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História Conte a ele - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Malditos seja o AO3 e suas histórias incrivelmente perfeitas, e aqui estou eu escrevendo pela primeira vez sobre esse gênero, se vai flopar ou plotar vai com decisão suas.
Espero que gostem! Desculpe qualquer erro.

Essa história é para o desafio do @MagicKnights.

Fanfic 1/6

Capítulo 1 - Um chove e não molha;


Fanfic / Fanfiction Conte a ele - Capítulo 1 - Um chove e não molha;

Mereleona tinha certeza que seu irmão, Fuegoleon é mais distraído com relação a sentimentos do que com os atos corruptos de roubo da comida que seu  esquadrão faz ou então ele fingia fazer a egípcia muito bem. Porquê Deus! Não havia um único ser naquele esquadrão de leões que não percebesse o romance palpável entre o ruivo e o capitão albino das Águias Prateadas, Nozel Silva.


E com toda sinceridade aquela rivalidade entre os dois está ficando patética ao seu ver. Rivalidade essa que com toda certeza é um amor escondido, sim havia diversos motivos para que os dois se neguem admitirem seus sentimentos, como suas posições sociais, militares e políticas. E principalmente seus orgulhos.


Sentada em um dos degraus na escadaria do pátio ela pode observar Nozel ultrapassar toda a sua extensão, a postura ereta e os passos firmes indicava que o mesmo estava com raiva e por suposição sua tinha a ver como seu irmão Fuegoleon. Desviando o olhar dos subordinados que fazem uma sessão de abdominais e flexões ela vê o Vermillion discutir com Leopold que cabisbaixo assente com o que diz.


— Hum... — Estreita os olhos desconfiada. — Algo aconteceu e eu sei que Leo sabe.


Suspirando ela vê o mais jovem dos irmãos adentrar o palácio e Fuegoleon respirar fundo antes de vir até ela.


— O que Leo fez desta vez para que esteja irritado com ele? — O olha de soslaio quando se aproxima.


— Nada demais, ele só atrapalhou algo. — Fuegoleon responde olhando fixo para o esquadrão. 


— Tem certeza? — Vira-se cruzando os braços. 


— Sim. — Responde firme recusando a olhá-la.


— O.K. — Concordando Mereleona tem a oportunidade de ver as bochechas coradas de seu irmão e os lábios franzidos. — Algo aconteceu entre você e o Nozel? — Questiona. 


— Por que pergunta? — Um leve tremor balança os lábios finos.


— Ele saiu daqui pisando duro e irritado. A única pessoa que estava com ele era você. — Responde voltando a olhar para os rapazes que estão mais lentos.


— Oh, isso. — Os olhos violetas olham para baixo quando um suspiro pesaroso passa por seus lábios. — É uma questão problemática, eu só não sei resolver ela. 


— Só não sabe? Então ache a solução. — A ruiva diz descendo os degraus e assustando todos. 


Ainda não encontrei coragem para resolver ela. — Disse baixo.


°○•○♣○•○°


Mais tarde durante o jantar Mereleona pode perceber que ambos os irmãos estão mais silenciosos que o normal, não que Fuego falasse muito a mesa mas Leopold é cheio de animação vê-lo tão calado é como se uma anormalidade não presenciada estivesse em sua frente.  Resmungando baixo algo sobre a idiotice e teimosia deles continua a comer mas com a mente em perguntar a Leo sobre o motivo de seu silêncio.


— Leo? — Deu dois toques na porta. — Posso entrar? 


— Pode. — Recebeu a resposta adentrando o local.  — O que faz aqui irmã? Não deveria está treinando, bebendo ou sei lá o quê. 


— Minha vida não é somente treinar entre outros lazeres. — Responde batendo na cabeça do mesmo. 


— Às vezes você faz parecer que sim. — O mais novo respondeu esfregando a cabeça resmungando de dor.


— Uh...bem eu não vim perguntar sobre isso e sim sobre seu comportamento estranho de hoje. — Puxa a cadeira na escrivaninha sentando na mesma. 


— Comportamento estranho? Eu estava agindo normal hoje. — Dá de ombros olhando para as mãos. 


— Sério? Que estranho hoje você não estava eufórico. — Mereleona ergue-se preparando para encurralar o irmão. 


— Todos temos dias assim. — Indiferente a situação responde. 


