História Contigo - Capítulo 1


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Categorias La Casa de Papel
Tags Álvaro Morte, Itziar Ituno
Visualizações 66
Palavras 1.563
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, voltei com a au Alvitz apesar dela já ter me dado problemas, porém, eu estou a editando, acredito que os capítulos fiquem um pouco maiores, e eu mude algumas coisinhas.
Caso queiram conversar comigo, podem me chamar no twitter.

Espero que gostem e boa leitura! ♥️

Capítulo 1 - Contigo - Uno


– Você prometeu que estaria comigo sempre, Mário - Mais uma vez naquele dia, Itziar chorou, chorou por ter sido tão ingênua em acreditar que Mário jogaria todo o seu futuro aos ventos para criar um bebê. Eles tinham acabado de completar os vinte anos, estavam desempregados, e agora, tinham um bebê vindo em pouco mais de um mês. –, nós vamos ter um filho, você quer que eu faça o que com esse bebê? O jogue no lixo? Não tem como voltar atrás agora.

– Itziar, eu não posso jogar o meu futuro para o alto por causa de um erro. - Ele a olhou, não se sentia pronto para criar um filho. Haviam o feito por descuido, por acharem que nunca aconteceria com eles, mas aconteceu, e quando ela lhe contou estar grávida, sugeriu que fizesse o aborto, mas ela estava decidida a ser mãe. Ela queria aquele filho.

- 9 meses antes -

– Mário! - Itziar sorriu, se sentando sobre a coxa do namorado, recebendo um breve beijo nos lábios, ela estava muito animada aquela manhã. – Cariño, eu tenho uma novidade!

– E o que é? Preciso de ótimas notícias depois do teste de matemática. - Ele sorriu, mantendo uma leve carícia na coxa nua da garota. Eles se encontravam quase todas as tardes após a faculdade, Itziar trabalhava meio período em uma biblioteca, então, antes das quatro da tarde ela já estava em casa novamente.

– Bom, lembra que alguns dias atrás eu estava me sentindo muito mal? - Ela sorriu, mantendo um carícia no rosto do namorando, sentindo a barba arranhar a palma de sua mao. – Najwa foi comigo até o hospital depois que eu passei mal na aula de educação física, e eu descobri o motivo!

– E o que houve? Esta melhor agora?

– Estou sim. - Ela sorriu. – Eu estou grávida, vamos ter um bebê!

Mário congelou ao receber a notícia. Itziar sempre deixou claro o desejo de ser mãe, porém, ele não estava preparado, eles estavam terminando a faculdade, ela gostaria de ser uma grande advogada, já ele, um policial, com um filho a caminho, não poderiam o fazer.

– Não, não podemos seguir com essa gestação, irei marcar uma consulta e você fará o aborto! - Ele se levantou, olhando-a nos olhos. – Temos uma vida toda pela frente, nao podemos estragar ela com um filho!

– Eu não vou fazer um aborto, é o nosso filho, o nosso bebê, podemos dar um jeito juntos!

- Actualmente -

– Um erro? O meu filho não é um erro. - Ela gritou, batendo repetidas vezes em seu peito. – Vai embora, some das nossas vidas, eu vou dar um jeito de criar o meu filho sem você, eu não preciso da sua ajuda para nada.

E ele saiu, levando consigo somente a roupa do corpo e os caquinhos de seu coração. Ela estava sozinha, grávida, sem dinheiro e morando com os pais. Aquilo era um grande erro. Seu filho nem tinha vindo ao mundo ainda e já não tinha um pai, ou melhor, tinha, mas o pai era um completo idiota, que não havia conseguido encaixar mais uma vida em seu futuro.

– Vai ficar tudo bem, meu amor, eu prometo, nós não precisamos dele para nada, certo? - Ela sussurrou, enxugando o rosto, levando as mãos até a barriga, sentindo o filho chutar em resposta. – Vamos ficar bem.

Naquele dia ela chorou, chorou sozinha em seu quarto, sentindo a angústia e rancor se apossar de seu corpo. Sabia que aquele sentimento era extremamente errado, mas era impossível não o sentir. No fim da tarde Najwa chegou, deixando-a chorar em seu colo, enquanto se culpava por tudo o que acontecia, seu filho iria crescer sem o pai presente, e aquele, era o menor dos problemas, o que a perturbava verdadeiramente era a falta de dinheiro para criar uma criança, ela ainda não trabalhava, havia terminado a faculdade a pouco mais de quatro meses, morava com os pais, e agora, teria um filho.

– Eu sempre lhe disse para tomar cuidado com o Mário, Itzi - Najwa sussurrou após longos minutos em silêncio, enquanto passava a mão pelos cabelos da amiga, ouvindo-a chorar. –, eu sempre soube que ele não era flor que se cheire, principalmente depois de sugerir que fizesse um aborto!

– Estávamos juntos desde o ensino médio, Naj. - Ela chorou, se sentando ao lado da amiga, olhando-a nos olhos. – E nós vamos ter um filho, é uma criança, não é algo que quando se enjoa se joga fora. Ele disse que faríamos dar certo, que teríamos Santiago juntos.

