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História Contagem Regressiva - Capítulo 16


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Notas do Autor


oie, meus amores *-*

esse capítulo já era para ter sido postado há dias, porém, meu auau me mordeu e minha mão está inchada e dolorida, oq me impediu de digitar com facilidade, mas o importante é q ele tá aqui.

esse capítulo contêm a pista MAIS importante da fanfic e a mais escondida, porém eu só vou dar a dica a vcs no último capítulo, ent se por acaso algum Sherlock encontrar, eu peço q por favor não comente nem exponha, agradecida.

enfim, fiquem com o capítulo q particularmente não superou minhas espectativas e foi motivo de mt ansiedade. 🍑

Músicas do Capítulo:
Soltera - Lunay, ft. Bad Bunny, Daddy Yankee.
Taste - Tyga ft. Offset.
Motivation - Kelly Rowland ft. Lil Wayne.

~bjs e boa leitura

Capítulo 16 - Quarenta e cinco desejos à prova de balas


Fanfic / Fanfiction Contagem Regressiva - Capítulo 16 - Quarenta e cinco desejos à prova de balas

Persuadir Jeon Jungkook a dar um tempo do trabalho era extremamente fácil se você fosse Kim Taehyung. Caso contrário, nada era capaz de desfocá-lo de um objetivo, ainda mais quando sua vida dependia disso. Contudo, acordo era acordo.

Após ser baleado, o moreno deveria obrigatoriamente ter um momento de descanso. Sendo assim, ambos sentaram e combinaram de tirar quinze dias para eles, sem crimes, sem pesquisas, sem missões; quinze dias de uma vida normal e caseira. Tediante ou não, alguns sacrifícios eram necessários.

Radicalmente, Taehyung seguia o acordo com afinco, mesmo que nos primeiros sete dias precisou manter distância do amigo a favor de sua saúde mental. Havia ficado verdadeiramente pertubado com a cena que protagonizou ao lado do mais velho. Sua prioridade sempre fora a segurança do moreno e vê-lo escapar por entre seus dedos alimentou pesadelos antigos e doloroso.

Kim só se recuperou através do apoio que recebeu ao revelar sua situação e a semana seguinte se passou de maneira mais calma. Repreendia o maior por algumas fugidas que ele dava no acordo, como quando pegou Jungkook no escritório criando um mapa criminal com a IA e a própria Crystal teve que comunicar ao loiro que seu chefe estava a ponto de desmaiar pela dor no braço e que não tinha tomado os remédios que Hoseok indicara, mas tirando esses pequenos contratempos, ainda estava sendo tranquilo na medida do possível. 

Jeon era assim, extremamente teimoso e inquieto. Nunca fora acostumado a uma vida calma e com certeza não era adaptado a ficar muito tempo quieto. Hiperatividade era seu nome do meio desde quando ainda estava no útero da mãe.

Inevitavelmente, os dias passaram voando e os minutos de paz se tornaram novamente a contagem regressiva de suas vidas, ativando mais uma vez os números que não paravam de cair até que eles mesmos perecessem.

Mas, mesmo com a volta de sua rotina, Jungkook não podia dizer ter algo prontamente elaborado para sair daquele poço de tédio que se auto colocou com muita insistência do menor. A verdade era que ele queria dar esse tempo mais a Taehyung do que a si próprio, uma bala era o menor de seus problemas, mas a pressão colocada no amigo precisava ser expelida para evitar uma dor maior.

Infelizmente para si, como ficou duas semanas inativo, precisaria passar pelo menos metade disso trabalhando sem parar para recuperar o tempo e finalmente agir de novo. Agora sentia menos dor e garantia ao mais novo que estava novinho em folha. Era convincente? Não! Mas tentava. 

Noite anterior até tinha levado o jantar no quarto do menor para comer junto a ele e assistir alguns filmes, provando ser forte o bastante para carregar uma mera garrafa de vinho, já que até nisso Taehyung pisava em ovos.

— Viu só? Invencível. — Fez uma pose bizarra de super-heroi, na tentativa de animar o Kim.

— Você só trouxe o jantar, não tente me enganar. — Estreitou os olhos. — Tire a camisa. 

— Nossa! Sem nem me pagar uma bebida antes? Eu não sou tão fácil assim, ok? Eu sou muito caro.

— Seu idiota. — Riu. — Vem aqui. — Deu três tapinhas no colchão o indicando a sentar ali. — Tira a camisa para eu ver seu ferimento. — Explicou o óbvio sem tirar o sorriso da cara. Jungkook obedeceu depois de apoiar o jantar na mesa de cabeceira ao lado da cama e Taehyung apontou um detalhes no gesto dele ao retirar a peça. — Você tirou com a mão direita. 

— Eu sempre tiro a camisa com a mão direita.

— Então, isso não significa que você está com dor, certo?

— Anda logo com isso, Tae. Eu estou com fome.

— Hum. — Se aproximou tocando o braço machucado. — É, parece que está bem melhor, consegue mexer direito? — Jungkook moveu o braço para todas as direções provando que conseguia. — E não sente mesmo nenhuma dor?

— Não. 

— Não está mentindo para mim, não é?

— Só dói um pouco, nada que me incomode ou me atrapalhe. — Confessou. — Agora por tudo que é mais sagrado a gente pode comer e dar um fim nesse acordo tedioso?

— 'Tá, tudo bem.

— Obrigado. — Sorriu. 

— Eu to ficando melhor nisso. — Comentou se referindo aos pontos. —  Nem vai ficar uma cicatriz muito visível. 

— Cicatrizes já fazem parte de quem somos. — Suspirou voltando com a comida. — Mas, eu tenho que admitir, se continuar praticando vai tomar o lugar do Hoseok no hospital. — Brincou. 

