentada no braço do sofá escorada em Harry que estava sentado na ponta direita, Remus estava ao seu lado, com Peter na ponta esquerda, James estava no outro braço do sofá e Sirius... Bem Sirius estava jogado em cima deles, com a cabeça em Tiago as costas em Aluado e os pés no colo de Pontas.

Eles já estavam acostumado com o jeito de Almofadinhas então nem se importavam. Esse era o normal de Sirius Black ficar empoleirado nas pessoas.

Lily olhou em seu relógio e suspirou.

– Galera – Chamou a atenção dos amigos - A aula de poções começo em 30 minutos - A ruiva anunciou.

Uma série de gemidos foi emitida pelos que faziam a aula. Mas o olhar da ruiva se focou no de Tiago que estava com uma cara que chegava até de sofrimento.

– Que foi? – Ela questionou.

– Digamos que eu não sou o maior fã da matéria – Tiago respondeu dando de ombros.

E era verdade as aulas que tivera com Snape foram o suficiente para fazê-lo não querer entrar em uma sala de poções tão cedo. Outro fator que o assombrara era a morte de Snape, ele não sabia como reagir. Estava acostumado com o professor que o desprezava e odiava seu pai, no entanto, não sabia como reagir ao professor que tinha amado sua mãe uma vida inteira, praticamente, e mesmo assim o tratava daquela maneira.

– A qual é, Ti?! – Bela disse – Você era bom em poções no sexto ano – Constatou.

– Claro! Não era mais o Sna... – Começou, mas logo percebeu seu erro e corrigiu – Não era o Seboso que dava poções – Disse irônico. Se lembrava muito bem de todas as vezes que o professor fora injusto com ele.

– Seboso? – O restante que apenas observava o diálogo questionou.

Lily ergueu uma sobrancelha.

Não é assim que os Marotos chamam Snape? – A ruiva pensou.

– Era o nosso querido professor de poções até o sexto ano – Harry informou.

Bela suspirou.

– Tiago não gostava dele – A garota explicou para os demais.

– Uh – O restante compreendeu na hora o tom irônico e a certa raiva nas palavras do garoto.

– Eu? – Perguntou incrédulo – Ele que me odiava – Disse com desgosto escorrendo em suas palavras.

– E você fez algo pra ele te odiar? – Lily perguntou. Estava evidente que o garoto detestava o professor e pelo visto ele também não era o maior fã do garoto. Para Evans era meio inconcebível a ideia de um professor odiar gratuitamente um aluno. Então deveria ter algo ali.

Harry soltou uma risada sem humor.

– Eu não, mas meu pai...

– UUUUU – Almofadinhas intrometeu animado erguendo a cabeça do colo do menino – Seu pai quebrou a cara dele? – Perguntou empolgado.

Novamente o garoto riu.

– Bom, eu não sei se chegou a ponto de agressão física – Explicou de forma evasiva.

– Então o que houve? – Remus perguntou.

A esse ponto todos estavam muito entretidos na narrativa do garoto, então ele percebeu que não teria outra maneira a não ser contar.

– Meu pai, meu padrinho, que por sinal era como um irmão pro papai, meu tio, o outro melhor amigo deles e a mamãe estudaram junto com o meu professor de poções – Começou.

– O seboso! – Sirius exclamou, não sabia o porquê, mas sentia uma satisfação pessoal em ver o menino ofender esse tal professor.

– O seboso. – Harry concordou sorrindo.

Hermione o censurou com o olhar, por mais terrível que o Snape fosse não concordava em ofendê-lo, todavia o menino fingiu que não viu.

– Eles se detestavam – Bela continuou a história.

– Meu pai deveria ser a pessoa que ele mais odiava no mundo – Harry disse e acreditava verdadeiramente nas suas palavras.

– Seu padrinho era a segunda então – Hermione concluiu, se lembrava de como Snape tinha ficado uma fera por não conseguir entregar Sirius aos dementadores no terceiro ano.

