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História Contingente - Capítulo 7


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Notas do Autor


⚠️ TUDO relacionado a Louis Vuitton é totalmente ficcional, criado por mim para que se encaixe na fanfic.

Eu não fiz capas novas pela milésima vez não, né??

Enfim, muito obrigada pelos +200 favoritos e boa leitura!

Capítulo 7 - Peurs


Fanfic / Fanfiction Contingente - Capítulo 7 - Peurs

Taehyung por pouco não derrubou o chocolate da panela que estava em suas mãos. Atrapalhando-se na simples tarefa de distribuí-lo nas pequenas forminhas no momento em que as vozes carregadas de mágoa tomaram conta de todo o ambiente.

Os — quase — gritos tempestuosos de Jeongguk e Kwan por pouco não o sufocaram em meio àquela cozinha americana.

A discussão entre os namorados fora rápida, porém acalorada. O casal parecia ter esquecido de sua presença ali, e ainda que Kwan houvesse se mantido ao lado do irmão, ele não percebeu seus ombros murchos e seu lábio preso entre os dentes.

O ômega estaria mentindo feiamente se dissesse que nunca passou por sua cabeça inúmeros questionamentos acerca do relacionamento de Jeongguk e Kwan.

Aquelas quase duas semanas em convivência com o casal fê-lo perceber a maneira como muitos dos toques que trocavam pareciam superficiais e rasos demais aos seus olhos.

Não havia qualquer tipo de explosão mística de paixão brotando em seu imaginário quando o olhar de Jeongguk encontrava o de Kwan. Corações puramente ilusórios não enfeitavam os arredores dos dois, ainda que a suposta ligação entre seus lobos e suas almas devesse ser capaz de os trazer à tona.

A marca que enfeitava o pescoço acobreado do seu irmão era uma prova incontestável daquilo.

Assim como descrito nos livros de romance que tanto aprendeu a apreciar ao longo dos anos; Taehyung imaginava uma atmosfera regada de calor envolvendo quem quer que presenciasse um encontro de almas entrelaçadas. Então por que estar ao lado de Kwan e Jeongguk muitas vezes assemelhava-se a possuir uma particular nuvenzinha cinza sobre sua cabeça?

Quiçá estivesse sendo bobo demais.

Afinal de contas nunca chegara a vivenciar um amor tão real quanto os amores que Julia Quinn descrevia em Os Bridgertons. Ninguém nunca o fez enxergar corações atrás das pálpebras, então que moral Taehyung possuía para questionar a veracidade dos sentimentos existentes entre Jeongguk e Kwan?

Não deveria meter-se onde nunca fora chamado. Portanto naquele instante sentiu-se diminuir. Sendo nada mais que um intruso em meio a discussão do casal.

Kwan passou por si e subiu as escadas com uma rapidez invejável no momento em que Taehyung cogitou deixar o ambiente discretamente. O ombro alheio esbarrando no seu sem que ao menos se desse conta disso, deixando para trás um silêncio brutal.

De repente Taehyung sentiu um peso estranho sobre suas costas, não ligando para o fato de ter derrubado chocolate sobre a superfície de vidro da mesa quando tudo o que restara havia sido o ruído da respiração de Jeongguk.

Quando o modelo finalmente arriscou encarar o alfa, teve somente o vislumbre de suas costas largas sumindo além da porta da sala, que fechou-se com um baque surdo.

O toque de uma notificação em seu celular o fez interromper as próprias lamúrias por ter ficado em meio ao fogo cruzado. Sabia que era azarado.

Seokjin estava finalmente dando as caras ao enviar-lhe um torpedo alertando que o ligaria por chamada de vídeo em torno de alguns minutos. Por isso permitiu-se sorrir, lembrando de que não conversara propriamente com seu hyung favorito desde o dia em que havia retornado a Seul.