— Então não tem nada a ver com sua briga com Fuego? — A ruiva salta sobre o irmão prendendo-o em uma chave de braço. — Desembucha. 


Nunca! — Coloca as mãos no braço da mesma tentando mover.


— Que pena eu posso ficar assim até que desmaie. — Mereleona sorri deitando puxando todo o peso consigo. — Agora fala ou vai ficar sem ar.


— Não, eu não vou trair a confiança do irmão. — Debatendo diz em um tom sério. 


— Desista eu te conheço, não vai demorar para dizer você tem a língua solta Leo. — Aperta ainda mais vendo o rosto ficar vermelho pelo esforço e pela falta de ar.


— O quê é isso? — Fuegoleon surge na porta olhando a cena.


— Treinamento. — Responde a mais velha imobilizando o irmão mais novo. 


— Há essa hora? — Franze o cenho. — Mereleona você vai matar ele, então deixe que ele pelo menos respire. 


— Pode deixar, isso nem se compara ao ar do Vultim. — Despreocupada sente as mãos de Leopold lhe segurar. — Pode ir, boa noite irmão. 


— Boa noite. — Hesitante sai do local. 


— Já se decidiu? — Mereleona pergunta vendo os passos de Fuegoleon se afastar. 


— S-Sim. — Leo desiste ofegante. 


— Bom menino, agora solte. — A ruiva senta em lótus sendo acompanhada do irmão. 


— Certo, vou te contar o que sei depois decida o que quer fazer, mas não me ferre com isso. — O de fios laranja massageia a garganta. — Eu estava indo falar com o irmão quando descobrir que ele estava no escritório, prontamente eu fui até lá.  Mas eu não sabia que ele estava com Nozel então. .. — Leopold desvia o olhar ao se lembrar da cena.


— Então? — Pede para que continue. 


— Eles estavam muito perto um do outro, não sei o que estavam fazendo e provavelmente devo ter impedido algo importante já que o irmão ficou desapontado comigo e Nozel não quis me olhar. — Termina. — Pronto satisfeita?


— Hum... — Mereleona fecha os olhos juntando as peças. — AH! É por causa disso. — Gargalha. — Por isso que estão desse jeito. — Diz deixando o irmão confuso. 


— Como assim irmã? — Intrigado Leo pergunta. 


— É algo deles Leo, mas ambos são orgulhosos demais para dizer por isso quando estavam para se falar você atrapalhou. — Explica. — Não estão bravos com você somente desapontados por terem perdido a chance. 


— Chance? Chance de que?


— Vai saber logo. — Mereleona desce da cama indo até a porta.   — Tenho que fazer uma visita, vê se dorme viu? 


— Tá bom. — Concorda confuso vendo a mesma sair. 


Um sorriso malicioso repuxa os lábios de Mereleona quando a mesma caminha em direção a saída do palácio. Nas portas ela pode ver Fuegoleon junto de alguns membros do esquadrão saírem para uma noite entre homens, o que dar a oportunidade perfeita para conversar com seu alvo, pegando uma vassoura a mesma parte em direção aos três castelos de Clover.


•◇♧◇•


— Boa noite senhorita Vermillion, o que devemos a sua presença a Casa Silva? — Um dos empregados pergunta. 


— Estou aqui para ver seu senhor, então desenrole e me leve até ele. — Direta pede ao mesmo. 


— Sim, senhora. — Com um pequeno arco ele a pede que o acompanhe fechando a porta logo depois de sua entrada. — É por aqui. — Sobe a escadaria.


Milord? — Dois toques são dados na porta. — Há uma pessoa que deseja vê-lo.


— Peça para que vá embora, não estou com cabeça para conversas. — A voz calma do Silva é ouvida. 


— Senhora.... — Começa. 


— Saia da frente, eu resolvo isso com ele pode ir. — Mereleona diz o empurrando. 


— Sim senhora. — Com um último arco saí rapidamente dali.


— Eu disse que não queria ver ninguém. — Nozel bufa erguendo o olhar para a porta recém aberta. 


— Nem para sua futura cunhada? — A ruiva riu fechando a porta.


— Mereleona. — Diz. — O que faz aqui? E como assim futura cunhada? Não sabia que os Vermillion tinha outra mulher na família além de você e Mimosa.


— Deixa de teatro, tô falando de você e o Fuegoleon. — Senta frente a ele. — E nem adianta negar que eu sei da queda, ou melhor abismo que tem por ele.


