História Conte comigo - Capítulo 1


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Will Solace
Tags Eitha, Nico Di Angelo, Solangelo, Wilco, Will Solace
Visualizações 353
Palavras 1.342
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, LGBT, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, como vai?
De todos coração, espero que estejam bem, se não, no que posso ajudar? Se sim, o que você pode ajudar a quem não está?

Essa a segunda fic da semana, e estou muito feliz com isso. Quero mesmo conseguir voltar a escrever várias! Talvez, quem sabe, completar as 100 antes do fim do mês!?!?! Sim, eu não devia, mas estou contando.
É bem bobinha essa, mas gostei bastante. Erros, podem avisar, como posto e escrevo pelo celular, fica difícil revisar (culpe principalmente a minha preguiça), mas assim que eu ver um corrigirei

Espero que gostem
Boa Leitura...

Capítulo 1 - Capítulo Único


— Contar até dez ajuda?

— Ajuda sim, — não era verdade — você pode contar comigo?

Todo aquele tempo contar até dez nunca o ajudou em nada, muito menos com aquilo, mas dizer que ajuda e pedir aquilo significava que poderia continuar ouvindo a voz de Nico di Angelo e isso sim ajuda, ajuda e muito.

Nico se demorou para começar a contar. Will abriu os olhos por poucos segundos na expectativa de ver alguma coisa e, novamente, fora um gesto inútil. Tudo que conseguia identificar naquela escuridão, foram as formas ainda mais escuras que lhe causaram mais pânico. Sentiu o aperto doloroso no coração aumentar e rapidamente voltou a fechar os olhos prensando-os tão forte que chegava a doer.

— Pode segurar minha mão? — mesmo com toda a história dos dois, sentiu vergonha pelo pedido. E se Nico começasse achar que ele era um medroso? Com essa questão em mente, recolheu a mão para bem junto do corpo.

— Não precisa nem pedir — foi o que Nico falou segundos antes de Will sentir sua mão ser coberta pela mão gelada do moreno — Vou começar a contar.

Will balançou a cabeça, esquecendo por momento que, devido ao escuro, Nico não podia ver.

— Um. Dois. Três. — ele parou com o tom calma, respirou fundo e apertou novamente a mão de Will. Foi um gesto tão carinhoso que o coração do loiro esquentou de forma boa dessa vez.

— Por que parou?

— Você tem que contar comigo também.

— Eu... Tá.

Will queria que só Nico falasse, não estava confiando muito em sua própria voz. Por reflexo, novamente confirmou com a cabeça.

— Pode começar do início?

— Posso, vai contar comigo?

Respirou fundo tentando controlar a respiração.

— Vou sim — dessa vez foi Will quem segurou forte a mão do moreno.

— Um — Nico começou e deu uma pausa para que Will continuasse.

— Dois.

— Três — ambos disseram e seguiram contando — quatro, cinco.

Will seguia a cada intervalo puxando o para os pulmões e isto, somando com a voz de Nico e seu toque gentil, ajudava a relaxar.

— Oito. Nove. Dez — acabaram juntos com Will soltando o ar com força.

— Se sente melhor?

— Acho que sim.

Isso fez os dois ficarem calados por um tempo. Will tentou escutar algum barulho, mas tudo que ouvia eram as batidas aceleradas do próprio coração.

— Desculpa.

Aquela palavra, mesmo sussurrada, saiu tão alta naquele silêncio, que Will se sobressaltou. Primeiro, achou que tinha ouvido coisas, Nico di Angelo não é o tipo de pessoa que pede desculpas assim sem mais nem menos. Depois, com mais coragem, abriu os olhos.

Não podia vê-lo, mas sabia perfeitamente que Nico estava sentado bem a frente, bem próximo e ainda com as mãos se tocando.

— Por que?

— Por ter te trazido aqui.

Will sentiu vontade de abraça-lo.

— Mas fui eu quem quis vir — voltou a fechar os olhos, estava voltando a se sentir sem ar — E agora estou aqui atrapalhado.

— Não — ouviu os barulhos de Nico se levantando, depois teve que ceder espaço para que ele sentasse ao seu lado. Isso o deixou com menos espaço do que antes, só que estava bem mais perto do moreno agora, então isso ajudou para se encontrar em outra coisa e relaxar procurando mais o ar para os pulmões — Você só queria vir comigo. E não está atrapalhando. Ajudou muito a escapar daquele monstros.

— Você queria enfrentar todos eles, eram muitos — não quis completar dizendo que eles ainda deviam estar fazendo tocaia do lado de fora esperando que saíssem — Só queria que não se machucasse — Will corou, Nico tinha sido tão corajoso e tudo que fizera foi ajudar a fugir e ficar em pânico em quarto minúsculo e escuro depois.