Após um banho tomado e Petit Gateau prontos, Taehyung trancou-se no quarto de hóspedes — agora temporariamente seu — ao perceber que nenhum dos outros dois moradores estavam dispostos a dar qualquer sinal de vida.

Ele desejava consolar o irmão naquele momento. Cuntudo, no fundo sabia que acabaria sendo tratado com indelicadeza se ousasse invadir seu espaço antes de o dar tempo para clarear as ideias.

Conhecia Kwan o suficiente para não se magoar com seu jeito quase bruto.

Amava-o, independente de tudo.

O loirinho então sentou-se de pernas cruzadas sobre a cama de solteiro, apoiando suas costas à cabeceira e aconchegando-se aos travesseiros que exalavam o aroma de lavanda; assim como suas próprias roupas. O notebook sobre suas pernas cruzadas.

Salut, Taehyung, mon trésor. — um Seokjin sorridente surgiu do outro lado da tela. O rosto tão familiar para si o fez sorrir instantaneamente.

Coucou, Jinnie. — o ômega acenou com seus dedos longos, gargalhando ao encarar os fios desgrenhados e o rosto inchado do mais velho. — Nossa, você tá um caco.

Me um desconto. Eu literalmente acabei de acordar. — o hyung bocejou pesaroso, como se quisesse reforçar a própria fala. — E saiba que não está muito diferente de mim com essas olheiras horríveis aí. Não têm dormido bem?

Taehyung tocou ligeiramente as bolsas escuras que haviam abaixo de seus olhos. Presentes indesejados dados pelas noites mal dormidas desde que retornara a Coreia. O ômega nem ao menos se lembrava quando dormiu verdadeiramente bem pela última vez.

— Isso é culpa do fuso horário. — ainda que não fosse uma total mentira, o modelo desejou que Seokjin não levasse em conta o fato de ele estar tirando proveito de suas curtas férias.

Não possuía obrigação nenhuma, uma vez que seu trabalho não estava o exigindo. Dispunha de tempo suficiente para desfrutar de horas seguidas de sono se assim conseguisse.

Culpa somente do fuso horário? — o alfa estreitou os olhos de maneira acusatória, porém no fim optou por não insistir no assunto, mesmo que seus olhos cuidadosos tenham fisgado o vacilo nas íris castanhas do mais novo. — Não esqueça de se cuidar, Taehyungie. Eu estarei  dentro de poucos dias para fazermos nossa visita a sede da empresa. Você não pode estar parecendo um zumbi na avaliação se realmente quiser fechar algum contrato, entende?

O loiro encolheu os ombros, mordiscando seu lábio inferior quando um lampejo de insegurança o agoniou. — Eu sei, Jinnie. Não se preocupe. Vou estar perfeito quando você chegar.

Você é perfeito. Claro que não tanto quanto eu, mas é.

Taehyung revirou os olhos. Seu hyung era inacreditável. — Se você fosse esse Deus grego todo não seria o empresário da história, e sim o modelo.

Eu te amo e não quero desbancar sua carreira, assim como da metade dos modelos de mundo.

— Ah, claro! Até porque você não passou da casa dos trinta e têm ruguinhas fofas ao lado dos olhos.

O que você disse? — o homem se aborreceu e Taehyung gargalhou alto, encolhendo-se contra o travesseiro ao concluir que levaria uns bons cascudos se estivessem no mesmo ambiente. Havia tocado no ponto fraco do alfa. — Eu poderia te dar umas palmadas agora.

— Te amo. — o loiro fez sua melhor e mais teatral carinha ingênua, piscando os olhos de maneira exagerada e fazendo Seokjin rir. — O que acha de assistirmos The Promised Neverland juntos?

O alfa bufou.

Assistir anime nunca foi algo que amou fazer, principalmente por horas a fio, mas com o tempo aprendeu a gostar e isso graças a Taehyung.

Três episódios e nada mais.