Na manhã seguinte após o almoço, o domingo permanecia ensolarado e o calor incentivou Jungkook a usar a piscina quase intocada da sua cobertura. Último dia de uma vida normal e ele não sentiria falta daquela paz, não mesmo. Era seguro, mas não era divertido ou excitante, tampouco emocionante, e uma vida sem perigos para Jungkook era inútil.

Taehyung, por outro lado, não estava de acordo em ficar molhado naquele dia, então apenas preferiu observar o amigo brincando feito criança na banheira gigante de água e ler um livro qualquer que pegou de sua biblioteca, sentado em uma das espreguiçadeiras. Aparentemente, a estória fictícia descrita nas páginas narrava a vida de uma sereia que deixou seu lar por um homem humano, na versão mais logica e elaborada do conto de fadas, onde a moça era, na verdade, uma atração de aquário vestida de sereia e o homem um mero turista consumidor dos mitos da pequena cidade dela. 

Parecia tóxico e obtuso abandonar toda a sua vida por um simples amor, no entanto, quem era Taehyung para julgar a pobre sereia quando ele próprio havia se tornado um criminoso para viver ao lado de quem amava, deixando seus pais e suas origens para trás? Ao menos a falsa sereia era correspondida com aquele amor que a consumia e a fazia se sentir viva, totalmente contrário a sua realidade.

Com metade das folhas devoradas, Kim fora obrigado a fechar de pressa o livro e protegê-lo das gotículas de água que Jeon achou conveniente jogar para irritar o amigo.

— O que você está fazendo? Isso é um manuscrito.

— Chega de ler, Tae. Entra comigo. — Pediu fofo. 

— Não quero. 

— Temos uma piscina incrível na nossa casa, inteiramente só para nós dois e você me diz que não quer entrar? Quem foi que decretou dias de descanso? Não consigo me lembrar. — Ironizou.

— Eu não quero me molhar hoje. 

— Então vai passar o dia todo sem tomar banho?

— Para de quebrar meus argumentos, Jeon. — Riu vencido. 

— Argumentos não, desculpas. — Corrigiu. — Anda, entra.

— Eu nem estou com roupa de banho. 

— Hum... pelado, melhor ainda. 

— Palhaço. 

— Entra de roupa mesmo. Rápido antes que eu tenha que ir até aí pegar você. 

Sem opções, Taehyung tirou ao menos a camisa ficando apenas de bermuda para evitar uma gripe. Era melhor do que esperar o moreno sair realmente para buscá-lo, experiências anteriores lembravam o Kim de que aquilo não era nada bom. Quando o Jeon botava na cabeça que queria alguém com ele na piscina, aquela pessoa estaria ali nem que fosse afogada.

O loiro não tinha um corpo definido como o do maior, mas seus traços eram sexy de uma forma gentil e suas curvas gostavam de brincar com a sanidade alheia. Jungkook precisou desviar o olhar, mas não por malícia, Taehyung era sim, completamente lindo e delirante, porém, ainda possuía cicatrizes claras que o tempo ajudou a esconder, espalhadas pelo corpo tocado com delicadeza pelo sol. A mais recente e notória sendo a que ele próprio tinha causado no balcão da cozinha depois de alguns litros de álcool e o mais velho não gostava da ideia de que aquela em especial era diretamente culpa sua.

Kim sentou na borda molhando seus pés para checar a temperatura da água e se contentou com o que sentiu. A piscina tinham um sistema de aquecimento que eles controlavam quando desejassem e no momento, a água parecia agradável.

— Satisfeito? — Disse após entrar por inteiro.

— Vem até aqui. — Pediu estando do outro lado da piscina, de frente ao loiro. Cerca de doze metros de distância dele.

— Vai me pedir para nadar cachorrinho também? 

— Não subestime minha criatividade. — Sorriu malicioso e assistiu Taehyung mergulhando para nadar até onde ele estava por debaixo d'água. O menor só emergiu novamente quando chegou bem perto do amigo e a visão que Jungkook teve dos fios loiros e um pouco grandes pingando bem na sua frente foi o suficiente para tirar sua noção. — Lindo. — Comentou em um sussurro involuntário, fazendo o menor se perder no elogio.

O mundo havia congelado entre os olhos cor de mel e as íris negras. Eles absorviam cada traço, cada gota de água, prendendo-se no movimento das respirações. Tae se aproximou mais dando uma pequena iniciativa e Jungkook reagiu olhando para sua boca.

Os narizes se tocaram em uma espécie de preliminar alucinante, onde a provocação estava no meio-termo de ir ou não até o fim. Taehyung prendeu o lábio inferior de Jungkook entre os dentes e o puxou de leve; tudo parecendo calmo demais, gostoso demais, perigoso demais. Jeon estava por um triz de avançar no loiro e o envolvê-lo com a língua, contudo, uma visita inesperada o impediu.

— O senhor Jung está aqui. —  Crystal comunicou antes que o som do elevador chegando ao andar deles entregasse o culpado por mais uma vez frustrar o moreno, e rapidamente, Taehyung assumiu outro lugar na piscina que ficasse a uma distância segura do amigo. 

— Oi, meninos. — Hoseok cumprimentou todo alegre, apoiado na porta de vidro da varanda. — O que estão fazendo na piscina as três e meia da tarde?

— Procurando unicórnios no céu. 

— Que fofo vindo de você, Jungkook. — Hobi ironizou a grosseria. — Pelo visto atrapalhei alguma coisa.

— Não tava acontecendo nada, Hobi.

— Sei. 

— O que faz aqui? Cadê o Min? 

— O Yoonie está de plantão hoje na polícia por causa do novo caso com um assassino em série. — Deu de ombros. — Eu vim pelo Taehy. Preciso de um favor.

— Claro, vamos para o meu quarto. — Kim concordou deixando a piscina. 

— E eu? 

— Fanclub errado, querido. — Jung gargalhou antes de provocá-lo. — Quando achar um unicórnio me chama. — Apontou para cima saindo debochado e Taehyung coberto por um roupão o seguiu rindo.