— Não sei de onde tirou isso. — Tossindo ele desvia o olhar para os papéis. 


— Que pena. — Cruza os braços. — Pois ele está agora mesmo em um bar, ouvir dizer que ele saiu para um encontro eu acho.


— Com quem ele sai ou deixa de sair não é da minha conta. — Diz sem tirar os olhos da papelada.


— Nem se for uma bela mulher de seios fartos e corpo chamativo? — Provoca. — Ou quem sabe um outro homem? Sabe tenho certeza que Fuego tem uma pegada boa.


— Mereleona não sei onde quer chegar com isso. — O albino apoia os braços na mesa cruzando as mãos. — Mas não vai adiantar. 


— Tsc, que pena. — Estala a língua no céu da boca. — Pensei que fosse corajoso. 


— E eu sou. 


— Não quando a questão é falar para meu irmão o que a presença dele causa em você. — Levanta apoiando a mão no encosto da cadeira. — Sabe Nozel, meu irmão já passou por muitas coisas quando se tornou cavaleiro mágico e nunca deu para trás quando é sobre sua posição. 


— E o que isso tem haver comigo? — Intrigado arqueia uma sobrancelha. 


— O que quero dizer é que você sempre o faz dar um passo para trás. Ele tem 30 anos Nozel não vai esperar para sempre. — Endireita a postura caminhando em direção a porta. — Se fosse você escolheria logo; declare se para ele ou o deixe livre.


— Nossas posições não deixariam. — O Silva suspira.


— Esqueça elas e seu orgulho. — A ruiva abre a porta. — Você gosta dele? Então conte à ele. — Sai dali deixando Nozel com seus pensamentos. Caso queira encontrar ele, ele está no lugar que sempre vai quando não quer beber em casa. — Grita.


◇◇◇◇♣◇◇◇◇


Malditas sejam as palavras motivadoras e tolamentes influenciadoras daquela leoa. — Nozel praguejou quando seus pés pararam à frente do bar onde sabia que Fuegoleon está. Do momento em que Vermillion mais velha saiu de seu escritório não esperou nenhum segundo para vir atrás do mesmo, talvez tivesse sido as palavras provocadoras ou o surto de coragem que o havia feito ir até ali. Ou talvez sua tolice mesmo.


O coração batendo rápido em seu peito disse o quão ansioso está por está ali parado. Amaldiçoava aquele ruivo estúpido por causar esse baralho de sentimentos que sentia, o bolo que formava em sua garganta e o arrepio que passa por todo seu corpo quando o tinha perto de si, por anos disse que não era nada mas quando soube da — quase — morte do mesmo percebeu que os seus sentimentos iam além do compatriotismo ou amizade, negar não adiantaria nada. 


Mordeu o ínfero apertando as mãos em punhos e deu dois passos em direção a porta de entrada quando estacou no lugar. 


— Que idiotice a minha. — Balança a cabeça. — Eu realmente vou me deixar levar pelas palavras daquela leoa? — Questiona dando a volta antes de se lembrar das palavras da mesma e puder ouvir ela cantarolar covarde em sua mente. — Merda, maldito Vermillion espero que ele corresponda ou eu mesmo termino o serviço que o Vangeance não fez. — Solta todo o ar dos pulmões ao empurrar a porta do local.


O som leve de uma voz feminina toca seus tímpanos assim como várias vozes muitas sendo masculinas, está cheio diferente dos locais mais leves e calmos que frequenta Nozel não admite em voz alta mas tinha uma sensação acolhedora. Os olhos lilás passeiam pelo local tentando procurar a cabeça de cabelos ruivos em meio à todas aquelas, suspirando Nozel decide usar sua detecção de mana para que possa encontrar o mesmo. 


— Procurando alguém? — A voz suave mas grave diz a suas costas. 


Leon! — Ofega virando para o trás. 


— Lhe assustei Nozel? — Um sorriso brincalhão puxa os lábios do maior. — Faz tempo que não me chama de Leon, o que faz nesse bar? — Um olhar carinhoso passa pelos olhos ametista causando um arrepio no prateado.


— Vai achando. — Pressionando os lábios desvia o olhar emburrado. — Sua irmã me disse que estava aqui. — Responde a segunda pergunta. 