°°°


O Minjoon's acabara por se tornar um refúgio para Jeongguk desde que fora inaugurado. Seja pela presença constante de amigos tão queridos seus — afinal eram eles os donos do restaurante —, ou pela comida que o trazia tamanho aconchego. Aquele se tornou seu ponto de encontro favorito com Yoongi.

Seu hyung ranzinza jamais foi capaz de negar um pedido sequer seu, mesmo que seus resmungos impertinentes procurassem provar o contrário.

O Min sempre faria de tudo por Jeongguk, assim como o alfa sempre faria o dobro pelo seu melhor amigo.

Ambos conheciam-se bem o suficiente para que o beta fosse capaz de negar um ombro amigo ao mais novo, mesmo que o moreno tatuado demonstrasse certa resistência a ideia de abrir-se consigo.

Ele nunca foi muito bom na arte de ocultar os próprios sentimentos e nos últimos dias algo vinha o deixando visivelmente pilhado.

Tinha consciência de que Jeongguk não queria somente conversar asneiras consigo quando o ligou no meio da tarde, o convidando para saborear um café gelado com biscoitos quando haviam dezenas de coisas da faculdade esperando para serem resolvidas.

— Obrigada, Jimin. — o Jeon abriu um sorriso diminuto para o ômega, trazendo seu copo para perto e sorvendo um pouco do líquido.

— Podem chamar a mim ou ao Nam se quiserem pedir mais alguma coisa. Vocês sabem que gostamos de atender nossas crianças pessoalmente.

— Lembra que sou mais velho que você, certo? — Yoongi indagou, arqueando as sobrancelhas escuras e pegando um dos biscoitos do prato de porcelana.

— Lembro, sim. Mas é que não parece. — fez pouco caso. — A sua altura diz o contrário.

— Idiota. — resmungou o beta, observando Jimin praticamente correr para atender um cliente de outra mesa. — Admiro a perseverança maldita que ele têm de acreditar que sou mais baixo que ele.

O copo de Jeongguk estava quase pela metade quando o mais velho resolveu parar de listar os motivos que comprovavam o fato de Jimin ser claramente mais baixo que ele, ainda que ambos tivesse exatamente a mesma altura. Nem mesmo um centímetro de diferença.

O dongsaeng nunca teria coragem de pôr aquilo em palavras, mas o encantava a maneira como a amizade de Jimin e Yoongi surgira e se aflorara durante aqueles quase dois anos desde que haviam se conhecido.

A raiva totalmente fingida do Min para com o Park e as discussões infundadas que tinham nada mais eram do que uma máscara para camuflar o quanto se gostavam.

Eram bons amigos.

— Jeongguk? — a voz de Yoongi o trouxe de volta à órbita. — Eu não te conheci semana passada, eu te conheço à mais de sete anos. Sei que não está tudo bem e quero que se abra comigo. — tocou o braço alheio. — Desembucha de uma vez, cara.

— Eu e o Kwan discutimos. — o alfa mirou as tatuagens em seus dedos. O silêncio após sua fala soando como um pedido silencioso para que proseguisse. — Nós finalmente discutimos sobre algo que vêm nos deixando mal desde o começo do nosso namoro. Mais especificamente desde que eu o marquei.

— Sobre ele ter que ir para a Inglaterra?

— Sobre isso também, hyung. Mas sabe o que é pior? O meu relacionamento está indo para a droga do fundo do poço e no meio de tudo isso eu deveria estar somente procurando uma maneira de reverter a situação... mas eu continuo pensando em outra coisa.

— E que coisa é essa? — o beta tocou os ombros caídos de Jeongguk, buscando o olhar que insistia em fugir do seu ao estar coberto do que parecia ser vergonha.

— Essa coisa é o meu cunhado.

Yoongi prosseguiu com uma expressão vazia no rosto.

O misto de preocupação, curiosidade e medo pelo melhor amigo o fez engolir a seco. Seu maxilar tensionou e dezenas de pensamentos ruins o bombardearam.