O mais novo pediu que o ruivo ficasse a vontade enquanto ele tomava um banho e se vestia apropriadamente. Hoseok já era de casa, por isso jogou-se na cama macia do amigo ficando completamente largado brincando com o controle da TV. O quarto de Taehyung era bem parecido com o do moreno em questão de cores fortes, no entanto, nas versões mais escuras do azul e mais suaves do cinza, com detalhes em madeira escura, porém tão grande e moderno quanto. E seu closet também escondia mais de que só roupas e acessórios.

Assim como era mais claro, já que as cortinas estavam quase sempre abertas e as janelas que tocavam o chão davam exatamente para a área da piscina.

— Demorei? — Sentou na cama ao lado do amigo ruivo.

— Em um quarto como esse é difícil notar o tempo.

— Depende. Enfim, o que veio me pedir? 

— Uma despedida de solteiro. 

— O quê? — Riu.

— Exatamente o que ouviu.

— Mas o casamento só é daqui a meses. 

— Eu sei, mas eu só peguei uma parte das minhas férias acumuladas e tenho apenas esta semana para me divertir. Mês que vem eu volto ao trabalho e só vou poder largar de novo bem próximo da cerimônia, não terei tempo para nada além de preparação.

— O Yoongi está sabendo disso? 

— Outro motivo para fazermos isso hoje.

— Eu não sei, não. 

— Vamos lá, Tae. Eu sinto sua falta também. Desde que o Jungkook começou com essa contagem maluca a gente mal tem saído. — Seus lábios formaram um bico extremamente penoso. — É só uma noite, o que pode dar errado?

— 'Tá bem. — Hoseok bateu palmas sorrindo. — Mas o Jungkook não pode saber para onde vamos exatamente, ou ele vai falar para o Yoongi.

— Claro, tudo bem. Mas você já sabe para onde vamos? 

— Só existe uma boate nesse país que eu suporto.

— Que seria? 

— Surpresa. — Sorriu. — Eu que estou responsável pela despedida de solteiro. Você só precisa se preocupar com sua roupa.

Dessa vez, Taehyung havia realmente entrado no clima. Há quanto tempo não ia a uma festa por pura diversão? Talvez fosse até difícil de lembrar, já que só costumava pisar em lugares assim quando tinham algo ilegal para fazer.

A ideia não era ruim. Hoseok merecia uma despedida de solteiro, merecia passar por todas as fases da vida e por mais que invejasse o amigo, Kim daria a ele tudo que nunca teve ou que jamais teria. Por isso, dispensou o mais velho combinando um horário de encontro para que Jung o buscasse em casa; ligou para alguns conhecidos e conseguiu entradas VIPs na famosa boate do submundo, onde somente criminosos eram tolerados, ou seus acompanhantes.

Era a festa mais louca de Gangnam e também a mais longa. Exceto assassinato, tudo era permitido; desde simples drogas, a crimes pesados. Talvez fosse um pouco mórbido levar o ruivo a um local como aquele, no entanto, além de ser familiarizado com os atos ilícitos, as coisas mais macabras aconteciam nos quartos subterrâneos e eles ficariam somente na parte da festa, com luzes, DJ e muita — muita — bebida.

Próximo das onze horas da noite, Taehyung decidiu se preparar. O banho foi mais longo, as roupas mais caras, o perfume que só usava em ocasiões especiais com um sutil aroma fatal e a maquiagem simples, porém, totalmente planejada para matar. Eram detalhes incrivelmente suaves que davam toda a diferença e Jungkook notou a movimentação suspeita parando na porta do quarto do loiro e apoiando-se na parede.

— O que é tudo isso? — Cruzou os braços. 

— Falou comigo? — Tae saiu do banheiro pronto e o maior precisou respirou fundo para dissipar todos os pensamentos que teve em ver o amigo naquela calça nitidamente colada desenhando seu corpo; tinha que evitar uma ereção.

— Para onde vai vestido assim? — Pronunciou chocado. 

— Despedida de solteiro. — Respondeu singelo e passou pelo outro a caminho das escadas. Jeon não o seguiu, estava atordoado demais para se mover.

Taehyung apanhou seu celular no balcão da cozinha e pegou o elevador. Na frente de seu prédio, Hoseok o esperava dentro do carro, tão extravagante quanto. 

— Minha nossa, você não parece nada com um noivo em uma despedida de solteiro. — Comentou ao entrar no carro e colocar o endereço no GPS do amigo.

— E com o que eu pareço? 

— O stripper. — Ambos cairam na risada. De fato, Jung Hoseok era como um deus grego da sedução, seu corpo era perfeito por gostar muito de praticar dança e era dono de uma beleza natural e única.

— Vou considerar isso um elogio. — Deu partida no carro. — O que o Jeon falou? 

— Nada. Não dei tempo para ele me encher. — Tirou um cartão de seu bolso e entregou ao outro. — Esse é o seu. 

— O que é isso? 

— Nossas entradas. Por acaso eu tenho cara de quem espera na fila? 

— E como conseguiu pegar eles, senhor dono do mundo? 

— Impressora digital. Eu dei a minha numeração e peguei os códigos. A Crystal fez eles para mim.

— Eu quero uma inteligência artificial de presente de casamento, obrigado.

Riram entre conversas e piadas até chegarem ao destino daquela noite, vinte minutos depois. A boate, por incrível que possa parecer, era totalmente visível e chamativa, com um único detalhe crucial que diferenciava seus clientes, os códigos. A sequência de números gerava um QR code exclusivo para cada membro e na entrada eles verificavam a autenticidade.

