História Contínua - Capítulo 1


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Categorias Bea Miller (Beatrice Miller)
Personagens Bea Miller, Cole Sprouse
Tags Adolescência, Amor, Beamiller, Colesprouse, Drama, Romance, Universidade
Visualizações 12
Palavras 1.934
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, essa é a minha primeira fanfic no site com essa minha nova conta, eu já postei anteriores, mas nunca as levei tão a sério como estou levando essa aqui.
Peço que comentem o que acharam, pra mim todas as críticas negativas ou positivas é algo a ser ouvido.
E também favoritem, pois isso me motiva a continuar!
E eu escrevi a fic ouvindo uma música, se vocês quiserem ouvir enquanto leem o capítulo, o link está nas notas finais.
Agora chega de atrapalhar a fanfic de vocês, boa leitura! <(^._.^)>

Capítulo 1 - Prólogo


Camila transpirava enquanto andava apreensiva. Olhava ao seu redor na procura de uma mísera alma, mas só havia ela ali.  — Por que diabos uma das principais avenidas da cidade costuma se tornar tão vazia à noite? — questionou a si mesma.
— Por que eu tive que aceitar essa merda de emprego? — indagou novamente, mesmo já sabendo a resposta...
— Deixe-me ver: vou ser despejada pois meu aluguel está atrasado há uns dois meses ou porque minha faculdade precisa ser paga? — diria de maneira irônica, haviam muitos motivos que a faziam permanecer naquele emprego, ensinando inglês para crianças em uma humilde escola da região. Camila não era pedagoga ou algo do gênero, na verdade, estava em um curso completamente distante disso, ela sonhava em se tornar arquiteta. 
Entretanto a falta de oportunidade, como a mesma dizia, a ''empurrou'' para aquilo. Mas francamente, Camila não gostava de seu trabalho, como também de nenhum outro. Efetivamente, haveria um único emprego no mundo que a garota teria o maior prazer do mundo em exercer: de suporte em alguma página da Netflix em uma rede social! Sim, é um serviço pra lá de estranho, mas ela não se importava, pelo contrário, possuía um vício quase compulsivo de ver as respostas divertidas que a Netlix dava em seus seguidores através das suas redes sociais. A mais memorável que ela consegue se lembrar, é quando a Netflix respondeu o filho do então deputado, Jair Bolsonaro, com um: ''Você está louca, querida!''. Ela amou tanto a frase, que até ensinou em inglês para seus alunos, que ficou em torno de: ''You're crazy, honey!''.


A menina não costumava largar tão tarde de seu ofício, mas havia tantos trabalhos e provas para corrigir, que ela preferiu concluir ali mesmo. O resultado já sabemos, voltando para casa às 22:00 da noite de uma terça-feira, em uma avenida completamente vazia. 
— Espero apenas não ser assaltada, afinal de contas, não tenho muito o que entregar. Nem minha castidade eu tenho mais, isso eu tenho certeza que os bandidos não poderão levar! — murmurou em um tom sarcástico. Camila era brasileira, ela costumava soltar piadinhas em horas que certamente, não eram propícias. Mas mesmo assim, insistia em fazê-las, pelo simples motivo de que pior do que estava, não dava para ficar.
No metade do trajeto do trabalho para sua casa, a menina teria que passar por uma velha ponte, que na sua humilde opinião, já deveria ter sido demolida há muito tempo. Ela provavelmente era feita de concreto, mas estava repleta de crateras, o que não ajudava a passar uma imagem de segura. Pelo menos não para Camila. Mas como era o caminho mais rápido até sua residência e ela não estava em opção de escolha, ela decidiu seguir.
O viaduto se iniciava em uma pequena rampa, que seguindo, levava até a direção plana da ponte, que ficava em torno de seis metros de altura do chão. Em baixo do elevado, havia uma estação ferroviaria, que sim, funcionava. O maior medo de Camila não era a ponte em si, mas o tremor provocado quando os trems passavam por de baixo dela.