– Com certeza – Concordou e soltou uma risada sem humor – E pra melhorar, ele era simplesmente apaixonado pela minha mãe – O garoto disse dando de ombros, tentando parecer normal, mas pode ver algumas bocas se abrindo ao final de sua frase. Até Hermione surpreendeu-se e fez uma nota mental – "Perguntar ao Harry sobre Snape ser apaixonado pela Lily".

– Espera! – Alice exclamou.

– Ele odiava seu pai e amava a sua mãe? – Marlene questionou, só podia ter ouvido a história errada, não era possível.

– Exato – confirmou – Ótima combinação – disse sorrindo ironicamente.

– Cara, então ele te odiava muito – James concluiu e sua voz saiu realmente triste. Pontas estava verdadeiramente chateado ao ouvir essa parte da história do garoto, no entanto, ele também estava revoltado com esse tal professor queria muito ter a oportunidade de ensina-lo o que acontecia com quem mexia com seu filhotinho e...

Os pensamentos assassinos de Pontas foram interrompidos por Harry que continuou contando a história.

– Também não ajudava muito o fato de eu ser a cara do papai com os olhos da mamãe – Disse maneando a cabeça.

– Então toda vez que ele te via ele lembrava do ódio da adolescência e do amor perdido – Remus concluiu, todavia parecia mais que ele estava pensando em voz alta do que esperando ser escutado pelos demais.

– Ele descontava tudo no Tiago – Bela disse aborrecida.

– Mas ele amava sua mãe, não amava? – Lily questionou. Na cabeça dela não fazia sentido esse tal professor amar a mãe de Tiago e infernizar a vida dele.

– Amava – O garoto confirmou.

– Mas por que ele te infernizava então? – A ruiva questionou indignada – Quer dizer ele amava a sua mãe e mesmo assim te tratava mal? – Explicou melhor sua linha de raciocínio.

Harry encolheu seus ombros, essa não era uma parte que ele gostaria de falar.

Eles são sua família, conte a elesDiga Harry! – Uma voz no fundo da sua mente lhe dizia.

Respirou fundo tomando coragem para dizer.

– Ele me culpava – Murmurou, sua voz saindo um pouquinho mais alta que um sussurro.

O resto do grupo, até mesmo Hermione, se curvou e involuntariamente se aproximou mais do garoto.

– Culpava pelo que? – Alice perguntou o mais gentilmente possível.

O garoto respirou fundo uma segunda vez.

– Pela morte da mamãe – Suspirou, não contaria que fora Voldemort que matara sua mãe, mas contaria pelo que ela morreu – Ela morreu pra me proteger – Disse com um sorriso triste no rosto.

O resto do grupo não sabia como reagir a essa informação. Bela rapidamente lançou um olhar para eles que claramente dizia.

"Não perguntem sobre a morte dela"

E até os mais curiosos como Sirius entenderam o recado e não fizeram mais questionamentos. Até James interromper o silêncio que se formara.

– Mas e o resto de sua família, quer dizer ninguém fez nada? Esse cara não podia ficar te infernizando assim – A essa altura Pontas estava alteradíssimo ele queria sair daquela escola naquele exato momento e ir procurar esse tal professor que se julgava no direito de infernizar uma criança e...

Novamente os pensamentos assassinos de Pontas foram cortados por Tiago que sorriu triste e negou com a cabeça.

- Papai também estava morto, ele morreu no mesmo dia que a mamãe – Engoliu seco – Pela mesma causa.

James arregalou seus olhos.

Ele não tinha ninguém, não tinha ninguém por ele – Pensou. Pontas se encolheu como se estivesse ferido, como se alguém tivesse lhe apunhalado pelas costas.

Ao ouvir isso algo dentro de Lily se despedaçou

Ele estava sozinho – A ruiva murchou com esse pensamento e uma tristeza sem tamanho atingiu o fundo da sua alma.

– E seu padrinho? – Sirius questionou. Almofadinhas estava absurdamente inquieto com essa história toda e seus pensamentos não estavam muito longe da linha assassina dos de Pontas.

Harry sorriu triste como se estivesse sendo tomado por uma lembrança.

– Meu padrinho me amava muito – Começou sorrindo com nostalgia.