Assim como nas ruas, a D-Club possuía uma hierarquia criminal. De acordo com seu código era possível ver seu histórico de crimes. Alguns produtos da casa só eram permitidos a criminosos com fichas extensas, por isso, muito competiam entre si para subir no ranque e consumir mais coisas. Jungkook e Taehyung eram os únicos com a ficha inteiramente gabaritada, sem tirar nem pôr, com acesso ilimitado a tudo e um respeito imenso.

— Meu querido amigo ruivo, esse é o refúgio de todos os criminosos de Seoul, bem-vindo ao D-Club. — Apresentou ao que chegavam perto da entrada.

— Qual é, Kim? Por que trouxe um inseto contigo? — O segurança responsável por verificar os códigos perguntou ao escanear o cartão do Jung e ver o nome “convidado” na tela do tablet. 

— Ele é da família, quero que o tratam como igual.

— Liberados. Divirtam-se.

— Obrigado, Dong.

Inseto? — Jung perguntou seguindo o loiro. 

— Uma forma carinhosa de dizer que você não é um de nós. Eles usam esse apelido para distinguir quem é criminoso e quem não é.

— Carinhoso. — Riu soprado.

Após o corredor, Taehyung empurrou as portas de vidro abrindo caminho. Hoseok esboçou uma reação já aguardada pelo mais novo, de choque misturado com admiração, uma vez que sua mente criou um cenário completamente distinto do qual era.

Considerando seu enorme tamanho e totalmente fora dos padrões de boates comuns, o D-Club era muito bem arquitetado, com estruturas modernas e tecnologicas, composto quase que inteiramente de vidro, desde as pistas de dança, até os três bares. Cinco DJs disputavam durante a noite e a madrugada. Fontes de fumaça e luzes coloridas que misteriosamente não incomodavam e as bolhas de sabão que saíam de algum lugar que Hoseok não sabia, também incorporavam o ambiente.

As cores e seus efeitos pareciam mudar de acordo com a música, seguindo a batida e causando arrepios de uma excitação emocionante. Tudo projetado para ganhar a atenção e satisfação dos frequentadores, garantindo que você quisesse entrar, mas implorasse para não sair. 

— Quando me falou que iriamos a uma boate do submundo, eu imaginei que fosse mais... 

— Suja? Velha? Com mau cheiro? — Completou rindo. 

— Talvez. — Disse com o tom ainda surpreso.

— Assim você me ofende. Não confia no meu bom gosto?

— Confio, claro. É só que... Uau! 

— De nada.

— Eu te agradeço quando estiver bêbado. Vamos. — Puxou o Kim até o bar mais próximo que avistou.

Óbvio que as partes negativas do clube ainda estavam ali, visíveis o suficiente para enojar o ruivo, mas nada drástico demais para acabar com sua noite.

— O que os rapazes vão querer? — O barman foi gentil. 

— Me surpreenda com algo forte e depois dobre isso. — Hoseok pediu sorrindo. 

— E o senhor? — Olhou o loiro de uma forma sugestiva. 

— Eu aceito o mesmo. Só não deixe nossos copos vazios.

— Entendido. Só preciso do seu código para saber até onde posso ir.

— Não sabe quem eu sou? 

— Eu sou novo na casa, ainda não tive o prazer de conhecer todos os clientes. Me chamo Sun. 

— Esse é meu amigo recem-noivo Jung Hoseok e eu sou Kim Taehyung, você tem passe livre para ir até o limite e brincar com ele.

— Minha nossa! Senhor Kim, peço perdão por não tê-lo reconhecido. Eu vou providenciar os drinks, licença. — Saiu verdadeiramente envergonhado. 

— Vejo que a minha fama aqui não mudou nada.

— Então, você é tipo o Rei altamente respeitado? — Jung brincou. 

— Quase isso. Alguns idiotas ainda gostam de tirar uma com a minha cara. — Deu de ombros. — Não levam criminosos homossexuais muito a sério.

— E o Jungkook? Ele também não é hetero.

— Mas eles temem o Jungkook, não ousariam sequer olhar torto para ele. Digamos que ele é o verdadeiro Rei aqui, eu só me aproveito dos privilégios. — Sorriu maldoso.

— Suas bebidas, senhores. — Sun voltou colocando os copos no balcão e se retirando de pressa.

Hoseok encostou a boca no canudo gelado pelo material metálico e de fato gostou do que bebeu. A primeira vista, não diria nada da bebida que possuía uma imagem simples, porém o gosto doce e forte, com um final levemente azedo estava definitivamente aprovado.

— Eu gostei. 

— Dar para o começo.

— Taehy! — Uma voz feminina, carregada de veneno, soou atrás do loiro. — Finalmente apareceu depois de um longo tempo, onde está a Serpente? — Perguntou em uma entonação enjoativa. 

— Olha... não está no meu bolso. — Fingiu verificar os bolsos em puro deboche. — Que pena. 

— Suave como ácido sulfúrico. — Se referiu ao jeito que o Kim a tratava e sorriu falso se retirando.

Serpente? — Hoseok questionou curioso após devorar a bebida observando a cena semelhante a dois leões marcando território.

— É como o Jeon é chamado por aqui. Por causa da tatuagem no braço. — Explicou. 

— E ela? 

— Hyorin? A vadia não superou que ele não quer comer ela. — Apontou. 

— Hum. — Concordou tentando disfarçar o riso para com a feição enciumada do amigo.

— Eu preciso de shots. — Voltou para pedir no bar. 

Taehyung virou algumas carreiras de shots de tequila e deu como iniciada oficialmente a despedida de solteiro empurrando o ruivo para a pista de dança. Hoseok ria com o copo para cima tentando não derrubar bebida em ninguém até chegar no meio. Ambos já estavam aquecidos pelo álcool e as músicas ajudavam mais ainda; dançando com toda vontade de seus corpos e expelindo energia. A programação músical era variada entre hits nacionais e americanos, mas o DJ da vez estava inspirado a dedicar uma música em especial.