— Se um trem resolver passar essa hora, significa que minha sorte é inexist... — antes que pudesse concluir a frase, a jovem notara um grupo de três rapazes com aparentemente sua idade, uns vinte anos, vestindo jaquetas pretas e tragando algo que aparentava ser um cigarro.
— Maloqueiros?! Justamente no momento em que estou voltando pra casa, eu realmente não tenho sorte alguma. Obrigada, Deus! — um sentimento de hesitação passou a dominar todo o corpo de Camila. Valeria a pena cruzar a ponte e arriscar sua vida, apenas para chegar em casa mais rápido? O problema está aí, a garota não estava preocupada simplesmente em chegar depressa no seu apê e descansar do dia produtivo que teve. Mas em assistir a transmissão simultânea da terceira temporada de Lucifer que o canal FOX tinha com o Brasil.
Antes que pudesse enfim tomar uma decisão, um dos garotos, particulamente o da esquerda, um loirinho de olhos claros e pele extremamente pálida, que parecia muito com o ator que interpreta o personagem Maxxie na segunda temporada de Skins. Apontou para Camila, indicando a presença da garota para os outros dois.


— Ora... Ora. Mas o quê temos aqui? — diria o mais despojado do grupo. Um rapaz negro que media cerca de dois metros de alturas, já se aproximando da menina, quando foi ''cortado'', pelo  rapaz que se localizava no centro e que demonstrava ser o líder do bando.
— Eu cuido dela! — exclamou o capitão do trio.
— Tudo bem, tudo bem... — sem nem mesmo contestar a ordem de seu superior, o moreno recuou de cabeça baixa.
— Então menina, o que você faz por essas bandas a essa hora?! — ditou com um sorrisinho safado pendente entre os lábios, ele era quase tão pálido quanto seu amigo Maxxie, mas não o suficiente. Seus olhos eram castanhos, possuia madeixas escuras que camuflavam toda sua testa, vendo seu porte físico por baixo da jaqueta e das calças camufladas, poderíamos presumir que ele era no mínimo atlético.
— Você é o meu pai agora? Não sabia que devia dar satisfações ao senhor! — afirmou a jovem, se espreitando entre o trio de gorilas, em uma tentativa fracassada de empurrá-los, quando o garoto de cabelos negros a segurou pelo punho. — Eu só te fiz uma pergunta, não precisa ser tão grossa!
Por alguns segundos, Camila e o tal garoto ficaram batendo boca, essa é a consequência de ser genioso. Quando você encontra alguém parecido, já é possível deduzir em como vai terminar. 
— Mas eu não quero te responder, aliás, faça o favor de me soltar! — tagarelou enquanto tentava se soltar do líder da matilha. 
— Ok, só te deixo ir quando me contar a verdadeira razão.  — proferiu o garoto, que demonstrava ser mais teimoso que a própria Camila. Sim, como isso era possível?
— Não querendo estragar a novela mexicana, mas Jason, temos que ir. —  sussurrou o menino loiro, que não havia dito nenhuma palavra desde o início do furdúncio.
— Salva pelo gongo! — debochou o rapaz dos cabelos castanhos, soltando a jovem e apontando seu dedo indicador para o rosto da moça, como se estivesse dando um recado. Camila não ficaria por baixo, avançando com a sua boca em direção ao dedo do garoto, pronto para abaconhá-lo. Que por sorte, conseguiu puxar o braço antes de receber a mordida.
— V-Você tentou me morder?! — afirmou o garoto espantado, ainda não acreditando na ousadia da menina. Entretanto, antes que pudesse tomar qualquer reação, um barulho de trem ecoou por todo o local.
— Vamos logo, Jason. Tenho que chegar em casa antes das meia-noite! Tenho serviço amanhã. — relembrou o brutamonte de dois metros de altura.  
— Isso mesmo, vão ou ficarão de castigo! — diria Camila, não contendo uma longa e duradora risada, que permaneceria até que trio de rapazes correram em direção à lateral da ponte, se lançando contra os trilhos do trem, no instante em que a locomotiva passou por ali.


— QUE PORRA É ESSA?! SUICÍDIO! — gritou a jovem desesperada. Embora não tenha se simpatizado muito com o grupo de moleques, a garota era extremamente a favor da vida. E não desejava à morte a ninguém, nem para a pior pessoa do planeta.
Em choque, a moça correu no sentido em que os garotos tinham se atirado, quando se deparou com  a cena do grupo encima do veículo. Sim, eles não tinham se jogado nos trilhos, mas no trem em movimento.
— Que idiotas! — argumentou furiosa, enquanto observava o comandante do grupinho acenar amistosamente e mandar uma sequência de beijinhos pra ela.
— Se acalme Camila, você vai chegar em casa, tomará um longo e demorado banho, depois irá assistir o episódio final de Lucifer. — recitou para si mesma, tentando se acalmar e retomando o trajeto até o seu apartamento.
Sem sombras de dúvidas, essa é uma noite que a menina jamais esqueceria, ao menos não por um bom tempo. 