– Mas ele não estava lá nas melhores condições pra poder ajudar – Bela completou.

– No entanto, quando ele teve uma oportunidade ele quase bateu na cara feia do seboso. – Disse rindo se lembrando da cena em que Remus teve que segurar Sirius para ele não agredir o Snape.

– Tiago! – Bela o repreendeu dando-lhe um tapa no braço.

– A qual é foi engraçado sim – Disse rindo – Eu juro se o Re – Começou, mas percebendo seu erro logo corrigiu – Meu tio não tivesse o segurado ele com certeza bateria nele.

– Mas poderia ter dado muito errado. – Hermione resmungou.

O garoto negou com a mão.

– Nah! – Exclamou – E de qualquer forma o seboso mais que merecia!

Hermione revirou os olhos, aquela era uma briga perdida, tinha muito ressentimento envolvido para ela tentar interferir.

– Certo – Remus começou – Seu pai e mãe estavam mortos – Disse o mais gentilmente possível – E o padrinho não estava em condições de ajudar – Harry confirmou com a cabeça – E seu tio, ele não fez nada, nadinha?

Tiago sorriu.

Remus, Remus você fez muito por mim – Ele pensou.

– No quesito Seboso realmente não tinha tantas coisas que pudessem ser feitas – Ao ouvir isso Aluado se sentiu como se alguém lhe tivesse acertado o mais forte dos balaços no seu estomago.

Vendo a feição triste no rosto de Remus, Harry rapidamente continuou, ele tinha que saber que o ajudou muito.

– Hey, mas não pense que ele não fez nada pra me ajudar não! – Disse sorrindo.

– O que ele fez? – Remus questionou, por algum motivo queria muito saber o que o tio fez pra ajuda-lo.

– Ele foi meu professor de Defesa contra artes das trevas – Harry disse sorrindo abertamente.

– O melhor professor você quis dizer né?! – Hermione perguntou com um sorriso no canto dos lábios.

– Ele era bom? – Remus questionou.

– Bom? Ele era o melhor!! – Hermione respondeu entusiasmada.

– O que ele fez? – James questionou.

– Foi ele quem me ensinou a conjurar meu patrono – Harry disse sorrindo orgulhosamente.

– Mas todo professor de DCAT não deveria ensinar – Peter perguntou genuinamente confuso.

– Não quando o aluno tem 13 anos de idade – Hermione disse sorrindo com orgulho para o amigo.

– VOCÊ CONJUROU UM PATRONO COM 13 ANOS DE IDADE?! – James, Sirius, Peter, Alice, Marlene, Frank e até mesmo Lily questionaram incrédulos.

Harry corou, mas assentiu com a cabeça.

– UAU! – Murmuraram impressionados.

– Ele era um ótimo professor só isso – Disse dando de ombros, não queria que eles pensassem que ele era um grande bruxo... não se sentia assim.

– Corta essa – Sirius disse.

– Ele pode até ser um ótimo professor, mas foi você que conjurou não ele –James concluiu com uma piscadinha para o garoto.

Harry corou, mas deu um sorriso sem graça.

– Qual é o seu patrono? – Frank curioso perguntou.

Harry engasgou, não poderia falar que era um cervo, olhou suplicante para Hermione.

– O patrono de Tiago é o mesmo do pai dele – Tentou ajudar, mas logo percebeu que só atrapalhou mais, se algum dia o garoto tivesse que conjurar um patrono na frente dos Marotos eles entenderiam. Percebendo sua falha Hermione lançou um olhar de desculpas para Harry.

– Tudo bem – sussurrou no ouvido da amiga.

– Qual animal é? – Remus perguntou.

– Um dia eu mostro pra vocês – Tiago enrolou – Ele é muito bonito pra eu só falar dele – Terminou com uma piscadinha.

Lily ainda estava intrigada e realmente aborrecida com a questão do tal professor de poções.

Não é possível que ninguém fez nada para ajuda-lo – Ela pensava.

Com isso em mente ela resolveu volta no assunto.

– Desculpa voltar no assunto – Ela começou um pouco sem jeito – Mas ninguém fez nada com aquele professor de poções? – Perguntou com o rosto triste.