— Então galera, vamos dar as boas-vindas ao retorno do nosso golpista favorito. — Abaixou um pouco o volume pagando o microfone. — Essa é especialmente para você Taehy, direto da América Latina. — Piscou olhando para o loiro e aumentou novamente o som com a música citada.

Em poucos segundos, Kim reconheceu como sendo Soltera do cantor porto-riquenho Lunay com parceria de outros artistas.

— Cretino. — Xingou sorrindo. 

— Eles tocam música Latina aqui também?

— Não. Esse idiota tem esperança de ter algo comigo de novo.

— Dormiu com ele? 

— Ele fode bem. — Fez pouco caso. — E tem uma sentada maravilhosa. — Lembrou sorrindo.

— Hum, estão quer dizer que Kim Taehyung só é passivo para o moreno tatuado. 

— Q-quem disse que eu sou passivo do Jungkook? — Quase gaguejou e Hoseok não segurou a risada. — Não vamos desperdiçar minha homenagem. — Desconversou. — Vem, vou te mostrar como fazemos na Colômbia. — Pegou o amigo para dançar consigo.

— Eu gostei dela. — Falou em relação à música. 

— Isso porque você não sabe o que ela diz.

— E o que ela diz? 

— Melhor não saber se quiser continuar noivo.

[...]


Jungkook realmente achou que não era possível ficar ainda mais entediado. Doce ilusão. Após Taehyung deixar o apartamento, pensou em assistir algo ou se trancar na academia até seus músculos travarem, mas depois de fazer tudo isso, as horas não passavam e seu sono não vinha.

Também quis sair, porém, não sabia para onde. Sua mente não conseguia pensar direito com dezenas de milhares de imagens do loiro naquela roupa provocante — ou melhor, sem elas — e como outras pessoas estariam o comendo com os olhos agora, ou pior.

E mais uma vez, o tédio foi a mãe da invenção e da loucura. Jeon encontrou uma máquina de cortar cabelo perdida em seu closet há muito tempo não usada e com ela na mão foi ao banheiro com uma ideia na cabeça. Separou o enorme cabelo no meio prendendo a parte de cima com presilhas e alinhando cada fio até ficar na posição e tamanho que queria. Com a parte inferior que sobrou, ligou a máquina e raspou as laterais bem rente, finalmente realizando seu sonho de ter um undercut.

Ficou bastante satisfeito com o resultado, constatando que havia ficado mais sexy do que já era, e passaria horas admirando o novo visual no espelho se não fosse por um policial alterado invadindo seu apartamento. 

— Hoje é o dia nacional de invadir a minha casa e ninguém me contou? — Questionou no fim da escada vendo Yoongi andando de um lado ao outro. — Vai abrir um buraco na minha sala? 

— Sem piadas, Jeon. Onde ele está?

— Ele quem? Por que você está tão nervoso?

— Eu recebi essas fotos no trabalho e quando cheguei em casa ele não estava, muito menos atendeu a droga do telefone. — Jogou as imagens reveladas na mesa de centro.

Jeon as pegou na mão e seu coração parou. Uma dúzia de fotos de Hoseok dirigindo com o Kim do lado e também caminhando em alguma rua.

— Quem te mandou isso? 

— Eu não sei, são anônimas. Alguém está vigiando eles, Jungkook, e bem de perto. — Suspirou. — Preciso saber se ele está seguro.

Jeon tirou o celular do bolso e discou o número do amigo. A primeira ligação caiu em caixa postal, já a segunda, depois do quarto toque o menor atendeu. 

Alô? 

— Onde você está?

Me divertindo. Por quê? 

— Eu estou falando sério, Kim.

Desgruda de mim um pouco, Jeon. 

— Tem pessoas vigiando vocês, me responde agora.

A ligação está ruim, não consigo te ouvir direito. Tchau! 

— Merda! — Praguejou furioso. 

— O que ele disse? 

— Estão bêbados, não vão me dizer nada. — Jogou o aparelho no sofá tentando pensar. — Crystal, rastrei o celular dele, e você... — Apontou para o platinado. — Me espera aqui. 

— O que vai fazer? 

— Vamos para a sua despedida de solteiro.

Subiu novamente as pressas e se arrumou tão rápido quanto, pegando as primeiras peças que suas mãos tocavam e um par de coturnos pretos. Deixou três botões da camisa abertos e pegou uma jaqueta de couro com pedrinhas brancas. Desceu colocando a carteira e o celular nos bolsos, impregnando o andar de baixo com seu perfume amadeirado.

— Tem algo no seu closet que não seja preto? — Yoongi zoou ao avistar o moreno vestido inteiramente pela cor citada.

— Tenho uma cueca azul-marinho que é a sua cara. — Devolveu tirando a chave do carro do painel acoplado na coluna.

— Agora que eu notei o que fez com o cabelo. Gostei. 

— Valeu.

Tomaram o elevador até a garagem privada e o maior pegou o carro o tirando de lá depressa. A localização achada pela IA era bastante conhecida por si e não fora uma total surpresa saber que o loiro havia levado o Jung até lá.

— A área é completamente dominada pelo crime, então fica perto de mim e não fala nada. Se descobrirem que você é um tira, nem eu vou poder segurá-los. — Avisou ao saírem do veículo. 

— Certo. — Concordou simples avaliando as pessoas e o local. Instinto de investigador.

— Códigos, por gentileza. — O segurança sequer olhou para eles. 

— Meu código é uma bala na sua cabeça, sai da frente.

— Desculpa, Sr. Jeon. Eu não notei que era o senhor. Podem passar. — Deu espaço tremendo.

[...]


Vários homens se aglomeraram perto dos dois amigos na pista de dança e as coisas estavam ficando quentes. Camisas ao chão e Taehyung e Hoseok eram os únicos de roupa, balançando conforme a música e colados a corpos estranhos.