— Mereleona? E por quê quis vim aqui? — Ergue uma sobrancelha. 


 Silencioso o Silva deixa a postura indiferente cair. Não podia dizer que veio aqui por está com ciúmes do ruivo.


— Nozel? — Arqueia uma sobrancelha divertido. — Então o que veio fazer aqui?


Incomodado o Silva mais velho se remexe no lugar antes de pegar a mão do único braço do Vermillion e puxá-lo para fora com um grunhido.


— Opa, vamos com calma Nozel não precisa me arrastar desta maneira assim. — Fuegoleon diz sendo puxado pelo trajeto soltando sua mão da dele. — Agora pode dizer porque foi lá? 


— Mereleona disse que estava em um encontro. — Declara olhando para os filetes de água. 


— Bem sim, eu estava. — Dá de ombros. — O que tem demais nisso? 


— Nada, é só que ela disse que poderia está com alguém que capturasse sua atenção. — Muxoxa fazendo bico.


— Como assim? — Confuso olha para o menor. — Nozel você não veio aqui para me espionar em encontros, ou veio?


É claro que não! — Exclama. — Poxa, merda...é a maneira como ela disse causou algo em mim. 


— Que tipo de coisa? — O ruivo aproxima fazendo com que sinta o calor que emana de si. — Diga, Nozel o que estava sentindo quando a Mereleona disse que estava em um encontro. — Sua voz soa aveludada e sensual para o albino.


— E-Eu... — As orbes lilás captura o movimento dos lábios finos. 


— Você?  — Sopra a face fazendo os fios claros balançar. 


PORRA ANDA LOGO E FALA! — Mereleona grita ao longe. — Que chove não molha que não termina. — Bufa cruzando os braços. 


— Bem, esquece o que eu estava dizendo. — Separando de Fuegoleon, Nozel tosse desviando o rosto corado.


— Nozel... — O Vermillion franze as sobrancelhas vendo o mesmo caminhar para longe de si. — Espere! — Segura o pulso do albino.


— O que foi agora? — Irritado consigo e com o ruivo olha de soslaio para o mesmo. 


— Não vá ainda. — Pede angustiado. 


— E por quê não deveria ir? — Virando-se para ele desta vez questiona.


Sem dizer nenhuma palavra Fuegoleon puxa o menor em sua direção selando os lábios ao dele surpreendendo o mesmo. Embasbacado e com o coração a mil o Silva demora para corresponder mas antes que o beijo termine pressiona seus lábios aos do maior que geme baixo passando a braço pela cintura do mesmo puxando mais perto ao mesmo tempo que passa seus braços pelos ombros e pescoço do Vermillion. 


Rápido Fuego puxa o ínfero do prateado passando a língua pelo mesmo pedindo passagem que é logo concedida, ambos exploram a boca um do outro e ao longe podem ouvir os gritos altos e histéricos de Mereleona mas estão extasiados demais com a sensação da boca um do outro para se importar. 


— Você.... é um idiota, Leon. — Nozel diz assim que quebram o beijo, um único filete ligando-os.


— E você é orgulhoso demais para dizer que está com ciúmes de mim. — Fuegoleon ri vendo o albino desviar o rosto com as bochechas coradas. 


— Nem em seus mais belos sonhos eu teria ciúmes. — Lhe manda um olhar frio que faz com que ria ainda mais. — Pare de rir seu idiota! — Soca o peito do mesmo. 


— Até que enfim, já estava ficando cansada desse chove não molha. — Mereleona passa os braços por cima dos ombros do dois puxando para um abraço. — Quando vai ser o casamento?


— Vermillion! — Nozel se solta do abraço ficando frente a frente com ela. — Não crie idéias mirabolantes em sua cabeça! 


— Eu só estou dizendo algo que vai acontecer no futuro. — Ri batendo no pingente na trança dele.


— Sua leoa maluca. — Resmunga quando a mesma deixa os dois e caminha mais a frente. 


Balançando a cabeça desacreditado Fuego se põe atrás do prateado.


— Eu te amo. — Sussurra apoiando o queixo no ombro alheio. 


— Eu também te amo. — Sussurra com um sorriso pequeno e quase imperceptível. — E odeio sua irmã por ser intrometida.


— Acostume-se então. — O ruivo riu puxando o corpo para perto do seu. — Afinal ela é sua cunhada agora e ela vai ser bastante intrometida. 





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