Vendo que o assunto estava deixando sua mãe chateada Harry se esticou e pegou uma mão dela colocando entre as suas.

Lily sentiu algo dentro de si ficar quentinho com o contato do menino... Um sentimento que ele nunca tinha experimentado antes, um amor fraternal pelo menino.

Fazia sentido? Para o lado racional da ruiva não, agora para algo dentro de si, que ela definitivamente não conseguia nominar, fazia sentido total!

– Não tinha muita coisa a ser feita Lily – Disse com um sorriso triste.

– E sua família? – Quer dizer você foi criado por alguém né? Eles não fizeram nada – Peter perguntou sem se preocupar muito com a escolha das palavras, algo que se provou um grande erro porquê Tiago endureceu sua expressão facial retirou a mão de Lily da suas e as fechou em punho, ele respirou fundo tentando controlar sua raiva e ressentimento que tinha pelos Dursley's.

– A família que eu tinha e que podia fazer alguma coisa estava morta – Respirou fundo novamente – As pessoas que me criaram definitivamente não são minha família – Disse com amargura na sua voz – Eles não faziam a mínima questão de se preocuparem comigo – Riu sem humor algum – Eu aposto que eles até ficariam felizes em saber que tinha alguém pra me infernizar na escola – Suspirou – Eu vou pra aula – Disse se levantando rapidamente não dando tempo para ser seguido por mais alguém, ele só precisava ficar sozinho um pouquinho.

Hermione automaticamente levantou, estava pronta para segui-lo quando foi parada por uma mão em seu braço.

– As pessoas que o criaram foram abusivas com ele não foi? – Sirius perguntou tristemente. Almofadinhas estava como um animal ferido. Sirius fora vítima de maus tratos enquanto ainda morava com os Black's, reconhecia muito bem os traços de abuso e Tiago inegavelmente tinha esses traços.

Bela respirou fundo e sentou novamente no sofá.

– Foi – Confirmou.

Essa confirmação trouxe um caos de sentimentos para os animagos.

Pontas se sentia raivoso, culpado, triste... Céus eram tantos sentimentos. Almofadinhas estava puto, mas também estava tristonho, se lembrava muito do próprio sofrimento e era como se o que ele passara estivesse sendo refletido no garoto. Rabicho estava se sentindo terrivelmente culpado, como se ele tivesse condenado o garoto a esse triste destino. E Aluado bem.... Ele se sentia pronto para ir atrás dessas pessoas e ensiná-las o que acontece com quem ousa mexer com alguém de sua matilha, ainda mais com um filhotinho como era Tiago.

Os pensamentos confusos e até assassinos dos animagos foram cortados por Bela.

– Olha Tiago foi criado pela família trouxa dele e por favor não me levem a mal, eu sou nascida trouxa, mas as pessoas que o criaram eram horríveis!

– Eles não gostavam de magia? – Lily perguntou e sua voz saiu só um pouquinho mais alta que um sussurro.

Bela confirmou.

Lily sentia-se como se tivesse sido exposta a um dementador, automaticamente se lembrou de todas as vezes que Petúnia, sua própria irmã, a chamara de aberração, anormal....

Ele não está sozinho. Assim como você – Uma voz em sua mente lhe disse – Ele tem vocês. Você tem a eles.

Tal pensamento a confortou. Lily olhou determinada para seus amigos.

– Ele não está sozinho – Começou chamando a atenção dos amigos – Tiago, ele tem a gente!

– Ele não é mais alguém sem família – James começou.

– Ele tem a gente agora! – Um Sirius determinado disse.

– Nós estamos com ele - Remus disse.

O coração de Hermione ficou quentinho ouvindo isso.

– Vamos atrás dele então – Marlene disse já se levantando do colo de Lily.

Os outros rapidamente se levantaram.

Harry Potter jamais estaria sozinho, ele tinha pessoas que se preocupavam com ele – Uma família.

O resto do dia foi assim as pessoas que o amavam não desgrudaram dele um minuto se quer. E Harry... Bem ele não podia estar mais feliz com isso.