Seus copos realmente nunca estavam vazios e as contas de quantas doses foram ingeridas não eram nada além de memórias esquecidas. O loiro deu um belo show na haste de polê dance, consumindo shots de cabeça para baixo enquanto o ruivo era presenteado com um strip completo no meio da boate. Tudo pertencendo ao pacote especial encomendado pelo Kim.

Os outros clientes ali não faziam ideia de que estavam no centro de uma despedida de solteiro improvisada, no entanto, todos estavam gostando muito mais daquela noite em específico do que das demais.

Taehyung sabia mesmo como agitar uma festa. Estava no sangue.

Voltaram ao bar um longo tempo depois para trocar de opção de bebida. Já tinham provado quase todos os drinks com vodka da casa e agora precisavam escolher outro veneno.

— Quer apelar para o whisky? 

— Não sei. Você não está bêbado, não é? Ainda tem muita coisa para aproveitar. 

— Relaxa, depois de tudo que eu soei, duvido que ainda tenha álcool no meu corpo. — Hobi garantiu. — E meu fígado é bem saudável. 

— Claro, doutor. — Brincou com as mãos para cima em rendição.

— Garoto da Serpente, você está dominando a casa hoje. 

Taehyung puxou um canivete automatico de seu sapato e em um giro rápido pressionou a arma no pescoço do homem velho atrás de si sem furá-lo exatamente, prendendo-o contra o balcão e assustando algumas pessoas por perto.

— Do que você me chamou? — Pronunciou com repúdio. Particularmente odiava aquele apelido idiota, Kim não era propriedade do Jeon para ser tratado como seu cachorrinho. Tinha escolhas e opiniões próprias, agia de acordo com suas vontades, e se fosse para realmente pertencer ao moreno, ele pertenceria somente na cama. 

— A princesinha ficou irritada? — Provocou subestimando o menor.

— Escuta aqui seu filho da puta, eu não sou a sombra do Jungkook e se eu quiser te matar agora mesmo, eu faço sem ninguém para me impedir. — Ameaçou. — Fale comigo assim de novo e eu te apresento o Diabo pessoalmente.

— Não assuste ele, gatinho. — A voz grave e brincalhona do moreno soou próximo aos dois.

— O que você 'tá fazendo aqui? 

— Despedida de solteiro. — Deu de ombros devolvendo a resposta que recebeu mais cedo no mesmo tom.

— Vai deixar ele me tratar assim, Serpente? — O homem se pronunciou ainda com a faca no pescoço. 

— Taehyung é um homem livre. — Pôs as mãos nos bolsos assumindo uma pose relaxada. — Ele faz o que quiser.

— O quê?

— Eu quero o seu relógio. Só pela audácia. 

— É uma relíquia de família. 

— Eu não perguntei. Anda.

— Eu não vou dar nada. — Insistiu firme e Jungkook ofereceu sua arma para o menor se divertindo com a cena.

— O que disse? — Pegando a pistola logo a colou na têmpora alheia. — Eu não te ouvi direito. 

— Vai mesmo me roubar? Isso é baixo até para você, Kim. — Tirou o acessório pesado pelo ouro e entregou na mão do loiro com receio. 

— Eu não disse nada sobre roubar. — Corrigiu jogando o relógio no chão, quebrando o mesmo com os pés.

— Não! 

Váyase. — Kim o dispensou em Espanhol, devolvendo a arma ao moreno depois que o velho correu.

— Hum... você está ficando perigoso, garoto da Serpente. — Jungkook o provocou, guardando a 59S com design em inox fosco no cós traseiro da calça novamente. 

— Não queira ser o próximo, Kookie. — Apontou o canivete para ele. 

— Parei. — Levantou as mãos gargalhando.

— Esses caras são uns idiotas. 

— Não discordo.

— Espera! — Olhou em volta. — Cadê o Hoseok? 

— Serve aquele ali? — Apontou para um ruivo dançando eróticamente com o platinado. 

— Você trouxe o Yoongi? Sério? 

— É o noivo dele, o que tem de mais? — Fingiu-se de desentendido pegando uma garrafa do bar. 

— Você sabe o significado de uma despedida de solteiro, Jeon? 

— Eu vim para te proteger. Yoongi recebeu fotos anônimas de vocês dois. Alguém está te vigiando e o Hoseok foi arrastado como alvo também. — Disse mais sério dessa vez.

— Você viu que eu sei me proteger.

— Não duvido disso, mas você não sabia da ameaça e a gente não vai discutir isso agora. — Encerrou o assunto ao reconhecer a música que se iniciou. Taste. —  Dança comigo. — Soou mais como uma ordem do que um pedido e sentindo o ritmo do toque músical o loiro não recusou.

As luzes estavam mais baixas, subindo propositalmente o nível do clima erótico, com a boate quase que inteiramente escura e apenas alguns feixes de luz azul-escuro piscando. Entre a multidão, dois corpos colados um no outro mexiam-se na vibe da música; sem coreografia ou movimentos planejados, apenas se deixando levar pela batida. Um deles dando goles grandes em uma garrafa de vodka sem parar de dançar. 

Jungkook virou Taehyung colando as nádegas do menor em seu membro coberto o segurando firme pelo quadril sem nenhum pudor e o Kim sorriu sem que o outro notasse, passando a rebolar de propósito, apoiando suas costas no peitoral do moreno e jogando sua cabeça para trás por cima do ombro esquerdo dele. A cada passo, a cada movimento, os dois notavam que precisavam daquilo; do atrito; da aproximação; da excitação. Quem observasse de fora diria o quão era visível o magnetismo e a atração de ambos os corpos. Como almas interligadas que clamavam — imploravam — uma pela outra.