Nico ficou em silêncio.

Will gostaria que ainda estivessem de mãos juntas para poder toca-lo bem mais do que só os ombros.

— Você devia ter me contado — novamente a voz em sussurro saiu alta naquele silencio enlouquecendo.

— Sobre o que? — assim que fez a pergunta percebeu do que o moreno se referia, mas como forma de ganhar tempo, permanecem fingindo não saber do que se tratava.

— Você sempre pede que eu seja claro com tudo — Will voltou a prensar os lábios com muita força — que conte tudo sobre mim, coisas boas e ruins.  Eu tento. Não consigo sempre, mas eu tento — sabia que Nico estava com o rosto virado para ele, mesmo que não o visse. Pela primeira vez, agradeceu pela escuridão, assim o moreno não podia ver a culpa fixando em seu rosto — Só que você não me contou ao tão importante sobre você. Acho que merecia saber.

Will voltou a morder os lábios com força, força o bastante para sentir o incomodo causado pelos dentes. Nico estava certo.

— Desculpe — puxou os joelhos para mais junto do corpo, os abraçou e, com muito custo, não escondeu o rosto entre eles.

— Então?

— Então o que?

— Por que você não me contou?

Respirou fundo e dessa vez não era por causa do pânico, apenas queria um pouco mais de tempo para a verdade.

— Acho que não queria que você fosse me achar fraco.

Esperou a resposta que não sabia ao certo se vira. Mas antes, sentiu o braço de Nico escorregar por sua cintura e parando do outro lado e o puxou para ficar bem junto de si. No fim, Will se viu com a cabeça deitada no ombro do moreno. Era uma posição não muito confortável por ele ser menor, mas era a melhor posição muito confortável por ser justamente quem é.

— Você pode ser qualquer coisa, mas não é fraco — acariciou os cabelos de Will, que abriu os olhos para o escuro — Todos temos medos, Will. Eu mesmo tenho os meus, sabe disso. — confirmou lembrando de umas das conversas que teve com ele — Mas sabe o que um certo loiro me falou uma fez?

— O que? — Sorriu sabendo perfeitamente quais seriam as próximas palavras.

— Um passo para superar os nosso medos, é conta-los.

— Obrigado — abraçou-o mais e fechou os olhos, não pelo escuro, e sim para aproveitar o máximo de contado.

Will ainda sentia as sensações de estar naquele lugar fechado, pequeno e escuro, mais esta assim com Nico, o ajudava manter as sensações ruins distantes e se concentrar apenas no abraço confortável.

— Por acaso, — falou depois de um tempo — esse certo loiro é bonito?

— O que me falou aquilo?

— Um-hum.

— O que você acha?

— Acho ele um gato.

Nico não respondeu, ele apenas sorriu e isso deixou Will mais feliz do que se tivesse ganhado uma resposta. Sendo Nico uma pessoa de poucos sorrisos, ganhar um dele é uma a maior vitória do dia, melhor do qualquer elogio.

Aproveitando o momento, resolveu voltar a fazer a mesma pergunta que sempre faz.

— Quando você vai me dizer “sim”?

— Sobre o que? — o tom leve do moreno indicou perfeitamente que ele sabia do que estava falado.

— Você sabe muito bem do que — balançou a cabeça para que seus cabelos roçassem no pescoço de Nico lhe causando cócegas — Quero logo te chamar de namorado.

— Will.

O loiro conseguiu imaginar perfeitamente o rosto dele, provavelmente vermelho e fofo. Muito fofo.

— Qual é, Nico? A gente já se pega a um tempão, o que custa eu poder falar isso para todo mundo?

— Por que nós não nos preocupamos a encontrar uma forma de sair daqui intactos primeiro? Pelo que parece já está bem.

— Não estou, ainda preciso de outra ajudinha sua.

— O que?

— Um beijinho sempre ajuda.

Will não esperou que o beijo fosse dado pelo outro, foi ele mesmo que puxou o rosto de Nico para si, pois para beijar não precisava de luz nenhuma, e para beijar Nico, a escuridão nunca seria um empecilho.

Quanto tinha seus lábios unidos, sentia-se sem ar, suando, o coração acelerado, sentia tudo era tudo era bom.

+-+

— Sabe de uma coisa? — Nico disse momentos antes de abrirem a porta para saírem.

— O que? — Will perguntou com um sorrisinho bobo no rosto, isso se devia só beijos que acabara de dá e receber e também por logo estará vendo o sol novamente.

— Quando chegarmos no acampamento, você pode me chamar de namorado.


Notas Finais


Então???
Bobinha, não? Fofa Talvez.
Gente, muuuuuuuiiitoooo obrigada por terem lindo, ou será que só olhou e pronto? Não importa. Obrigada do mesmo jeito.

Até...


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