O beta presenciou cada um dos momentos em que o relacionamento entre Jeongguk e Kwan se mostrara frágil como uma pétala. O oferendo um ombro amigo e palavras de conforto quando o mais novo aparecia em seu apartamento sem aviso prévio, somente alegando ter tido mais uma discussão com o namorado.

Dar conselhos nunca foi o seu forte.

Conheceu o gênio forte de Kwan quando finalmente foram apresentados, contudo não seria tolo ao ponto de pensar que somente o Kim havia cometido erros dentro do relacionamento. Jeongguk podia ser como um irmão para si, mas também possuía seus defeitos e seus pontos fracos, assim como qualquer ser humano.

Não havia fingimento em sua fala sempre que o estudante de música alegava cultivar afeto genuíno para com Kwan, porém seria mentira dizer que não deu um belo puxão de orelha no Jeon ao descobrir que ele havia o marcado.

Em sua visão aquela fora uma atitude deveras precoce dado ao pouco tempo em que haviam iniciado o namoro. Ele não queria vê-los arrependidos, embora que para sua profunda tristeza um de seus receios estivesse quase se concretizando diante dos seus olhos.

— Como assim pensando no Taehyung? — perguntou calmamente. — Por favor, não me diz que pensa nele romanticamente falando. — Jeongguk hesitou. — Porra, ele é o seu cunhado, Jeon Jeongguk!

— Não viaja. — escovou sua franja negra e lisa para trás de maneira nervosa. — Eu só penso nele mais do que deveria. Tipo o tempo inteiro.

— Mas por quê? Para tudo se existe uma motivação e eu preciso entender a sua.

— Quando o conhecer você vai conseguir entender um pouco do que estou dizendo. — disse, mordendo um dos biscoitos sem muita vontade. Seu olhar perdido além do vidro da porta de entrada do estabelecimento. Naquele momento nem mesmo o céu azul e limpinho conseguiu levantar o seu ânimo. — O Taehyung é alguém cativante demais. Além de ser divertido e cozinhar bem pra caramba, sabe? E-ele...

— Ele? — o incentivou a continuar sua sentença.

— Ele é lindo. — libertou finalmente aquela maldita palavra acompanhada de um longo suspiro. Colocar aquilo para fora foi como finalmente se livrar um pouco do peso sobre seus ombros.

— Ele têm literalmente a cara do seu namorado. — o baixinho chiou. — A cara do irmão gêmeo dele. Do seu ômega marcado.

— Eu sei disso! — apesar de seu tom ríspido Yoongi não se deixou afetar. — Não me diga coisas óbvias quando sei que tudo não passa de uma idiotice. E quer saber? Isso só deve estar acontecendo porque Kwan vêm praticamente me repelindo. Talvez eu só esteja carente demais.

Parte de sua vida encontrava-se uma bagunça antes mesmo que Taehyung começasse a fazer parte dela, mas o loiro chegou e colocou para fora dos eixos o que lhe restava.

Toda a sua mente clamava para que aquilo não passasse de uma carência sem fundamento, porém nem mesmo ele conseguiu se convencer de suas próprias palavras.



°°°


Não foram necessárias mais que três batidinhas sobre a superfície de madeira para que a porta fosse aberta.

Os braços fortes e acolhedores de Seokjin não demoraram mais que meio segundo para o trazer consigo através de um abraço caloroso e demorado. O corpo do modelo logo estava dentro do apartamento.

— Esse lugar é bem mais modesto do que eu imaginei. — disse Taehyung, deixando a bolsa de couro preta sobre o estofado branco do sofá. Seus olhos castanhos e curiosos capturando cada detalhe do módico apartamento em que seu hyung estava alojado. — Pensei que esbanjaria mais com o seu retorno à Coreia.