Desafiavam as leis da física tentando se fundir um ao outro a cada ondulação e movimento. Os toques manuais eram liberados e automáticos ao que suas mãos passeavam entre si, delineando caminhos arriscados e beirando a loucura. Ao final do segundo refrão, quando Jeon passou a brincar com o pescoço amorenado oscilando entre beijos e chupões, Taehyung subiu a mão cravando os dedos nos fios pretos notando a falta deles na lateral direita.

— Undercut. — Tentou pronunciar sem gemer. 

— Gostou? Fiz pensando em você. — Devolveu rente a orelha do loiro mordendo-a e o mesmo arfou sem querer. Ao ouvir aquilo Jungkook não se conteve, não dava para esperar a música terminar ou pensar em uma desculpa. — Pro carro, agora. — Mandou se livrando da garrafa de vidro agora vazia. 

Kim não se deu ao luxo de raciocinar, suas pernas apenas se moveram acatando a ordem em passos rápidos, atravessando o estacionamento em segundos. Seu corpo foi jogado no capô da BMW I8 e sua boca brutalmente violada. As línguas brigavam sem controle e os sabores se misturavam tornando-se um só; desejo. Os lábios judiados pareciam imãs em atrito, incapazes de serem separados, e o beijo era molhado e faminto, quase como se não tivessem outra chance, quase como um ciclo vicioso e infinito. Definitivamente selvagem. 

— Aqui fora mesmo? — Separou o beijo buscando por ar. 

— Não vou ser interrompido de novo. Entra.

Contornaram o carro, um para cada lado com Taehyung tirando a camisa no caminho. Nenhum dos dois foi para trás, ambos tinham um fetiche em comum com os bancos da frente, por isso, no lado do passageiro o menor se livrava dos calçados e da peça inferior de suas roupas, largando-os no tapete do carro e jogando a blusa para os bancos de trás depressa, enquanto o Jeon tirava somente a jaqueta e a arma de seu cós, distanciando o banco do volante para dar mais espaço ao menor, que não esperou e sentou em seu colo somente com a roupa íntima. 

— Eu faço isso. — Ditou desabotoando a camisa preta do maior.

A peça deslizou pelos braços fortes e tatuados, sendo descartada em qualquer lugar do veículo, para enfim, Jungkook o beijá-lo, lento e calmo, sentindo o gosto doce mesclado ao álcool. Bruto, mas sem qualquer pressa, eram só eles afinal.

— Finalmente eu posso ter você. — Apreciou segurando e beijando o rosto do colombiano, descendo em uma trilha para os ombros onde mordeu fraco.

Taehyung percorreu todo o caminho das tatuagens negras com a boca, deixando pequenos selares desde a mão até o peito do outro não querendo quebrar o contato visual. No pescoço e na clavícula, trabalhou duro em marcar o que era seu por aqueles intensos minutos, permitindo-se ouvir os gemidos roucos e baixos do moreno, mordendo de leve e chupando forte, sentindo o perfume viciante.

Jungkook descontava a ardência e o prazer com as mãos dentro da cueca do menor, apertando ambas as nádegas com força fazendo Taehyung soltar seu pescoço para gemer manhoso. Enfim, podiam usar e abusar um do outro sem frustrações, já que desde a Alemanha que acumulavam tesão e eram interrompidos.

De repente, Kim sentiu algo gelado tocar sua coxa e adentrar sua roupa íntima pela lateral. Olhou de relance vendo uma adaga prata rasgando sua última peça e Jeon arrancando o resto na mão olhando o quão necessitado e duro estava. 

— Jungkook... — Gemeu implorando. 

— Precisa de algo, loirinho? —  O segurou pelo queixo mordendo os lábios do amigo. — Hum... Você está tão manhoso.

— Por favor... — Sussurrou de cabeça baixa. 

Tremeu ao que a mão quente o envolveu e o polegar do moreno roçou na sua glande. Jeon descia e subia de forma lenta do jeito que sabia que o menor gostava. Ambos compartilhavam esse gosto pela prática calma e gostosa, mesmo que em alguns momentos a velocidade fosse necessária.

Talvez fosse o álcool, mas Taehyung estava mais emotivo do que o normal e a vulnerabilidade de seu corpo produzia gemidos mais sensuais, fazendo Jeon tocá-lo mais rápido.

— Tão sensível. — Sussurrou com a mão esquerda deslizando para a entrada do loiro, ameaçando invadi-lo.

— Chega! Eu não quero gozar agora. — Avisou segurando o braço do moreno. 

— E como você quer?

— Com você dentro de mim. 

— Assim? — Forçou um dedo para dentro. 

— Não. — Arfou. — Quero você de verdade. 

Jeon o soltou, usando as duas mãos para abrir o botão e abaixar o zíper da própria calça, e sem necessariamente tirar as roupas, colocou o membro rígido e brilhando em pré-gozo para fora.

— Ele é todo seu. — Massageou a si mesmo olhando nos olhos do loiro.

Kim ergueu seu corpo minimamente para se encaixa melhor no moreno; posicionou o pau rosado e com veias aparentes em sua entrada e escorregou devagar para baixo. Ambos gemendo arrastado até Jungkook está completamente dentro do mais novo. 

Taehyung precisou de um tempo para se habituar ao tamanho dentro de si e por segundos os dois ficaram apenas se olhando. Se admirando, se conectando, se amando. Contudo, logo o coreano quebrou o contato e segurou os quadris bronzeados indicando os movimentos. O loiro começou a se mover em um ritmo mediano, mas Jungkook queria algo mais lento que aquilo. 

— Rebola devagar, gatinho. — Pediu com ambas as mãos agora em sua bunda. — Isso... — Gemeu. — Me deixa te sentir direito. — Afundou o rosto no pescoço dourado farejando seu cheiro. — Você é tão bom nisso. 

O colombiano gemia baixo saboreando todas as sensações. O membro alheio roçava lentamente na sua próstata o enviando ondas de prazer pelo corpo, revirando seus olhos e o arrepiando, e com Jungkook atado a seu pescoço, podia sentir o calor dele sendo compartilhado com o seu.