[HOGWARTS DORMITÓRIO DAS MENINAS 00:00.]

Hermione estava angustiada, não tocara no assunto sobre Snape com Harry o dia inteirinho, estava tentando dar espaço para ele. Estava prontíssima para dormir as 22:30 da noite, mas até agora ela não conseguira pregar os olhos se virava de um lado para o outro na cama e nada adiantava, nadinha. Era como se ela tivesse que estar em outro lugar, um lugar que definitivamente não era o dormitório, com isso em mente desceu para o Salão comunal.

Talvez ler um livro me ajude a dormir – Ela pensou

[HOGWARTS – DORMITÓRIOS DOS MAROTOS 00:00.]

Já estava tarde e Harry não conseguira pregar os olhos. Depois do pequeno surto que tivera ninguém mais o questionou sobre sua família ou sobre o tal professor de poções, na verdade todos tinham sido muito compreensíveis e o encheram de carinho o dia todo, fazendo com que o coração do menino ficasse quentinho.

Não estava conseguindo dormir e os roncos de Peter não estavam ajudando em nada, então o menino decidiu descer para o salão comunal, ficar um pouquinho sozinho e quem sabe refletir na loucura que sua vida estava.

[HOGWARTS – SALÃO COMUNAL 00:10.]

Quando Harry desceu para o salão comunal encontrou Hermione em frente a lareira, ela estava com um livro nas mãos e um cacho insistente caindo em seu rosto tirando sua concentração do livro. Harry poderia jurar que seu coração errou uma batida ao vê-la assim, no entanto ele deixou isso bem guardadinho dentro de si.

Se aproximou da garota a passos lentos, não querendo assustá-la. Quando chegou próximo o suficiente cochichou em seu ouvido.

– Oi – Chamou a atenção da garota para si – Sem sono? – Perguntou.

Hermione sentiu um arrepio cruzar todo o seu corpo ao ouvi-lo assim tão próximo de seu ouvido, mas tratou e esconder.

– Não consegui pregar o olho – Respondeu fechando o livro – Imagino que você também?

– Acertou e bem os roncos de Peter não ajudam muito a dormir – Disse rindo.

Eles riram por um tempo até Hermione reunir coragem e perguntar.

– Você – Apertou um lábio no outro, ato que chamou muito a tenção do garoto – Acha que ele tem salvação?

Harry maneou a cabeça pensativo. Enfim suspirou.

– Eu acho que sim, acho que ele pode ser salvo.

O rosto de Hermione se iluminou. Salvar pessoas isso era uma coisa boa.

– Isso é maravilhoso! – Respondeu empolgada, então abraçou o menino, que a recebeu um pouco sem jeito e por isso acabou caindo com ela no sofá. Eles riram e continuaram abraçados.

Novamente Hermione respirou fundo, reunindo coragem e perguntou.

– O Snape é apaixonado pela sua mãe? – Perguntou erguendo seu rosto do peito do garoto.

– Muito – Respondeu sinceramente.

– E como você está com tudo isso?

Harry se ajeitou melhor no sofá, ainda com Hermione nos braços, que a essa altura estava praticamente no seu colo, mas nenhum dos dois se importou com isso, estavam confortáveis demais.

– Sinceramente? – Perguntou e ela assentiu. – Eu me sinto confuso, parte de mim não entende, quer dizer ele a amava, então porque tratava tal mal seu filho? Quer dizer eu não queria que ele me abraçasse ou fosse como Remus ou Sirius, no entanto custava me tratar com educação? – Disse aborrecido.

A garota o apertou mais contra si.

– Você acha mesmo que ele te culpa? – Hermione perguntou baixinho, aquele era um assunto delicado.

Harry suspirou.

– Acho. Isso também me deixa aborrecido, quer dizer Sirius e Remus eram como irmãos para o papai, eles também amavam a mamãe e não me culpavam. E também não é como seu eu tivesse gostado de perder meus pais – Terminou e uma única lágrima escorreu pelo seu rosto. Harry não gostava de demostrar fraqueza, todos esperavam que ele fosse aquele que no final salvaria todos, então ele não podia mostrar que tinha medo ou sentia dor. Mas com Hermione ele não se preocupava em esconder seus sentimentos, ele já vira seu pior e estava com ele.