– E você vai dar um jeito, não precisa dele, além do mais - Najwa sorriu, enxugando o rosto da amiga. –, eu vou estar aqui sempre que você precisar, não importa o momento e nem o motivo, eu vou estar aqui para vocês. Sempre!

Nas semanas seguintes Itziar se esforçou o máximo que pode para seguir em frente, por ela e pelo bebê que carregava, precisaria arrumar um emprego, precisava dar um jeito em sua vida. Com os nove meses já completos ninguém queria a contratar, e por isso, ela passava as tardes pintando, adorava fazer aquilo, a ajudava a se distrair, pintava paisagens e um bebê, o seu bebê, havia sonhado tantas vezes com o seu rostinho.

Ela vinha pensando muito em como proceder em relação ao bebê, não tinha dinheiro, e não queria viver nas custas dos pais para sempre, ainda mais com o bebê chegando. Seu coração doía todas as vezes que pensava em entregar o seu filho para a adoção, e o pequeno parecia sentir, já quem sempre que pensava aquilo, o bebê chutava sem parar.

Itziar: Najwa, por favor, venha até aqui, estou passando mal e sozinha em casa.

Najwa: Deixe a porta aberta, chego em cinco minutos.

Seu bebê havia decidido vir ao mundo algumas semanas antes do previsto, ela teria que ser rápida se quisesse arrumar uma família para ele. Seu pai não falava com ela desde que lhe contou estar grávida, e só não a colocará para fora, por sua mãe, que não aceitaria o fato da filha ter sido expulsa. Quando Najwa chegou, Itziar estava apoiada no sofá, choramingava e conversava com o bebê, tentando o acalmar.

– Itzi, cariño, já tem tudo pronto para irmos? - Najwa se aproximou, apoiando a mão nas costas da amiga, ajudando-a a levantar. – Eu ligo para os seus pais e eles levam depois, sim? Vamos logo conhecer esse bebê.

– Eu 'tô com medo, Naj - Itziar chorou, segurando as mãos da amiga, olhando-a nos olhos. –, com medo e com o coração em pedaços, não vou poder ficar com ele, não tenho como criar um bebê.

– Discutimos isso outra hora, ¿vale? Primeiro, vamos nos concentrar na chegada dele, depois, vemos como vamos fazer para vocês ficarem estáveis e juntos.

-×-

– Olha como ele é lindo. - Najwa sorriu, observando o bebê no colo da amiga. Itziar chorava, olhando o filho, ele era tão perfeito, e se parecia muito com ela.

– Perdoe a mamá por tudo, sim? Eu prometo que você vai ficar muito melhor sem mim - Ela sussurrou, beijando a testa do filho, o neném mantinha os olhos abertos, a olhando como se entendesse tudo o que ela dizia. –, eu vou encontrar uma ótima família para criar você, e aí, vão poder te dar tudo o que você merece.

– Pare já com isso, vocês vão ficar juntos, e ele vai ter tudo o que merece, com você. - Najwa a olhou, apoiando a mão no ombro da amiga.

Najwa não acreditava, e nem aceitava o que a amiga queria fazer, ela abriria mão de seu filho por não poder dar a ele tudo o que queria, ela vinha rondando a casa de um casal há semanas, e estava decidida a deixar o pequeno Santiago com eles.

O bebê chorou, chamando a atenção das duas mulheres, Itziar abaixou a camisola hospitalar, deixando que o filho sugasse seu seio com força, em busca de seu alimento. Saber que não poderia estar ao lado de seu filho partia seu coração, mas, seria o melhor para ele. Ela havia errado quando confiou em Mário, ele havia simplesmente desaparecido, não ligava, e se quer se preocupava com o filho.

Quando finalmente tiveram alta do hospital, Itziar soube que era a última vez que veria o filho. Era uma noite fria quando ela deixou a casa, carregando o bebê, a casa do casal ficava a poucos metros da casa de seus pais, ela poderia ter a sorte de o ver as vezes.

– Santi, mamá te ama tanto, mas isso não é vida para ninguém, eu juro que vou estar sempre contigo, sempre que sentir saudade da mamãe, use essa pulseirinhas, sim? - Ela sussurrou, ajeitando o filho na cestinha, colocando em seu bracinho uma pulseira, que carregava a inicial de seu nome, um grande I dourado. – Yo te amo, cariño.

Ela se afastou, tocando a campainha da casa duas vezes, afastando-se rapidamente. A mulher abriu a porta, olhando ao redor, até notar o menino ali em sua porta.

– Álvaro - Ela gritou, pegando o bebê no colo, vendo o pedaço de papel escorregar pela manta. –, Álvaro, corre aqui.

Ele estaria bem melhor a partir de agora. Aquele casal poderia dar ao seu filho tudo o que ela não poderia dar a ele, e apesar de sentir seu coração em pedaços, sabia que ele estaria muito melhor sem ela.



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