Com as mãos, envolveu o pescoço do maior em um abraço buscando mais contato, para então aumentar o vai e vem vagarosamente, rebolando ainda devagar, mas agora com força. Sempre elevando a cabeça a cada gemido, dando mais espaço para o outro brincar em sua pele. Taehyung era um quadro em branco onde Jungkook adorava deixar a sua arte.

Ainda abraçados, o mais velho subiu as mãos para as costas do outro fazendo um carinho até que fofo no local — considerando a situação. Com isso, o mais baixo passou a cavalgar mais rápido e mais firme, arrancando gemidos sinceros e roucos dos dois. Ambas as testas se colaram e eles abriram os olhos — antes fechados pelo prazer — e se encararam sorrindo.

Os abdômens se chocavam devido às ondulações dos corpos e as camadas finas de suor eram camufladas pelo ar-condicionado do carro. Pele na pele, o sentimento era outro, ia além de uma simples foda. Parecia que cada vez que faziam aquilo juntos, ia ficando melhor. Fodiam abraçados como dois amantes em uma cena linda demais para ser descrita a humanidade, provavelmente o próprio pecado da luxúria ou Afrodite teriam inveja dos dois naquele momento. Os corpos em sincronia e o prazer traçando uma linha tênue entre a sanidade e a loucura. 

Jungkook desfez o abraço para segurar o rosto de Taehyung entre as mãos e o beijá-lo; provar dele mais a fundo. E enquanto seus lábios eram sugados, o menor espalmou a mão esquerda no teto do carro e a direita no vidro da janela, ganhando apoio, velocidade e impulso para quicar melhor. Ambos gemendo descontroladamente entre o ósculo sem vontade alguma de desunir as bocas. 

O loiro não parava por um segundo sequer, subindo e descendo cada vez mais rápido, chegando ao ponto de gritar. Contraía de propósito sabendo que enlouquecia o moreno, somente para ouvir aquela melodia erótica que saía com mais vontade de sua garganta a cada pulsação.

— Não pare. Eu estou quase lá. — Pediu separando o beijo em um estalo alto.

Ouvindo aquilo de uma maneira tão rouca e vulnerável, Taehyung buscou forças do fundo de seu ser para continuar bruto e veloz, e graças aos movimentos, sua próstata foi inteiramente surrada no processo o enchendo de prazer e o fazendo gozar primeiro jogando a cabeça para trás, para Jungkook vir logo depois proferindo o gemido mais delicioso daquela madrugada silenciosa.

Taehyung deitou em seu peito com ambos recuperando o fôlego e o mais velho inclinou o banco dando mais conforto a eles. Jeon afagou os cabelos do amigo com a mão esquerda na esperança de ajudá-lo a dormir, mas nenhum dos dois conseguiu de fato pregar os olhos, então Tae devolveu o carinho alisando o desenho estampado no peito e nos bíceps do maior.

— Eu amo elas. — Quebrou o silêncio referindo-se às tatuagens, sem levantar a cabeça ou olhar para o outro. — Assim como eu amo você. Mesmo sabendo que mais tarde você vai esquecer tudo isso ou fingir que não significou nada. 

— Mas significou. — Jeon devolveu.

— Não mente pra mim.

— Dorme um pouco. A Crystal leva a gente para casa. — Deixou um beijo no topo da cabeça do amigo e voltou a mexer em seus fios. 

Porém, Jungkook não viu a expressão triste de Taehyung e o loiro não viu o peso nos olhos do moreno.

[...]


11:59 A.M.


O sol brilhava forte do lado de fora da casa, porém, alguns raios penetravam o quarto através da cortina mal fechada que cobria a janela. E esses pequenos feixes de luz foram a causa do despertar do ruivo. 

Seu visual estava uma bagunça, tinha se perdido no meio dos lençóis e o ambiente estava coberto por penas do travesseiro que com certeza havia sido rasgado — inclusive no seu cabelo. Alguns jarros de vidro que ficavam sobre a cômoda agora eram milhares de cacos no chão e a sua cabeça dolorida pela ressaca só buscava entender que furacão havia passado por aquele quarto que ele reconheceu como sendo seu.

— Bom dia. — Uma voz preguiçosa e conhecida soou ao seu lado quando ele sentou na cama para ver melhor a situação. Um homem extremamente pálido com os cabelos platinados estava camuflado no enxoval claro e Jung suspirou lembrando-se de alguns detalhes. 

— Só eu mesmo para terminar minha despedida de solteiro na cama com meu próprio noivo.

— E você queria que fosse na cama de outro? — Yoongi levantou a sobrancelha apoiando-se nos cotovelos.

— Não foi o que eu quis dizer. 

— Acho bom. — Pulou em cima do noivo e começou a cobrir seu rosto de beijos. 

— Yoonie! — Chamou gargalhando. — Já chega! Você precisa trabalhar. — Não tirava o sorriso do rosto.

— Eu sei... — Escondeu o rosto no pescoço do ruivo abafando sua voz. — Me deixa só aproveitar o meu homem mais um pouquinho.

— Eu te amo. 

— Eu te amo mais. — Deu-lhe um selinho demorado. 

— Minha nossa! Amor, eu deixei o Taehyung lá sozinho. — Finalmente Hoseok se tocou. — Eu sou um péssimo amigo.

— Relaxa, vida. Ele não estava sozinho. 

— Será que ele está bem? 

— Tanto quanto você. — Sorriu malicioso.



Notas Finais


não dar gnt, meus lemons não tem emoção, eu desisto. Eu quase apaguei esse capítulo por pura insegurança, além do odio pela dor na minha mão.

verdadeiramente decepcionada cmg, eu oficialmente não nasci para isso, perdão.

sem comentários por hoje, to mal :( até o próximo capítulo.

xoxo *-*


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