Hermione esticou a mão e secou sua lágrima.

– Não foi sua culpa – Ela disse baixinho – Seus pais te amavam muito. Eles te amam muito – Enfatizou e Harry ergueu uma sobrancelha.

– Eles ainda não me amam, eles não sabem quem eu sou – Disse com uma leve tristeza na voz.

Hermione riu.

– Isso é porquê você não viu o discurso "O Tiago não está sozinho, ele tem a gente!" que eles fizeram, seus pais que começaram inclusive.

Harry arregalou os olhos, não estava esperando por isso.

– Eles te amam – disse novamente – Eu também te amo e você não está sozinho!

O coração de Harry ficou quentinho com aquelas palavras.

– Obrigada e eu também te amo – disse sorrindo para a amiga.

Eles ficaram mais um tempinho conversando sobre trivialidades até que o sono chegou e bem... eles não saíram dali, dormiram abraçadinhos.

[HOGWARTS SALÃO COMUNAL 07:00 DA MANHÃ.]

Os Marotos e as meninas estavam levemente preocupados. Ao acordarem não encontraram Bela ou Tiago nos respectivos dormitórios. No entanto ao descerem as escadas se depararam com a cena mais fofa do universo.

Tiago estava deitado no sofá perto a lareira com Bela em seus braços, estava dormindo abraçadinhos.

As meninas acharam a cena super fofinha, enquanto os Marotos trocaram olhares maliciosos.

– Vamos acorda-los – Sirius propôs já se encaminhando, no entanto foi parado por uma mão em seu ombro.

– Nada disso, Black – Lily ralhou.

– Oras ruiva, já pensou se eles se atrasam para as aulas, seria uma lastima – Siris disse colocando uma mão no peito dramatizando.

– E nós como bons amigos vamos acorda-los – James contribuiu à ideia do amigo, sorrindo angelicalmente e talvez  talvez Lily tenha se derretido um pouco com esse sorriso, mas só talvez. No entanto isso não a proibiu de ralhar com os meninos.

– Sem piadinhas com os dois – Disse olhando-os mortalmente e então se virou para a Marlene – Isso serve par a senhorita também.

Todos levantaram as mãos em sinal de rendição. Sirius e James correram para se sentarem no sofá em frente ao casal.

Sirius pigarreou.

– Eu sei que está muito bom dormindo aí – Começou

– Mas temos aulas agora – James continuou.

Eles acordaram automaticamente.

– Bom dia – Harry ainda sonolento murmurou.

– Bom dia casal – Pontas e Almofadinhas cumprimentaram sorrindo maliciosamente.

Nem é preciso dizer que Lily os olhou mortalmente.

Foi só então que Hermione notou como eles se encontravam e céus era muito constrangedor acordar abraçada com alguém e com toda a família desse mesmo alguém em volta sorrindo maliciosamente. Por esse motivo ela corou absurdamente e se levantou num sobressalto.

– Eu vou me trocar pro café – Disse apresada enquanto tentava sair de lá o mais rápido possível.

James, Sirius e Marlene se voltaram para Tiago que já estava sentando no sofá.

– Então? – Questionaram.

– Então o que? – Devolveu, não tinha entendido.

Marlene bufou.

– Corta essa.

– Vocês têm alguma coisa? – James perguntou interessadíssimo.

- Ela é minha melhor amiga – Respondeu já corando.

Sirius revirou os olhos.

- Isso não responde à pergunta.

Harry corou ainda mais, no entanto antes que ele pudesse responder algo Remus interveio.

– Parem de envergonhar o menino.

Tiago murmurou um "Obrigado" e correu para se vestir.

O resto do dia foi repleto de olhares maliciosos que James, Sirius e Marlene direcionavam a ele e a Bela.

Céus tudo aquilo era muito constrangedor e só parou quando os testes para o time de quadribol da Grifinória começaram.