Em frente a seu apê, a garota cruzara a porta que a levava da rua até a recepção, onde se deparou com o porteiro do prédio, o sr. Airton. 
— Boa noite, srta. Mendes. — disse o recepcionista gentilmente ao vê-la passar. 
Antes que você se pergunte, sim, Camila tinha o mesmo nome e sobrenome da atriz de Riverdale.
— O senhor sabe se chegou alguma correspondência? — Diria apreensiva, a garota havia encomendado um box da coleção completa de livros Sex And The City e estava ansiosa para devorá-los durante as férias. — Infelizmente, não senhorita. E a srta. Charlotte está a sua procura.
— Merda! — pensou enquanto confirmava com a cabeça para o porteiro. Charlotte era a filha do proprietário do prédio e também estava no mesmo curso que Camila na universidade, na verdade, elas eram colegas de turma. Diferente de seu pai, o sr. Louis, Charlotte era extremamente mimada e calculista, mas não podemos culpá-la. Sua mãe morreu ao lhe dar a luz e seu pai não soube impor limites sobre ela desde então.
 — Bem, eu vou indo. Tive um dia bastante agitado, boa noite, sr. Airton. — falou enquanto se dirigia até o elevador, quando se deparou com Charlotte adentrando na recepção.  Camila não estava com paciências pras bobagens de menina mimada, ao menos, não hoje.
De forma similar a aquelas cenas de filmes de terror, quando a vítima aperta desesperadamente o botão do elevador para ele subir, a garota teria reproduzido o episódio  de forma uniforme. O que ela não esperava é que, embora parecesse, Charlotte não era nada tapada e a mandou segurar o elevador.
— Camila, é você mesmo quem eu estava procurando! Segure o elevador, por favor. — ditou com um sorriso debochado entre os lábios, se juntando a menina dentro do pequeno cúbiculo.
— Então... Você sabe que meu papai é um senhor bastante bondoso e jamais teria coragem de falar isso para você, mas eu sinto que alguém precisa. E que pessoa é melhor do que eu? — proferiu com um tom de voz bastante irônico e debochado, coisa que deixava Camila realmente puta da vida. — Tudo bem, pode desembuchar! — disse revirando os olhos, sem paciência alguma para o quê Charlotte teria para falar, mas vindo dela, Camila sabia que boa coisa não era.
— Você está com um mês de aluguel atrasado e o prazo termina amanhã, pague ou vá embora! — exclamou a megera impaciente, cruzando os seus braços, criando uma forte tensão no ar.
— Não sabia que você estava cumprindo as obrigações do seu pai agora, cadê esse seu intusiasmo quando ele precisou fazer a mudança para a cobertura do prédio? Ah esqueci, eu mesma tive que ajudá-lo. — se Charlotte gostava de descer o nível, Camila iria ainda mais à fundo, expondo todas as incoerências e contradições das ações da filha do proprietário do prédio.
— Como você ousa falar da minha família? Você não sabe nada sobre mim, mas eu sei o suficiente sobre você... — por não ter uma resposta à altura, a menina mimada meramente lançaria argumentos fúteis e sem embazamento algum para cima da jovem.
Um apito soou no elevador, o andar que Camila havia selecionado enfim teria chegado. Então a garota saiu dali, deixando a fresca falar sozinha.


Finalmente Camila teria chegado no seu tão sonhado apartamento, onde removeu suas vestes na sala mesmo e já correu para o banheiro, onde tomou um longo e demorado banho. Logo depois preparou uns quitutes na cozinha e assistiu o episódio final de Lucifer, que na sua opinião, foi tão bom quanto ela achava que seria. Toda sua expectativa tinha sido atentida, a garota amava quando isso acontecia, embora estivesse extremamente cansada, ela ainda se esforçou para se levantar do confortável sofá e foi até a sua cama, onde adormeceu de sono.

 


Notas Finais


MÚSICA: https://www.youtube.com/watch?v=KtlgYxa6BMU

Então, o quê acharam? Comentem aqui embaixo e até o próximo capítulo!
Do seu amigo, f4ll3nb0y! (^._.^)


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