Seokjin riu, meneando a cabeça negativamente. — Isso é temporário, Taehyung. — explicou calmamente. — Eu só precisava de um lugar confortável o bastante para mim e Amélia enquanto não vou em busca de um apartamento decente. Ou quem sabe uma casa.

— Jin...

— Nem se dê ao trabalho. — interviu, já percebendo que o ômega daria início a um monólogo sobre o porquê de não precisar deixar sua vida em Paris por sua causa. — Amélie queria conhecer um pouco da vizinhança e de alguns pontos turísticos de Seul. Disse que faria isso enquanto nós estamos na empresa.

Seokjin alinhou a lapela chanfrada do seu paletó negro e checou as horas no relógio prateado em seu pulso direito.

— Vamos?


— Me acompanhem, por favor. O representante do Sr. Kang está a espera de vocês na sala de reuniões.

Seokjin e Taehyung seguiram a alfa vestida em um terninho cinzento, que os cumprimentou cordialmente ao retirar-se da sala quando chegaram ao seu destino.

Mesmo após anos se dedicando de corpo e alma ao seu ofício, após inúmeras reuniões e apertos de mão, Taehyung não conseguiu conter o pequeno redemoinho de nervosismo que brotou na boca do seu estômago.

Nem mesmo o olhar cheio de segundas intenções que a secretária o direcionou conseguiu distraí-lo.

Ele sentia como se o seu futuro e a sua permanência em Seul dependesse do seu sucesso naquela empresa.

— É um enorme prazer ter o famoso Kim Taehyung em nosso prédio. — o homem sorriu caloroso, cumprimentando ambos os recém chegados com formais apertos de mão.

O aroma cítrico somado a sua presença forte deixou claro se tratar de um alfa. — Me sinto lisonjeado em representar o Sr. Kang e os dar as boas vindas a Louis Vuitton de Seul. Me chamo Jung Hoseok.

— Sou Kim Seokjin, empresário de Kim Taehyung.

— Certo. — o alfa endireitou sua postura sobre a cadeira de couro, juntando ambas as mãos sobre a mesa. — O seu sucesso em Paris é admirável e inegável. Eu posso garantir que a grande maioria dos nossos compradores coreanos já devem conhecer o rosto do rapaz que conquistou o exterior. A sua transferência para a nossa sede sempre foi deveras desejada, até mesmo pelo Sr. Kang... Porém desejo que mantenha os pés no chão.

A aura radiante de poucos instantes atrás havia dado lugar a um olhar quase penetrante. O Jung mudara da água para o vinho.

— Não pretendemos tolerar caprichos. — seu olhar negro queimou sobre o rosto de Taehyung. — O seu contrato com a Louis Vuitton Korea será fechado somente após a avaliação da empresa sobre a sua figura profissional, e nós desejamos ver isso na prática.

— Está sugerindo que Taehyung execute algum trabalho sem contrato prévio?

— Estou propondo, em nome da empresa e do Sr. Kang, para estabelecermos um contrato temporário que durará somente até o final desse ano. Obviamente o pagaremos, e dependendo do sucesso de Taehyung fecharemos o contrato oficial.

— E qual seria a proposta?

— Um desfile.

— Eu não sou modelo de passarela. — Taehyung se opôs rapidamente, não vendo a confiança do alfa vacilar por um mísero instante.

De fato, desde que embarcara de vez em sua vida profissional, o loiro se viu diante de novos desafios e sempre esteve disposto a encarar cada um deles sem se deixar desanimar. Contudo, existia uma extensa diferença entre ser um modelo fotográfico e um modelo de passarela.

Modelos de passarela são naturalmente mais exigidos e precisam ser mais completos. Gozando de múltiplas habilidades além de seus atributos físicos e medidas perfeitas.

— Estou por dentro disso, Taehyung-ssi. Todavia para tudo se há uma primeira vez, certo?

— Taehyung não possui a altura mínima para ir as passarelas.