[HOGWARTS – CAMPO DE QUADRIBOL.]

No final daquela tarde seria feito o teste para o time de quadribol.

James era um capitão muito justo e por isso fazia todos, até mesmo aqueles que já tinham vaga garantida no time, participariam dos testes. Desse modo ele sentia que todos estavam tendo chances, ele não se preocupava em ter que ficar até tarde testando pessoas.

Já Sirius e Marlene achavam uma grande baboseira James fazer os titulares participarem dos testes, mas bem lá estavam eles em uma fila para o teste. Certo eles estavam lá como James pedira, mas isso não os impedia de reclamar ou de insultar quem fora muito mal.

Harry normalmente não ficava apreensivo para os testes de quadribol, quer dizer ele amava voar, então por que diabos ele estava tão ansioso? O problema não era que ele teria que competir com outro garoto pela vaga, o verdadeiro problema era: Seu pai era o capitão do time, um artilheiro, Sirius e Marlene eram os batedores e sua mãe, Hermione, Alice, Frank, Peter e Remus estavam nas arquibancadas torcendo por ele. Ou seja, ele estava com medo de decepcioná-los.

Céus como ele estava ansioso, por isso ele mal percebeu quando a tarde caiu e as outras posições já tinham sido definidas, só restava definir quem era o apanhador.

– Agora – James começou chamando atenção do grupo – Vamos definir a vaga do apanhador. – Harry sentiu uma única gota de suor percorrer sua espinha com essas palavras – Vai ser bem simples, eu vou soltar o pombo e vocês terão meia-hora para captura-lo, quer pegar primeiro fica com a vaga ok? – Tiago e Benjy Fenwick concordaram e subiram nas vassouras.

Na arquibancada Hermione murmurou.

– Vamos lá Harry, você consegue, eu sei que consegue!

Assim que Harry estava voando no céu toda a preocupação desapareceu, toda a ansiedade, tudo. Harry jamais iria deixar de se sentir como ele se sentia estando no ar. Ele amava voar, estar no ar, se deixando apenas ir adiante, ir aonde necessário, a velocidade, a leveza, o vento que cortava seu rosto que balançava seus cabelos naturalmente bagunçados, a sensação de liberdade que o dominava, tudo parecia mais correto quando ele estava no ar, era uma das melhores sensações que Harry já sentira na vida era inigualável.

Benji não era um mal apanhador, não. Mas Harry era incrível e por isso, surpreendendo a todos, em menos de dez minutos em um mergulho, que fez Hermione e Lily grudarem as mãos nos braços de Aluado e o apertarem como se nada mais importasse, ele capturou o pomo.

Desceu da vassoura e com a bolinha dourada pressa entre os dedos e a ergueu orgulhoso.

– Isso foi .... – James começou um tanto embasbacado pela captura exatamente rápida do garoto.

– Incrível! – Sirius complementou.

– Acho que temos um novo apanhador – Marlene disse sorrindo para Tiago então se voltou para James – Não é capitão?! – Perguntou erguendo uma sobrancelha.

Não é possível que o Potter vai deixa-lo escapar – Era o que se passava a mente de Marlene e de todos os outros integrantes do time.

– Eu não tenho dúvidas disso McKinnon – respondeu a loira então se voltou para Tiago – Bem-vindo ao time – Disse sorrindo abertamente.

Harry sorriu abertamente e foi envolvido em um abraço pelo resto do time. Naquele momento não importava o que tinha passado com os Dursley's, ou o inferno que Snape tinha feito de sua vida por alguns anos, ele odiar o seu pai ou amar sua mãe. Nada daquilo importava. O que importava era o futuro que Harry estava construindo.

 

NOTAS DA AUTORA

Espero que estejam gostando da história ;)

Deixe aqui em baixo o que você está achando da história, sugestões e opiniões ;) 

Me conta aqui em baixo o que você acha do Snape: Herói? Vilão? Uma pessoa boa que cometeu erros? Ou que só escolheu a luz depois de perder alguém que amava e mesmo assim descontou tudo no filho dessa pessoa? Me conta eu quero saber!



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