— Um ou dois centímetros a menos não fará tanta diferença, Sr. Kim. Não quando estamos tratando de alguém que já está na mira da mídia. — Hoseok insistiu, tão persuasivo como nunca. Seu olhar incisivo voltou para Taehyung. — Eu só preciso avaliar as suas medidas e confirmar que se encaixem no que temos em mente.

— Tudo bem, eu aceito. — a fala do ômega pegou ambos os homens de surpresa.

— Têm certeza disso, Taehyung? — Seokjin o questionou baixinho, ainda que pudesse ser perfeitamente ouvido pelo outro alfa. O seu lado afetivo falando mais alto que o profissional.

— Sim. Eu estou certo da minha escolha. — o loiro ignorou o olhar do seu hyung e sorriu para Hoseok, que pareceu mais que satisfeito ao finalmente entrarem em acordo.

— Me acompanhem.


A pele do meio de suas costas pareceu formigar sob o toque sutil do Jung, que o guiava pelo comprido corredor até uma outra sala, pedindo gentilmente para que Seokjin os aguardasse fora dela. Aquilo sendo necessário ou não, Taehyung não o questionou.

No final das contas precisaria ficar seminu.

Suas bochechas foram coloridas por um sutil tom de rosa quando os dois pares de olhos pesaram sobre seu corpo coberto somente pela cueca boxe preta.

Uma ômega tirou a medida de sua cintura, quadril, busto, altura e em seguida pediu para que subisse em uma balança. Tudo fora anotado em um pequeno caderno e entregue nas mãos de Hoseok, que até então o avaliava silenciosamente com seus olhos penetrantes.

— No geral você possui boas medidas, Taehyung-ssi. — disse o alfa, voltando a aproximar-se do loiro quando ele já estava devidamente vestido.

Taehyung forçou um sorriso. — Espero que "no geral" seja suficiente para que eu consiga fechar o contrato.

— Eu diria que é quase suficiente porque ainda temos alguns pequenos detalhes para acertar. Se quisermos que isso dê certo, preciso que você... reduza um pouco o seu peso. Preciso que perca alguns centímetros de cintura.

Taehyung esperava por aquilo. Claro que esperava, porém ouvir aquela ordem velada em voz alta fê-lo sentir-se enjoado.

— Quanto eu preciso perder? — agradeceu por sua voz soar determinada e segura quando na verdade a palma de suas mãos suavam frio e sua pele empalidecia devido sua apreensão.

— Oito ou nove quilos são suficientes para te colocar no peso ideal para desfilar. Com a perda de peso atrelada à alguns exercícios físicos você irá reduzir sua barriga e cintura com facilidade.

Oito ou nove quilos?

Taehyung grunhiu baixinho. Um murmúrio desesperado querendo deixar sua garganta a qualquer custo.

Até mesmo sua voz se tornara ácida. — E o senhor ainda me diz que possuo boas medidas?

Hoseok sorriu presunçoso.

— Acredito que queira tanto quanto eu que tudo ocorra bem no desfile. Estou certo? — relutante o ômega deu um aceno positivo. — Ótimo. Eu tenho certeza que conseguirá até o dia da prova de roupa. E não se preocupe, eu irei te auxiliar com o processo para que não haja prejuízo.

Taehyung sentiu um mau presságio. Ele tinha medo que o dano em seu interior o corrompesse por fora também.


Notas Finais


O Hoseok não se responsabiliza por nada disso, ok? Ok.

Eu não quero que pensem que os sentimentos entre o JK e Taehyung estão surgindo do nada. Tudo aí têm uma motivação e aos poucos vocês vão entendendo. Paciência, eu juro que não vou deixar nenhuma ponta solta nessa fanfic.

Caso queiram conversar comigo, me cobrar ou tirar alguma dúvida:

Meu curiouscat: https://mobile.twitter.com/taedates
Meu twitter: https://curiouscat.me/taeilusm

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